sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Documento Vaticano: Colocando os pingos nos "i's"

Saudações queridos leitores!

Diante da tamanha confusão que alguns fazem hoje com relação a evangelização, proselitismo e relativismo, a Santa Sé lança um documento. Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

Documento Vaticano: Evangelização não é proselitismo nem relativismo

Nota doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Diante da «crescente confusão» sobre o termo evangelização, a Santa Sé publicou esta sexta-feira um documento no qual declara que ela não significa nem «proselitismo» nem «relativismo». «Toda pessoa tem direito de escutar a Boa Nova de Deus que se revela e se entrega em Cristo para que viva em plenitude sua própria vocação. A este direito, corresponde-lhe o dever de evangelizar», explica.

Trata-se da «Nota Doutrinal acerca de alguns aspectos da Evangelização», redigida pela Congregação para a Doutrina da Fé, resultado de um trabalho de anos, que o anterior prefeito desse organismo vaticano, o cardeal Joseph Ratzinger, havia começado.

Alguns, explica o texto, consideram que não se deve promover a conversão a Cristo, pois é possível salvar-se sem um conhecimento explícito de Jesus e sem uma incorporação formal à Igreja.

Estas convicções tomam mais força em um ambiente de relativismo, que nega a capacidade humana de conhecer a verdade.

O documento propõe o ensinamento e o diálogo, em respeito à plena liberdade de toda pessoa, para anunciar o amor de Cristo.

Ao mesmo tempo, declara, não é evangelização cristã a postura de diálogo que comporta a coerção ou a instigação, que não respeita a dignidade e a liberdade religiosa.

«A incorporação de novos membros à Igreja não é a expansão de um grupo de poder, mas a entrada na rede de amizade com Cristo, que une o céu e a terra, continentes e épocas diferentes», declara.

A Igreja, segundo a fé católica, é «instrumento da presença de Deus e, por este motivo, instrumento de uma autêntica humanização do homem e do mundo».

O documento cita a constituição do Concílio Vaticano II Gaudium et Spes para afirmar que o respeito à liberdade religiosa e sua promoção «não devem fazer-nos indiferentes por nenhum motivo perante a verdade e o bem. E mais, o próprio amor leva os discípulos de Cristo a anunciar a todos os homens a verdade que salva».

E «para que a luz da verdade seja irradiada a todos os homens, precisa-se antes de tudo do testemunho da santidade. Se a palavra é desmentida pela conduta, dificilmente é acolhida».

Mas ao mesmo tempo, acrescenta recordando o pensamento de Paulo VI, «inclusive o testemunho mais lindo será no longo prazo impotente se não for iluminado, justificado e explicitado por um anúncio claro e inequívoco do Senhor Jesus».

Evangelização e ecumenismo não estão em oposição, acrescenta o documento. Mas sim, sucede o contrário. As divisões dos cristãos podem comprometer seriamente a credibilidade da missão evangelizadora da Igreja. Se o ecumenismo consegue realizar uma maior unidade entre os cristãos, a evangelização também resultará mais eficaz.

O documento conclui com uma mensagem do pontificado de Bento XVI: «O anúncio e o testemunho do Evangelho são o primeiro serviço que os cristãos podem oferecer a toda pessoa e a todo o gênero humano».

Voltei. O mandamento de Nosso Senhor é claro: "Ide a todas as nações, ensinai-as e batizai-as". Não devemos ter medo de anunciar a Cristo, muito menos vergonha. Devemos promover a Fé e permitir a todos que tenham uma adesão livre à Verdade. A omissão diante de um mundo laico e cada vez mais fechado para Cristo coloca almas em risco e em nosso juízo certamente seremos cobrados por essas almas desgarradas que deixamos de trazer para o rebanho do Senhor.

Penso que todo Católico tem o dever de pregar a Boa Nova, sempre de acordo com seu intelecto e sua condição financeira. Devemos, além de anunciar a Cristo, comporta-nos como Evangelhos vivos, vivendo em cada momento do dia conforme Ele nos ordenou. Nossos exemplos são o maior testemunho que podemos dar.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Cristãos iraquianos perdem a esperança e saem do país

Saudações queridos leitores!

Peço a todos um momento de oração pela melhora nas condições em que vivem os Católicos no Iraque. Fiquem com notícia do Le Monde, traduzida pelo UOL (íntegra aqui). Volto depois.

A minoria cristã perde a esperança de permanecer no Iraque

Hemorragia, êxodo: essas palavras surgem de maneira recorrente para designar a mesma realidade, a de um Iraque que está perdendo sua minoria cristã. Bispos iraquianos, sírios, jordanianos, egípcios vieram debater esta preocupação em Paris, por ocasião de encontros que foram organizados em novembro pelo Instituto Europeu das Ciências da Religião (IESR) e pela Obra do Oriente. As Igrejas da França, o movimento internacional Pax Christi, além de associações (como a Cristãos no Mediterrâneo), estão preparando uma campanha de solidariedade que deverá alcançar o seu auge em 2008, na época da Páscoa.

Segundo esses religiosos iraquianos, uma das mais antigas "cristandades" no mundo, nascida na Mesopotâmia seis séculos antes da chegada do Islã, está prestes a desaparecer. O país não contaria mais do que 400.000 cristãos, ou seja, uma queda de mais da metade desde a primeira guerra do Golfo (1991).

Segundo o arcebispo de Mossoul, a pressão dos militantes islâmicos não pára de aumentar: ela toma várias formas, que vão desde ameaças por telefone até seqüestros, de padres em particular. Em Mossoul, um deles foi assassinado e mutilado no Natal de 2006. Em 3 de junho, um jovem padre de 31 anos e três assistentes foram assassinados ao saíram de uma missa dominical. Vários ônibus que conduziam estudantes cristãos para a universidade de Mossoul foram atacados. "Os cristãos não são os únicos a serem vítimas de atos desse tipo", reconhece Dom Casmoussa, "mas eles estão sendo forçados a deixar a região. Para os muçulmanos, eles continuam sendo pessoas competentes, pacíficas, cultas. Mas a confiança mútua está comprometida".

Entre 1,2 e 1,5 milhão de iraquianos - dos quais pelo menos 100.000 cristãos - se refugiaram na Síria. Mas o "país irmão" está endurecendo a sua atitude. Ele fechou as suas fronteiras, enquanto a maioria dos refugiados que se encontram no país vive de pequenos golpes. "Muitos deles não possuem um alojamento, nem mesmo uma licença para trabalhar. As crianças não estão sendo escolarizadas, porque elas não são portadoras de uma autorização para permanecer no território", testemunha Dom Antoine Audo, um bispo caldeu de Alep. "Os refugiados não têm nenhuma perspectiva. Eles não têm nenhuma esperança de poder retornar ao Iraque e enfrentam enormes dificuldades para obterem vistos que lhes permitam emigrar para os Estados Unidos ou a Europa".

Por sua vez, a Jordânia conta 750.000 refugiados, dos quais 25.000 a 30.000 cristãos. Neste país, as possibilidades de acesso e de permanência vêm se tornando restritas, enquanto as condições de vida estão ficando cada vez mais precárias. "A desesperança é grande", assegura Dom Selim Sayeh, o vicário do patriarca latino em Amã. "Para esta emigração sem esperança de retorno, a Jordânia não passa de um país de trânsito. Poucos são os iraquianos que nele se estabelecem. A sua única esperança é de emigrar para lugares mais distantes".

Voltei. Enquanto muitos cristãos por aqui reclamam por coisas banais e vivem uma fé morna, os poucos que se aventuram a exercer sua fé passam pelas mais difíceis condições. Não é qualquer comunidade que passa pelo que eles passam e continua perseverando.

A perseverança dos iraquianos é admirável e nos faz ser ainda mais gratos por vivermos em um país onde podemos exercer nossos direitos em plena liberdade. Pena que muitos dos que desfrutam de tal direito não dão o devido valor, permitindo que iniciativas cada vez mais autoritárias ganhem espaço.

Que o martírio dos iraquianos nos sirva de inspiração para que lutemos por um mundo com mais justiça e paz para todos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Projeto de lei prevê 'bolsa-estupro' para evitar aborto

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da Agência Estado, volto depois.

Projeto de lei prevê 'bolsa-estupro' para evitar aborto

13/12 - 09:47 - Agência Estado

BRASÍLIA - Um projeto de lei em tramitação no Congresso pretende combater o aborto em gestações resultantes de estupro - prática permitida no Brasil desde o Código Penal de 1940 - com base em um pagamento pelo Estado de um salário mínimo para a mulher durante 18 anos. A idéia, conhecida como “bolsa-estupro”, pretende, nas palavras de um dos autores do texto, o deputado Henrique Afonso (PT-AC), “dar estímulo financeiro para a mulher ter o filho”.

A idéia de subsídio para grávidas vítimas de violência sexual está também no projeto do Estatuto do Nascituro - texto que torna proibido no País o aborto em todos os casos, as pesquisas com células-tronco, o congelamento de embriões e até mesmo as técnicas de reprodução assistida, oferecendo às mulheres com dificuldades para engravidar apenas a opção da adoção.

Os textos provocaram enxurrada de reclamações e protestos de organizações não-governamentais ligadas aos direitos humanos, aos movimentos feministas e até mesmo em esferas governamentais. Ontem, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher divulgou carta afirmando que as propostas são um retrocesso nos direitos já obtidos no País.

"É retrocesso, uma proposta sem cabimento, equivocada desde o começo. Trata a violência contra a mulher como monetária, como se resolvesse dando um apoio financeiro. Nós apoiamos a liberdade de escolha da mulher”, afirma a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.

“O aborto, para nós evangélicos, é um ato contra a vida em todos os casos, não importa se a mulher corre risco ou se foi estuprada”, afirma o deputado Henrique Afonso. “Essa questão do Estado laico é muito debatida, tem gente que me diz que eu não devo legislar como cristão, mas é nisso que eu acredito e faço o que Deus manda, não consigo imaginar separar as duas coisas.”

