quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O perene presépio do Sacrário

Saudações queridos leitores!

Com a proximidade do Natal, trago uma reflexão para o tempo natalino retirada do site do Opus Dei.

O perene presépio do Sacrário Este é um texto sobre o Natal. Nele recordamos que os Magos levaram ouro, incenso e mirra. E nós, o que levamos para o Menino Jesus? O trabalho de todas as atividades humanas.

20 de dezembro de 2007

“Dias de Natal, princípios de 1939. Renascer e continuar, começar e seguir. No campo material, inércia é não mudar: não mexer no que está quieto, não parar o que se move. Porém, no espiritual, seguir e continuar nunca é inércia. Voltemos ao mesmo, sempre ao mesmo: Deus conosco, Jesus menino: e nós, guiados pelos Anjos, indo adorar o Menino Deus, que Maria e José nos mostram. Por todos os séculos, de todos os confins do orbe, carregados e animados pelo trabalho de todas as atividades humanas, irão chegando magos ao perene presépio do Sacrário. Cuida e trabalha, preparando tua oferenda – teu labor, teu dever – para esta Epifania de todos os dias”[1].

A adoração dos Magos, o Batismo do Senhor, as bodas de Caná: três manifestações da divindade do Verbo encarnado, três epifanias que estão localizadas no tempo mas têm sabor de eternidade, porque Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre[2].

Na bela carta que inicia uma seção de Notícias, do mês de dezembro de 1938, pouco mais de dez anos após a fundação do Opus Dei, nosso Fundador contempla o Menino Deus em Belém. Depois de reafirmar a definição da vida interior que tantas vezes temos atualizado em nosso itinerário de aproximação ao Senhor,– começar e recomeçar –, São Josemaria une o mistério da adoração dos Magos ao nosso trabalho profissional. Relaciona o alcance eterno daquela oferenda com a dimensão divina que podem adquirir nossas ocupações cotidianas.

Nós somos, também, de algum modo, aqueles magos que, guiados pela estrela da vocação, nos aproximamos de Belém, nos tempos atuais, desde todos os confins do orbe. Os Magos, que não são membros do povo hebreu, mas gentios, anunciam essa grande convocação que será a Igreja, Povo de Deus. Vinham do Oriente, de além do Jordão. Herodes perguntava onde estava o Rei dos judeus. Os príncipes dos sacerdotes e os escribas sabiam que o Messias devia nascer em Belém[3], mas não se deram ao trabalho de ir saudá-lo. Herodes se inquieta e toda a Jerusalém com ele[4]; entretanto, somente esses estrangeiros fazem a viagem. Amar é mais que conhecer, o saber não basta para chegar a Jesus.

Quarenta dias depois do nascimento, quando o divino Menino havia sido apresentado no Templo, o velho Simeão proclamava a Salvação dos povos e profetizava sobre quem ia ser luz para iluminar os gentios e glória de Israel[5]. Luz divina para todas as nações e, por isso mesmo, glória de Israel.

Os pastores – hebreus – e os Magos – pagãos – são os primeiros de uma multidão onde já não haverá mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e livre, entre homem e mulher[6]. Com os Magos, começa a se cumprir a profecia de Simeão para os gentios. Nós, séculos depois, formamos também parte desse Povo convocado na Nova Aliança. “Um povo, formado por judeus e gentios, que se reunira em unidade, não segundo a carne, mas no Espírito, e constituísse um novo Povo de Deus”[7]. O pão das ovelhas perdidas da casa de Israel se faz pão para todos[8].

Os Magos levam ouro, incenso e mirra. E nós, o que levamos para o Menino Jesus? Nós vamos a Belém carregados e animados pelo trabalho de todas as atividades humanas.

Carregados

Carregados, porque o trabalho duro, contínuo, exigente é, para nós, peso. O trabalho, sempre vocação do homem, com o pecado, tornou-se esforço, luta e dor. Com a desobediência, veio a morte; morte que Cristo quis também padecer. Nós, como os Magos, trazemos mirra. Como Nicodemos, levaremos uma mistura de mirra e de aloés aos pés da Cruz, tomaremos seu Corpo e o envolveremos em lençóis, com os melhores aromas que possamos encontrar[9]: mirra da abnegação por amor a Cristo e às almas, de amor à Cruz no trabalho de cada dia, ainda que custe e porque custa. Nosso trabalho, participação nos sofrimentos de Cristo, é também bálsamo para curar, para limpar e aliviar as tremendas feridas que abrimos com nossos pecados em sua Santíssima Humanidade. Nada faltou à Paixão de Jesus para nos salvar, mas, para que seus méritos nos sejam aplicados, devemos completar em nossa carne aquilo que falta aos sofrimentos de Cristo em favor de seu Corpo que é a Igreja[10]. Alegria de participar nos sofrimentos da Cruz para que Cristo se forme em cada membro de seu Corpo Místico: afã de almas, amor redentor do cristão. Nossas fadigas servem para a salvação de muitas almas.

