domingo, 6 de janeiro de 2008

Fim de celibato não é solução a escassez sacerdotal

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da ACI, volto depois.

Cardeal Husar: Fim de celibato não é solução a escassez sacerdotal

Cardeal Lubomyr Husar

.- Em uma entrevista concedida a Fabrizio Contessa, da edição diária em italiano de L'Osservatore Romano, o Cardeal ucraniano Lubomyr Husar advertiu que suprimir o celibato obrigatório para os sacerdotes não é uma solução ao baixo número de vocações sacerdotais.

Conforme explica Contessa, o testemunho do Cardeal Husar é especialmente importante porque o Cardeal é o líder da Igreja de rito Grego-Católico em Ucrânia, um rito que contempla a possibilidade de ordenar a homens casados como sacerdotes.

O Cardeal proclamou o ano 2008 como o "Ano da vocação cristã". "procuramos não nos limitar às vocações à vida religiosa e ao sacerdócio, senão que estamos, apontando ao conceito cristão da vocação. E isto é porque notamos, tanto na vida familiar como na religiosa, uma grave instabilidade", explica o Cardeal ucraniano.

"Entre aqueles que se casam –adiciona– muitíssimos se separam. E também entre aqueles que ingressam nos mosteiros e às congregações, inclusive depois de ter realizado sua profissão, pedem ser dispensados. Nós queremos apontar a uma estabilidade da vocação".

Perguntado sobre a razão da crise de vocações, o Cardeal Husar assinalou que "podem existir muitas respostas. Agora inclusive são os pais os que se opõem, não permitindo a seus filhos ingressar nos mosteiros ou às congregações religiosas. Por outro lado, os sacerdotes pregam muito pouco, já seja sobre a vocação em geral, mas sobre tudo sobre a vocação sacerdotal e religiosa".

Voltei. A escassez sacerdotal independe do celibato. Se fosse essa a causa da falta de sacerdotes, a crise teria começado muito mais cedo, pois a norma já vigora a muitos séculos. O declínio no número de sacerdotes é um fato recente, que pode ser notado com mais nitidez no final da década de 60 do século passado.

A queda no número de sacerdotes coincide com uma época em que tentavam dar uma nova identidade ao sacerdócio, onde os modernistas começaram a investir com mais agressividade contra o status e função teológica do padre. Essa crise que se instalou fez com que o laicato tivesse um papel ampliado na Igreja nas últimas décadas, contribuindo assim para que alguns sacerdotes se sentissem com ainda menor função na Igreja.

Essa situação só poderá ser revertida com o resgate do prestígio sacerdotal, minado pelos modernistas, pelos laicos e mais recentemente pelos escândalos envolvendo alguns poucos sacerdotes que não são dignos de representar a Cristo.

Necessitamos urgentemente de uma formação mais sólida para os fiéis, para que tenhamos a devida reverência para com os sacerdotes, Persona Christi, possuidores do maior poder que esse mundo já viu, que é o de trazer Cristo materialmente para o meio de nós.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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