A proposta do deputado inclui ainda outro item bastante polêmico, que prevê que psicólogos, pagos pelo Estado, devam atender essas mulheres para convencê-las da importância da vida, fazendo com que elas desistam do aborto. “O psicólogo comprometido com a doutrina cristã deve influenciar a mulher e fazer com que ela mude de opinião”, defende Afonso. No entanto, o Código de Ética da profissão proíbe ao psicólogo, no exercício de suas funções, “induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual”. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Voltei. Olha só como o PT é estranho: a luta pela descriminalização total do aborto é uma de suas bandeiras e foi definida no último congresso do partido como meta para esse governo e um parlamentar do PT é o autor de uma das propostas mais lúcidas que já vi até agora sobre o assunto.

Basta alguém se manifestar em favor da vida que as mesmas pessoas de sempre já começam a espernear, como se lutar pela vida fosse algo proibido. A criança gerada pelo ato de violência é o lado mais inocente da história toda e na concepção da Nilcéa Freire, é a única que merece pena de morte. A criança no ventre não é menos humana do que você ou eu, caro leitor, por isso deve ser protegida e amparada nos termos da Lei. Nilcéia Freire diz que apóia a liberdade de escolha da mulher, mas será que ela ouviu a criança para saber se ela quer viver ou morrer?

Os mesmos que pregam que as crianças que não nasceram não merecem viver caso seus pais não queiram são os que pregam a distribuição de seringas e cachimbos para viciados como meio de "redução de danos", são aqueles que fazem passeata toda vez que alguém morre na favela mas silenciam-se pelos policiais que são suas vidas para proteger a população utilizando armamento inferior e ganhando baixos salários.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e diviertam-se,
Fernando.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Junto ao Anel, Papa entrega aos cardeais compromisso de dar vida pela Igreja

Saudações queridos leitores!

ZENIT continua a cobertura das cerimônias dos novos cardeais. Volto depois.

Junto ao Anel, Papa entrega aos cardeais compromisso de dar vida pela Igreja

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Junto ao anel, símbolo da união dos cardeais com o Papa, Bento XVI entregou este domingo aos 23 novos cardeais o compromisso de dar sua vida pela Igreja.


A Basílica de São Pedro do Vaticano se converteu no quadro de tão solene gesto. Aproximadamente 20 mil peregrinos, que quiseram participar na concelebração eucarística, não encontraram lugar e ficaram na praça chuvosa acompanhando as imagens geradas em grandes telas.

«Recebe o anel da mão de Pedro e sejas conhecedor de que com o amor do Príncipe dos Apóstolos se reforça teu amor à Igreja», disse o Papa a cada um dos purpurados.

Em sua homilia, o Papa explicou que «em Jesus crucificado acontece a máxima revelação possível de Deus nesse mundo, porque Deus é amor, e a morte de Jesus na cruz é o maior ato de amor de toda a história».

Também esclareceu que, no anel cardinalício «se apresenta precisamente a cucifixão».

Íntegra aqui.

Voltei. Aproveito para relembrar as palavras do Patriarca dos Caldeus, Emmanuel III Delly, em seu maravilhoso testemunho de armor à Igreja e ao povo iraquiano "Somos filhos da esperança, devemos ser otimistas; o Senhor nos protegerá, é nosso Pai e Ele nos ama".

Deus queira que os novos cardeais desempenhem com toda honra sua nova função.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Papa recorda viagem ao Brasil

Saudações queridos leitores!

Papa recorda viagem ao Brasil

Ao saudar nesta manhã o cardeal Odilo Scherer

Por Alexandre Ribeiro

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI aproveitou a saudação especial que fez ao cardeal Odilo Scherer na manhã desta segunda-feira para recordar a viagem que fez ao Brasil em maio passado.

Na Sala Paulo VI, por ocasião da audiência concedida aos novos cardeais, o Papa fez questão de saudar em língua portuguesa tanto Dom Odilo como os bispos, familiares e amigos que o acompanhavam.

«A ocasião me é propícia para rememorar os dias da minha Viagem Pastoral deste ano em São Paulo, e para renovar meus agradecimentos pela acolhida que fui objeto na sua arquidiocese», disse o Papa.

«Faço votos por que esta nomeação à púrpura cardinalícia contribua para aprofundar o seu amor pela Igreja e fortalecer a fé de seus fiéis em Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor», afirmou.

Após a oração do Ângelus esse domingo, Bento XVI já havia se dirigido aos fiéis em língua portuguesa.

«Exprimo minha saudação mais sincera aos bispos e fiéis vindos do Brasil com familiares e amigos.»

Íntegra aqui.

Voltei. Realmente foram bons momentos para a Igreja no Brasil. Fico muito feliz de ter estado em São Paulo e em Aparecida durante a visita. Em Aparecida eu fiquei na primeira fila da Missa! Foram momentos mágicos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Cardeal iraquiano: «Somos filhos da esperança»

Saudações queridos leitores!

Fiquem com uma reportagem emocionante de ZENIT, volto depois.

Cardeal iraquiano: «Somos filhos da esperança»

Fala Emmanuel III Delly, Patriarca da Babilônia dos Caldeus

Por Marta Lago


ROMA, segunda-feira, 26 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Chamando a atenção sobre sinais de esperança e unidade no Iraque, Emmanuel III Delly, Patriarca da Babilônia dos Caldeus, encaminhou-se no sábado à púrpura cardinalícia.

Na véspera, antes da sessão vespertina do encontro de reflexão de cardeais de todo o mundo com o Papa, o patriarca caldeu se reuniu com um grupo de meios de comunicação, entre eles Zenit, na «Domus Romana Sacerdotalis», muito próximo do Vaticano.

«Vim [a Roma] para receber esta dignidade que o Santo Padre me concedeu: criar-me cardeal para a Igreja universal – iniciou. Dou graças à Providência Divina, dou graças de coração ao Santo Padre, agradeço a todos vós, especialmente aos que oraram por mim e continuam orando por mim e por meu querido país, Iraque, país torturado nestes últimos anos. Que o Senhor lhe dê a paz, o amor, a caridade e o perdão de uns pelos outros.»

Na véspera do consistório [do sábado, quando foi criado cardeal], Bento XVI – disse Emmanuel III Delly – lhe expressou seu desejo de que este gesto fosse um sinal de reconciliação para o Iraque, um país ao qual ama muito. Ele voltou a afirmar isso horas depois, em sua homilia do sábado.

O patriarca caldeu quis manifestar a grande satisfação do governo de seu país pela dignidade cardinalícia à qual foi chamado. Não se outorgou «por minha pobre pessoa – refletiu –, mas que se deu a todos os iraquianos», dentro e fora da nação.

«Mas esta dignidade deve ser útil não só ao Iraque, mas a todos os nossos queridos amigos no mundo, a toda a humanidade», deseja.

O bispo auxiliar do patriarcado caldeu em Bagdá, o bispo de Mosul, o embaixador do Iraque na Santa Sé e a ministra iraquiana (cristã) de Direitos Civis – à frente da delegação de seu país (formada por cristãos e muçulmanos), por ocasião do consistório – acompanharam o patriarca caldeu neste encontro com a mídia, facilitado pelo Pe. Philip Najim – procurador da igreja caldéia ante a Santa Sé.

O sofrimento do Iraque esteve presente nas perguntas feitas a Emmanuel III Delly, que precisou: «O que ocorre no Iraque aos cristãos ocorre a nossos irmãos muçulmanos, e o que ocorre a nossos irmãos muçulmanos ocorre aos cristãos».

«Vivemos catorze séculos juntos, temos relações juntos»; «é verdade que há ocasiões em que os cristãos sofrem mais, por muitas razões», «mas um carro bomba mata igualmente muçulmanos e cristãos», deplorou.

Então destacou a necessidade do amor entre todos e a construção da paz. «Convido também a comunidade internacional a ajudar-nos para poder criar esta paz», expressou.

«Convido o povo iraquiano com as palavras de Nosso Senhor – acrescentou: devemos amar-nos uns aos outros, e não só o povo iraquiano, mas toda a população; assim, chamo à boa vontade para poder criar a paz em todo o mundo, e especialmente com estas palavras dedico todo meu ser ao serviço da Igreja e de minha pátria.»

Quanto à sua missão como cardeal, sintetizou: «Vim para servir, não para ser servido»; «estamos ao serviço da Igreja universal, não só da caldéia – da qual sou patriarca, chefe e pai –, mas de toda a Igreja», e «tudo o que dei a meu povo continuarei dando sempre; amo a minha pátria, eu a sirvo: todos os iraquianos são iguais para mim, sem distinguir xiitas, sunitas, cristãos ou curdos».

E sublinhou que a delegação iraquiana chegada a Roma estava formada pelos grupos mencionados e membros de todas as etnias de seu país.

«Isso quer dizer que ainda estamos em um Iraque unido e seguirei servindo-o com todas as minhas forças até a última gota de meu sangue», anunciou.

Vista a relativa calma que se respira, comentou que, em Bagdá, «algumas famílias já voltaram a Dora e seu auxiliar foi celebrar a missa há uma semana em uma igreja que havia estado fechada».

«É um início que esperamos que continue fazendo bem a nosso povo e a todos», porque não só foram atacadas as igrejas – apontou –, mas «todos os lugares de culto», como o caso de 134 mesquitas.

«As igrejas vão sendo reconstruídas e as pessoas começam a voltar a seus lugares. Somos filhos da esperança – afirmou –, devemos ser otimistas; o Senhor nos protegerá, é nosso Pai e Ele nos ama.»

