quarta-feira, 23 de abril de 2008

Aborto é primeira causa de mortalidade na Europa

Saudações queridos leitores!

Hoje, antes de chegar ao serviço estava vendo um programa de TV que mostrava como pais e mães em segunda, terceira ou quarta união convivem com enteados e mais enteados. É lamentável. A desestruturação da família está diretamente ligada a muitos dos problemas que vivemos hoje. Com essa constatação em mente, a Agência Fides lançou um dossiê (que não é de dados sigilosos do governo, haha!) sobre os fatores que contribuem para acentuar a crise nas famílias européias. Fiquem com reportagem de ZENIT (fonte aqui).

Aborto é primeira causa de mortalidade na Europa

Fides publica o dossiê «A crise da família na Europa»

Por Nieves San Martín

ROMA, terça-feira, 22 de abril de 2008 (ZENIT.org).- A agência da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos, «Fides», (www.fides.org), publicou um dossiê intitulado «A crise da família na Europa» no qual reúne dados sobre a diminuição da população do velho continente e os graves problemas que ameaçam à instituição familiar, entre eles o aborto.

No dossiê são enfrentados os seguintes temas: «A população européia»; «O envelhecimento»; «A natalidade»; «O aborto»; «A idade da maternidade»; «Os custos sociais»; «A pobreza das famílias»; «A pobreza das crianças»; «A destruição da instituição matrimonial»; «A adoção de menores para os solteiros»; «A família cristã».

Sobre o tema da população européia, o dossiê recolhe dados da Rede Européia do Instituto de Política Familiar (IPF), dos quais emerge um crescimento lento da população européia, ainda que maior nos anos 2002-2007, em relação aos cinco anos precedentes (Cf. Zenit, 10 de janeiro de 2008).

Entre 1994 e 2006 a população européia cresceu em 19 milhões de pessoas. 80% do crescimento da população durante esse período foi pela presença de quinze milhões de imigrantes, não pelo crescimento natural, que permaneceu estável (ao redor de 310.000 pessoas por ano), muito inferior aos Estados Unidos, onde o crescimento da população é 12 vezes superior à europa.

A relação calcula que a partir de 2025 a Europa começará lentamente a despovoar-se, enquanto que os Estados Unidos continuarão crescendo.

Em relação ao envelhecimento, o dossiê afirma que na Europa há mais pessoas idosas do que crianças. A população com menos de 14 anos representa apenas 16,2% do total da população (80 milhões de pessoas na EU em 27 países). O aumento de mais de 18 milhões de pessoas idosas, em 25 anos, é de 29%.

Sobre a natalidade o dossiê adverte que na Europa nascem cada vez menos crianças: em 2006, houve apenas 5,1 milhões de nascimentos. A situação está estável de 1995 a 2006, com um aumento entre 2005 e 2006 de apenas de 1,1%.

Sobre o tema do aborto, o dossiê afirma que a cada 25 segundos se realiza um aborto na Europa em 27 países, onde cada dia se fecham três escolas por falta de crianças.

A Espanha é o país onde mais aumentou o número de abortos nos últimos dez anos, com um aumento de 75%, seguido pela Bélgica, com 50% e Holanda, com 45%.

O aborto é a primeira causa de mortalidade na Europa e fez mais vítimas que as enfermidades cardiovasculares, os acidentes de trânsito, droga, álcool e suicídios. Desta forma, o número de abortos é superior ao número de mortes por enfermidades.

Sobre a idade da maternidade, o dossiê afirma que a idade média da maternidade na Europa se atrasou quase até os 30 anos. As mulheres espanholas são aquelas que têm filos mais tarde (30,8 anos), seguida por aquelas da Irlanda (30,6), Holanda (30,4) e Dinamarca (30,1). Em todos os países da Europa ocidental se comercializa a pílula RU486, que tornou-se o mais formidável sistema de controle de nascimentos.

Em relação aos gastos sociais, o dossiê adverte que 27% do PIB que em proporção a Europa destina aos gastos sociais, só 2,1% favorece as políticas familiares, que não são consideradas uma prioridade. A Europa destina menos de um euro à família em relação aos 13 euros destinados aos gastos sociais.

No que se refere à pobreza nas famílias o dossiê indica que a incidência da pobreza subjetiva geralmente é maior nos países mediterrâneos, menos naqueles nórdicos. A porcentagem de famílias que percebem um estado de mal estar é muito mais elevado na Grécia (76%) e na Espanha (60%), muito elevado se comparado com Suíça, Dinamarca e Finlândia, onde a cota de famílias subjetivamente pobres está entre 11 e 16% ou na Noruega e Luxemburgo, onde é ainda mais baixa.

Sobre a pobreza das crianças, o dossiê indica que há 97,5 milhões de crianças da União Européia entre 0 e 17 anos, e destes, 19 milhões estão em risco de pobreza.

A media européia de pobreza infantil está em torno a 19%. De cada quatro crianças, na Itália, há uma que corre o risco de viver sob o limiar da pobreza. O mesmo sucede nos novos estados membros, como Lituânia, Hungria, Romênia, Letônia e Polônia. Na Alemanha, o índice de pobreza infantil é de 12%, na França de 13%, na Holanda 14%, na Dinamarca de 10%, na Espanha e no Reino Unido é de 24%.

Sobre a violência doméstica, o dossiê afirma que, no âmbito mundial, é a primeira causa de morte para as mulheres entre os 16 e 44 anos. Mata mais o marido, o noivo ou o amante, e às vezes também os filhos, que o câncer, os acidentes de trânsito ou as guerras. Na Europa, os delitos cometidos contra as mulheres na família tocam a 5,84 mulheres sobre um milhão, segundo uma recente investigação espanhola.

Enquanto à destruição da família, o dossiê afirma que, em 25 anos (1980-2005), o número de matrimônios na Europa diminuiu em 692.000, com uma perda de 22,3%, com uma queda da taxa nupcial, que passou de 6,75 em 1980 a 4,88 em 2005, apesar de que a população tenha passado de mais de 33 milhões de pessoas. De cada dois matrimônios que se celebram na Europa, um acaba em separação.

Em relação à adoção de menores também pelos solteiros, o dossiê afirma que tudo deixa pensar que no próximo mês de maio, o Conselho da Europa aprovará o novo texto da Convenção européia sobre a adoção de menores. Se isto acontecer, os solteiros terão o direito de adotar uma criança e todos os Estados europeus deverão modificar suas leis nacionais para adaptá-las a este princípio.

Sobre a família cristã, o dossiê recorda o encontro de famílias em Madri denunciando a situação de indefesa das mesmas.

São necessárias, afirma, «iniciativas políticas para prevenir os divórcios, conciliar a vida profissional e familiar, combater a violência doméstica, proteger a eleição de atender a tempo completo os próprios filhos até os três anos de idade, reduzir os impostos sobre os produtos para o cuidado das crianças». São algumas das indicações contidas na «Proposta para uma estratégia da União Européia para o sustento dos casais e do matrimônio», redigido pelo secretário da COMECE (Comissão dos Episcopados da Comunidade Européia) e apresentado em 5 de novembro de 2007 em Bruxelas.

Este dossiê está disponível em:

http://www.fides.org/spa/documents/dossier_crisis_familia_290308.doc

Voltei. Vejam o parágrafo em negrito. Prestem muita atenção. Apesar de toda a reportagem ser importante, aquele parágrafo chama especialmente a atenção. Enquanto a Europa vive uma crise de despovoação, muitos europeus, para combater o decréscimo populacional estão... matando bebês!
É um absurdo total!

Que Deus salve a Europa!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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