Onde está o Rei dos judeus? –perguntava Herodes. Aonde iremos, carregados com nosso trabalho? Iremos ao perene presépio do Sacrário. Ali, como fruto da Missa – trabalho de Deus –, como fruto da Cruz, Ele está substancialmente presente.

O Pão da Vida, Pão descido do Céu, Pão para a vida do mundo[11], está nos esperando agora no presépio do Sacrário, onde há mais humildade, mais aniquilamento do que na manjedoura e do que no Calvário. Os Reis Magos encontraram Jesus em Bêt-lehem, que significa casa do pão. O grão de trigo, que morrendo dará muito fruto, jaz sobre um pouco de palha[12]. Vamos a Belém com o ouro do desprendimento dos êxitos e dos fracassos, com o incenso dos desejos de servir e de compreender – caridade, pureza: bom odor de Cristo – e a mirra do sacrifício de cada dia[13].

Animados

Vamos animados pelo trabalho, porque o trabalho é para nós caminho para chegar a Jesus; é, de algum modo, caminho para Belém: ali, onde nasce o Verbo encarnado, onde Céus e terra se unem, no seio de Maria e, depois, naquele humilde berço de Belém. Até ali vamos nós que procuramos unir trabalho e oração, oração e trabalho: o mundo com Deus.

Vamos com bom ânimo, com passo alegre. O trabalho é, com efeito, e apesar das dificuldades que sempre traz consigo – e que algumas vezes tanto nos fazem sofrer –, vida, tarefa, dom, crescimento, serviço a Deus e aos demais. Por isso tratamos de amá-lo, fazê-lo com alegria, com entusiasmo: com paixão profissional. O trabalho é, neste sentido, motor que impulsiona. É bom sair de casa com desejos de cumprir aquela tarefa humana que constitui nossa vocação profissional e, ao mesmo tempo, nos posiciona na sociedade.

Ele é o artesão, o filho do artesão[14], aquele que trabalhou trinta anos em Nazaré. É o Filho de Deus que transformou o pão em seu Corpo. Quanto lhe custou o trabalho da Cruz! Abbá, não se faça a minha vontade, mas a tua[15]; e esta submissão da vontade nós a atualizamos cada dia, quando o sacerdote, emprestando sua voz e toda sua pessoa ao Senhor, agindo in Persona Christi Capitis, repete as palavras da Instituição da Eucaristia: Isto é meu Corpo que será entregue por vós. Assim vamos, carregados e animados, seguindo as pegadas de quem subiu a Jerusalém com o peso de nossos pecados, animado por desejos de salvação, por desejos de entrega.

Quam dilecta tabernacula tua, Domine virtutum![16]. Vamos, animados pelo trabalho, ao Sacrário, ao Tabernáculo, à casa do Senhor dos Exércitos, força de nossas lutas de paz para alcançar as virtudes. Oferecemos essa luta a Ele, porque não há nada de bom que tenhamos feito que não venha d’Ele. Que tens que não tenhas recebido? – dizia São Paulo[17]. Essas virtudes que nos esforçamos por exercer no trabalho são de Deus: a laboriosidade – meu Pai não deixa de trabalhar, e eu também trabalho[18] –, a paciência, a responsabilidade, o cuidado das coisas pequenas, o esforço por dar acabamento, o afã por ajudar os demais a crescerem e a humildade que permite valorizar seu trabalho, a alegria, o serviço. No “começar e recomeçar” está a luta para adquirir essas virtudes, hábitos operativos que forjam nossa personalidade e, pouco a pouco, nos identificam com Cristo.

Para amar

Quando trabalhamos, é Ele quem trabalha, quem sofre e se entrega, quem ama. Vamos à casa do Pão, eterno presépio do Sacrário onde está o Filho único do Pai, o Verbo eterno de Deus. Na patena, unindo nossa tarefa ao pão – fruto da terra e do nosso trabalho –; e no cálice, unindo ao vinho – fruto da vide e de nosso trabalho[19] – a gota de água de nossa vida.