Criado cardeal, estes são os planos imediatos de Emmanuel III Delly, de 80 anos: «Voltarei ao Iraque e seguirei servindo o meu país», e «especialmente, também em minhas viagens, convencerei todos os que deixaram o país para que regressem, a fim de poder trabalhar e construir o Iraque juntos».

Fonte aqui.

Voltei. Não há muito o que falar depois de tal depoimento. Estou emocionado. Em anos que não vejo um testemunho tão grande de amor à Igreja e ao povo. O Patriarca Emmanuel III Delly é certamente uma das maiores forças que atuam na união do Iraque e na reconstrução do país. Um grande pai que está vendo seu rebanho partir, fugindo para salvar a própria vida.

Devemos todos rezar para que a situação no Iraque, país que vem sendo assolado por uma guerra que já dura anos e que não tem previsão de fim, volte a ter dias de paz, onde cristão e muçulmanos, apesar das diferenças de fé, consigam conviver pacificamente.

O mundo precisa de mais pessoas como o Patriarca Emmanuel II Delly. Que Deus nos envie pessoas com o coração tão grande e cheio de amor para nosso mundo tão sofrido.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Sinais positivos no diálogo entre católicos e metodistas (Kasper Strikes Back)

Saudações queridos leitores!

O Cardeal Kasper está à toda. Leiam notícia de ZENIT, volto depois.

Sinais positivos no diálogo entre católicos e metodistas

Celebrados em Roma os 300 anos do nascimento de um líder metodista
Por Mirko Testa

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Promovida pelo Conselho Metodista Mundial, em 3 de dezembro passado aconteceu na basílica de São Paulo Fora dos Muros, de Roma, uma celebração ecumênica dos trezentos anos do nascimento de Charles Wesley (1707-1788), um dos iniciadores da experiência metodista.

Charles, junto a seu irmão John e a George Whitefield, promoveu no âmbito anglicano o despertar mais importante do segundo protestantismo. Na década de 20 do século XVIII, liderou um grupo de estudantes que se reunia na Universidade de Oxford para estudar Bíblia e espiritualidade.

À cerimônia assistiram os mais altos representantes metodistas e da Comunhão Anglicana e, algo excepcional, foi presidida pelo cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

«Há alguns anos, algo assim era impensável», comentou o cardeal Kasper em uma entrevista a «L’Osservatore Romano» (5 de dezembro de 2007).

«Não significa que amanhã haja unidade com os metodistas. Seria ingênuo pensar assim. Mas se vê que algo está em movimento. É evidente», acrescentou.

Em 1967, a Igreja Católica criou uma comissão mista para o diálogo bilateral com o Conselho Mundial Metodista, fundado em 1881, e que reúne 76 comunhões metodistas. Desde então, trataram temas importantes como a revelação e a fé; a tradição e a autoridade docente da Igreja.

Após as palavras de John Barrett, presidente do Conselho Metodista Mundial – informa o diário vaticano –, o cardeal Kasper leu sua mensagem, na qual sublinhou a oportunidade «de celebrar este aniversário entoando alguns hinos de Charles Wesley, que se interpretam nas igrejas católicas do mundo anglófono, e enriqueceram nosso louvor e nossa celebração da graça salvífica de Deus durante gerações».

«Seus hinos – acrescentou –, que sabem conciliar a linguagem eloqüente e a profundidade teológica das escrituras com a fé da Igreja através dos séculos, contêm temas que refletem a convergência entre metodistas e católicos sobre aspectos fundamentais da fé cristã.»

«Os hinos de Charles Wesley – sublinhou –, ainda que contenham algumas referências que poderiam nos ferir, já que refletem o contexto polêmico do tempo em que foram escritos, são um dom a acolher, prestando atenção à plena comunhão na fé, na missão e na vida sacramental, que é o objetivo do diálogo entre católicos e metodistas.»

«Confio em que nosso diálogo continue», afirmou por último o purpurado alemão.

Em 2006, duas importantes etapas marcaram o caminho para a plena comunhão entre católicos e metodistas: em maio do ano passado, a Comissão Internacional de Diálogo católico-metodista concluiu a redação de seu último documento, titulado «A graça que vos foi dada em Cristo: católicos e metodistas aprofundam a reflexão sobre a Igreja».

As principais diferenças entre o catolicismo e o metodismo se concentram no âmbito da eclesiologia; portanto, este documento, sobre a natureza e a missão da Igreja, pode servir de base para tratar da sacramentalidade, da ordenação, do ministério episcopal na sucessão apostólica e do ministério petrino.

Em julho do mesmo ano, em Seul (Coréia do Sul), as igrejas que fazem parte do Conselho Metodista Mundial aprovaram a Declaração Metodista de adesão à Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação, o acordo assinado em Augsburgo, em 1999, pela Igreja Católica e a Federação Luterana Mundial.

A Igreja Metodista, que tem em todo o mundo aproximadamente cinqüenta milhões de fiéis, permanece fundamentalmente «episcopal» (resíduo de sua origem anglicana), enquanto é governada por bispos, sem que estes desempenhem a mesma função que lhes atribuem a Igreja Católica e a Anglicana.

Sua história, em especial no século XIX, esteve repleta de cismas, enquanto no século XX se assistiu a várias fusões: em 1932, nasceu a Igreja Metodista no Reino Unido; em 1968, criou-se nos Estados Unidos a Igreja Metodista Unida, que conta com oito milhões e meio de membros; em alguns países, no entanto, os metodistas confluem em «Igrejas Unidas», fundindo-se com denominações reformadas do primeiro protestantismo.

Há depois denominações americanas (não episcopais) e afro-americanas, que permaneceram autônomas e não fazem parte das denominações maiores, nem do conselho Metodista Mundial.

Voltei. Não entendo o Cardeal Kasper. É claro que devemos acolher e trabalhar para que todos aqueles que estão fora da Igreja retornem. Mas agora, tratar o cisma e as suas conseqüências como algo bom e que prestam um serviço à plena comunhão à Fé já extrapola os limites do aceitável.

Querem realizar um culto ecumênico em memória de um "reformador"? Que façam, até mesmo em um templo Católico, caso haja autorização. Mas agora exaltar os defeitos desse reformador como se fossem suas virtudes, isso já não deve ser aceito de modo algum.

Se os metodistas voltarem para a Igreja certamente será maravilhoso, mas isso não tornará o erro no qual eles viveram um acerto. Jamais. Essa posição do Cardeal Kasper de sacrificar a Verdade no altar das Gentilezas coloca em grande risco o trabalho de ecumenismo que é executado de maneira séria pelo mundo afora, muitas vezes sem que tais trabalhos sejam devidamente reconhecidos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Colégio Cardinalício em números após consistório

Saudações queridos leitores!

Os números do nosso atual Colégio Cardinalício por ZENIT.

Colégio Cardinalício em números após consistório 201 cardeais, 120 eleitores

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Com os novos cardeais criados em 24 de novembro por Bento XVI, o Colégio cardinalício fica composto por 201 purpurados, dos quais 120 são eleitores (em um eventual conclave para a eleição de um Papa) e 81 não-eleitores (completaram 80 anos).

Se as estatísticas forem analisadas geograficamente, mais da metade dos cardeais são europeus, no total 104, dos quais 60 são eleitores e 44 não-eleitores.

A América Latina conta com 34 cardeais (21 eleitores e 13 não-eleitores), enquanto os originários da América do Norte (Estados Unidos e Canadá) são 20 (16 eleitores e 4 não-eleitores).

Do continente africano procedem 18 cardeais (9 eleitores e 9 não-eleitores), da Ásia 21 (12 eleitores e 9 não-eleitores) e da Oceania 4 (2 eleitores e 2 não-eleitores).

No Colégio Cardinalício estão representados 70 países, 52 dos quais têm cardeais eleitores.

A Itália é historicamente o país com maior número de cardeais: neste momento tem 42 (21 eleitores e 21 não-eleitores), seguida dos Estados Unidos, que tem 17 (13 eleitores e 4 não-eleitores), Espanha com 10 (6 eleitores e 4 não-eleitores), França com 9 (6 eleitores e 3 não-eleitores), Brasil com 9 (4 eleitores e 5 não-eleitores).

Quem continua esta lista é a Polônia, com 8 cardeais (4 eleitores e 4 não-eleitores) e a Alemanha com 7 (6 eleitores e 1 não-eleitor); depois vem o México com 6 (4 eleitores e 2 não-eleitores), a Índia com 6 (3 eleitores e 3 não-eleitores), a Argentina com 4 (2 eleitores e 2 não-eleitores).

Os países que têm 3 cardeais são: Austrália (1 eleitor e 2 não-eleitores), Filipinas (2 eleitores e 1 não-eleitor), Irlanda (1 eleitor e 2 não-eleitores), Suíça (1 eleitor e 2 não-eleitores), Colômbia (3 eleitores) e Canadá (3 eleitores).

Os países que têm 2 cardeais são: Grã-Bretanha, Portugal, Hungria, Ucrânia, Áustria, República Checa, Eslováquia, Chile, Nigéria, Gana, Vietnã e Coréia.

Agora há 39 cardeais religiosos: 10 são jesuítas (2 eleitores e 8 não-eleitores), 8 da Ordem Franciscana dos Frades Menores (3 eleitores e 5 não-eleitores), 6 da Sociedade Salesiana de São João Bosco (4 eleitores e 2 não-eleitores), 2 da Congregação do Santíssimo Redentor (1 eleitor e 1 não-eleitor), 2 da Ordem dos Frades Pregadores (1 eleitor e 1 não-eleitor), 2 sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus – Dehonianos – (1 eleitor e 1 não-eleitor), 2 da Congregação da Missão – Lazaristas (1 eleitor e 1 não-eleitor).

