quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Carta Escandalosa do 12° ENP

Saudações queridos leitores!

Fiquem com reportagem do Estadão (fonte aqui), volto depois.

Padres sugerem o fim do celibato

Brasileiros levarão ao papa documento sobre alternativas para a vida religiosa e tolerância com segundo casamento

José Maria Mayrink, INDAIATUBA

O documento final do 12º Encontro Nacional de Presbíteros, encerrado ontem no Mosteiro de Itaici, município de Indaiatuba (SP), propõe ao Vaticano a busca de alternativas para o celibato sacerdotal - o que significaria a ordenação de homens casados e a readmissão de padres que deixaram suas funções para se casar.

Aprovado por 430 delegados que representavam os 18.685 padres das 269 dioceses brasileiras, onde trabalham em 9.222 paróquias, o pedido será enviado à Sagrada Congregação para o Clero, em Roma, atualmente presidida pelo cardeal d. Cláudio Hummes, ex-arcebispo de São Paulo.

Os padres pedirão também à Santa Sé "orientações mais seguras e definidas sobre o acompanhamento pastoral de casais de segunda união", os católicos que se divorciaram e tornaram a se casar. Unidos pelo casamento civil, esses fiéis podem participar da vida da Igreja, mas não podem se confessar nem comungar.

As duas reivindicações contrariam normas em vigor na Igreja que, conforme d. Cláudio afirmou no plenário do Encontro de Itaici, a Igreja não tem a intenção de alterar. Os padres não sugerem a abolição total do celibato, que continuaria sendo uma opção, por exemplo, nas ordens e congregações religiosas, mas que haja outras "formas de ministério ordenado".

A Igreja restabeleceu o diaconato permanente, que é exercido por homens casados. Os diáconos podem pregar nos templos e administrar sacramentos, embora não todos. Batizam, dão a unção dos enfermos e fazem casamentos, mas não celebram a missa nem ouvem confissões, privilégios exclusivos dos sacerdotes.

Outra reivindicação ousada do documento aprovado pelo Encontro de Presbíteros refere-se à nomeação de bispos. Proposta a ser encaminhada à Congregação para os Bispos pedirá uma revisão das nomeações "dentro de um espírito mais transparente, democrático e participativo junto dos presbitérios, dioceses e regionais da CNBB" (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A escolha dos bispos, que são nomeados pelo papa, é feita sob sigilo pelo núncio apostólico, representante diplomático da Santa Sé. Ele envia a Roma uma lista tríplice, depois de consultar os titulares de dioceses da região em que o escolhido vai servir. Os padres querem ser ouvidos nesse processo.

Dentro do espírito da 5ª Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, que se reuniu no ano passado em Aparecida para discutir o tema Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, os padres chegaram à conclusão, em Itaici, de que precisam sair das paróquias para ir ao encontro dos fiéis, a começar pelos católicos que abandonaram a prática religiosa. As paróquias, dizem os padres, devem renovar sua estrutura para ser menos burocráticas.


Voltei. No Mosteiro de Itaici, em São Paulo, ocorreu o 12° Encontro Nacional de Presbíteros. Desse encontro saiu um documento e uma carta. Ao ler a carta dos padres, refleti sobre algumas questões que lá estão abordadas.

Todos nós temos que fazer escolhas nesse mundo. Essas escolhas implicam em conseqüências. Muitas vezes sabemos das conseqüências de nossas escolhas, outras vezes não. Uma pessoa que escolhe atender o chamado da vocação sacerdotal, em um primeiro momento pode não saber o que lhe espera, mas com todos os anos de estudos e trabalhos pastorais, certamente vai descobrir o que lhe espera. Não admitir isso é abrir mão da lógica e da honestidade intelectual.

Hoje em dia, muitos sacerdotes, depois de ordenados, começam a questionar várias práticas da Igreja, como o celibato sacerdotal, por exemplo. O que eles fazem nada mais é do que querer "mudar as regras no meio do jogo". Uma boa notícia (não é boa para eles) é que isso não vai acontecer. Dom Cláudio Hummes, prefeito da Sagrada Congregação para o Clero já deixou claro que isso não está em discussão.

Assumir suas escolhas é um ato de honestidade consigo mesmo, com o próximo e com a Igreja.

Na carta tem de tudo abordado, mas não é possível achar as palavras Missa e Eucaristia. Isso é um indício da gravidade da situação pela qual grande parte do nosso clero passa. Um documento redigido por padres, para padres, que não menciona os pilares do sacerdócio, não parece ser algo sério. Engraçado que há menção à causa ecológica, que deixa os padres “indignados”, mas quando o assunto é a fé, só vemos as mesmas conclamações à atuação pastoral.

Interessante vermos que os padres criticam as estruturas “pesadas” e “ultrapassadas” da Igreja. Essa crítica é feita diretamente à hierarquia e à centralização da autoridade dobre o Santo Padre. Certamente, muitos padres queriam que a Igreja fosse uma democracia. Devem pensar que a voz do povo é a voz de Deus. Se assim fosse, o povo jamais teria pedido para que Pilatos soltasse Barrabás. A autoridade do Papa é mais que uma questão administrativa, é mais que uma hierarquia. Essa autoridade é divina, foi dada por Nosso Senhor Jesus Cristo. Se alguns presbíteros não concordam com essa centralização, que reclamem com Jesus Cristo, pois foi Ele que fez assim.

A carta pode ser lida aqui. Não é possível que todos os mais de 19 mil padres do Brasil compactuem com todo esse lixo socialista. Não se vê menção alguma à Eucaristia e à Missa, apenas ecologia, capitalismo e saudações a sacerdotes que não podem ser considerados exemplos de Fé Católica. Muitos dos citados são exemplos de socialismo, não de catolicismo. Queria ver o Santo Padre pegar esse documento, amassar e jogar no lixo (reciclável, é claro, para que os "ecólogos da libertação" não reclamem disso também) bem na frente deles.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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