sexta-feira, 14 de março de 2008

Obstetra peruana é condecorada por salvar a jovem mãe discapacitada e sua filha não nascida

Saudações queridos leitores!

Aposto os pinos que tenho no ombro como esse tipo de profissional da reportagem abaixo dificilmente seria lembrada no dia internacional da mulher. Talvez haja gente que a considere algum tipo de criminosa, por não dar a "escolha" que certas alas da sociedade querem. Fiquem com ACI, volto depois.

Condecoram obstetra peruana por salvar a jovem mãe discapacitada e sua filha não nascida

.- O Ministério da Mulher e Desenvolvimento Social (MIMDES) condecorou dez destacadas mulheres peruanas em mérito a seu desempenho e trabalho em diversos campos sociais e econômicos. Uma das condecoradas foi Ivonne Arriaga Castañeda, uma dedicada obstetra do departamento de Huánuco que salvou com tenacidade a vida de uma jovem mãe discapacitada e sua filha não nascida.

Ivonne trabalha no Centro de Saúde de Acomayo, Huánuco, e faz um ano descobriu no isolado povoado de Vervenapampa o dramático caso de Jovita Jara, uma jovem de 20 anos de idade com retardo mental leve que não tem pernas, padecia anemia e estava grávida.

Ivonne caminhou várias vezes os 15 quilômetros entre Acomayo e Vervenapampa para visitar a Jovita e convencer a seus pais, uns humildes camponeses, sobre a urgência de que a jovem recebesse atenção médica durante o resto da gravidez e submetê-la logo a uma cesariana.

"Tenaz, sem fazer caso às iniciais negativas familiares, Ivonne volta uma e outra vez a Vervenapampa. Volta com vários argumentos e um só objetivo: salvar a Jovita. Finalmente triunfa e o papai, com a Jovita em seus ombros, caminha os 15 quilômetros até o centro de saúde. Jovita recebe as ações pré-natais e em 22 de junho nasce Noemí por cesariana", relata o sítio web do MIMDES.

Ivonne ganhou o concurso Ordem ao Mérito da Mulher 2008, na categoria Ação Heróica, graças a suas colegas de trabalho que a postularam e os votos de 30 mil pessoas que se comoveram com sua história.

Voltei. Eu temo que daqui a alguns anos tal conduta seja considerada criminosa. Há muitos grupos que trabalham arduamente pelo direito de assassinar qualquer pessoa que eles julguem que não possa viver "com qualidade". Certamente que o caso dessa jovem e de seu filho seria considerado "desumano" e o assassinato do bebê seria a coisa mais "humana" a se fazer.

Não cabe a nós decidirmos quem merece ou não viver. Nossa parte é lutar para que todos tenham como viver.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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