As famílias religiosas que só têm um cardeal são a Ordem Franciscana dos Frades Menores Capuchinhos (eleitor), a Companhia dos Sacerdotes de São Sulpício (eleitor), Beneditinos confederados (não-eleitor), Missionários Oblatos de Maria Imaculada (eleitor), Missionários de Filhos do Coração Imaculado de Maria – Claretianos – (eleitor), Instituto dos Padres de Schoenstatt (eleitor), Monges Estuditas (eleitor).

Dos atuais cardeais, 7 foram criados por Paulo VI (não-eleitores), 156 por João Paulo II (90 eleitores e 66 não-eleitores) e 38 por Bento XVI (30 eleitores e 8 não-eleitores).

Fonte aqui.

Voltei. Onde está Dom Raimundo Damasceno? Um dos que mais merecem tal honra! Mas já volto nesse assunto. Deixe-me comentar os diversos pontos na ordem.

- Cardeais por continentes: A Europa ainda mantém sua maioria no Colégio Cardinalício. O que não é novidade alguma, visto que a Igreja já está lá a muito mais tempo do que aqui. Há bons nomes entre os recém-eleitos e nomes não tão bons assim. A América Latina está com uma representatividade pequena em comparação com sua população católica, mas até que é bom que seja assim, pois ultimamente não há tantos exemplos de ortodoxia, principalmente no Brasil. Fico surpreso com a África, que tem uma população católica crescente (só cresce menos que a população islâmica) e com a América do Norte, que não tem tantos cristãos assim, mas os que estão lá são grandes exemplos de perseverança e de amor à Igreja.

- Países com mais Cardeais: A Itália tradicionalmente encabeça a lista, por ser onde está a Santa Sé. Um dado que me surpreendeu foi ver que os Estados Unidos, país majoritariamente protestante, é o segundo país com maior número de cardeais, à frente da Espanha, país com uma milenar tradição Católica. Esses números vão de acordo com o que sempre falei (talvez nunca tenha mencionado isso no blog, mas sempre falo isso pessoalmente e comento ocasionalmente na internet): o nível dos Católicos de países majoritariamente não-Católicos é melhor do que em nações Católicas. Também gostei de ver as Ordens e Congregações que estão representadas no Colégio Cardinalício.

Agora volto a Dom Raimundo Damasceno. Em sua atual posição, como Arcebispo de Aparecida, conseguiu barrar o agravamento dos problemas que ocorriam no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, restaurando parte da Ortodoxia perdida enquanto Dom Aloísio Lorscheider esteve à frente da Arquidiocese. Grande parte dos problemas enfrentados foi decorrente da queda no nível de ensino nos seminários. Esse é um problema muito grande e muito difícil de se resolver, mas pelo menos atualmente vemos grupos que lutam legitimamente pela restauração da Ortodoxia em nosso país. As iniciativas são raras, mas pelo menos já existem.

Dom Raimundo também conseguiu colocar os Redentoristas que cuidam do Santuário para trabalhar e graças a isso, hoje existe um projeto de longo prazo para a finalização da construção da Basílica de Aparecida que nos permite imaginar que finalmente o maior santuário mariano do mundo estará pronto um dia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Primeiro encontro de ONGs católicas com Santa Sé

Saudações queridos leitores!

Todos nós conhecemos as bandeiras das ONGs que existem no Brasil. Mas sabiam que existem ONGs Católicas.

Primeiro encontro de ONGs católicas com Santa Sé

Por iniciativa da Secretaria de Estado

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 30 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- De 30 de novembro a 2 de dezembro, acontecerá em Roma o primeiro encontro das Organizações Não-Governamentais (ONGs) de inspiração católica com a Secretaria de Estado da Santa Sé.

«Participarão 85 ONGs que em sua presença e atividade no âmbito internacional têm por ponto de referência o ensinamento evangélico e da doutrina social da Igreja», afirma a Sala de Informação do Vaticano.

Segundo um comunicado, «trata-se de um importante momento de recíproco conhecimento, assim como de uma ocasião relevante para promover o diálogo e a colaboração das ONGs entre si e com a Santa Sé sobre os atuais temas globais e sobre os desafios e oportunidades que implicam».

No encontro estão previstas as intervenções do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, e do arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados, e do arcebispo Celestino Migliore, observador permanente ante as Nações Unidas.

Entre as ONG’s representadas, encontram-se: Caritas Internacionalis, New Humanity, União Mundial das Organizações Femininas Católicas, Movimento Internacional de Intelectuais e Estudantes Católicos-Pax Roma, etc.

Neste sábado, o Papa receberá em audiência os participantes no foro.

Fonte aqui.

Voltei. É, existem ONGs Católicas. Enquanto aqui no Brasil maioria das ONGs lutam por bandeiras imorais e servem com braços do corporativismo esquerdista, a Igreja também possui aliados nesse ramo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Bento XVI sintetiza sua encíclica: Deus é a esperança do mundo

Saudações queridos leitores!

A nova Encíclica do Papa é uma maravilhosa conclusão à dissertação sobre as virtudes que ele iniciou em Deus Caritas Est. Agora ele explica um pouco mais sobre o assunto. Fiquem com notícia de ZENIT.

Bento XVI sintetiza sua encíclica: Deus é a esperança do mundo

No Angelus do primeiro domingo do Advento

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org ).- Bento XVI resumiu este domingo a mensagem central de sua encíclica, «Spe salvi», sobre a esperança: o mundo tem necessidade de Deus, do contrário, fica sem esperança.

No tradicional encontro com os fiéis reunidos na praça de São Pedro, o Papa comentou o sentido do Advento, o período litúrgico de preparação para o Natal, que a Igreja começava nesse dia, «o tempo propício para despertar em nossos corações a espera por “aquele que é, que era e que virá”».

Como confessou o próprio bispo de Roma, era «um dia sumamente indicado para oferecer a toda a Igreja e a todos os homens de boa vontade minha segunda encíclica, que quis dedicar precisamente ao tema da esperança cristã».

Bento XVI mostrou como no Novo Testamento «a palavra “esperança” está intimamente unida à palavra “fé”. É um dom que muda a vida de quem recebe, como demonstra a experiência de muitos santos e santas».

Íntegra aqui.

Voltei. O Santo Padre, considerado por muitos como o maior teólogo da atualidade (e por mim o maior em muito tempo) fez um magnífico trabalho em cima das virtudes cardeais. O começo foi com Deus Caritas Est, onde ele disserta sobre o Amor e agora em Spe Salvi, sobre a Esperança. Recomendo a todos que leiam antes a primeira Encíclica para depois ler a atual. Vale a pena!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

«Ecumenismo é uma obrigação sagrada», constata cardeal Kasper

Saudações queridos leitores!

Cardeak Kasper ataca novamente. Primeiro, leiam ZENIT, depois a mim.

«Ecumenismo é uma obrigação sagrada», constata cardeal Kasper

Expôs o tema perante o Colégio de Cardeais reunidos com o Papa

Por Miriam Díez i Bosch

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- O ecumenismo «não é uma eleição opcional mas uma obrigação sagrada». Foi o que recordou o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na reunião de cardeais com Bento XVI que aconteceu em 23 de novembro passado no Vaticano.

«O resultado mais significativo do ecumenismo nas últimas décadas, e também o mais gratificante, não são os diferentes documentos, mas a fraternidade recuperada, o fato de que nos descobrimos de novo irmãos e irmãs em Cristo, aprendemos a nos valorizar e a caminhar juntos na via para a unidade plena», explicou o cardeal alemão.

«Neste caminho, a cátedra de Pedro converteu-se nos últimos quarenta anos um ponto de referência cada vez mais importante para todas as Igrejas e todas as comunidades eclesiais», expôs.

«Se ao entusiasmo inicial seguiu uma atitude de maior sobriedade, isto significa que o ecumenismo tornou-se mais maduro, mais adulto», afirmou.

«O ecumenismo é agora uma realidade cotidiana, percebida como uma normalidade na vida da Igreja», reconheceu o purpurado.

O cardeal mencionou «as relações com as antigas Igrejas orientais e com as Igrejas ortodoxas do primeiro milênio, que nós conhecemos como Igrejas já que no âmbito eclesiológico mantiveram como nós a fé e a sucessão apostólica».

Em segundo lugar, recordou as relações com as comunidades eclesiais nascidas diretamente ou indiretamente – como as Igrejas livres – pela Reforma do século XVI. «Estas desenvolveram uma eclesiologia própria tomando como fundamento a Sagrada Escritura», explicou.

Finalmente, «a história recente do cristianismo viveu a chamada terceira onda, a do movimento carismático e a do movimento pentecostal, surgidos no início do século XX e difundidos no mundo com um crescimento exponencial», ilustrou.

«O ecumenismo encontra-se perante uma realidade variada e diferenciada, caracterizada por fenômenos muito distintos segundo os contextos culturais e as Igrejas locais», disse o cardeal.

Neste sentido, informou que com as Igrejas que se separaram de Roma no primeiro milênio, o diálogo se concentrou na eclesiologia ou conceito de «comunhão eclesial» e anunciou que em Damasco, de 27 de janeiro a 2 de fevereiro do ano 2008, discutir-se-á um projeto de um documento sobre «Natureza, constituição e missão da Igreja».

A boa notícia, recordou o cardeal, é que depois de quase 1500 anos de ausência de diálogo se retomou o contato com estas Igrejas.

Referindo-se depois ao diálogo com Igrejas Ortodoxas, separadas de Roma em 1054, ressaltou entre outras realidades a relação com o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e «a concessão para uso litúrgico de edifícios de culto por parte da Igreja Católica a cristãos ortodoxos que vivem na diáspora como sinal de hospitalidade e comunhão».

Finalmente o cardeal afirmou as «redes que emergem assim, ao lado de diálogos oficiais às vezes difíceis, novas formas de diálogo promissoras».

Fonte aqui.

