quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aborto não é direito, explica Santa Sé ao Conselho da Europa

Saudações queridos leitores!

Às vezes me sinto absurdamente redundante. Vou falar mais uma vez sobre o aborto, pois infelizmente esse assunto demanda de muita urgência em nossos tempos. Fiquem com ZENIT (íntegra aqui), volto depois.

Aborto não é direito, explica Santa Sé ao Conselho da Europa

Comentário a uma resolução do Conselho da Europa

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 29 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O aborto não é um direito, afirmou um representante da Santa Sé nas páginas do jornal vaticano, comentando a decisão da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, que reconhece com este título a prática.

A Assembléia aprovou, em 16 de abril passado, a resolução 1607, com a qual convida os 47 Estados membros a orientarem, onde for necessário, a própria legislação, de maneira que se garanta às mulheres «o direito de acesso ao aborto seguro e legal».

O documento foi aprovado com 102 votos a favor, 69 contra e 14 abstenções, após um longo debate no qual se ofereceram 72 emendas.

O bispo Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, em um artigo publicado em «L’Osservatore Romano», mostra como a resolução sobre o aborto do Conselho da Europa contém uma afirmação contrária aos direitos humanos.

A resolução começa confirmando o princípio segundo o qual, sob nenhuma circunstância, o aborto tem de ser visto como um meio de planejamento familiar e que, na medida do possível, deve ser evitado (cf. n. 1).

O documento constata que em alguns países do Conselho Europeu, nos quais o aborto é permitido, de fato não pode ser garantido a todas as mulheres «um efetivo acesso aos serviços para o aborto que sejam seguros, aceitáveis e apropriados» (n. 2), por causa das condições restritivas previstas pelas próprias legislações. Isso, segundo a Assembléia, provocaria discriminações entre as mulheres segundo os diferentes países.

Neste contexto, o documento utiliza o termo «direito» para referir-se ao acesso efetivo ao aborto.

«É a primeira vez que o documento oficial do Conselho da Europa, constata Dom Sgreccia, fala do aborto como um ‘direito’.»

Voltei. Mas que diabos há com esse Conselho da Europa? Legitimando o assassinato de inocentes? Isso parece coisa dos tempos da Alemanha Nazista!

É repugnante ver que uma resolução que tem o despautério de definir o aborto como um "direito" consiga ser aprovada em algum lugar. Me admiro com o fato do povo eleger gente dessa estirpe para cuidar de seus interesses.

É uma grande verdade o fato de que onde os bons se omitem, os maus imperam. É o que está acontecendo na Europa. Graças a omissão das pessoas de bem, que deixam a Igreja pregando no deserto, muitas políticas que são notoriamente contra os direitos humanos estão sendo aprovadas nos países da União Européia.

A União Européia está deixando de ser um grupo buscando a cooperação para se tornar um grande clube que impõe a todos os que querem fazer parte, que aceitem políticas contrárias aos direitos humanos. E os países que se recusam a aceitar tais políticas contrárias à vida são marginalizados, sofrendo sanções veladas, pois perdem muito em isenções e auxílio no crescimento.

O incentivo velado ao aborto, como é o caso, é um contra-senso na Europa, continente que vive um declínio demográfico de moldes perigosos. Enquanto a população nativa, de maioria cristã se reduz ano a ano, a população de origem muçulmana não pára de crescer, em uma correlação que pode transformar a Europa em um continente com uma presença muçulmana muito mais significativa, o que acarretaria em problemas que vemos no mundo árabe, principalmente com relação a democracia e liberdade religiosa.

As pessoas de bem precisam se levantar, antes que não sobre nada na Europa.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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