quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Nunca antes neztepaiz um presidente lambeu tanto as botas dos ditadores.

Saudações queridos leitores!

Fico imaginando como deve estar a língua do presidente Lula após cinco anos de mandato. Reportagem do Terra, volto depois.

Lula: Chávez promove democracia na Venezuela


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na tarde desta quarta-feira, após almoço com o presidente de Guiné Bissau, João Bernardo Vieira, que ninguém pode reclamar que na Venezuela não há democracia. "Podem criticar o Chávez por qualquer coisa, inventem uma coisa para criticar o Chávez, mas não há como dizer que não há democracia na Venezuela. Ele já fez referendos, já teve eleições", disse Lula.

Lula defendeu ainda a postura de Chávez durante a Cúpula Ibero-americana no Chile. Na ocasião, Chávez discutiu rispidamente com o rei da Espanha, Juan Carlos, e o monarca deixou a sessão plenária da cúpula.

"Esse é um tipo de divergência normal. Entre nós sempre estamos discordando. Houve uma frase do Chávez que o rei não gostou e ele resolveu se retirar", disse Lula.

O presidente aproveitou e brincou: "como é que vocês acham que funcionam as reuniões do G8. Vocês acham que o protocolo diz até que hora cada um deve rir?", questionou Lula.

Para o presidente, é preciso evitar comentários que envolvam a soberania e a autonomia dos outros países. "Se fizer isso, todos vão sair ganhando", afirmou.

Voltei. Não é possível, a estupidez não pode ser tão grande! A única explicação que consigo enxergar para que Lula cumpra um papel ainda mais ridículo que o de Hugo Chávez (sim, lamber as botas do porco venezuelano depois do sabão que ele tomou do Rei da Espanha é ainda mais humilhante!) é que o nosso querido sapo barbudo (apelido dado por Marcio Antonio Campos) tem um fetiche com ditadores.

Como Lula não consegue ser ditador aqui, fica bajulando qualquer projetinho de governante totalitarista da esquerda. É assim com Fidel, mas como o decano dos assassinos latino-americanos já bateu as botas mas ainda não sabe, Lula procura agora novos musos inspiradores.

Chega a doer os olhos ter que ler uma afirmação do Lula sobre "é preciso evitar comentários que envolvam a soberania e a autonomia dos outros países" enquanto Hugo Chávez acusa nosso Congresso de ser pau nandado dos Estados Unidos. Para o nosso sapo-presidente, qualquer esbirro de ditador, desde que seja esquerdista, pode meter o bedelho nos assuntos internos do Brasil, pode meter a mão em nossas refinarias bilionárias e pagar preço de banana (quem dera se a banana fosse tão barata assim), pode tirar sarro do presidente em uma cúpula internacional, fazendo com que o governante e conseqüentemente, o país todo, passem por ridículo, mas ai de quem se meter nos assuntos deles, quem fizer isso corre o risco de ferir a soberania da nação alheia.

Lula deve achar que a soberania não vale para o Brasil. Ou melhor, deve achar que quando a esquerda se mete na política alheia a soberania não sai ferida. Pobre Brasil, que nas mãos do atual presidente tem feridas no orgulho, na soberania, na economia, no setor aeronáutico, no setor petroleiro...

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Governo lutará pela legalização do aborto no Brasil. E a democracia?

Saudações queridos leitores!

Fiquem com reportagem da ACI, volto depois.

Analista antecipa que Governo brasileiro impulsionará aborto legal contra opinião de maioria
.- Um reconhecido analista antecipou que o Governo brasileiro não deterá sua campanha para legalizar o aborto no país, a pesar que as cifras de uma recente pesquisa nacional revelaram a entristecedora oposição do povo a esta prática.

Carlos Alberto Di Franco, especialista em ética, comunicações e estratégia de meios, recordou os resultados da última pesquisa da empresa Datafolha, segundo a qual apenas 3% da população do Brasil considera que o aborto é um ato "moralmente aceitável" e um entristecedor 87% o reprova totalmente.

"O resultado do sondagem é uma ducha de água fria para a estratégia pró-aborto do Ministro (da Saúde) Temporão e confirma uma tendência marcada em sondagens anteriores. As campanhas do governo não resultam para o Brasil real", indicou Di Franco.

Entretanto, considerou que "a legalização do aborto, independentemente dos eufemismos de alguns e da ambigüidade do presidente da República, é prioridade do governo Lula. A opinião pública assiste atônita a uma articulada campanha que pretende impor contra a vontade expressa da sociedade e em nome da "democracia" a eliminação do primeiro direito humano fundamental: o direito à vida".

"A legalização do aborto é o primeiro elo da imensa cadeia da cultura da morte. depois da implantação do aborto descendente (a eliminação do feto), virão inumeráveis manifestações de aborto ascendente (supressão da vida do enfermo) -a eutanásia já está sendo incorporada ao sistema legal de alguns países- do doente e, quem sabe, de todos os que constituem as classes passivas e indesejadas da sociedade", adicionou.

Neste sentido, precisou que "o brasileiro está contra o aborto. Não se trata apenas de uma opinião, mas sim de um fato medido em um sondagem de opinião. Por isso o governo deve avançar com cuidado. A legalização do aborto seria, hoje e agora, uma ação nitidamente antidemocrática. Além disso, existe uma questão de princípios. A democracia é o regime que mais genuinamente respeita a dignidade da pessoa humana".

"Por isso, não obstante a força do marketing emocional que apóia as campanhas pró-aborto, é preocupante o veneno antidemocrático que está no fundo dos slogans abortistas. Não se compreende de que modo obteremos uma sociedade mais justa e digna para os seres humanos por meio da morte de outros. Há um vínculo indissolúvel entre a prática do aborto, o massacre de Carandiru, e outras agressões à vida: o ser humano é enfrentado como objeto descartável", explicou.