Voltei. Eu tenho medo da atuação do Cardeal Kasper. Não vi em nenhum momento uma menção ao real significado do Ecumenismo, que é o resgate de todos os cristãos que se afastaram da Igreja. O Cardeal faz parecer que é possível uma realidade onde todas as Igrejas e comunidades eclesiais e até mesmo as seitas construam uma harmonia mais importante que a Salvação que devemos levar até eles.

Fora da Igreja não há Salvação. É nosso dever anunciar a Cristo e resgatar a todos e isso jamais será feito se ficarmos negando que todas as almas que estão conscientemente fora da Igreja correm perigo. É nosso dever levar a Palavra a todo o mundo, salvar as almas e não vejo em quê o reconhecimento de alguma legitimidade nas outras comunidades cristãs ajuda. O Ecumenismo torna-se inútil se seu propósito não for o retorno das almas à Igreja.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Intolerância religiosa, problema internacional, denuncia Vaticano

Saudações queridos leitores!

Notícia de ZENIT, volto depois.

Intolerância religiosa, problema internacional, denuncia Vaticano

Na reunião da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa

MADRI, terça-feira, 4 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- A Santa Sé considera que a intolerância religiosa converteu-se em um problema de primeira ordem no cenário internacional.

Foi o que constatou o arcebispo Dominique Mamberti, secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, ao intervir perante o Conselho ministerial da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que se celebrou em Madri, de 29 a 30 de novembro.

O «ministro» de Assuntos Exteriores do Papa explicou que para promover a dignidade humana de maneira integral, a OSCE tem de combater «de maneira efetiva e eficaz a discriminação e a intolerância para com os cristãos, judeus, muçulmanos e os membros de outras religiões».

«Esta questão converteu-se em um importante problema político e de segurança – afirmou Dom Mamberti –. A discriminação religiosa só se pode enfrentar com eficácia se todas as religiões forem igualmente respeitadas e protegidas».

O prelado constatou que recentemente «o Parlamento Europeu adotou uma resolução sobre os graves episódios que põem em perigo a existência das comunidades cristãs e de outras comunidades religiosas».

«Os cristãos, de fato, continuam sendo vítimas de preconceitos, estereótipos, discriminação e violência – denunciou –. Ignorar esses problemas não pode ser uma opção».

«Não podemos nos esconder detrás do princípio do ‘consenso’ para evitar atuar de modo efetivo, nem podemos contentar-nos com advertências genéricas», assinalou.

«Mas esse consenso deve ser um estímulo para proteger as liberdades fundamentais e, acima de tudo, a liberdade religiosa de todos os crentes e de cada comunidade religiosa».

Íntegra aqui.

Voltei. Infelizmente esse fato é uma realidade não apenas na Europa como em qualquer lugar do mundo. A Igreja Católica sempre foi vítima de tais preconceitos por seu posicionamento contrário aos anseios do mundo, sempre que tais anseios foram contra as palavras de Nosso Senhor. Mas tais ataques, vindos de onde vêm, só mostram que a Igreja tem razão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Padre Júlio Lancelotti recebe Prêmio Direitos Humanos 2007

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da Folha, volto depois.

Padre Júlio Lancelotti recebe Prêmio Direitos Humanos 2007


Ele foi ovacionado no Palácio do Planalto por integrantes dos três poderes

FELIPE SELIGMAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Ovacionado por mais de 300 pessoas, entre ministros, parlamentares e membros do Judiciário, o padre Júlio Lancelotti recebeu ontem, no Palácio do Planalto, o Prêmio Direitos Humanos 2007, oferecido pela SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos). A homenagem, de acordo com o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), foi um "justo e merecido desagravo" ao padre.

"No Estado de Direito, há um princípio fundamental de que as pessoas são inocentes até que transitado em julgado. Podemos estar vivendo mais uma vez o episódio da Escola Base de São Paulo", afirmou Vannuchi ao final da cerimônia, sobre a escola cujos donos, em 1994, foram alvo de falsa acusação de abuso sexual de alunos.

Lancelotti, acusado pelo ex-interno da Febem Anderson Marcos Batista, 25, de dar dinheiro em troca de favores sexuais, não comentou a premiação e também não discursou ao receber um certificado e uma obra do artista plástico Siron Franco. Ele concorreu na categoria "enfrentamento à pobreza", uma das 20 do prêmio.

Em agosto, o padre procurou a polícia alegando que estava sendo extorquido por Anderson Marcos Batista, que ameaçava agredi-lo e denunciá-lo falsamente por pedofilia. A Polícia Civil diz ter provas que comprovam a versão do padre.

Íntegra aqui.

Voltei. É a máquina de reputações da esquerda em atividade. Padre Júlio infelizmente é um dos propagandistas da Esquerda e precisará estar "limpo" para exercer sua campanha eleitoral para o PT. Esse prêmio tem a função de "apagar" os acontecimentos passados, que são mencionados inclusive como fatos de um passado distante.

Acho um contra-senso Padre Júlio receber o prêmio na categoria "enfrentamento à pobreza". Ele é justamente um dos personagens que mais defendem o direito do pobre ser pobre! Ele defende o direito do pobre de morar na rua, elevando as calçadas à categoria de moradia. Se a lógica do Padre Júlio fosse aplicada à sociedade, certamente não existiria mais problema de moradia no mundo.

Bem, isso é parte do jogo. Vemos a próxima cartada em 2008.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

STJ suspende decisão que obrigava o SUS de realizar a cirurgia

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da Agência Estado, volto depois.

STJ suspende decisão que obrigava o SUS de realizar a cirurgia

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, suspendeu, a pedido da União, a decisão judicial que obrigava os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) a fazer cirurgias de mudança de sexo. A decisão derruba o ato da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que obrigava o SUS, em prazo de 30 dias, a promover todas as adequações necessárias para que as cirurgias pudessem ser feitas em hospitais públicos.

A União questionava a decisão sob os argumentos de que o julgamento do TRF feriu o princípio da separação dos poderes e de que não houve estudos para a inclusão da cirurgia na tabela do SUS e de fixação de critérios técnico-científicos para a realização das operações.

Ellen Gracie disse, em sua decisão, reconhecer o sofrimento que enfrentam os transexuais, mas afirmou que os casos devem ser tratados individualmente e ressaltou que o ato do TRF provoca lesão à ordem pública.

"Não desconheço o sofrimento e a dura realidade dos pacientes portadores de transexualismo, que se submetem a programas de transtorno de identidade de gênero em hospitais públicos, entrevistas individuais e com familiares", argumentou.

Porém, ponderou a ministra, a obrigação de prover o SUS de condições para essas cirurgias demandaria remanejamento de recursos e provocaria problemas orçamentários no sistema de saúde.

Fonte aqui.

Voltei. Essa prática é abusiva, pois os recursos do SUS vêm de todos os contribuintes, o que faz com que todos aqueles que têm objeção de consciência referente a tal procedimento acabem pagando compulsivamente por isso. Que essas pessoas precisam de ajuda, é evidente, mas que sejam ajudados por meios que não firam a consciência dos demais contribuintes. Se for assim, abre-se espaço para que plásticas estéticas sejam custeadas pelo SUS, com o argumento de que a ausência das correções provoque danos graves à psiquê.

Bem barrada tal iniciativa.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Igreja terá de indenizar viúva que doou carro em GO

Saudações queridos leitores!

Más notícias para a turma do Macedão. Fiquem com notícia do Terra, volto depois.

Igreja terá de indenizar viúva que doou carro em GO

O juiz Jeová Sardinha de Moraes, da 7ª Vara Cível de Goiânia, condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais à viúva Gilmosa Ferreira dos Santos. De acordo com a ação, a mulher diz ter sido pressionada a doar seu carro à instituição. Ao tentar reaver o veículo, a viúva teria sido agredida e exposta à humilhação por integrantes da igreja.

De acordo com a viúva, a sua filha, Edilene Ferreira dos Santos passou a freqüentar a Igreja Universal do Reino de Deus em 2005. Ela teria passado a fazer doações à instituição, sob a promessa de retribuição em dobro.

A viúva diz na ação que, depois de vender todos os seus utensílios e mobílias, inclusive a própria cama em que dormia, para doar dinheiro à igreja, Edilene acabou doando, também, um veículo Golf de propriedade de Gilmosa. Edilene teria feito a mãe assinar em branco o documento de transferência do carro, sob alegação de que iria vendê-lo e que, com o dinheiro arrecadado, adquiriria outro em melhor estado de conservação.

O juiz entendeu que a má-fé da igreja foi "inconteste", pois aceitou um veículo de quem não era proprietária. Para o juiz, o que ocorreu com Gilmosa é conhecido juridicamente como "erro substancial", que aplicado ao caso, evidencia-se no ato de ela ter imaginado estar vendendo seu veículo quando, na verdade, fez uma doação.

Na decisão, de 30 de novembro, o juiz entendeu ter ficado comprovado, por meio de farta prova testemunhal, que Gilmosa tentou reaver o veículo com a igreja e, na ocasião, foi extremamente maltratada e agredida. "A potencialidade da ofensa se eleva mais ainda ao concluir que ocorreu no interior de um templo religioso, onde, objetivamente, espera-se reinar a paz espiritual", alegou.

Voltei. É, parece que a turma da IURD vai ter que devolver o carro da moça. Esse é apenas um caso isolado, mas se todos os tolos que são enganados por essa seita resolvessem pedir de volta as doações devido a milagres não alcançados, eles estariam lascados.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Cristãos de Belarus unem-se contra a Aids

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia de ZENIT sobre como cuidar dos doentes de AIDS, volto depois.

Cristãos de Belarus unem-se contra a Aids

Assinada uma declaração de cooperação entre as Igrejas

Por Victor Khroul

MINSK, quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Os líderes cristãos da República de Belarus (antiga Bielo-rússia) estão unindo esforços para favorecer a prevenção da propagação da Aids no país. Desde 1987, a doença provocou a morte de 484 pessoas.