Cuida e trabalha, diz São Josemaria. Um trabalho bem feito, cuidado, com esmero. O trabalho que corresponde ao pequeno dever de cada momento: Faz o que deves e está no que fazes[20]. Cuidado, esmero, preparação de tua oferenda. Vamos ao Sacrário que se encontra na paróquia, na igreja próxima ao local de trabalho, ou do caminho para ele; ao Sacrário de algum oratório. Vamos até aí para encurtar o tempo até a próxima Missa, preparando a oferenda da jornada com o cuidado e a impaciência dos enamorados, com o santo entusiasmo de fazer de cada dia uma Missa, para rezar por nossos familiares e amigos, para nos sentirmos amados…, e para amar![21]. De modo muito especial, à hora das provas, ou quando é preciso dar um passo novo, talvez mais custoso, visando um abandono interior maior, então chegou o momento de ir ao Sacrário e falar com o Senhor, que nos mostra as suas chagas como credenciais de seu amor; e, com fé nessas chagas, que não contemplamos fisicamente, descobriremos, com os Apóstolos, a necessidade de que Cristo padecesse e assim entrasse em sua glória; acolheremos mais claramente a Cruz como um dom divino, compreendendo assim aquela exortação do nosso Padre: empenhemo-nos em ver a glória e a felicidade ocultas na dor[22].

O Sacrário é Belém, casa do pão, sempre demasiado pobre para o Senhor. É Belém porque ali está com sua alma, com seu corpo, com seu sangue e sua divindade[23], porque se oferece, como em Belém, à nossa contemplação e à nossa adoração. Não vamos a Ele com as mãos vazias, mas com o trabalho já realizado e aquele por realizar. A visita ao Santíssimo Sacramento é uma pausa de adoração: Jesus, aqui está João, o leiteiro; ou também: Senhor, aqui está este desgraçado, que não sabe Te amar como João, o leiteiro[24].Com nosso nome, nós lhe falamos da oferenda que lhe estamos preparando: sou o médico, o operário, o juiz, o professor escolar…, que venho Te dar o que sou e o que faço; e a Te pedir perdão pelo que deixei de fazer. Vamos a Ele com os anjos, e, como no presépio, está Santa Maria e está São José. O pai e a mãe de família levam seus filhos para saudar Jesus no Tabernáculo; o profissional, o colega; o estudante, seu amigo, ensinando, com o exemplo, como a fé move a ir ao encontro do Senhor que nos espera.

Fé, pureza, vocação

Pai-Nosso, Ave Maria, Glória. Eu quisera Senhor receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que vos recebeu a vossa Santíssima Mãe, com o espírito e o fervor dos Santos[25]. Depois de adorar ao Pai nosso que está nos Céus, invocamos a Mãe de Deus e Mãe nossa, para que nos ensine a dar glória, com nossa vida, à Trindade. Ela nos deu o Corpo de Jesus; Ela nos dá Cristo na Eucaristia. Suas mãos receberam o ouro, o incenso e a mirra que os Magos ofereceram a Jesus. Em suas mãos se purificam nossas oferendas e também nossas misérias. Dá brilho ao ouro da nossa fé, acende com seu amor materno o incenso de nossa pureza e enche de aroma a mirra da nossa entrega. Santa Maria mantém vivo o fogo de nossa fidelidade e de nosso apostolado. Com Ela, daremos luz e calor. Seremos lâmpadas de fé, de caridade ardente, luz divina que ilumina o caminho até Belém.

Vamos à última e eterna epifania divina, a última revelação descrita no último livro do Novo Testamento, escrito quando, de um lado, pareciam crescer as confusões doutrinais, ameaçando a verdade dos cristãos, e, de outro, desencadeava-se a primeira perseguição universal e sistemática contra a Igreja. O imperador, uma criatura de barro, ébria de glória humana, pretendia ser adorado como Senhor e Deus. Porém, as sombras de glória vã desaparecerão com o rio de água da vida, claro como um cristal, procedente do trono de Deus e do Cordeiro. Os que verão seu rosto não necessitarão de lâmpadas porque o Senhor Deus os iluminará e reinarão pelos séculos dos séculos[26].


Enquanto isso, o fulgor divino se propaga como um incêndio, de coração a coração: fogo apostólico que se alimenta da fidelidade diária, com a humildade que persevera na fé, com o Pão que torna mais firme a pureza, com a vocação fortalecida na Palavra, na oração. Ouro, incenso e mirra. Fé, pureza, caminho: três pontos intocáveis, que cada semana consideramos com o Senhor, e que nos apraz comentar quando queremos acudir à ajuda da direção espiritual. Assim, recomeçaremos, cada dia, cada semana, preparando nossa oferenda para a Epifania de todos os dias.

Guillaume Derville

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[1] Cfr. São Josemaria Escrivá de Balaguer, Caminho, edição crítico-histórica, preparada por Pedro Rodríguez, 3ª ed. Rialp, Madrid 2004, pág. 1051 (comentário ao ponto 998).

[2] Cfr. Hb 13, 8.

[3] Cfr. Mi 5, 1-3.

