quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Papa cancela visita à "La Sapienza"

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia de ZENIT (íntegra aqui). Volto depois.

Papa anula visita à «La Sapienza» para não dar pretexto a protestos «desagradáveis»

Declaração do cardeal Bertone ao reitor da Universidade

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 16 de janeiro de 2008(ZENIT.org).- Bento XVI não visitará a Universidade «La Sapienza» de Roma para «eliminar todo pretexto» para protestos «desagradáveis» que poderiam acontecer por este motivo, explicou hoje o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, em uma carta que enviou ao reitor da universidade, Renato Guarini, com a qual lhe fez chegar o texto do discurso que o Papa havia preparado para sua visita.

Em sua mensagem ao reitor, o purpurado italiano recorda que «o Santo Padre havia acolhido com muito prazer o convite» «para oferecer um sinal do afeto e da alta estima que sente por esta ilustre instituição, que surgiu há séculos por vontade de seu venerado predecessor», Bonifácio VIII (em 1303).

«Dado que um grupo claramente minoritário de professores e alunos acabou com os preparativos necessários para uma acolhida digna e tranqüila, considerou-se oportuno adiar a visita prevista para eliminar todo pretexto para atos que poderiam ser desagradáveis para todos», informa o cardeal.

«Consciente, contudo, do desejo sincero da grande maioria de professores e estudantes de escutar uma palavra culturalmente significativa, da qual tirar indicações estimulantes para seu caminho pessoal de busca da verdade, o Santo Padre indicou que lhe envie o texto que ele havia preparado pessoalmente para esta ocasião», indica Bertone.

Acrescentando o discurso escrito, o secretário de Estado deseja que os estudantes e professores «nele possam encontrar elementos para uma reflexão enriquecedora e para o aprofundamento».

Os protestos de estudantes aconteceram depois de que se tornasse pública a carta de 67 professores, entre os mais de 4.000 da universidade, dirigida ao reitor, na qual pediam que revogasse a visita do Papa.

Na carta, diziam que o Santo Padre negava a liberdade de investigação, citando um discurso pronunciado pelo cardeal Joseph Ratzinger em 1990, nessa mesma universidade, sobre a crise de confiança na ciência em si mesma.

Na conferência, Ratzinger citou esta frase incriminada pelos professores: «Na época de Galileu, a Igreja permaneceu muito mais fiel à razão que ao próprio Galileu. O processo contra Galileu foi racional e justo».

Os professores, contudo, não explicavam em sua carta que essa frase não era do cardeal Ratzinger, mas do filósofo da ciência Paul Feyerabend. O purpurado alemão a citou unicamente para ilustrar a posição da Igreja sobre Galileu.

Voltei. Esse grupo que protestou contra o Papa não passa de um bando de hipócritas obscurantistas, que pregam a liberdade a todos, menos à Igreja. Os maiores perdedores com isso são os próprios professores e alunos, que demonstram mais uma vez a chamada "intolerância dos tolerantes". Na mensagem seguinte reproduzo um artigo de Reinaldo Azevedo sobre o assunto.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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