Dom Tadeusz Kondrusiewicz, arcebispo de Minsk-Mohilev, e o metropolita ortodoxo Filarete de Minsk e Sluzk figuram entre os líderes que assinaram em 3 de dezembro a Declaração de cooperação social entre as Igrejas cristãs de Belarus sobre a Aids.

Antes de assinar o texto, os dois prelados oraram juntos e assistiram à projeção de uma filmagem da Igreja Ortodoxa sobre a atividade das Igrejas e comunidades cristãs na luta contra a Aids.

O metropolita Filarete recordou a necessidade de uma ação cristã conjunta para enfrentar os atuais problemas da sociedade, sobretudo entre os jovens. «Nosso objetivo – afirmou – é o de alertar todos que conhecem a doença e ajudar quem sofre.»

O arcebispo Kondrusiewicz sublinhou que a Igreja Católica defende a dignidade de cada ser humano, «estende a mão a todos que estão relegados às margens da sociedade, reza por eles e consola com misericórdia os enfermos e moribundos».

Outros signatários explicaram as três áreas na obra da luta contra a Aids: a prevenção, o cuidado dos enfermos e o acompanhamento dos moribundos. Sublinhou-se também a importância de aprender a tratar de forma caritativa quem possui a doença.

O diretor da missão interconfessional Christian Social Service, Nikolay Matrunchik, acrescentou que é necessário aplicar os princípios cristãos na luta contra o avanço do vírus.

«A assinatura desta declaração demonstra o interesse dos cristãos por um ambiente social moral», observou.

Segundo as estatísticas mais recentes, em Belarus são portadoras do HIV um total de 8.557 pessoas, em sua maioria entre 15 e 29 anos.

Fonte aqui.

Voltei. Uma das grandes mentiras propagadas aos quatro ventos é a de que basta a camisinha para se evitar a infecção com a AIDS. Se fosse assim os casos estariam diminuindo, visto o tanto de campanhas e a abrangência da distribuição de preservativos. Mas parece que essa política só funciona para os tais redutores de danos e para os fabricantes de preservativos.

A questão da propagação da AIDS é um problema comportamental. Ao incentivar o uso do preservativo, incentivam também o sexo irresponsável. Como se fosse imprescindível que se descubra a sexualidade de modo precoce. Em Uganda, o único país africano a exibir algum declínio nos casos de AIDS, entre as medidas para a prevenção da doença estão o incentivo à fidelidade matrimonial e o sexo dentro do casamento. A distribuição de preservativos também existe, mas está aliada às outras medidas. Enquanto no restante do continente apenas a distribuição de preservativos não mostra a eficiência esperada.

As más línguas podem dizer que quem faz sexo irresponsável sem preservativo o faz por culpa da Igreja. Mentira. Quem faz sexo irresponsável já não está ouvindo a Igreja, que prega a castidade e o sexo apenas dentro do matrimônio. Se tais preceitos fossem seguidos, os preservativos seriam desnecessários. Mas enquanto isso, espero que o Ministro Temporão e a sua turma aprendam com os exemplos de Belarus e Uganda.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Senadora espanhola anuncia sua conversão ao cristianismo

Saudações queridos leitores!

Notícia de ZENIT. Volto depois.

Senadora espanhola anuncia sua conversão ao cristianismo

Ex-comunista decide deixar o cargo

BARCELONA, quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Mercedes Aroz, a senadora mais votada na história da Câmara alta espanhola (Senado), em representação dos socialistas catalães por Barcelona, anunciou sua conversão ao cristianismo e o abandono de sua cadeira, por incompatibilidade com a atual política de seu partido, ainda que seguirá como militante de base, segundo informou o jornal «La Vanguardia» em 30 de novembro passado, difundindo uma nota da agência Europa Press.

Na Espanha, as eleições a deputados e outras eleições autônomas e municipais são feitas com listas fechadas dos partidos. O único momento em que se podem verdadeiramente unir as preferências ideológicas com as pessoais é nas eleições ao Senado, onde se elege por nomes próprios.

Mercedes Aroz, com mais de um milhão e meio de votos, ostenta o recorde absoluto de uma pessoa, homem ou mulher, eleita para representar os cidadãos na câmara alta.

Aroz foi marxista ortodoxa durante décadas, afiliou-se ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em 1976, e provinha de uma formação de ultra-esquerda, a Liga Comunista Revolucionária.

No Partido Socialista da Catalunha (PSC), fez parte da direção política durante 18 anos e do Comitê Federal do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Agora anunciou que deixa a cadeira e que a razão é sua conversão ao cristianismo, um processo que levou vários anos.

Aroz comunica com alegria sua «plena integração como membro da Igreja Católica». E, acrescenta, não é um cristianismo do «vale tudo, nada muda». Ao contrário: tudo muda. E por isso deixa a cadeira e os cargos no partido, ainda que seguirá sendo militante de base do PSC.

«Meu atual compromisso cristão me levou a discrepar com determinadas leis do Governo que chocam frontalmente com a ética cristã, como a regulação dada à união homossexual ou a pesquisa com embriões, e que em consciência não pude apoiar. Em conseqüência, impunha-se a decisão que tomei», afirma em seu comunicado.

Já em junho de 2005, Mercedes Aroz anunciou sua oposição à lei socialista do matrimônio homossexual, como publicou em seu momento «Fórum Libertas», quando se debateu no Senado.

Os senadores socialistas Mercedes Aroz e Francisco Vázquez – ex-prefeito de La Coruña, hoje embaixador ante a Santa Sé e católico praticante – se ausentaram durante a votação no Senado e ambos falaram contra a lei.

Mercedes Aroz insistiu esses dias em que ela se alienava com as teses do líder socialista francês Lionel Jospin – e de quase todo o socialismo europeu – de que reconhecer direitos ligados à convivência não justificava mudar a definição e o sentido do matrimônio, que era um bem a proteger.

Segundo informa «Fórum Libertas», os senadores do Partido Popular (126), quatro de Convergência e União e um regionalista aragonês, votaram contra a citada lei; só 119 parlamentares apoiaram o texto. Portanto, o Senado vetou o matrimônio homossexual.

Mas o peculiar sistema bicameral espanhol, indica «FórumLibertas» permitiu que o Congresso dos Deputados, com maioria socialista, ignorasse o veto dos senadores, e assim se aprovou uma lei criticada pelo Conselho de Estado (ditame 2628/2004), a Real Academia de Legislação e Jurisprudência, o Conselho Geral do Poder Judicial, 700.000 assinaturas avaliadas pela Junta Eleitoral Central e uma manifestação 700.000 pessoas em Madri (números da imprensa italiana).

Mercedes Aroz disse, em declarações ao Europa Press: «Eu quis torar pública minha conversão para sublinhar a convicção da Igreja Católica de que o cristianismo tem muito a dizer aos homens e mulheres de nosso tempo, porque há algo mais que a razão e a ciência. Através da fé cristã, chega-se a compreender plenamente a própria identidade como ser humano e o sentido da vida».

«A liberdade religiosa – acrescentou Aroz – exige o respeito e um reconhecimento positivo do fato religioso, frente a uma tentativa de impor o laicismo». E pediu ao Estado que facilite «a educação religiosa na escola».

Segundo informam os citados meios, já faz uns anos que Mercedes Aroz estava se aproximando à fé cristã, segundo testemunhas muito próximas em sua própria família.

Com a chegada do atual presidente ao poder, José Luis Rodriguez Zapatero, a senadora Aroz fez esforços por estender pontes entre a Igreja e a linha inicial de governo «zapaterista», marcada por leis como a citada.

Ela escreveu cartas ao primeiro-ministro, com sugestões e propostas de cooperação com a Igreja. Quase esgotada a legislatura, ante a aprovação de leis incompatíveis com sua nova visão cristã, Mercedes Aroz decidiu anunciar o que é o resultado de um longo itinerário de maturidade da fé.

Voltei. É sempre maravilhoso ver um testemunho de conversão como esse. Ainda mais quando vindo de alguém em um país socialista. Já faz algum tempo que venho denunciando todas as restrições pelas quais a Igreja Católica vem passando na Espanha. Confesso que já estive perto de dar a situação por lá como ratificada contra a Igreja, mas as atitudes do bravo povo espanhol e conversões como a da Senadora Mercedes Aroz me fazem crer mais uma vez na providência divina e ter a certeza de que tantos mártires não derramaram seu sangue na terra espanhola em vão.

Que São Josemaría Escrivá zele pelas almas que lá vivem e anseiam pela Salvação.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Lançam na Inglaterra campanha para aproximar da Igreja a católicos afastados

Saudações queridos leitores!

A Igreja Católica na Inglaterra lançou uma iniciativa interessante. Visto que Natal é tempo de conversão, nada mais oportuno que aqueles que estão afastados voltem nesse tempo para a casa do Pai.

Lançam na Inglaterra campanha para aproximar da Igreja a católicos afastados

.- A campanha "Vêem para Casa neste Natal" converteu-se em uma interessante iniciativa para que todos aqueles católicos da Inglaterra e Gales, que por distintas razões se afastaram de Deus e a Igreja, voltem para ela ao aproximar o nascimento do Menino Jesus.

Esta iniciativa está liderada pelo diácono casado e ex-membro da Força Aérea Real, Stephen Boulter, quem atualmente realiza seu apostolado em uma paróquia em Market Rasem, Lincolnshire.

Boulter comenta que a "'culpa católica' é, obviamente, notória, mas temos que nos perguntar de onde vem em realidade. Certamente não de Cristo, quem era conhecido por receber aos pecadores e por histórias inesquecíveis como a de Filho Pródigo".

"Não importa a razão que te deteve na prática da associação de Futebol católica no passado, pode estar seguro que uma cálida bem-vinda pode ajudar a que comece de novo. Muitas pessoas voltam para a Igreja depois de um período de tempo longo, quando percebem o vazio espiritual em sua vidas que só Cristo pode encher; e com freqüência encontram não só que trocaram, mas sim também a Igreja se desenvolveu", assevera.