Di Franco assinalou que "a violência contra a infância abandonada, o surpreendente crescimento da violência infantil-juvenil, o clima de insegurança que se alenta nos grandes centros urbanos são uma conseqüência lógica da cultura da morte. É inútil enclausurar-se em condomínios fechados, multiplicar guaritas, erigir muros cada vez mais altos. A humanidade homicida, como afirmou duramente alguém, não pode esperar sensibilidade da geração qual deu a luz, porque os filhos não acostumam ser generosos e dedicados que seus pais".

Voltei. Carlos Alberto Di Franco está certíssimo. Fazendo um paralelo de sua análise e do modus operandi da comunidade abortista, percebemos um profundo desrespeito à democracia. Conforme pesquisas demonstraram, inclusive já publiquei estudos aqui, ampla maioria da população é contrária ao aborto, mas o governo que deveria agir de forma democrática não se importa com isso e quer impor a todos uma vontade que é apenas da minoria.

Essa prática homicida influencia toda a população, pois é uma atitude sem retorno, pois no caso de uma mãe que tenha abortado em um momento de desespero queira voltar atrás em sua decisão não poderá fazê-lo. Ademais, atenta diretamente contra o direito à vida, que é uma garantia constitucional. Aprovar o aborto em qualquer caso abre um precedente perigosíssimo, pois se o assassinato de uma criança que ainda não nasceu for passível de pena de morte, qual alegação poderá impedir o assassinato de qualquer pessoa?

Não se enganem, o presidente Lula, por mais que diga que é contra o aborto não fará nada para impedir que seja descriminalizado, pelo contrário, se esforçará, através de seus ministros e seu partido, que têm o aborto como meta para o Brasil, para aprová-lo. Não podemos baixar a guarda.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Outros ex-internos da Febem defendem o Padre Júlio

Saudações queridos leitores!

Dois ex-internos da Febem que também recebiam ajuda do Padre Júlio depõem e inocentam o sacerdote. Fiquem com mais uma reportagem da Folha Online, volto depois.

Dois ex-internos da Febem depõem e defendem padre Júlio


Dois ex-internos da antiga Febem (atual Fundação Casa) disseram à polícia de São Paulo que receberam ajuda financeira do padre Júlio Lancelotti, 58, após deixar a instituição e que o religioso nunca insinuou ou exigiu contatos íntimos.

A Polícia Civil interrogou os dois sexta e ontem. O dinheiro, segundo os ex-internos Marcelo Eduardo de Almeida Brito, o Marcelo Queijeiro, e Luciano Sales Moreti, 25, era dado pelo religioso para que eles pagassem contas domésticas, comprassem comida, fizessem cursos e tirassem documentos. Ambos afirmaram que nunca tiveram relações sexuais com o padre. Um terceiro ex-interno da Febem relacionado na lista de pessoas que receberam auxílio financeiro do padre será convidado pela polícia a relatar como era seu contato com o religioso. Trata-se de Jalber José.

Para chegar aos nomes dos ex-internos, a polícia usou o depoimento do delegado Luiz Carlos dos Santos, conhecido como China, que procurou dia 31 de outubro os responsáveis sobre o suposto caso de extorsão no qual o padre é vítima.

Santos também relatou como a polícia investigou pela primeira vez, em junho de 2005, quatro ex-internos a mando do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. À época dessa investigação, Santos era interinamente delegado-geral da Polícia Civil.

Lancelotti, segundo Santos, disse ao então secretário adjunto da Segurança, Marcelo Martins de Oliveira, que Brito traficava drogas perto de sua igreja.

Por isso, o Palácio dos Bandeirantes e a Secretaria da Segurança determinaram que o Denarc (departamento de narcóticos) investigasse Brito.

No relatório final da investigação, os policiais do Denarc não conseguiram constatar o envolvimento de Brito com tráfico e, ainda na versão do delegado Santos, "tudo aparentava [ser] uma briga entre amigos".

No dia 26 de outubro deste ano, o quarto ex-interno citado à época ao governo paulista como uma das pessoas que extorquiam dinheiro de Lancelotti, Anderson Marcos Batista, 25, foi preso acusado pelo crime.

A Polícia Civil também investiga se a enfermeira que acusou o padre de ter beijado um ex-interno da Febem na Casa Vida, entre 1999 e 2000, atendeu algum interesse do ex-presidente do Sintraenfa (Sindicato dos Trabalhadores da Febem), Gilberto da Silva, que sempre se opôs às denúncias de tortura na instituição feitas pelo religioso. Silva negou ontem à Folha ser ex-marido da enfermeira.

Voltei. O depoimento dos ex-internos deve ser essencial para que a acusação de abuso sexual contra o Padre Júlio Lancelotti seja investigada mais a fundo. Acusação essa, que por causa do depoimento dos jovens e do conflito de interesses da enfermeira que também depôs contra o Padre perdem muita força. Afinal, as acusações já fizeram o efeito que deveriam ter feito, que é o de desviar o foco para as acusações de fraude administrativa. Como será que está a investigação dessas acusações?

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Extorsores do Padre Júlio fazendo escola...

Saudações queridos leitores!

Os marginais que extorquiram o Padre Júlio Lancelotti por tanto tempo estão fazendo escola. Fiquem com matéria da Folha Online, volto depois.

Polícia prende jovens acusados de extorquir padre em Sergipe

Dois jovens --um de 18 e outro de 14 anos-- foram presos pela Polícia Civil suspeitos de tentativa de extorsão contra um padre em Ribeirópolis (83 km de Aracaju, SE).

As prisões, na quinta à noite, ocorreram após o religioso, que não teve o nome revelado, procurar a polícia e relatar que estava sendo ameaçado pelos rapazes em ligações telefônicas. Um suposto envolvimento sexual do padre com os jovens seria divulgado pelos detidos caso o religioso não desse dinheiro à dupla, informou a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, por meio de sua assessoria de imprensa.

