segunda-feira, 24 de março de 2008

Panamá: artigos da lei de sexualidade contrariam doutrina da Igreja

Saudações queridos leitores!

Eu já vi esse filme aqui no Brasil. Fiquem com reportagem de ZENIT (fonte aqui), volto depois.

Panamá: artigos da lei de sexualidade contrariam doutrina da Igreja

Comunicado dos bispos sobre o anteprojeto em discussão

Por Nievez San Martín

PANAMÁ, sexta-feira, 21 de março de 2008 (ZENIT.org).- O Comitê Permanente da Conferência Episcopal do Panamá publicou um comunicado sobre a Lei sobre a Sexualidade, atualmente em discussão.

Os bispos explicam que «existem alguns anteprojetos de lei integral sobre saúde sexual e reprodutiva e sobre a proteção do menor e do adolescente, o que gerou diversas reações e comentários na mídia».

Com relação a estes temas, os bispos da Conferência Episcopal Panamenha desejam esclarecer uma série de pontos.

Reconhecem «que é função do Estado velar pela saúde integral de toda a população que habita na República do Panamá».

«A Igreja Católica – explicam – participou de várias reuniões com membros dos Ministérios da Saúde, Educação e Desenvolvimento Social sobre os anteprojetos de Lei já mencionados, procurando oferecer nossa colaboração na busca do bem comum e expondo nossa postura com relação a tudo o que afeta a vida humana, o matrimônio e a família, célula básica da sociedade.»

«Nossa participação como Igreja Católica nestas reuniões não significa de maneira alguma a renúncia nem o desconhecimento dos princípios e valores inerentes à nossa fé e à lei natural inserida na pessoa humana», asseguram os bispos.

Desta forma, crêem «na necessidade de promover uma verdadeira educação sexual cujo objetivo não é o prazer pelo prazer, mas uma educação para o amor em consonância com nossa condição de seres racionais e visando a fortalecer a instituição familiar, respeitando a idade biológica da infância e da adolescência».

Os prelados panamenhos se alegram pelo fato de que «algumas recomendações apresentadas por nossos delegados foram incorporadas aos mencionados anteprojetos».

Não obstante, expressam seu «desacordo com outros artigos por uma ambigüidade e porque contrariam a doutrina que nossa Igreja sempre proclamou em favor da dignidade da sexualidade, da pessoa humana e em defesa da vida, da família e do matrimônio, união estável entre um homem e uma mulher».

Para concluir, reiteram o que disse o servo de Deus João Paulo II quando visitou o Panamá há 25 anos: «O cristão autêntico, ainda com o risco de converter-se em ‘sinal de contradição’, deve saber escolher bem as opções práticas que estão de acordo com sua fé. Por isso, dirá sim à estabilidade da família; sim à convivência legítima que fomenta a comunhão e favorece a educação equilibrada dos filhos, ao amparo de um amor paterno e materno que se complementam e se realizam na formação de homens novos».

Assinam o comunicado José Luis Lacunza Maestrojuan, bispo de David, presidente da Conferência Episcopal Panamenha (CEP); José Dimas Cadeño Delgado, arcebispo do Panamá, vice-presidente da CEP, e José Domingo Ulloa Mendieta, bispo auxiliar do Panamá, secretário-geral da CEP.

Voltei. A questão está exposta no Panamá de uma forma muito mais ampla e correta do que vejo normalmente. Em primeiro lugar, fico feliz em ver que as autoridades panamenhas ouviram e acataram a algumas sugestões da Igreja, o que é um sinal de bom senso e demonstra que não há um ranço religioso tão forte quanto aqui. É louvável que eles tenham deixado o proselitismo laicista de lado e agido com consciência. Isso dificilmente aconteceria no Brasil, onde nossos políticos que devem cuidar da saúde são mais eficientes em matar pessoas do que mosquitos.

Por outro lado, alguns artigos ainda são contrários à moral e ao bom senso. A Conferência Episcopal Panamenha toca muito bem no ponto da orientação sexual, lembrando que não precisamos incentivar o sexo imaturo, que devemos deixar que os jovens amadureçam, sejam orientados de maneira a não considerar a prática sexual um estágio a ser passado, como se a não-iniciação em certa fase da vida fosse algo danoso.

Fico feliz em ver que a Igreja e o Governo Panamenho estão se empenhando para chegar a um acordo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo com você. Penso que é com atitudes como esta dos panamenhos que se consegue remediar muitos problemas (neste caso específico, quem sabe diminuam os surtos de estupro e pedofilia, não é?).