Por sua parte, o Bispo de Nottingham, Dom Malcom McMahon, também tem umas palavras para estes católicos que se encontram afastados de Deus e a Igreja: "meus queridos amigos, não importa a situação ou circunstâncias, ou o tempo transcorrido desde sua última visita à Igreja, há um lugar para vocês. A porta está aberta e são bem-vindos. Podem ter muitas perguntas e isso é bom. Alegra-nos ter que as responder e escutar suas histórias. A Igreja não os julga. Venham".

Para conhecer mais desta campanha, pode acessar o site (em inglês) http://www.comehomeforchristmas.co.uk/

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.


Presente de Natal antecipado! Spe Salvi!

Saudações queridos leitores!

O Papa nos antecipou o presente de Natal! Lançada a Encíclica Spe Salvi!

Em sua nova encíclica o Papa desafia ao mundo e ao cristianismo contemporâneos a uma autocrítica sobre a esperança

.- Em sua nova encíclica "Spe Salvi", o Papa Bento XVI destaca a urgência de recuperar o verdadeiro sentido da esperança cristã e chama o mundo do pensamento contemporâneo, assim como ao cristianismo atual, a exercer uma autocrítica sobre a maneira de compreender a esperança.

No número 22 de sua encíclica de 75 páginas, o Pontífice assinala que ante a crise do conceito de esperança depois das experiências fracassadas do racionalismo e o marxismo, "é necessária uma autocrítica da idade moderna em diálogo com o cristianismo e com sua concepção da esperança". "Neste diálogo, os cristãos, no contexto de seus conhecimentos e experiências, têm também que aprender de novo no que consiste realmente sua esperança, o que têm que oferecer ao mundo e o que é, pelo contrário, o que não podem lhe oferecer", adiciona.

Conforme explica o Pontífice na encíclica, "é necessário que na autocrítica da idade moderna conflua também uma autocrítica do cristianismo moderno, que deve aprender sempre a compreender-se a si mesmo a partir de suas próprias raízes".

"Acima de tudo –diz o Papa– terá que perguntar-se: O que significa realmente ‘progresso’?". "A ambigüidade do progresso resulta evidente. Indubitavelmente, oferece novas possibilidades para o bem, mas também abre possibilidades abismais para o mal, possibilidades que antes não existiam", explica.

Bento XVI destaca que "certamente, a razão é o grande dom de Deus ao homem, e a vitória da razão sobre a irracionalidade é também um objetivo da fé cristã. Mas quando domina realmente a razão? Acaso quando se apartou de Deus? Quando se há ato cega para Deus? A razão do poder e do fazer é já toda a razão?"

O Papa responde: "digamo-lo agora de maneira muito singela: o homem necessita a Deus, do contrário fica sem esperança" e passa assim a falar de "a verdadeira fisionomia da esperança cristã".

Neste parágrafo da encíclica, o Papa explica que "o reto estado das coisas humanas, o bem-estar moral do mundo, nunca pode garantir-se somente através de estruturas, por muito válidas que estas sejam".

"Posto que o homem segue sendo sempre livre e sua liberdade é também sempre frágil, nunca existirá neste mundo o reino do bem definitivamente consolidado. Quem promete o mundo melhor que duraria irrevogavelmente para sempre, faz uma falsa promessa, pois ignora a liberdade humana", adiciona.

"As boas estruturas ajudam, mas por si só não bastam. O homem nunca pode ser redimido somente do exterior", assinala o Papa.

A resposta cristã

Na Spe Salvi, Bento XVI assinala que "devemos constatar também que o cristianismo moderno, ante os êxitos da ciência na progressiva estruturação do mundo, concentrou-se em grande parte sozinho sobre o indivíduo e sua salvação. Com isto reduziu o horizonte de sua esperança e não reconheceu tampouco suficientemente a grandeza de seu encargo".

O Papa recorda em seguida que "não é a ciência a que redime ao homem. O homem é redimido pelo amor. Isso é válido inclusive no âmbito puramente intramundano".

"Neste sentido, –adiciona– é verdade que quem não conhece deus, embora tenha múltiplos esperança, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida".

Neste ponto o Sumo Pontífice se pergunta: "não recaímos possivelmente no individualismo da salvação?"; e responde que "estar em comunhão com Jesus Cristo nos faz participar de seu ser ‘para todos’, faz que este seja nosso modo de ser. Compromete-nos em favor de outros, mas apenas estando em comunhão com Ele podemos realmente chegar a ser para outros, para todos".

O resumo do Papa

"Resumamos", diz o Pontífice no número 30 da encíclica, "o que até agora aflorou no desenvolvimento de nossas reflexões".

"Ao longo de sua existência, –assinala– o homem tem muitas esperanças, maiores ou menores, diferentes segundo os períodos de sua vida".

"Na juventude –adiciona– pode ser a esperança do amor grande e satisfatório; a esperança de certa posição na profissão, de um ou outro êxito determinante para o resto de sua vida".

"Está claro que o homem necessita uma esperança que vá mais à frente. É evidente que apenas pode contentar-se com algo infinito, algo que será sempre mais do que nunca poderá alcançar", assinala.

Entretanto, hoje, "a esperança bíblica do reino de Deus foi substituída pela esperança do reino do homem, pela esperança de um mundo melhor que seria o verdadeiro ‘reino de Deus’", mas "resultou evidente que esta era uma esperança contra a liberdade".

"Nós –explica em seguida o Santo Padre– precisamos ter esperanças, maiores ou menores, que dia a dia nos mantenham em caminho. Mas sem a grande esperança, que tem que superar todo o resto, aquelas não bastam. Esta grande esperança sozinho pode ser Deus".

Como aprender a esperança

Bento XVI chega assim ao ponto no que propõe "lugares de aprendizagem e do exercício da esperança" para os cristãos.

"Um primeiro lugar e essencial de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me escuta", explica o Papa em primeiro lugar.

"Rezar não significa sair da história e retirar-se no canto privado da própria felicidade. O modo apropriado de orar é um processo de purificação interior que nos faz capazes para Deus e, precisamente por isso, capazes também para outros".

Mas "para que a oração produza esta força purificadora deve ser, por uma parte, muito pessoal, uma confrontação do meu eu com Deus, com o Deus vivo. Mas, por outra, tem que estar guiada e iluminada uma e outra vez pelas grandes orações da Igreja e dos Santos, pela oração litúrgica", adiciona o Santo Padre.

O Santo Padre assinala em seguida "o atuar e o sofrer" como lugares de aprendizagem da esperança; e explica que "toda atuação séria e reta do homem é esperança em ato".

Mas "o esforço cotidiano por continuar nossa vida e pelo futuro de todos nos cansa ou se converte em fanatismo, se não estar iluminado pela luz daquela esperança maior que não pode ser destruída", adverte.

"Assim com ao obrar, –adiciona em seguida– também o sofrimento forma parte da existência humana".

"O que cura o homem –diz o Sumo Pontífice– não é esquivar o sofrimento e fugir ante a dor, mas sim a capacidade de aceitar a tribulação, amadurecer nela e encontrar nela um sentido mediante a união com Cristo, que sofreu com amor infinito".

"Também o simao amor é fonte de sofrimento, porque o amor exige sempre novas renúncias do meu eu, nas quais me deixo modelar e ferir", explica o Papa; e acrescenta que "sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça; sofrer a causa do amor e com o fim de converter-se em uma pessoa que ama realmente, são elementos fundamentais de humanidade, cuja perda destruiria ao homem mesmo".

O Pontífice adiciona em seguida outro importante aspecto do sofrimento cristão: "a idéia de poder oferecer as pequenas dificuldades cotidianas, que nos afligem uma e outra vez como pontadas mais ou menos molestas, dando assim um sentido, eram parte de uma forma de devoção ainda muito difundida até não faz muito tempo, embora hoje talvez menos praticada".

"Possivelmente devamos nos perguntar realmente se isto não poderia voltar a ser uma perspectiva sensata também para nós", propõe.

O Julgamento Final

Um lugar fundamental de fortalecimento da esperança cristã, explica em seguida Bento XVI, é a meditação obre o Julgamento Final.

"Na época moderna, –destaca– a idéia do Julgamento Final se desviou: a fé cristã se entende e orienta sobre tudo para a salvação pessoal da alma; a reflexão sobre a história universal, em troca, está dominada em grande parte pela idéia do progresso".

"Em grande parte dos homens, isso podemos supor, fica no mais profundo de seu ser uma última abertura interior à verdade, ao amor, a Deus. Mas nas opções concretas da vida, esta abertura se empanou com novos compromissos com o mal; há muita sujeira que recobre a pureza, da qual, entretanto, fica a sede e que, apesar de tudo, rebrota uma vez mais do fundo da imundície e está presente na alma", explica o Papa.

E em seguida se pergunta "O que acontece com estas pessoas quando comparecem ante o Juiz? Toda a sujeira que acumulou em sua vida, far-se-á de repente irrelevante?".

"A salvação dos homens pode ter diversas formas… algumas das coisas construídas podem consumir-se totalmente… para salvar-se é necessário atravessar o fogo em primeira pessoa para chegar a ser definitivamente capazes de Deus e poder tomar parte na mesa do banquete nupcial eterno", responde o Papa.

"O encontro com Ele é o ato decisivo do Julgamento. Ante seu olhar, toda falsidade se desfaz. É o encontro com Ele o que, nos queimando, transforma-nos e nos libera para chegar a ser verdadeiramente nós mesmos. Nesse momento, tudo o que se construiu durante a vida pode manifestar-se como palha seca, vácua fanfarronice, e derrubar-se", explica o Santo Padre.