As prisões de Marcos Barreto, 18, e do adolescente foram realizadas nas proximidades de um cemitério da cidade, após encontro marcado com o padre para que ele entregasse a quantia de R$ 2.000 aos rapazes.

A Secretaria da Segurança Pública informou que em depoimento Barreto apresentou uma gravação, feita por um aparelho celular. No relato da conversa, "que seria dos jovens com o sacerdote, o assunto tratado era sempre sexo e insinuação sobre genitais dos meninos". A gravação foi recolhida e encaminhada ao Instituto de Criminalística.

A assessoria de imprensa da Arquidiocese de Aracaju disse que o arcebispo dom José Palmeira Lessa se reuniu com o padre e que ele negou ter tido qualquer tipo de envolvimento sexual com os dois jovens. Segundo o relato da assessoria, o sacerdote disse ao arcebispo que conhecia os dois, que freqüentavam a paróquia em Ribeirópolis, onde ele atuara como padre. Atualmente o padre exerce suas funções em uma paróquia da capital, Aracaju. O departamento jurídico da arquidiocese acompanha o caso.

A reportagem não conseguiu localizar advogados dos dois jovens nesta segunda-feira. Na quinta eles foram encaminhados à delegacia. O adolescente seria levado a um centro de atendimento ao menor.

Voltei. Como se vê, há gente para se aproveitar de tudo nesse mundo. Depois do caso tortuoso de extorsão contra o Padre Júlio, mais marginais vão se aproveitar disso para tentar arrancar dinheiro dos sacerdotes. Não estou emitindo nenhum juízo a respeito das acusações, mas é certo que oportunistas aparecerão. Tanto oportunistas para extorquir, quanto oportunistas para utilizar tais fatos, independente de verdadeiros, contra a Igreja.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Onde o ímpio governa, o povo geme

Saudações queridos leitores!

A frase que intitula essa postagem foi pichada a alguns anos no muro de um terreno onde viviam alguns invasores quando foram desalojados. Eles protestavam contra o prefeito, que oferecia moradia legalizada com infra-estrutura completa, que os invasores recusaram. Hoje vi que essa frase é verdadeira. Fiquem com reportagem do Estadão. Volto depois.

No socialismo bolivariano, sobra uísque importado, mas falta leite

O operário venezuelano Gustavo Arteaga, pai de duas crianças, tem de sair mais cedo do trabalho para um empreendimento mais complicado - comprar leite. Gustavo, como a maioria dos venezuelanos, luta há meses para encontrar produtos de primeira necessidade, como óleo de cozinha e carne, além do leite, apesar de o presidente Hugo Chávez prometer esses produtos a preço baixos para os pobres. “É um milagre encontrar leite”, diz, depois de passar duas horas na fila de um mercado no bairro pobre de Eucaliptus, em Caracas. A escassez aumentou o ceticismo da população em relação à política econômica de Chávez. As empresas dizem que os preços tabelados dos alimentos de primeira necessidade são tão baixos que não vale a pena produzi-los ou vendê-los. O governo alega que o problema é causado pela demanda crescente da população pobre, que se beneficia dos programas sociais de Chávez, o pânico criado pela imprensa e o comportamento de empresas inescrupulosas, que estariam estocando os produtos.

As prateleiras dos supermercados continuam repletas de uísque e vinho importado, mas até 25% dos alimentos de primeira necessidade, este ano, tiveram fornecimento irregular, segundo a Datanálisis, grupo de pesquisa econômica e opinião pública. Ao mesmo tempo, a economia mostra sinais de superaquecimento, graças aos recursos provenientes do petróleo. De acordo com a Datanálisis, os venezuelanos perdem várias horas por semana em busca de alimentos. Os produtos são racionados e, em alguns casos, os lojistas carimbam a mão do cliente para ele não entrar duas vezes na fila. Íntegra, para assinantes, aqui.

Onde o ímpio governa, o povo tem uísque, mas não tem leite. É esse o paraíso do socialismo bolivariano?

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

O Oitavo Mandamento: Não levantarás Falso Testemunho

Saudações queridos leitores!

Lembrem-se sempre do oitavo mandamento: Não levantarás falso testemunho. Poderá evitar situações como a descrita abaixo. Notícia do Terra.

Foto com fantasia na web causa demissão de bancário

Kevin Colvin, caixa de uma das filiais americanas do banco irlandês Anglo Irish Bank, mentiu para conseguir dispensa do trabalho e poder comparecer a uma festa de Halloween em Nova York. Uma foto na Internet, entretanto, delatou a mentira e ele acabou sendo demitido.

Segundo o site The Inquirer, Colvin queria o dia de folga e contatou seu chefe alegando uma emergência familiar. Mas um de seus colegas resolveu visitar a página de Colvin na rede social Facebook e encontrou uma foto do dia da folga: a imagem mostrava o bancário se divertindo numa festa, vestido de fada madrinha e carregando uma varinha de condão.

O gerente Paul Davis teve acesso à foto e respondeu ao pedido de dispensa do funcionário de maneira irônica, dizendo que esperava que tudo se ajeitasse com a família, ao mesmo tempo que elogiava a varinha de condão.

A resposta foi enviada em cópia oculta para todos os funcionários, e um deles teve a idéia de encaminhá-la ao site ValleyWag que reproduziu a notícia. Além da humilhação, o bancário também foi demitido.

A primeira 'moral da história' é que não se deve mentir. E o caso também serve como lembrete: privacidade não existe na era da Internet e todos devem estar atentos para não serem pegos de calças curtas, ou vestidinhos verdes, como no caso de Colvin. A foto e as capturas de tela dos emails, em inglês, podem ser vistas clicando aqui.