[4] Cfr. Mt 2, 4-6.

[5] Lc 2, 34.

[6] Cfr. Gal 3, 28.

[7] Concílio Vaticano II, Const. dogm. Lumen Gentium, n. 9.

[8] Cfr. Mt 15, 24-28.

[9] Cfr. Jo 19, 39.

[10] Cfr. Col 1, 24.

[11] Cfr. Jo 6, 35,41,51.

[12] Cfr. João Paulo II, Mensagem do Santo Padre para a XX Jornada Mundial da Juventude (Colônia, agosto 2005), 26-VIII-2004, n. 3

[13] Cfr. É Cristo que passa, nn. 35-37.

[14] Cfr. Mt 13, 55; Mc 6,3.

[15] Cfr. Mc 14, 36.

[16] Sl 84 [83], 2.

[17] Cfr. 1 Co 4, 7.

[18] Jo 5, 17.

[19] Cfr. Missal Romano, Liturgia Eucarística.

[20] Caminho, n. 815.

[21] Cfr. Forja, n. 837.

[22] D. J. Echevarría, Carta pastoral aos fiéis da Prelazia e cooperadores por ocasião do Ano da Eucaristia, 6-X-2004, em “Romana” 2004 (nº 39), p. 221.

[23] Cfr. Concílio de Trento, sessão XIII, Can. 1.

[24] Cfr. Guillaume Derville, Rezar 15 dias com São Josemaria Escrivá, Ciudad Nueva, Madrí 2002, págs. 71-72.

[25] Cfr. São Josemaria Escrivá de Balaguer, Caminho, edição crítico-histórica, preparada por Pedro Rodríguez, 3ª ed. Rialp, Madrí 2004, pág. 689 (comentário ao ponto 540).

[26] Cfr. Ap 22, 1-5.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Bispo de Abaetetuba (Pará, Brasil) foi ameaçado de morte pessoalmente

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

Bispo de Abaetetuba (Pará, Brasil) foi ameaçado de morte pessoalmente

D. Flávio Giovenale atuou no caso da menina estuprada em prisão masculina

Por Alexandre Ribeiro

ABAETETUBA, quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Dom Flávio Giovenale, bispo de Abaetetuba (80km de Belém, capital do Pará, norte do Brasil) foi abordado na manhã do dia 4 de dezembro e ameaçado de morte pessoalmente.

Segundo o bispo contou a Zenit esta quarta-feira, um desconhecido o interpelou na rua, quando ele se dirigia a um colégio, e disse: «A gente conhece os seus caminhos; quando a poeira baixar, vamos dar um jeito em vocês».

Dom Flávio Giovenale, salesiano, italiano missionário no Brasil, há dez anos bispo de Abaetetuba, atuou no caso da menina encarcerada com homens na delegacia da cidade.

A adolescente de 16 anos (completados no dia 10 passado) foi presa sob acusação de furto no dia 21 de outubro. Ela ficou presa em uma cela com 20 homens até o dia 14 de novembro.

Nesse período, foi obrigada a manter relações sexuais sob violência, em troca de alimento. Ela apresentava marcas de violência no corpo e queimaduras de cigarro.

Segundo explicou Dom Flávio Giovenale, não foram todos os detentos que estupraram a menina. Um deles, chocado com a situação, havia prometido ajudá-la assim que saísse da cadeia.

Foi este detendo que encaminhou ao Conselho Tutelar a denúncia. Depois que o caso veio a público, quatro delegados foram afastados --inclusive o delegado-geral da Polícia Civil paraense, Raimundo Benassuly.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) chegou a pedir o afastamento de todos os 25 agentes da Polícia Civil de Abaetetuba.

Nesse contexto, três pessoas intercederam com especial vigor em favor da menina: o bispo Giovenale e as conselheiras tutelares Maria Imaculada Ribeiro dos Santos e Diva de Jesus de Negrão Andrade.

Todos foram ameaçados pessoalmente de morte por desconhecidos neste mês de dezembro. Outras pessoas teriam sofrido ameaças, inclusive membros da OAB no Pará.

Dom Flávio disse temer pela vida das duas conselheiras. «Acredito que as duas correm mais perigo, pois o bispo é uma autoridade, e eles têm de pensar bem antes de fazer uma besteira».

O prelado destacou o trabalho corajoso das duas conselheiras no caso da menina estuprada. Maria Imaculada e Diva Andrade também atuam na Igreja Católica como catequistas.

Dom Flávio Giovenale afirmou que já detalhou as ameaças de morte à OAB. A entidade está cuidando dos trâmites para conseguir proteção policial para os três ameaçados, junto à Polícia Federal.

