sábado, 10 de novembro de 2007

Juan Carlos para Rei do Brasil!!

Saudações queridos leitores!

Notícia da EFE, comentada pelo Reinaldo Azevedo:



Que maravilha!

O rei Juan Carlos, da Espanha, mandou Hugo Chávez calar a boca. Leia, abaixo, o despacho da Agência Efe e veja o vídeo que já está no YouTube. Está na hora de alguém botar este tiranete de província, este bufão ridículo, em seu devido lugar.

O rei da Espanha, Juan Carlos 1º, abandonou neste sábado o plenário da Cúpula Ibero-Americana no Chile, em protesto contra os ataques ao ex-premiê espanhol José María Aznar, a seu país e as supostas ações de seu comércio exterior, disseram fontes oficiais à agência Efe.

Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez e da Nicarágua, Daniel Ortega, protagonizaram os ataques. O monarca tomou essa decisão para mostrar o "descontentamento da delegação espanhola", de acordo com o premiê espanhol, José Luis Rodríguez-Zapatero, que permaneceu na sessão para, se necessário, responder a novas acusações.

O monarca espanhol deixou o plenário enquanto Ortega criticava o comportamento da empresa espanhola Unión Fenosa. O rei não esteve presente durante a execução do Hino Nacional chileno, que encerrava os debates. Juan Carlos, depois de ficar por alguns minutos em uma sala adjacente do plenário, optou por regressar para assistir a cerimônia de encerramento da cúpula, a pedido da anfitriã, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que foi buscá-lo.

Cale-se

Mas foi a última intervenção de Chávez que provocou a maior reação do rei. Rodríguez Zapatero havia reprovado as afirmações de Chávez sobre Aznar. Chávez, então, respondeu ao premiê espanhol afirmando que tinha o direito de opinar. Nesse momento, Juan Carlos 1 dirigiu-se a Chávez visivelmente alterado: "Por que você não se cala", disse, irritado, apontado o dedo para o presidente da Venezuela. Antes, Hugo Chávez havia atacado Aznar, acusando-o de ter apoiado o golpe de abril de 2002. Chávez também chamou o ex-premiê de "fascista", repetindo as acusações que havia feito ontem.

Diante dessa intervenção, o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pediu a palavra para lembrar ao líder venezuelano que estava em uma mesa de governos democráticos, que representam seus cidadãos em uma comunidade ibero-americana que tem como princípio essencial o respeito. "Pode-se estar de lados opostos em posições ideológicas, e não serei eu a estar perto das idéias de Aznar, mas eu fui eleito pelos espanhóis e exijo esse respeito", disse Zapatero, enquanto Chávez tentava interrompê-lo defendendo seu direito de opinar livremente.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Glórias do comunismo - a Fábrica de Cadáveres

Saudações queridos leitores!

Nos primeiros dias do meu blog, relatei que o comunismo é uma ideologia sedenta de sangue. Insaciado pelo sangue dos 100 milhões de vítimas desde seu surgimento, hoje em dia eles procuram sangue mais fresco. Sendo assim, alimentam-se do sangue das pobres crianças que nem sequer nasceram! Fiquem com trecho de reportagem do Terra (íntegra aqui). Vou comentando os trechos.

Sex shops e aborto são serviços de saúde pública na China

Rua em bairro comercial de Pequim: entre uma casa de chá e um sapateiro, uma pequena loja, com símbolo hospitalar e a frase "saúde familiar".

Reparem bem que o conceito de sex shop que temos aqui é completamente diferente. Devido ao aspecto cultural que resulta em uma sexualidade reprimida, esse tipo de atividade é classificado como "saúde familiar". Sabemo muito bem que essa política só não busca a saúde do nascituro. Vejam sobre o aborto.

(...)

Filho único

O aborto é também tema de saúde pública no país e está por sua vez intimamente ligado ao planejamento familiar, instaurado há 30 anos. O objetivo do governo, então, era claro: não havia recursos naturais para fazer frente a uma taxa de natalidade alta, como a do início da década de 70.

Muitos não sabem, mas esse crescimento desordenado foi incentivado pelos próprios comunistas. Por volta de 1970, a população chinesa já havia atingido mais de 800 milhões de pessoas graças, em grande parte, ao estímulo dos governantes chineses, especialmente Mao Tse-tung, que via no aumento populacional um caminho para o engrandecimento do país.