Lembrem-se de sempre obedecer às leis de Deus.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O Movimento Anti-Seitas e o Opus Dei

Saudações queridos leitores!

Trago hoje para vocês um artigo que um grande amigo, Alexandre Fernandes, participante do Caminho Neocatecumental, traduziu. Esse artigo foi feito a algum tempo, quando os ataques contra o Opus Dei eram bem mais intensos do que são hoje, mas ainda conserva toda sua atualidade.

Por Alexandre Marcelo Fernandes da Silva


Introdução

Por razões pessoais e familiares tenho acompanhado com grande interesse as discussões que se seguiram à onda de calúnias contra o Opus Dei lançada pelo grupo Opus Livre. Uma das principais acusações levantadas contra o Opus Dei é a suposta “lavagem cerebral” que seria imposta a seus membros. Conforme pude constatar em pesquisas feitas na Internet, o conceito de “lavagem cerebral” é considerado sem valor científico por importantes e reputadas associações de psicólogos, sendo considerado um termo de conteúdo ideológico e sensacionalista.

O que é o CESNUR?

Existe farta e confiável documentação sobre a questão da lavagem cerebral no site do CESNUR, http://www.cesnur.org, uma entidade que é descrita no texto abaixo, tradução de um trecho de um texto em inglês encontrado em http://www.cesnur.org/about.htm#ing.

O CESNUR, “The Center for Studies on New Religions”, foi estabelecido em 1988 por um grupo de estudiosos da religião de grandes universidades da Europa e das Américas. Seu diretor, professor Massimo Introvigne, tem ocupado cargos docentes em diversas universidades italianas. É autor de vinte e três livros e editor de outros dez no campo de ciências da religião. O objetivo original do CESNUR foi oferecer uma associação profissional para estudiosos especializados em minorias religiosas, novos movimentos religiosos, escolas esotéricas, gnósticas e espirituais contemporâneas, e a nova consciência religiosa em geral. Nos anos 90 tornou-se aparente que informações inexatas estavam sendo disseminadas entre os meios de comunicação e os poderes públicos por ativistas associados com o movimento internacional anti-seitas. Alguns novos movimentos religiosos também disseminavam informações não confiáveis ou facciosas. O CESNUR tornou-se mais ativo e passou a fornecer informações em uma base mais regular, abrindo centros públicos e organizando conferências e seminários em vários países para o público em geral. O CESNUR hoje é uma rede organizações independentes mas relacionadas de estudiosos em vários países, dedicada a promover pesquisas acadêmicas sobre o campo da nova consciência religiosa, visando a divulgação de informações fidedignas e responsáveis, e à exposição da verdadeira problemática associada a alguns movimentos religiosos, defendendo sempre e ao mesmo tempo os princípios da liberdade religiosa. Embora estabelecido em 1988 por estudiosos que eram em sua maioria católicos romanos, o CESNUR teve desde o início grupos de dirigentes que incluíam uma variedade de confissões religiosas. É independente de qualquer Igreja, denominação ou movimento religioso. O CESNUR internacional foi reconhecido como um entidade pública sem fins lucrativos pelas autoridades italianas em 1996, as quais são os atuais contribuintes de seus projetos. Também é financiado por royalties dos livros publicados em diferentes editoras, e por contribuições de membros.

O Movimento Anti-Seitas

O conceito de “lavagem cerebral” aplicado aos novos movimentos religiosos tem sido divulgado ativamente pelo Movimento Anti-Seitas, de caráter laicista, que nos últimos anos também tem se dedicado a atacar o Opus Dei.

Comentarei a seguir trechos de “Opus Dei and the Anti-cult Movement”, tradução inglesa de um artigo de Massimo Introvigne que apareceu em Cristianità nº 229 (Maio 1994 páginas 3--12), que pode ser encontrado em http://www.cesnur.org/2005/mi_94.htm.

Neste artigo Massimo Introvigne comenta um livro de Vittorio Messori sobre o Opus Dei. O artigo é dividido em duas partes: a primeira contém uma descrição do Opus Dei, em que se procura rebater críticas à prelazia. Na segunda parte descreve-se a campanha do Movimento Anti-Seitas contra o Opus Dei.

Apresenta-se inicialmente uma breve explicação sobre a natureza do Movimento Anti-Seitas e como ele difere do que tem sido chamado movimento contra-seitas.

O movimento contra-seitas surgiu em um ambiente religioso, principalmente de caráter protestante-evangélico, nos Estados Unidos. Ele critica as “seitas” de um ponto de vista qualitativo, mostrando aspectos doutrinais contrários à ortodoxia cristã.

O Movimento Anti-Seitas é apresentado no seguinte parágrafo:

On the contrary, the anti-cult movement arose from a secularist background and it claims that it is exclusively concerned with deeds and not with creeds. It will denounce as “sectarian” any form of religious experience which, from a quantitative point of view, appears to be more intense than modern secularism is ready to tolerate.

Em minha tradução para o português:

Ao contrário [do movimento contra-seitas], o movimento anti-seitas surgiu em um contexto secularista e afirma preocupar-se exclusivamente com atitudes e não com credos, “"with deeds and not with creeds"”. Denunciará como “sectária” qualquer forma de experiência religiosa a qual, de um ponto de vista quantitativo, pareça ser mais intensa do que o secularismo moderno está disposto a tolerar.

O movimento evangélico contra-seitas raramente atacou o Opus Dei como uma “seita”, uma vez que que o Opus Dei não possui uma “doutrina” própria, diferente da Igreja Católica, e também porque as mesmas acusações de excessivo zelo apostólico feitas contra o Opus Dei podem também ser feitos contra grupos e movimentos protestantes, como já foi feito algumas vezes pelo movimento anti-seitas.

