segunda-feira, 3 de março de 2008

50 mulheres influentes apóiam manifesto contra aborto na Espanha

Saudações queridos leitores!

Aqueles que lutam pela vida na Espanha ganharam o reforço de 50 mulheres influentes. Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

50 mulheres influentes apóiam manifesto contra aborto na Espanha

Por Inmaculada Álvarez

MADRI, segunda-feira, 3 de março de 2008 (ZENIT.org).- Cinqüenta mulheres conhecidas da vida pública espanhola, entre jornalistas, empresárias, designers de moda, médicas e diretoras de banco, ratificaram o manifesto «Mulheres diante do aborto», que se deu a conhecer ontem em uma coletiva de imprensa em Madri. Nele se denuncia a passividade dos poderes públicos ante a fraude do aborto.

O manifesto foi apresentado à imprensa por Carmina García-Valdés, presidenta da Fundação Redmadre, e Gloria Juste, Presidenta da Associação Mulher e Trabalho.

Entre as assinantes estão as jornalistas Isabel San Sebastián, Pilar Cambra, Paloma Gómez Borrero e Natalia Figueroa, as designers de moda Carola Morales e Elena Martín, a professora universitária e política Gotzone Mora, as especialistas em bioética Natalia López Moratalla e Monica López Barahona, a ex-miss-universo Mariasela Lavarez, as escritoras María Vallejo-Nágera e Silvia Laforet, a atriz Nati Mistral e a presidenta do Clube de Futebol Rayo Vallecano, Teresa Rivero, entre outras.

No manifesto se expressa «a indignação pelos fatos que ocorrem nas clínicas acreditadas na Espanha para a prática do aborto», e se pede que se «supere essa forma de violência contra a mulher, que é o aborto descontrolado que existe de fato em nosso país».

«O aborto continua sendo um ilícito penal, e o Estado tem o dever de garantir que nem um só aborto seja realizado fora dos limites legais», afirmam. «Não cabe, portanto, falar, em nosso Ordenamento Jurídico, de um direito ao aborto, e menos ainda de um direito da mulher a decidir sobre seu corpo, pois no aborto se está dispondo do corpo de um ser humano diferente de sua mãe.»

Para estas mulheres, a causa do importante aumento dos abortos (mais de 100.000 em 2006) se deve «à percepção errônea do aborto como um direito garantido pelos poderes públicos, a fraude generalizada em sua prática e a falta de informação sobre riscos e alternativas», além de «o obscurantismo social e da mídia sobre as conseqüências do aborto».

O manifesto, que foi entregue aos partidos políticos, pede dois tipos de medidas ante esta situação: que se apóie a mulher grávida, e que se termine com a «fraude massiva» na prática do aborto.

Para esta segunda medida, pede-se que sejam criadas comissões externas que controlem as clínicas, que se informe às grávidas sobre os riscos do aborto e das alternativas ao mesmo mediante consentimento informado, e que se modifique o artigo 417 bis do Código Penal (o famoso quarto suposto) para evitar que se converta em uma «peneira».

O manifesto recorda que na Polônia, sendo a lei do aborto muito similar à espanhola, «passou-se na Polônia de 180.000 abortos anuais, antes de 1990, a 159 em 2002, frente aos mais de 100.000 da Espanha atual», devido a que «a normativa de desenvolvimento de tal lei não favorece a fraude, como ocorre aqui.

As assinantes afirmam que, ante as «prováveis acusações de integrismo e conservadorismo» que o manifesto receberá, «é necessário recordar que não há nada mais progressista que defender os mais indefesos; o aborto é a falsa solução do século XX aos problemas reais da mulher, o século XXI exige soluções solidárias e respeitosas com relação à vida».

Mais informação: www.mujeresanteelaborto.blogspot.com

Voltei. Os números são assustadores. A Espanha vive uma crise muito grave de valores. Muitas mulheres acham sinceramente que a prática do aborto é solução para alguma coisa. A Legislação é claramente falha, abrindo uma enorme brecha para que qualquer mulher "descontente" com sua gravidez aborte com a anuência do Estado.

A manifestação dessas mulheres é mais uma batalha na longa e dura guerra ideológica e religiosa que é travada na Espanha. De um lado estão as organizações feministas, notórias propagadoras da cultura da morte que, com a vista grossa do Estado inundam a Espanha com suas ideologias nefastas que espalham a morte por onde passa. Do outro lado está a Igreja, algumas organizações civis e alguns intelectuais que ousam se levantar contra esse verdadeiro patrulhamento que visa calar todas as vozes discordantes do sistema vigente. Aqueles que ousam se levantar têm suas reputações manchadas pela máquina de sujar reputações da esquerda. Esperem e verão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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