Estudos indicavam que a China possuía então 21% da população do planeta e apenas 7% das terras produtivas. A taxa de fertilidade era de 5,8 filhos por mulher. Implantou-se o projeto de um filho por casal, em vigor até hoje. Caso queira ter mais de um filho, a família paga ao governo taxas tão altas que costumam consumir mais da metade da renda mensal.

A regra, no entanto, tem exceções. Não vale para algumas áreas rurais com pequena população e para pais cujos primeiros filhos nasceram com qualquer problema físico ou mental.

Em um país onde, em certas áreas, a renda per capita é similar à dos países da África, essa medida teve um desenrolar óbvio, mesmo com as exceções. Quem tem uma filha ou um filho com alguma deficiência, normalmente abandona a criança, quando não a mata ou não comete infanticídio, tudo isso sem que Pequim aja, pois fingem que não vêem.

Com seu 1,3 bilhão de pessoas e taxa de natalidade de cerca de 1,2 filho por mulher, a China comemora os resultados, com desdobramentos até então impensáveis.

Além de tornar a população predominantemente masculina - já que a força de trabalho e necessidade de sobrevivência exige homens, a lei fez aumentar substancialmente o número de abortos em função da gravidez "indesejável".

Está aí, o desdobramento dessa política é óbvio.

As operações contam com total apoio do estado. O assunto é tão natural (e oficial) que nos últimos dias de setembro o jornal China Daily, órgão do governo em língua inglesa, destacava o aumento de abortos no reinício do ano letivo na província de Guangzhou (sul do país), com declarações e cifras pouco usuais para o ocidente.

De modo totalmente escandaloso, o Governo comunista apóia os abortos "legais" e faz vista grossa aos outros assassinatos. Vejam que em nenhum momento, na matéria, os nascituros são tratados como gente, como pessoas. Pra falar a verdade, nem são citados, são tratados como se não existissem e suas mortes não entram nas estatísticas, apenas mencionam os abortos.

"Tem se tornado uma rotina a cada semestre, por que estudantes conhecem muito pouco sobre controle de natalidade", explica Zhang Yurong, ginecologista do hospital local.

A mesma reportagem informa em 20 hospitais da região foram feitos abortos em 3 mil jovens menores de 18 anos no último ano.

Ter acesso quase familiar ao sex shops ou fazer abortos em qualquer esquina não mudaram, no entanto, o comportamento sexual dos chineses. Eles continuam conservadores.

Pesquisa realizada em 2005 por um fabricante mundial de preservativos indicou que apenas 22% dos adultos chineses dizem estar satisfeitos com sua vida sexual e apenas 17% admitem fazer sexo ocasional, contra uma média mundial de 44%.

(...)

A íntegra está disponível no link no começo da postagem.

Bem, a forma com que o assunto é abordado na China é tão cruel que não preciso me expressar sobre isso. O que eu gostaria de saber, é o que dizem aquelas pessoas da chamada "esquerda católica" sobre esse assunto. Se eles reconhecem nisso um mal do comunismo ou se simplesmente não dão bola para a posição da Igreja.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Se o embrião não é humano, a que espécie pertence?

Saudações queridos leitores!

Trago um texto de uma grande amiga, a professora Lenise Garcia, que participou em abril, da audiência no STF sobre o caso, que ainda está rolando.

O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou na sexta-feira, dia 20 de abril, a sua primeira Audiência Pública, e senti-me muito honrada de estar entre os especialistas que foram consultados. Louvo e agradeço a atitude do Ministro Carlos Ayres Britto, ao abrir-nos esse espaço democrático. O respeitoso e excelente embate científico que se travou na Audiência mostrou a sua utilidade e mesmo necessidade.

Está em discussão no STF, por iniciativa da Procuradoria Geral da República (PGR), um tema tão importante quanto espinhoso, tão delicado quanto controverso: os direitos do ser humano em seus primeiros estágios de vida.

Os membros da PGR e os Ministros do STF possuem, amplamente, a necessária competência para avaliar os aspectos éticos e jurídicos da questão. Coube a nós, os especialistas convidados para a Audiência Pública, embasá-los com os aspectos biológicos.

A pergunta que nos foi feita pelo STF foi clara: "quando se inicia a vida humana?" Igualmente clara, e fundamentada cientificamente, foi a resposta dada pelos que integrávamos o grupo convidado pela PGR: cada vida humana inicia-se com a fecundação.

