sábado, 9 de fevereiro de 2008

Dar orientações morais não é entrar em campanha eleitoral

Saudações queridos leitores!

Nosso mundo é maravilhoso. Todo mundo tem voz, todo mundo pode se expressar, todo mundo pode ter suas opiniões... exceto a Igreja! Fiquem com notícia de ACI, volto depois.

Porta-voz do Episcopado: Dar orientações morais não é entrar em campanha eleitoral.- O porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Dom Juan Antonio Martínez Camino, respondeu aos ataques socialistas e assinalou que a nota emitida pelo Episcopado não significa se posicionar por algum dos agrupamentos políticos, senão apenas o dever de fornecer uma série de orientações que os católicos devem levar em conta ao momento de votar em 9 de março próximo.

"Os bispos não dizem a quem terá que votar. demos uma série de critérios para que quem nos quer escutar tenham uma idéia (…) Estes são alguns conselhos sobre assuntos como o aborto ou a educação", expressou o Prelado em declarações a Telecinco.

Nesse sentido, reafirmou que "os bispos respeitam a quem vota de outra maneira", mas isso não quer dizer que não devam lembrar a ética social. "É mais preocupante ainda, que porque a Igreja exerça sua obrigação pastoral e seu direito a expressar-se, alguém diga que está fora da democracia", assinalou em referência aos ataques socialistas que afirmam que a nota emitida pela CEE é uma inclinação a favor do Partido Popular.

"O que se diz nessa nota se baseia na pastoral. Não é uma doutrina inventada ontem", expressou o Prelado, ao mesmo tempo que assinalou que nenhum dos agrupamentos políticos cumpre com as diretrizes dadas pelos bispos, por isso se trata de "votar pelo mal menor"

Voltei. Essa é a liberdade que eles pregam. Qualquer um pode falar o que quiser sobre qualquer assunto, menos a Igreja. Se a Igreja se pronuncia sobre aborto e métodos contraceptivos, logo dizem que ela está se metendo em saúde pública. Se lembra aos fiéis sobre as obrigações pastorais acerca da escolha de candidatos, está assumindo partido nas eleições.

Para esse povo não é possível deixar de ser a favor sem ser contra. Eles só conhecem essa dicotomia a favor/contra. A Conferência Episcopal Espanhola está mais do que certa de lembrar aos fiéis sobre como devem votar. Uma coisa engraçada é que a CNBB tem um posicionamento por diversas vezes abertamente esquerdista e ninguém diz que ela toma partido nas eleições. Ah, já sei: os luminares do esquerdismo não reclamam nesse caso porque são os favorecidos.

É a balança esquerdista: dois pesos, duas medidas.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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