Os Primeiros Ataques ao Opus Dei

Os ataques ao Opus Dei, vindos de fora e infelizmente de dentro da Igreja Católica, são tão antigos quanto a própria entidade.

Os ataques dentro da Igreja Católica inicialmente vieram principalmente de membros de congregações religiosas, que não viam com bons olhos uma organização que se pretendia um tertium genus entre ordens religiosas e associações de fiéis.

Posteriormente estes ataques tomaram um caráter mais político ou doutrinal, vindos principalmente de grupos “progressistas”, ligados à Teologia da Libertação.

O crescimento do Opus Dei, que chegou atualmente ao número de cerca de 80.000 membros, e que não é apenas numérico mas também de atividades apostólicas, só poderia provocar o mundo secularista. Certos ambientes secularistas habituaram-se a receber com satisfação sucessivas estatísticas da Igreja Católica, que aparentemente mostravam um incessante decréscimo do número de fiéis e de atividades apostólicas, bem como do número de membros de associações e de ordens religiosas.

O Opus Dei se encontra no meio de duas frentes de batalha eclesiásticas: em primeiro lugar o conflito entre os católicos “progressistas” que sempre invocam, geralmente de maneira inoportuna, o “espírito” do Concílio Vaticano~II, o qual poderia ser contrário à letra conforme o exijam certas situações, e os católicos fiéis à doutrina da Igreja Católica conforme ensinada por seu Magistério.

Em segundo lugar, o Opus Dei se encontra na frente de batalha entre o secularismo anti-católico e uma Igreja cada vez menos disposta ao papel de irrelevância social e cultural que lhe foi destinado pelos profetas do pós-iluminismo.

Trechos Relevantes do Artigo

Apresento a seguir alguns trechos bastante relevantes do artigo “Opus Dei and the Anti-cult Movement”, juntamente com sua tradução para o português.

Trecho em Inglês

The secularist anti-cult movement, as Messori cleverly points out, arises from a similar reaction. Sectors of the secularist world could not tolerate any “return to religion” which would turn the tables on what they had confidently predicted that would happen: “There was no longer any room for religion”, Messori says, “in a postmodern technological culture”. Or, in other words, what the proliferation of “new religions” proved was that “what was happening was exactly the opposite”, as always, “of what had been predicted by the usual 'experts': sociologists, futurologists, and even theologians and specialists in different religious matters, not excluding many priests and bishops” . As it had been forecast that religion was set on a course of irreversible decline and the new interest of young people for religious phenomena could not happen spontaneously, the anti-cult movement concluded that something sinister and non-spontaneous must have happened. It then applied to the religious movements the theories of “brainwashing”, that had been devised to explain the (relative) success of the communist North Korean and Chinese “re-education camps” during the Korean war. The enemies of the anti-cult movement (those groups that were accused of practising “brainwashing”) were, in the 1960's and 1970's, rather removed from the world of Christian Churches and worldwide Christian communities. The culprits were mainly the Children of God (now evolved into The Family), together with those whom the anti-cult movement would soon begin to call “the big three” among their adversaries: the Unification Church of Reverend Sun Myung Moon, Scientology, and the Hare Krishna movement.

Tradução para o Português

O movimento secularista anti-seitas, como inteligentemente observa Messori, surge de uma reação similar. Alguns setores do mundo secularista não poderiam tolerar qualquer “retorno à religião”, que provocaria uma virada de jogo em relação ao que deveria acontecer, de acordo com suas confiantes previsões: “Não há mais nenhum lugar para a religião”, diz Messori, “em uma cultura tecnológica pós-moderna”. Ora, em outras palavras, o que a proliferação de “novas religiões” provou foi que “o que estava ocorrendo era exatamente o oposto”, como sempre, “do que havia sido previsto pelos 'especialistas' costumeiros: sociólogos, futurólogos, e mesmo teólogos e especialistas em diferentes assuntos religiosos, sem excluir muitos padres e bispos”. Como fora previsto que a religião estava em um curso de declínio irreversível e o interesse dos jovens pelo fenômeno religioso não poderia ocorrer espontaneamente, o movimento anti-seitas concluiu que algo sinistro e não espontâneo deveria ter acontecido. Ele aplicou então aos movimentos religiosos as teorias de “lavagem cerebral”(grifo meu), que foram elaboradas para explicar o (relativo) sucesso dos “campos de reeducação” comunistas norte-coreanos e chineses, durante a Guerra da Coréia. Os inimigos do movimento anti-seitas (os grupos que foram acusados de praticar “lavagem cerebral”) eram, nos anos 60 e 70, muito distantes do mundo das Igrejas Cristãs e das comunidades cristãs ao redor do mundo. Os acusados eram principalmente os Meninos de Deus (que hoje se tornou A Família), juntamente com aqueles que seriam em breve denominados “os três grandes” pelo movimento anti-seitas, entre seus adversários: a Igreja da Unificação do do Reverendo Sun Myung Moon, a Cientologia, e o movimento Hare Krishna.

