terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Fidel Castro renuncia à presidência, mas não à ditadura

Saudações queridos leitores!

Pediu pra sair! Fidel Castro renuncia à presidência de Cuba, mas não à ditadura. Fiquem com notícia do UOL (íntegra aqui), volto depois.

Em carta, Fidel Castro anuncia renúncia à presidência


Em carta publicada no jornal estatal Granma, o líder cubano Fidel Castro, que permaneceu mais de 46 anos à frente do poder em Cuba, anunciou que não voltará a ocupar a presidência. Lutando para manter-se em boa saúde após uma cirurgia no intestino, Castro estava afastado do poder desde julho de 2006, quando passou o comando do país ao irmão, Raúl. Na mensagem ao povo cubano, Fidel prometeu continuar escrevendo artigos, mantendo o papel de "soldado das idéias" que assumiu nos últimos meses em Cuba.

Na carta de despedida, Fidel fala ainda das limitações que os problemas de saúde trouxeram, ressaltando que "trairia sua consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, o que não estou em condições físicas de oferecer." E acrescenta: "Falo isso sem drama."

"A meus caros compatriotas, que me deram a imensa honra de me eleger, recentemente, como membro do Parlamento (...) comunico que não desejarei nem aceitarei - repito - não desejarei nem aceitarei o cargo de Presidente do Conselho de Estado e Comandante Chefe", diz a carta.

Voltei. Fidel Castro é um dos maiores homicidas que esse mundo já conheceu. Em aproximadamente 49 anos de sua ditadura, 9479 mortos, isso sem contar os 77.833 que sucumbiram tentando fugir da ilha. Esses números fazem de sua ditadura uma das mais sanguinárias de todos os tempos.

O anúncio de sua renúncia nesse momento reflete mais a queda de um símbolo do que a mudança do regime. Fidel já está neutralizado desde que se afastou do poder pela primeira vez em circunstância da saúde e a renúncia é um passo natural do processo. Logo sua morte será anunciada. O que eu digo não é fatalismo, de modo algum, é a mais pura realidade, dada a condição degradante em que se encontra sua saúde.

Fidel foi um monstro sanguinário, os números comprovam. Uma das coisas mais estúpidas que tenho visto na imprensa, amplamente dominadas pela ideologia imbecil de esquerda, é uma tentativa de tornar a figura espúria de Fidel Castro um personagem "ambíguo", como se seu legado de mortes não fosse suficiente para comprovar o quão maligna foi sua ditadura. Com tantas evidências, não há como a história absolver Fidel, mesmo que muitos queiram.

O que ele fez foi injustificável. Os paredões de fuzilamento, as famílias destroçadas, os mortos no mar, os presos políticos... que seus sacrifícios não sejam em vão. Que eles sirvam para que o mundo veja o quão nefasto é o comunismo.

Que Deus nos livre logo das tiranias!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Nenhum comentário: