terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Edir Macedo usa o aparato Legal para tentar intimidar a imprensa

Saudações queridos leitores!

O Edir Macedo ficou bravinho porque trataram a sua seita milionária como uma seita milionária e está tentando usar o aparato legal para intimidar a imprensa. Fiquem com reportagem de ACI, volto depois.

Seita de Macedo pretende calar aos meios que denunciam suas irregularidades

.- A seita Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada pelo polêmico empresário Edir Macedo tem aberto dezenas de processos judiciais contra os meios de comunicação e jornalistas brasileiros que denunciaram como aproveita seu status de organização religiosa para construir um império econômico.

Os pastores e adeptos da IURD abriram uns 50 processos por "prejuízo moral" contra o jornal Folha de São Paulo e uma de suas jornalistas, logo que em dezembro passado publicasse uma reportagem sobre o império das comunicações de propriedade dos líderes da seita.

Cinco pastores da seita abriram um processo contra o jornal Extra do grupo Globo do Rio de Janeiro pela publicação de uma reportagem sobre um seguidor da IURD que destruiu uma estátua de São Bento no estado da Baía (nordeste).

A IURD foi fundada faz 30 anos pelo Macedo, um ex-empregado da Loteria do Estado do Rio e diz contar com mais de seis milhões de seguidores. No Brasil conta com dois mil templos e assegura estar presente em 46 países.

O jornal Folha assinalou que a IURD é a maior proprietária de concessões de comunicação no Brasil e seu império está valorizado em mais de um bilhão de dólares. Conta com 23 cadeias de televisão, 40 estações de rádio e 19 empresas em nome de 32 membros da seita, incluindo dois jornais, uma agência de turismo, uma agência imobiliária e uma empresa de táxi aéreo.

Voltei. Foram 56 ações, nos mais distantes cantos do país, apenas para chatear e obrigar a repórter a se deslocar com advogados e arcar com os custos disso tudo. É uma manobra escancarada. Tão escancarada que a seita do Edir Macedo já perdeu 5 das ações e foi condenada em duas delas por litigância de má-fé. Em todas as ações, são pedidas indenizações no valor de 1 mil a 10 mil reais. Todas elas contêm parágrafos idênticos, na caracterização de ação orquestrada.

A maior gravidade desse episódio está na clara ameaça que ele representa contra a liberdade da imprensa e da sociedade. Um atentado desferido não contra uma jornalista ou contra veículos de comunicação, mas contra um sistema que garante as nossas liberdades. Que sejam usados todos os meios legais para que seja punida essa seita que se alastra pelo Brasil, caluniando e difamando todos os que estejam contra seus interesses econômicos. Que eles sintam o peso da Justiça.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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