Trecho em Inglês

There then arose, as Messori points out, a new profession which offered the parents of those who had joined a new religious movement to be given a “brainwashing” in reverse. This “deprogramming” consisted in kidnapping the young person in question from the clutches of the movement, locking him up for some days or weeks in a motel room, or in a private house, and subjecting him to physical or psychological pressures until he renounced his adherence to the movement. The “deprogrammers” (whose activity seems to be in decline, but has not ceased altogether) were neither doctors or psychologists, but ex-members of those movements and, even more frequently, people who could only claim to have a notable physical strength, and before becoming deprogrammers had carried out various assignments which ranged from having acted as personal bodyguards to having been involved in thefts or in robbery. The lucrative business of deprogramming, which brought in ten to twenty thousand pounds per treatment for the deprogrammers, required an ideological justification, as well as a political structure to support them. Thus, the anti-cult associations were formed around the first deprogrammers. They were strictly secularist, and have now been transformed, little by little to become the present CAN (Cult Awareness Network) and AFF (American Family Foundation), which have supported with helps of various types the setting up of similar organisations in different countries all over the world. Some psychiatrists (severely criticised by their own professional colleagues) devised a theory of “mental manipulation” which in fact applies the metaphor of “brainwashing” (although they prefer to avoid that controversial label) to the activities of new religious movements in order to justify their deprogramming. The activities of these psychiatrists suffered a severe setback when, in May 1987, the American Psychological Association, perhaps the professional association with the greatest authority in the world in the field of psychology and psychiatry, rejected after an extensive study a report applying the theory of mental manipulation and of brainwashing to religious movements as “not scientific”. By changing their terminology and their names when needed, the activities of the anti-cult movements (and in a certain way also of the deprogrammers, although the best known had been arrested in different countries) have gone on until the present day. In the meantime, and in order to survive, the anti-cult movement and the deprogrammers have had to extend their theatre of operations, concerning themselves not only with the “big three”, or with The Family, but with a wide range of religious (and sometimes not even religious) groups, which were conveniently labelled as “cults”.

Tradução para o Português

Surge então, como aponta Messori, uma nova profissão que oferecia aos pais daqueles que se haviam juntado a novos movimentos religiosos uma “lavagem cerebral” em reverso. Esta “desprogramação” consistia no rapto do jovem em questão dos centros de seu movimento religioso, sua reclusão por alguns dias ou semanas em um quarto de motel, ou em uma residência privada, e em sujeitá-lo a pressões físicas ou psicológicas, até que ele renunciasse à sua adesão ao movimento. Os “desprogramadores” (atividade que parece estar em declínio, mas ainda não cessou totalmente) não eram nem médicos nem psicólogos, mas ex-membros daqueles movimentos e, ainda mais freqüentemente, pessoas que simplesmente possuíam uma grande força física, e antes de se tornarem desprogramadores tinham se dedicado a atividades que iam desde guarda-costas pessoais a envolvimentos em assaltos ou roubos. O lucrativo negócio da desprogramação, que rendia de 10 a 20 mil dólares por tratamento aos desprogramadores, requeria uma justificação ideológica, bem como uma estrutura política para apoiá-lo. Assim se formaram, entre os primeiros desprogramadores, as associações anti-seitas. Estas associações eram estritamente secularistas, e se transformaram pouco a pouco até se tornarem as atuais CAN (Cult Awareness Network) e AFF (American Family Foundation), as quais tem apoiado com vários tipos de ajuda o estabelecimento de organizações semelhantes em diferentes países do mundo. Alguns psiquiatras (severamente criticados por seus próprios colegas de profissão) desenvolveram uma teoria de “manipulação mental” que de fato aplica a metáfora da “lavagem cerebral” (embora este rótulo controverso seja evitado) às atividades dos novos movimentos religiosos a fim de justificar sua desprogramação. A atuação destes psiquiatras sofreu um grande recuo quando, em maio de 1987, a American Psychological Association, talvea a associação profissional com maior autoridade no mundo no campo da psiquiatria e da psicologia, rejeitou,após extenso exame, um artigo que aplicava a teoria da manipulação mental e da lavagem cerebral a movimentos religiosos como “não científico”. Modificando sua terminologia e seus nomes quando necessário, as atividades do movimento anti-seitas (e de certa maneira também as dos desprogramadores, embora os mais conhecidos tenham sido indiciados em diversos países) tem se mantido até o presente. Enquanto isto, a fim de sobreviver, o movimento anti-seitas e os desprogramadores estenderam seu teatro de operações, preocupando-se não mais apenas com os “três grandes”, ou com A Família, mas com um largo espectro de grupos religiosos (e algumas vezes nem mesmo religiosos), que foram convenientemente rotulados como “seitas”.

Observações Finais

Constato no grupo Opus Livre o aparecimento no Brasil de uma nova forma de ataque à religião, em particular uma nova forma de ataque à Igreja Católica. Este ataque parece visar especialmente os novos carismas da Igreja Católica, como o Opus Dei, o Caminho Neocatecumenal (sendo membro do Caminho Neocatecumenal recebi ataques semelhantes ao debater sobre as acusações ao Opus Dei), Renovação Carismática, Comunhão e Libertação, etc. O maior risco é o critério quantitativo que guia as atividades do Movimento Anti-Seitas, que se arroga o direito de definir o "nível máximo tolerável" de dedicação à fé.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Além de pateta, é surdo e completamente doido

Saudações queridos leitores!

Fiquem com trecho de reportagem do Terra (íntegra aqui). Volto depois.

Chávez diz que não ouviu rei pedindo que se calasse

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comentou a polêmica em que se viu envolvido na reunião de cúpula Ibero-Americana de Santiago com o presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o rei Juan Carlos I. Ao desembarcar em Caracas do domingo à noite, Chávez disse que não ouviu quando o monarca mandou que calasse a boca. "O certo é que não ouvi. Teve sorte o senhor Juan Carlos. Eu não sei o que teria dito a ele. Agora, não há nenhuma dúvida de que quando Juan Carlos de Borbón explora as expressões de um índio, está explorando 500 anos de prepotência imperial", disse Chávez.

Além do comentário, Chávez aproveitou a oportunidade para confirmar que viajará ao Irã, França e Portugal depois de uma reunião da Opep, dias 17 e 18 de novembro em Riad, Arábia Saudita. Chávez, que recebeu o apoio do presidente colombiano, Álvaro Uribe, para mediar a negociação de uma troca humanitária com a Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pretende apresentar ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, uma prova de vida da ex-candiata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt.