Mas adiciona que "na dor deste encontro, no qual o impuro e insalubre de nosso ser nos apresenta com toda claridade, está a salvação".

Entretanto, em relação à salvação, Bento XVI recorda que "nossos estoque estão em profunda comunhão entre si, entrelaçadas umas com outras através de múltiplos interações. Ninguém vive sozinho. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Em minha vida entra continuamente a dos outros: no que penso, digo, ocupo-me ou faço".

E por isso conclui: "deveríamos nos perguntar também: O que posso fazer para que outros se salvem e para que surja também para eles a estrela da esperança? Então terei feito o máximo também por minha salvação pessoal".

A íntegra do documento pode ser encontrada em português aqui.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Contundente rechaço da sociedade brasileira a proposta feminista para legalizar aborto

Saudações queridos leitores!

Notícia de ACI muito boa para nós e ruim para o Temporão. Volto depois.

Contundente rechaço da sociedade brasileira a proposta feminista para legalizar aborto
.- A sociedade brasileira, representada por seus delegados, rechaçou na 13º Conferência Nacional de Saúde (CNS) uma proposta que com o apoio do Governo procura despenalizar o aborto no país.

A CNS devia votar até ontem domingo 400 propostas para melhorar a saúde pública do país. No tema do aborto, o serviço de notícias Agencia o Brasil informou que 70 por cento dos 2.627 delegados rechaçaram a proposta e esta será excluída do relatório final da Conferência que será entregue aos poderes Executivo, Legislativo e Judicial.

O projeto sobre o aborto foi introduzido como "recomendação" dos grupos feministas e expor apresentar o aborto "como problema de saúde pública e discutir seu despenalização por meio de um projeto de lei".

Os que apoiaram este pedido foram vaiados pelo plenário majoritariamente pró-vida.

Um dos responsáveis pela Pastoral da Infância, Clovis Boufleur, explicou que a votação contra o aborto "reflete o pensamento do povo brasileiro" pois as pesquisa confirmam que os brasileiros não querem despenalizá-lo.

"O aborto não resolve o problema de saúde no Brasil", explicou Boufleur.

Embora as decisões da CNS não têm efeito legal, sim têm um grande peso nas decisões do poder público.

Voltei. Os delegados manifestaram a opinião da maioria absoluta da população brasileira com a rejeição à despenalização do aborto. O Ministro Temporão, como sempre, questionou o resultado, alegando que a votação não representa os reais interesses do povo. Aposto meu dedo mindinho, na certeza de que continuarei com 10 dedos nas mãos, de que se o povo tivesse decidido de acordo com a vontade de Temporão, ele jamais questionaria tal resultado e que ainda o trataria como saber perene do povo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Lindalva Justo de Oliveira é proclamada beata

Saudações queridos leitores!

Fiquem com notícia da ACI. Volto depois.

Brasil: Lindalva Justo de Oliveira é proclamada beata

.- A irmã Lindalva Justo de Oliveira, pertencente à sociedade das Filhas da Caridade de São Vicente do Paulo, foi proclamada beata ontem, domingo, em São Salvador da Bahia pelo Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins.

A nova beata nasceu em 20 de outubro de 1953. Logo depois de terminar o noviciado foi enviada ao lar Dom Pedro II em Salvador (Brasil), onde serve aos anciões com grande dedicação.

Em 9 de abril de 1993, Sexta-feira Santa, depois de ter participado de uma celebração penitencial, foi assassinada violentamente por um dos pensionistas ao tentar defender sua virgindade.

Com esta proclamação, a Igreja no Brasil somou uma nova mártir beata em poucos meses.

Voltei. Para quem não sabe de mais detalhes, Em 1993, devido a uma recomendação, o abrigo acolheu entre os anciãos Augusto da Silva Peixoto, homem de 46 anos que se apaixonou por Irmã Lindalva. Sendo rejeitado pela irmã, ele a assassinou com 44 facadas em uma manhã de sexta-feira santa naquele mesmo ano.

Foi preso e enviado para o manicômio judiciário, que dez anos depois constatou que ele não representava mais perigo para a sociedade. Mas sem ter para onde ir, permanece lá até hoje.

Para mais informações, acesse a biografia de Irmã Lindalva aqui.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

«Spe Salvi», encíclica para dar esperança à humanidade

Saudações queridos leitores!

Presente de Natal antecipado para todo mundo!! O nosso querido Papa lança uma nova Encíclica! Notícia de ZENIT.

«Spe Salvi», encíclica para dar esperança à humanidade

Bento XVI: a vida «não acaba no vazio»

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 30 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI apresentou nesta sexta-feira a encíclica «Spe Salvi» («Salvos na esperança»), na qual apresenta uma humanidade em ocasiões desenganada na dimensão da esperança oferecida por Cristo.

O documento, de menos de 80 páginas, dividido em oito partes, foi assinado pelo Papa neste mesmo dia na Biblioteca do Palácio Apostólico, e está dirigida aos bispos, aos presbíteros e aos diáconos, às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos.

Começa com uma passagem da Carta do apóstolo São Paulo aos Romanos, «é na esperança que fomos salvos» (8, 24), e destaca como «elemento distintivo dos cristãos o fato de eles terem um futuro»: sua vida «não acaba no vazio» (número 2).

A esperança, um encontro

«Chegar a conhecer Deus, o verdadeiro Deus: isto significa receber esperança», declara no número 3 da carta, a segunda encíclica do Papa, depois de «Deus caritas est» («Deus é amor»), publicada em janeiro de 2006.

O Papa mostra o que é a esperança cristã apresentando o exemplo da escrava sudanesa Santa Josefina Bakhita, nascida em 1869, em Darfur, que dizia «eu sou definitivamente amada, aconteça o que acontecer; este grande Amor me espera»(3).

A encíclica explica que Jesus não trouxe uma «mensagem sócio-revolucionária», «não era um combatente por uma libertação política». Trouxe «o encontro com o Deus vivo», «com uma esperança que era mais forte do que os sofrimentos da escravatura e, por isso mesmo, transformava a partir de dentro a vida e o mundo» (4).

Cristo «diz-nos quem é na realidade o homem e o que ele deve fazer para ser verdadeiramente homem». «Ele indica ainda o caminho para além da morte; só quem tem a possibilidade de fazer isto é um verdadeiro mestre de vida» (6).

Para o Papa está muito claro que a esperança não é algo, mas Alguém: não se fundamenta no que passa, mas em Deus, que se entrega para sempre (8).

Neste sentido, acrescenta, a «crise atual da fé» «é sobretudo uma crise da esperança cristã» (17).

Desilusões

A encíclica mostra as desilusões vividas pela humanidade nos últimos tempos, como por exemplo o marxismo, que «esqueceu o homem e a sua liberdade. Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal. Pensava que, uma vez colocada em ordem a economia, tudo se arranjaria.» (21)

«O seu verdadeiro erro -- declara -- é o materialismo: de facto, o homem não é só o produto de condições económicas nem se pode curá-lo apenas do exterior criando condições económicas favoráveis.» (21)

A fé cega no progresso é outra das desilusões analisadas, assim com o mito segundo o qual o homem pode ser redimido pela ciência.

«A ciência pode contribuir muito para a humanização do mundo e dos povos. Mas, pode também pode destruir o homem e o mundo, se não for orientada por forças que se encontram fora dela». «Não é a ciência a que redime o homem. O homem é redimido pelo amor.» (25-26)

Lugares da esperança

O Papa indica quatro «lugares» de aprendizagem e de exercício da esperança.

O primeiro é a oração: «Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar» (32).

Recorda o testemunho do cardeal Nguyen Van Thuan, que durante treze anos esteve nas prisões vietnamitas, nove deles em isolamento: «numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança» (32).

O segundo lugar de aprendizagem da esperança é o «agir». «A esperança, em sentido cristão, é sempre esperança para os demais». «Só a grande esperança-certeza de que, não obstante todos os fracassos, a minha vida pessoal e a história no seu conjunto estão conservadas no poder indestrutível do Amor e, graças a isso e por isso, possuem sentido e importância, só uma tal esperança pode, naquele caso, dar ainda a coragem de agir e de continuar» (35).

O sofrimento é outro lugar de aprendizagem: «Certamente é preciso fazer tudo o possível para diminuir o sofrimento»; contudo, «não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor» (37).

O último lugar de aprendizagem da esperança é o Juízo de Deus: «Sim, existe a ressurreição da carne. Existe uma justiça. Por isso, a fé no Juízo final é, primariamente, e sobretudo esperança – aquela esperança, cuja necessidade se tornou evidente justamente nas convulsões dos últimos séculos» (43).

Mas a esperança não é egoísta. «Ninguém vive só. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Continuamente entra na minha existência a vida dos outros: naquilo que penso, digo, faço e realizo. E, vice-versa, a minha vida entra na dos outros: tanto para o mal como para o bem» (48).

«O que posso fazer a fim de que os outros sejam salvos e nasça também para eles a estrela da esperança?», pergunta o Papa; e responde «Então terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal» (48).

A encíclica conclui apresentando «Maria, estrela da esperança». «Mãe nossa -- invoca --, ensinai-nos a crer, esperar e amar convosco. Indicai-nos o caminho para o seu reino! Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho» (50).

A encíclica foi apresentada à imprensa pelo cardeal Georges Cottier O.P., teólogo emérito da Casa Pontifícia, e pelo Pe. Albert Vanhoye S.J., professor de exegese do Novo Testamento no Pontifício Instituto Bíblico.

O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Informação da Santa Sé, declarou que a encíclica foi escrita totalmente pelo Papa e não descartou que após as escritas sobre o amor e a esperança, possa dedicar outra à fé, a primeira das três virtudes teologais.

Fonte aqui.

Voltei. Leiam! Leiam! Leiam a Encíclica!! Apenas recomendo que antes dela, leiam Deus Caritas Est, pois são parte de uma mesma dissertação.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.