segunda-feira, 3 de março de 2008

Dom Eugenio Sales abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas por regimes militares

Saudações queridos leitores!

Comunistas mal agradecidos! Vejam como o Cardeal Dom Eugênio Salles os tratava durante a ditadura. Fiquem com reportagem de O Globo, volto depois.

Dom
Eugenio Sales abrigou no Rio mais de quatro mil pessoas perseguidas por regimes militares

Publicada em 02/03/2008 às 09h43m
O Globo Online

RIO - Expoente da ala conservadora da Igreja Católica no Brasil, o cardeal-arcebispo D. Eugenio Salles ofereceu proteção a quatro mil pessoas que fugiam das ditaduras do Cone Sul entre 1976 e 1982. O cardeal avisou pessoalmente aos militares que estava "protegendo comunistas", de acordo com reportagem de José Casado publicada na edição deste domingo do jornal O Globo. Dom Eugenio conta que telefonou para o general Sylvio Frota, que comandara o I Exército no Rio no governo Medici e com quem mantinha uma relação cordial, e avisou que ele não se surpreendesse se recebesse comunicação de que comunistas estavam abrigados no Palácio São Joaquim, escritório e residência do religioso. Segundo o cardeal, Frota nunca reclamou e nem fez cara feia.

O primeiro pedido para abrigar refugiados ocorreu no outono de 1976. O secretário entrou no gabinete e surpreendeu o cardeal com um papel e o relato de um imprevisto: na portaria estava um jovem, sem documentos, que dizia-se fugitivo da ditadura militar instalada havia seis semanas na Argentina. Estivera no Chile, mas temera pela vida no país do general Augusto Pinochet. Recorreu à arquidiocese de Santiago, onde lhe deram um bilhete com a inscrição: "Rua da Glória 446, Rio". Era o endereço de D. Eugenio.

- Até então, nunca tinha trabalhado com refugiados políticos, só com o pessoal daqui - conta o cardeal Sales, 32 anos depois.

Na reportagem, o cardeal conta o drama de consciência vivido diante do pedido de ajuda:

- Com o crucifixo na mão, eu pensava: "Como cidadão brasileiro não posso receber montonero, tupamaro, aqueles refugiados que vinham... Em seguida, repensava: "Agora eu, como pastor, tenho o dever de receber".

A partir daquela decisão, o Rio serviu de refúgio para refugiados das ditaduras na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai, como registram arquivos da arquidiocese, da Cáritas, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Os argentinos eram esmagadora maioria. Dom Eugenio chegou a autorizar a abertura dos cofres do órgão administrador do patrimônio da arquidiocese para ajudar os refugiados.

- Eu não tinha e nem nunca tive interesse em divulgar nada disso. Queria que as coisas funcionassem e o caminho naquele momento era de não pisar no pé (do governo) - relata.

Voltei. Quando é que comunistas deram abrigo a católicos perseguidos? Pelo contrário, comunistas perseguiram e ainda perseguem católicos. Enquanto nós ajudamos os que pedem refúgio, sendo comunistas ou não, eles nos perseguem.

Comunistas mal agradecidos!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.