A menina vítima de abuso sexual confirmou à Justiça que, após o período que passou na prisão, foi deixada no cais por três policiais que a haviam prendido. Eles a teriam mandado «desaparecer».

A adolescente confirmou ainda que em diferentes momentos em que esteve presa afirmou que era menor de idade.

Após ser enviada para Belém, a menina foi encaminhada, sob sigilo da Justiça, para outro Estado brasileiro, onde recebe tratamento e proteção.

Dom Flávio Giovenale confirmou a Zenit que já havia recebido outras três ameaças de morte este ano, por seu trabalho em favor da justiça e dos direitos humanos em Abaetetuba, cidade marcada pela presença do tráfico de drogas.

Voltei. Esse é o preço que pagam as pessoas que lutam pela justiça e em favor dos mais fracos. As ameaças que Dom Flávio recebem devem ser levadas a sério e espero que ele receba o tratamento que merece. Admiro a coragem dessas pessoas que colocam-se em risco pelo bem do próximo.

A região norte do Brasil, em especial o Pará, é um local extremamente perigoso para aqueles que lutam pela justiça, Dom Flávio não é o primeiro bispo ameaçado de morte por lutar pelos mais pobres. Dom Erwin Krautler, bispo do Xingu tem que andar escoltado o tempo todo e celebrar a Santa Missa com um colete a prova de balas por debaixo das vestes litúrgicas. Onde esse mundo vai parar? Essa é a justiça que merecemos?

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

D. Cappio desmaia ao discutir a decisão do STF

Saudações queridos leitores!

Notícia do UOL (íntegra aqui), volto depois.

D. Cappio desmaia ao discutir a decisão do STF

Angela Lacerda
Em Sobradinho

O bispo d. Luiz Flávio Cappio, 61, desmaiou enquanto discutia com os movimentos sociais uma nota repercutindo a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de manter as obras da transposição do Rio São Francisco.

O coordenador da Pastoral da Terra, Rubens Siqueira, afirmou que Cappio ficou bastante abalado. "É um desalento muito grande", disse o bispo antes de desmaiar. Ele recobrou a consciência com ajuda médica.

Desde o início da greve de fome, há 22 dias, Cappio perdeu 9 quilos. De acordo com o boletim médico divulgado pelo frade franciscano e clínico geral Klaus Finkam, o bispo se queixou de dores em todo o corpo, no início da noite de ontem, mas conseguiu dormir. A pressão arterial dele é de 9 por 6, considerada baixa. Os sinais vitais e funções fisiológicas estão normais.

Pela manhã, Cappio recebeu um telefonema de solidariedade e apoio do ministro geral da Ordem Franciscana em Roma, o espanhol José Rodriguez Carballo.

Voltei. Por mais que eu concorde com os motivos da greve de Dom Cappio, já passou da hora de ele cessar com essa greve, pois o método já se tornou chantagem e está clara a desobediência à Igreja.

Existem outros meios para se conseguir a suspensão das obras e esse não é um deles. A atitude de Dom Cappio já começa a repercutir negativamente em alguns setores da sociedade, que vêem isso como um precedente perigoso caso o governo ceda às pressões do bispo. Espero sinceramente que essa história não acabe com a morte de Dom Luiz Cappio. Também espero que a Igreja dê a devida punição a esse ato de desobediência do bispo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Cineasta diz que Papa é frio e usa roupas antiquadas. E daí?

Saudações queridos leitores!

Para quem não conhece Franco Zeffirelli, trago uma reportagem um tanto polêmica do Terra (Fonte aqui). Volto depois.

Cineasta diz que Papa é frio e usa roupas antiquadas

Miquel Villagrasa

"A imagem do Papa não é afortunada. Ser o sucessor de um pontífice de ótima atuação na mídia, como João Paulo 2°, é uma tarefa difícil, mas desde o jubileu de seu antecessor parecia claro que o cardeal Ratzinger seria eleito. No entanto, como Bento 16, ele tem uma comunicação fria, pouco adaptada ao que acontece em torno dele. Trata-se de um problema que já discuti com líderes que desempenham funções importantes no Vaticano. Até mesmo o seu guarda-roupa é antiquado: a elegância exagerada das vestes eclesiásticas é coisa do passado. Ele precisa adotar o ascetismo e a sobriedade que outros níveis da Igreja têm exibido. Os trajes papais são pomposos e suntuosos demais".

Foi isso que disse o cineasta e diretor de óperas Franco Zeffirelli, que não tem cargo oficial no Vaticano mas serve como assessor áulico, uma espécie de conselheiro do pontífice em sua relação com o mundo da imagem.

