sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Igreja promete entrar na Justiça contra pílula do dia seguinte

Saudações queridos leitores!

Fiquem com reportagem da Folha (íntegra aqui), volto depois.

Igreja promete entrar na Justiça contra pílula do dia seguinte em PE

FÁBIO GUIBU

da Agência Folha, em Recife

O arcebispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, anunciou hoje que a Igreja vai entrar com uma ação para tentar evitar que a Prefeitura de Recife distribua a pílula do dia seguinte na cidade durante o Carnaval deste ano.

A ação será proposta pela Pastoral da Saúde da arquidiocese e terá como base a proibição do aborto no Brasil. "Nenhum ser humano tem o direito de suprimir a vida de um inocente. É pecado grave", disse o arcebispo, para quem o medicamento tem efeitos abortivos.

"O aborto é um homicídio ainda mais grave, porque suprime a vida de um inocente que não tem a mínima condição de defesa", afirmou dom José.

A Secretaria da Saúde de Recife disse que o anticoncepcional de emergência não é abortivo e que manterá a iniciativa. O projeto prevê a distribuição da pílula em dois postos de saúde móveis montados em focos de animação do centro da cidade.

Para ter acesso ao medicamento, a mulher que procurar o posto deverá relatar ao médico plantonista que manteve uma relação sexual sem proteção, que o método tradicional de anticoncepção usado por ela falhou ou então que foi vítima de violência sexual.

(...)

Troco

O Fórum de Mulheres de Pernambuco e a Rede Feminista de Saúde, por sua vez, entraram hoje com uma ação contra a arquidiocese. Na ação, as entidades disseram que a instituição religiosa fere a Lei de Planejamento Familiar ao usar "valores morais e de cunho religioso para repassar à população informações equivocadas quanto à ação do contraceptivo de emergência". Elas pediram uma retratação pública.

Voltei. É realmente espantosa a falta de critérios para a distribuição da pílula. Esse medicamento, além de abortivo, é uma verdadeira bomba hormonal e será distribuído a qualquer mulher que relatar que teve relações íntimas sem proteção ou que foi vítima de violência sexual. Os efeitos a longo prazo do uso da pílula não são conhecidos e mesmo assim não há informações sobre a quantia de pílulas que cada mulher poderá receber, quer dizer que se ela quiser, pode receber o medicamento e tomar dez vezes no carnaval e dane-se os efeitos que isso pode provocar no corpo. É um monstro de irresponsabilidade.

Agora, pra variar, uma entidade feminista resolve pedir a cabeça da Arquidiocese. Elas querem uma retratação, alegando que a Arquidiocese usa de valores morais e de cunho religioso para repassar à população informações equivocadas quanto à ação do contraceptivo de emergência", o que é mentira, visto que a Igreja se apóia em estudos sérios para fundamentar sua posição. S liberdade que elas pregam é aquela que só vale para quem concorda com suas teses. É a mania de unanimidade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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