Voltei. Hugo Chávez é um mero rascunho de ditador. Ele pensa que é Fidel Castro e tenta agir como tal, mas está, na verdade, fazendo um papel ridículo perante a mídia mundial. Chávez é um fanfarrão (é, eu também uso gírias do Tropa de Elite!), não tem o mínimo de respeito pelas pessoas e, como ninguém aqui o afronta, ele já se sente o imperador da América Latina.

Ao atacar repetidas vezes o ex-Primeiro Ministro espanhol, José Maria Aznar, Hugo Chávez foi afrontado não só pelo Rei Juan Carlos I, mas por José Luis Zapatero, atual Primeiro Ministro espanhol e adversário de Aznar.

Hugo Chávez não soube responder à argumentação democrática do Rei Juan e de Zapatero e hoje partiu para a falácia e os ataques pessoais, tentando desqualificar o interlocutor. Pergunto eu: que raios tem de "exploração de 500 anos de prepotência imperial" o fato do Rei Juan mandar Hugo Chávez se calar, sendo que ele estava interrompendo constantemente o discurso de Zapatero? Será que para o bufão venezuelano, exigir educação é prepotência imperial?

Hugo Chávez reclama do colonialismo, mas parece não olhar no espelho, pois sua cultura e até mesmo suas idéias são frutos dos países que ele acusa de colonialista. Se ele quer lutar contra o colonialismo, que pare de falar espanhol, troque a camisa vermelha por uma tanga e um cocar e que não compre as armas russas, mas mande fazer arcos e flechas para seu exército.

Além de pateta, é surdo, completamente doido e hipócrita!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 11 de novembro de 2007

Sobre Padres Pedófilos

Saudações queridos leitores!

O assunto é muito relevante e sinto que fiquei devendo um pouco sobre ele. Então, reproduzo aqui um artigo do Professor Felipe Aquino, com o qual concordo completamente. Nesses últimos dias ando escrevendo pouco por falta de tempo, mas logo logo os compensarei.

No domingo (4 nov 07) à noite, a Rede Record de televisão colocou no ar uma matéria sobre os padres processados pela prática de pedofilia (sexo com crianças), no Brasil e no exterior. Alguns leitores me pediram que comentasse o assunto; por isso escrevo essa página.


Alertado por uma ouvinte, assisti o Programa da Record; numa primeira análise me pareceu autêntico, isto é, parece que nada foi forjado, e as entrevistas e testemunhos parecem ser verdadeiros, onde foram mostrados padres envolvidos com este tipo de crime.

Foi colocado que o Vaticano não toma providências e que o então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, antigo auxiliar de João Paulo II, Prefeito da Sagrada Congregação da Fé, encobria os erros dos padres pedófilos. Sabemos que isto não é verdade e que o Papa João Paulo II tomou medidas enérgicas contra esses sacerdotes culpados. Falando aos Bispos dos EUA em 2002, o Papa não se esquivou do problema; entre outras coisas disse aos Bispos em uma reunião no Vaticano:

“Como vocês, também eu me entristeço profundamente pelo fato de que padres e religiosos, cuja vocação é ajudar as pessoas a viver vidas santas aos olhos de Deus, tenham, eles próprios, causado tanto sofrimento a jovens e tanto escândalo. Devido ao grande mal causado por alguns padres e religiosos, a própria Igreja está sendo vista com desconfiança, e muitos se ofendem com a maneira como se percebe que seus líderes agiram nesta questão. O abuso que provocou esta crise é errado, por qualquer critério usado, e é visto como crime pela sociedade, com razão; além disso, é um pecado hediondo aos olhos de Deus. Às vítimas e às famílias, estejam elas onde estiverem, expresso minha solidariedade e preocupação profundas.”

“É preciso que fique absolutamente claro aos fiéis católicos e à comunidade mais ampla que os bispos e superiores se preocupam, sobretudo, com o bem espiritual das almas. As pessoas devem saber que não existe, no sacerdócio e na vida religiosa, lugar para aqueles que querem prejudicar os jovens.” Ao mesmo tempo o Vaticano tomou medidas para afastar os padres que cometem este pecado. Cabe agora ao Bispo de cada diocese tomar as medidas definidas pela Santa Sé. O papa Bento XVI adotou uma postura ainda mais rígida sobre os casos de abuso sexual do que João Paulo II.

Numa entrevista no Vaticano, em seguida, o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Wilton Gregory, divulgou um documento com as conclusões da reunião. Em resumo, a cúpula da Igreja americana vai ser muito mais severa na questão. Serão instalados processos especiais para a expulsão de padres cuja culpa em casos de violência sexual contra menores seja “notória”.

O Cardeal-arcebispo de Washington, defendeu a política de tolerância zero e a expulsão sumária dos padres pedófilos. Também é a favor da denúncia dos casos de abuso sexual à polícia e à Justiça. Philip Jenkins, professor de Estudos da Religião da Universidade Estadual da Pensilvânia, afirmou que “Os casos de pedofilia propriamente dita são poucos, mas isso poderia ser uma abertura para falar de outros assuntos complicados para a Igreja, como o homossexualismo, por exemplo” (Veja 02.05.2002 – Pedofilia ).

É claro que esta falta desses sacerdotes é muito grave e não tem justificativa, especialmente em se tratando de homens de Deus que devem levar a salvação às pessoas, e a Igreja precisa coibir cada vez mais, e rapidamente esses erros. E eu entendo que nós leigos devemos atuar com sabedoria, ao lado dos senhores bispos, para resolver esta questão.

O Pregador da Casa Pontifícia, o frei Raniero Cantalamessa, em 15/12/2006, pediu ao Papa Bento XVI que fosse celebrado um dia de penitências pelas vítimas de pedofilia, particularmente pelas crianças que tenham sido abusadas por sacerdotes. Ele disse:”A Igreja tem chorado e lamentado recentemente os abomináveis atos cometidos em seu seio por alguns de seus ministros e pastores. Pagou e instituiu regras rígidas para que os abusos não se repitam”.