Em entrevista ao diário La Stampa, Zeffirelli afirma que "o Santo Padre me honra com sua estima e sabe que hoje a comunicação cinematográfica da Igreja é uma ruína. Ratzinger restaurou a ordem da doutrina e da liturgia; não tolerará a anarquia deplorável na representação do sagrado".

Imagem, uma palavra polissêmica, também pode se aplicar à projeção pública do Papa, e sobre isso Zeffirelli afirma, quanto a Bento 16, que "ele é um Papa que não sorri muito, mas é um intelectual. Tem uma rígida estrutura bávara". Perguntado sobre sua participação na montagem do presépio que o Vaticano montou na Praça de São Pedro, segundo o qual Jesus nasceu não em Belém, mas na casa de seu pai, José, em Nazaré, Zeffirelli respondeu que "não sou assim tão importante, mas é certo que este ano a idéia é destacar os fundamentos do Natal, removendo a fantasia e a lenda. Não temos cenários, mas pura substância teológica. Com Ratzinger, as coisas funcionam assim. Tenho contato contínuo com os mais estreitos colaboradores do Papa, como o cardeal Camillo Ruini ou o bispo auxiliar de Roma, Rino Fisichella, meus grandes e fiéis amigos. Tratamos dessa questão freqüentemente. Mas não estamos em fase de planejamento das intervenções necessárias, e sim debatendo propostas. De certo, no momento, temos a criação de uma diretoria vaticana para a defesa da fé e da imagem do sagrado no cinema. A Santa Sé pretende se ocupar disso com muito mais atenção".

"Estou à disposição do Papa. Devo receber total autoridade (que o Papa não me negaria) para fulminar as constantes blasfêmias que são proferidas com a intenção de popularizar a mensagem cristã", diz Zeffirelli.

"Ouço repetidamente no Vaticano que os filmes atuais sobre santos são um horror que a Santa Sé não sabe como deter. Caso eu receba oficialmente a tarefa de fiscalizá-los, me dedicarei a ela em tempo integral. Conheço Ratzinger pessoalmente; ele é muito consciente da importância da questão de formação do sagrado".

Zeffirelli, católico fervoroso e defensor da missa em latim, ainda que não figure do Anuário Vaticano - o guia que menciona todas as autoridades com responsabilidade na Santa Sé - , ajudou o Vaticano dirigindo diversas transmissões televisivas.

Os filmes de temática religiosa que realizou no passado o ajudaram a estabelecer seu relacionamento com diversos Papas, como por exemplo Paulo 6°, que depois de assistir seu Jesus de Nazaré perguntou ao cineasta como a Igreja poderia ajudá-lo. A resposta de Zeffirelli foi afirmar que gostaria que seu trabalho chegasse à Rússia, ao que o pontífice aconselhou que ele tivesse fé.

Em 2000, ele recebeu uma benção de João Paulo 2° no interior da basílica de São Pedro, e o Papa o felicitou pessoalmente por Jesus de Nazaré e Irmão Sol, Irmã Lua.

Sobre a cultura cinematográfica de Bento 16, ele afirma que "o pontífice conhece a importância da imagem, pelo menos tanto quanto o cardeal Montini (Paulo 6°)".

Neutralidade para santificar

O Papa Bento 16 recebeu na segunda-feira os postulantes em processos de beatificação e canonização em curso no Vaticano, e os instruiu a recolher "as provas favoráveis mas também as provas em contrário", solicitando que se coloquem "exclusivamente a serviço da verdade". Bento 16 acrescentou que esse trabalho deve ser "irrepreensível, inspirado pela retidão e encaminhado com honradez absoluta".

Cinema e ópera

Gianfranco Corsi (nascido em Florença em 1923 e conhecido no mundo da arte pelo pseudônimo Franco Zeffirelli), graças ao seu trabalho como diretor de cinema e de ópera, se tornou um italiano conhecido mundialmente. Sua mais nova produção, uma versão da Tosca, de Giacomo Puccini estreará em 14 de janeiro em Roma. Trata-se do primeiro italiano a ser sagrado cavaleiro do império britânico pela rainha Elizabeth 2ª.

Por mais que isso pareça contraditório, Zeffirelli é um homossexual homófobo. Concorda com a igreja católica em sua oposição radical ao casamento gay e, com isso, também rejeita a possibilidade de adoção por casais homossexuais. Solteiro, adotou muitos anos atrás dois meninos que hoje já passaram dos 40 anos. Afirma em sua autobiografia que "sou homossexual mas não gay, palavra que odeio e considero como ofensiva e obscena".

