domingo, 6 de janeiro de 2008

Italiana de seis anos poderá ser beata não-mártir mais jovem

Saudações queridos leitores!

Fiquem com o belíssimo testemunho de Antonietta Meo, por ZENIT. Volto depois.

Italiana de seis anos poderá ser beata não-mártir mais jovem

Reconhecidas as virtudes heróicas da menina Antonia Meo

Por Mirko Testa


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- A menina italiana Antonietta Meo, que morreu heroicamente de um tumor nos ossos com seis anos e meio, chamada familiarmente «Nennolina», poderá vir a ser a beta mais jovem não-mártir da história da Igreja.

Em 17 de dezembro passado, Bento XVI autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar os decretos que reconhecem as virtudes heróicas de oito servos de Deus que poderão chegar à honra dos altares, entre os quais se encontra a pequena Antonia.

Antonietta Meo nasceu em Roma, em 15 de dezembro de 1930, em uma família de sólidos princípios morais e religiosos, na qual se recitava o terço todos os dias. Era uma menina muito esperta, sempre alegre e que gostava de cantar.

Um dia, caiu, machucando o joelho com uma pedra. Mas a dor pareceria não passar. Os médicos a princípio não chegavam a determinar a origem da dor até que lhe foi diagnosticado um «osteosarcoma», câncer dos ossos.

Tiveram de amputar-lhe uma perna. Nennolina, que então tinha pouco mais de cinco anos, teve de usar uma pesada prótese ortopédica, mas sua vivacidade continuou sendo a mesma de sempre. E ainda multiplicou suas orações e adquiriu o costume de pôr aos pés do crucifixo, cada tarde, uma cartinha que no começo ditava à sua mãe e depois escrevia ela mesma.

Deste modo, ela deixou um diário, mais de cem mensagens a Jesus, Maria, Deus Pai e o Espírito Santo, que desvelam uma vida revestida de um grande misticismo, mas também um «pensamento» teológico surpreendente, que se esconde detrás de frases muito simples.

Nennolina, apesar de seus poucos anos, compreendeu que, no calvário, Maria sofreu com Jesus e por Jesus, e escreve: «Querido Jesus, Tu que sofreste tanto na cruz: quero fazer muitos oferecimentos e permanecer sempre no calvário perto, perto de ti e de tua mãe» (28 de janeiro de 1937).

«Querido Jesus – escreve em outra ocasião –, eu te amo muito, quero me abandonar em tuas mãos. (...) Quero me abandonar em teus braços, e faze de mim o que tu quiseres»; «tu, ajuda-me com a tua graça, ajuda-me, que sem tua graça não posso fazer nada».

As cartas a Nossa Senhora estão cheias de afeto: «Querida Virgem, és tão boa, colhe meu coração e leva-o a Jesus. Ó Virgem, tu és a mesma de nosso coração» (18 de setembro de 1936). Diante de Nossa Senhora, ela faz o propósito de ser sempre obediente como Jesus: «Quero receber Jesus das tuas mãos para ser mais digna».

Durante as freqüentes hospitalizações, pedia que a levassem na cadeira de rodas todos os dias até uma imagem de Nossa Senhora para recitar orações e pôr ante seus pés flores campestres recolhidas por sua mãe.

No dia da Imaculada de 1936, quando ela se aproximava de seu último Natal, Nennolina escrevia: «Estou contente porque hoje é tua festa, querida Virgem! (...) Na tua próxima festa e a de Jesus, farei pequenos sacrifícios, e diz a Jesus que me faça morrer e antes que cometa um pecado mortal!».

Consumida pelo tumor, após longos sofrimentos, Nennolina faleceu em 3 de julho de 1937, aos sete anos não completados, no sábado, em uma clínica romana a dois passos do monte Célio.

Após a morte de Nennolina, houve várias conversões e graças, e sua fama de santidade se difundiu por todas as partes. Dois anos depois, suas biografias já começaram a circular inclusive fora da Itália.

Exatamente cinco anos após a sua morte, o centro nacional da Juventude Feminina da Ação Católica, presidido então por Armida Barelli, converteu-se em promotor da sua causa de beatificação e canonização.

Em 22 de abril de 1968, começou a fase diocesana do processo que concluiu em 23 de março de 1972. Mas sua pouca idade gerou muitas dificuldades e atrasos na causa, até que se abriu a via ao reconhecimento canônico da santidade das crianças por parte da Igreja.

Em 1981, a Sagrada Congregação para as Causas dos Santos aboliu a restrição segundo a qual o exercício heróico das virtudes deveria dar-se por um «período duradouro». A medida libertadora levou depois, no Jubileu de 2000, à beatificação dos dois pastorinhos de Fátima, Jacinta e Francisco Marto.

A causa de Antonietta Meo se reiniciou em 1999, quando se constituiu em Roma a «Associação Nennolina» (http://www.nennolina.it) que, além de apoiar materialmente o processo canônico de beatificação, promove estudos e investigações sobre a vida e o pensamento da menina.

O corpo de Antonietta descansa em uma pequena capela adjacente à que conserva as relíquias da paixão de Jesus, dentro da basílica da Santa Cruz em Jerusalém, na qual foi batizada e que se encontra no bairro de Roma onde passou sua breve vida.


Voltei. O testemunho da joven Antonietta é encorajador. Ela mostra que a santidade está realmente ao alcance de todos, que o sofrimento é um dos mais belos meios de se chegar a Cristo.

O que distingue os cristãos de todas as outras pessoas no mundo é a compreensão do sofrimento, é saber usá-lo para chegar a Cristo ao invés de evitá-lo. É transformar qualquer ocasião, por pior que pareça, em ocasião de santificação. São Josemaría nos lembra em sua obra Sulco, ponto 234 "Pediste ao Senhor que te deixasse sofrer um pouco por Ele. Mas depois, quando chega o padecimento em forma tão humana, tão normal - dificuldades e problemas familiares..., ou essas mil e uma insignificância da vida diária -, custa-te trabalho ver Cristo por trás disso. - Abre com docilidade as tuas mãos a esses pregos..., e a tua dor se converterá em alegria."

Que saibamos transformar o nosso sofrimento em ocasião de proximidade com Deus.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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