O Pregador Pontifício acrescentou que “chegou a hora de chorar diante de Deus” pelas ofensas cometidas “aos menores de seus irmãos”, ainda mais pelo dano e desonra causados às vítimas pelos escândalos de pedofilia. O frei Cantalamessa, pediu a penitência “para que, de todo este mal, possa surgir o bem e se realize uma obra de reconciliação do povo de Deus com seus próprios sacerdotes”.

O frei Cantalamessa também lembrou que o Papa condenou duramente a pedofilia durante a audiência aos bispos irlandeses. (Fonte: gazetaonline.blogo.com)

Por outro lado é preciso lembrar que a pedofilia está longe de ser um problema só de alguns padres da Igreja Católica. Jael Savelli, em artigo no site www.midiasemmascara.org.br , “Pedofilia já! Enquanto ainda ‘estou com tudo em cima’”, em 14 de julho de 2007, revela em detalhes o pensamento do líder do movimento gay no Brasil, Luiz Mott, e suas simpatias pela pedofilia. Mott é decano do Movimento Homossexual no Brasil; fundador do Grupo Gay da Bahia. Este é um exemplo de muitos casos de apoio à liberação da pedofilia, o que jamais a Igreja aceita. (Fonte: gaybrasil.com.br)

A Igreja tem arcado com as conseqüências dos atos pecaminosos de muitos padres. O padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse que o acordo entre a arquidiocese de Los Angeles e vítimas de abusos sexuais, envolvendo o valor recorde de 600 milhões de dólares, é uma tentativa de “fechar um capítulo doloroso e olhar para frente.” “A Igreja está acima de tudo claramente machucada pelo sofrimento das vítimas e de suas famílias, pelas profundas feridas causadas pelo grave e indesculpável comportamento de alguns de seus membros”. Padre Lombardi revelou que o acordo em Los Angeles envolveu 508 supostas vítimas, em casos que remontam à década de 1940. Em 2003, a arquidiocese de Boston havia feito um acordo para indenizar 550 pessoas com 85 milhões de dólares.

Em sua entrevista à Rádio do Vaticano, Lombardi falou dos “sacrifícios” que o acordo imporá à arquidiocese de Los Angeles, que terá de vender seu patrimônio imobiliário, inclusive a sede do arcebispado, e recorrer a seguradoras e a várias ordens católicas. Embora todos os casos de pedofilia sejam graves, não se pode generalizar o problema e dar a entender ao povo que é uma epidemia no clero da Igreja. Segundo o jornal ”La Stampa”, dos 150 mil sacerdotes e religiosos que serviram à Igreja Católica americana durante os anos 70 e 80, cerca de 500 foram acusados por pedofilia, o que representa 0,3% do clero do país. (Reuters, Por Philip Pullella, 17 Jul 2007) Um estudo do Departamento de Saúde estima que em média 93.000 crianças sofram abuso sexual a cada ano nos Estados Unidos. Destas, metade é atacada pelos próprios pais. Os parentes próximos são responsáveis por outros 18% dos casos. Menos de 30% das pessoas que abusam de crianças travam contato com suas vítimas fora de casa. (idem)

O jornal “Folha de São Paulo”, em 08 fev 07, no artigo “Polícia da Áustria descobre rede global de pedofilia”, afirma que “Autoridades da Áustria anunciaram a descoberta de uma rede global de pornografia infantil envolvendo ao menos 2.361 suspeitos de 77 países, em uma operação precedentes na história criminal austríaca”. De acordo com o ministro do Interior da Áustria, Günther Platter, estão sendo investigados, em seus respectivos países, 600 americanos, 400 alemães, mais de cem franceses.

Enfim, não tem cabimento e justificativa a prática de pedofilia pelo clero da Igreja, e esses homens devem deixar de imediato o exercício do sacerdócio; no entanto, não se pode generalizar o erro de 0,3% do clero, como se fosse algo epidêmico na Igreja. Em contraste a tudo isto, vimos, por exemplo, no dia 28 de outubro 07, a beatificação de 498 mártires espanhóis no Vaticano, sendo que ao todo foram martirizados cerca de 7000 sacerdotes. Sobre isto a imprensa se cala e Rede Record não diz uma só palavra.

Já se tornou rotina alguns órgãos da imprensa colocarem uma enorme lente de aumento sobre os erros dos filhos da Igreja e não dizerem uma só palavra sobre as suas grandes obras em favor da humanidade. Não fosse a Igreja Católica não teríamos a cultura e a civilização ocidental.

Que esses tristes casos de pedofilia sirvam para que a Igreja melhore a formação dos sacerdotes, aprimore os Seminários e aumente a espiritualidade do clero.

O bom católico, de fé madura, não pode ficar desanimado, desconsolado, ou escandalizado com esses erros graves dos filhos da Igreja, mesmo sendo padres. Infelizmente sempre houve muitos erros e pecados por parte dos filhos da Igreja, mas o número de seus santos sempre foi muito maior. Para cada padre acusado de pedofilia, podemos certamente mostrar mil outros que vivem com dignidade o seu ministério sacerdotal e que prestam relevantes serviços à Igreja e à humanidade.

Não podemos ficar olhando para algumas manchas negras na vida da Igreja e esquecer a grande Luz com a qual ela sempre iluminou o mundo. Como disse D. Estevão Bettencourt, “o ouro da Igreja muitas vezes passou por mãos impuras, mas sempre continuou sendo ouro”.

Esses episódios de padres e leigos pedófilos, homossexuais, fornicadores, etc., não podem nos desanimar, ao contrário, deve ser um motivo a mais para trabalharmos para que o Reino de Cristo se instale neste mundo.

Fonte: www.cleofas.com.br

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.