Sobre seu relacionamento com o cineasta Luchino Visconti, afirma que foi "um amor atormentado, dilacerado, mas nunca extinto". Também fala de seu amor por Maria Callas, a única mulher que desejou. Zeffirelli também conta que sua mãe, casada, engravidou de outro homem. Em meio ao escândalo, o marido dela morreu. Quando o menino nasceu, ela o registrou com um sobrenome tomado de empréstimo a "Idomeneo", uma ópera de Mozart, mas o funcionário do cartório grafou o sobrenome como "Zeffirelli" e não Zeffiretti. Mais tarde, o garoto seria reconhecido por seu pai biológico - Ottorino Corsi - , mas preferiu fazer carreira com o nome de batismo.

Voltei. Franco Zeffirelli é um gênio e é também assustadoramente sincero. Em primeiro lugar, discordo de sua opinião de que a elegância exibida nas vestes Papais seja algo suntuoso demais. As vestes dão o tom de realeza que a função de representante de Cristo na Terra tem. Além do mais, o hábito não faz o monge. Sua Santidade, Bento XVI não é o que é pelo que usa, mas sim pela clareza com a qual expõe a Sã Doutrina. Mas Franco Zeffirelli tem todo o direito de discordar desse aspecto.

Também penso que suas produções religiosas elevaram o grau das produções de filmes Católicos a um nível surpreendente. Nível que não foi mantido em maioria das produções, cuja qualidade hoje em dia é ditada por Hollywood. Mas como eles não produzem filmes religiosos, as produções atuais sofrem. Uma exceção é A Paixão, produzido por Mel Gibson, que, feito em Hollywood, traz todo o glamour e a qualidade desejáveis.

Acho a iniciativa de Franco Zeffirelli muito boa, já que, produzindo bons filmes sobre a vida dos santos, torna a TV um meio de Evangelização e aproximação dos fiéis com os santos, que foram pessoas como nós que viveram as virtudes cristãs em nível heróico.

Um ponto que pode chocar a muitos é quando ele fala acerca de sua homossexualidade. Franco Zeffirelli o faz com uma sinceridade selvagem e uma coerência rara hoje em dia. Assume sua condição, reconhece seu erro e apóia a posição da Igreja. Isso, mais do que coragem, é honestidade. E em um belo exemplo, mostra como é perfeitamente possível ser acolhido no seio da Igreja sendo homossexual. Seu exemplo ratifica o caráter inclusivo da Igreja, que quer levar a todos, sem exceção, a salvação, mostrando que a mesma é acessível a todos.

Rezo para que essa parceria que se firma renda bons frutos a todos: A Franco, ao Papa, à Igreja e aos fiéis.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Congresso rechaça petição de esquerdistas para ampliar despenalização do aborto na Espanha

Saudações queridos leitores!

Ai que gostoso! Ainda existem cristãos na Espanha! Fiquem com reportagem da ACI, volto depois.

Congresso rechaça petição de esquerdistas para ampliar despenalização do aborto na Espanha
.- O Congresso dos Deputados rechaçou hoje, por 21 votos a favor, 277 contra e 10 abstenções, a moção apresentada por Esquerda Unida e Iniciativa Catalunha Verde (IU-ICV) para modificar a Lei do Aborto na Espanha e passar do atual sistema de supostos legais para abortar a outro de prazos e converter esta prática em uma prestação mais do Sistema Nacional de Saúde (SNS).

A moção do IU-ICV se votou em segredo a pedido deste grupo e da Esquerra Republicana da Catalunha (ERC), mas o texto não colheu mais apoios que os anunciados pelos distintos porta-vozes que intervieram no debate. Isso sim, uma dezena de parlamentares optaram pela abstenção em que pese a que nenhuma formação tinha antecipado que votaria neste sentido.

Assim, o texto do IU-ICV foi votado sem as mudanças que pretendiam incluir ERC, que pedia medidas urgentes para "aplainar" o caminho à mudança da norma, nem as modificações expostas em uma emenda de substituição pelo PSOE, que oferecia substituir a proposta para aplicar o sistema de prazos por uma declaração genérica sobre a necessidade de favorecer o consenso para melhorar a aplicação da vigente lei e estudar possíveis reforma legais.

Para a deputada eco-socialista Carme García, encarregada de defender a moção do IU-ICV, a emenda socialista foi rechaçada por "pouco clara e falta de compromisso". Lamentou a "postura ambígua" demonstrada pelo Governo do José Luis Rodríguez Sapateiro sobre a modificação da Lei do Aborto e lhe acusou de tentar "salvar a cara" ante as eleições.

"O Governo faz dois dias que está falando do aborto na imprensa, estava convencida de que chegaríamos a um acordo, mas Zapatero volta a dizer não à reforma da Lei do Aborto em seu programa eleitoral e com esta emenda tenta salvar a cara", criticou García, quem considerou "triste que estejamos nestas circunstâncias às mulheres e homens espanhóis" com esta norma.

"Não é o momento"

Por sua vez o PSOE, que apresentou uma emenda de substituição à proposta do IU-ICV procurando o consenso, esteve de acordo com que o aborto necessita "de um marco normativo mais amplo" porque a legislação atual "é insuficiente", conforme defendeu a deputada Pilar López.

Os socialistas asseguraram que para melhorar os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres é necessário obter reformas legais com "o máximo consenso" e assinalou que este tema "afeta à esfera íntima da mulher" e não deve ser abordado no marco das sanções legais, mas sim "com garantias jurídicas, econômicas e sanitárias".

"Para isso é necessário um debate social em profundidade. Compartilhamos o fundo da moção do IU, seguiremos trabalhando por uma mudança tranqüila apoiada no consenso, no diálogo, mas acreditam que este não é o momento nem o procedimento para tratar um tema tão sério. Não é aqui nem agora onde os partidos devem fixar seus programas eleitorais", indicou.

Voltei. A melhor parte foi o placar (277 - 21 - 10). Uma vitória desse tamanho em favor da vida deve ser celebrada! Mas não descuidemos, pois sabemos muito bem que as esquerdas não hão de sossegar enquanto não conseguirem colocar sua ideologia em vigor em todos os lugares. Mais uma vez parabenizo o valente povo Espanhol.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Evangelho de Domingo - 3° Domingo do Advento

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários de São Gregório Magno.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 11, 2-11 (3º Domingo do Advento))

2Ora João, tendo ouvido, no cárcere, os feitos de Cristo, mandou-Lhe dizer pelos discípulos: 3És tu O que há-de vir, ou devemos esperar outro? 4Respondeu-lhes Jesus: Ide e contai a João o que ouvis e vedes: 5cegos vêem, coxos andam, leprosos são limpos, surdos ouvem, mortos ressuscitam e pobres são evangelizados. 6E ditoso o que não encontrar em Mim ocasião de escândalo.
7Quando eles partiam, começou Jesus a falar de João às turbas: Que foste ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8Mas que fostes ver? Um homem vestido delicadamente? Mas os que trajam roupas delicadas estão nos palácios dos reis. 9Mas então o que fostes fazer? Ver um profeta? Sim, vos digo Eu, e mais do que profeta. 10É este de quem está escrito:
"Eis que eu envio à tua frente o meu mensageiro, que preparará diante de ti o teu caminho".
11Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior que João Baptista; contudo, o mais pequeno no Reino dos Céus é maior do que ele.

Palavra da Salvação.

São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, nº 6

João Baptista, precursor de Cristo na morte como na vida

Porque é que, quando foi feito prisioneiro, João Baptista envia os seus discípulos perguntar: «Tu és aquele que devia vir, ou devemos esperar outro?», como se não soubesse quem era aquele que lhes tinha apresentado?... Esta pergunta encontra depressa uma resposta se examinarmos o tempo e a ordem com que se desenrolaram os factos. Nas margens do Jordão, João afirmou que Jesus era o Redentor do mundo (Jo 1,29); contudo, uma vez na prisão, pergunta se ele é mesmo aquele que devia vir. Não que duvide que Jesus seja o Redentor do mundo, mas tenta saber se aquele que veio em pessoa ao mundo vai também descer em pessoa às prisões da mansão dos mortos. Porque aquele que João já anunciou ao mundo enquanto percursor, ele o precede também nos infernos, com a sua morte... É como se dissesse claramente: «Da mesma forma que te dignaste nascer pelos homens, faz-nos saber se te dignarás também morrer por eles, de tal forma que, tendo sido percursor do teu nascimento, eu o seja também da tua morte e possa anunciar na mansão dos mortos que tu vais vir, tal como anunciei ao mundo que tu tinhas vindo».

É por isso que a resposta do Senhor fala da humilhação da sua morte logo após ter enumerado os milagres operados pelo seu poder: «Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam. Feliz aquele que não se escandalizar por minha causa!». À vista de tantos sinais e de tão grandes prodígios, ninguém tinha razão para se escandalizar, antes para se admirar. Surgiu contudo uma grave ocasião de escândalo no espírito dos que não acreditaram quando o viram morrer, mesmo depois de tantos milagres. Donde a palavra de Paulo: «Pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os Judeus e loucura para os gentios» (1Co 1,23)... Portanto, quando o Senhor diz: «Feliz o que não se escandalizar por minha causa», não quererá referir-se claramente à abjecção e humilhação da sua morte? É como se dissesse abertamente: «É certo que faço coisas admiráveis, mas não me recuso por isso a sofrer coisas ignominiosas. Uma vez que vou seguir João, morrendo, que os homens não desprezem em mim a morte, eles que veneram em mim os milagres».

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.