É interessante notar que, embora essa fosse a pergunta central, muitos dos que se posicionaram a favor do uso de células-tronco embrionárias abstiveram-se de respondê-la, não fazendo qualquer menção a ela. E, entre os que a mencionaram, alguns trataram o assunto como “insolúvel” ou referiram que “poderíamos discutir aqui dias sem chegar a uma conclusão”.

Se analisarmos historicamente, veremos que a dúvida sobre a “humanidade” do embrião em seus primeiros dias só surgiu depois que ele começou a ser obtido in vitro. Mesmo depois disso, os livros de embriologia são praticamente unânimes em manter a fecundação como o momento inicial da vida, o que está plenamente justificado por formar-se, nesse processo, um indivíduo humano único e irrepetível, com uma carga genética que se expressará em todas as suas células, sendo mantida até o final da sua vida.

O verdadeiro debate é ético e jurídico, não biológico. O que está em questão não é se esse indivíduo é humano, como pretendem alguns. Como questionei em minha apresentação, “se o embrião não é humano, a que espécie pertence?” Foi uma pergunta que não obteve resposta.

O que está em questão é se todos os indivíduos humanos, mesmo que microscópicos, possuem a mesma dignidade e os mesmos direitos. Transformando a questão em biológica, poderíamos ter para ela uma solução técnica. Mas fica evidente que essa solução técnica não existe. O problema é ético, e assim tem de ser encarado. Somente assim poderá haver clareza sobre os princípios e valores que estão sendo debatidos e sobre as possíveis conseqüências, atuais e futuras, das decisões que, como sociedade, tomarmos.

Seja qual for o veredicto do STF, penso que a Audiência Pública trouxe uma grande contribuição para que o debate fosse colocado nos termos adequados. E demonstrou que esse recurso democrático tem enorme potencial para embasar os grandes debates da nação.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Sonhos de São João Bosco

Saudações queridos leitores!

Trago hoje dois sonhos de São João Bosco, para que meditemos, com a finalidade de jamais nos afastar da Verdade que vem de Cristo, contida integralmente unicamente na Santa Igreja Católica, fora da qual é impossível a Salvação e para onde devemos trabalhar para trazer todos a nossa volta.

Sonho 1

São João Bosco foi um santo taumaturgo que viveu em Itália, no século XIX. Teve muitos sonhos-visões, aos quais inicialmente não deu muita importância, mas depois, vendo que neles se concretizava aquilo que lhe era anunciado, passou a registá-los. Um deles (que reproduzo abaixo) parece-me bastante pertinente, não só para os tempos de São João Bosco, mas principalmente para os nossos conturbados tempos.

O Sonho das Duas Colunas

O seu sonho profético central, ocorrido em 1862 (três anos antes do Concílio da Igreja Católica conhecido como Vaticano I), é transcrito a seguir:

Imagine-se no meio de uma enseada, ou melhor, sobre uma rocha isolada, da qual não se divisa nenhum ponto de terra firme, excepto sob os seus pés. Na extensão desse vasto mar, você divisa uma frota incontável de navios de guerra, dispostos para a batalha.

As proas desse navios são pontiagudas e perfurantes, de forma a perfurar e destroçar completamente tudo contra o que se lançarem. Os navios são armados com canhões, muitos rifles, materiais incendiários e outras armas de fogo de vários tipos, e avançam contra um navio bem maior e mais alto do que o deles; e eles tentam atingi-lo com as suas proas, ou queimá-lo, causar-lhe mal de todas as maneiras possíveis.

Escoltando o majestoso navio plenamente equipado, há um sem-número de barcos menores, que recebem comandos daquele por sinais, reposicionando-se para defenderem-se dos ataques da frota inimiga.

Bem no meio dessa imensa extensão marítima, duas poderosas colunas elevam-se altas, a pequena distância uma da outra. No topo de uma coluna encontra-se a estátua da Imaculada Virgem Maria, de cujos pés pende uma enorme placa com a inscrição: Auxilium Christianorum - Auxílio dos Cristãos. Sobre a segunda coluna, que é ainda mais alta e maior, há uma enorme Hóstia, de tamanho proporcional ao da coluna; e, sob ela, outra placa, com as palavras: Salus Credentium - Salvação dos Fiéis.

O comandante supremo do navio grande é o Sumo Pontífice. Observando a fúria dos inimigos e malfeitores, dentre os quais os fiéis se encontram, ele convoca os capitães dos pequenos barcos e ordena um conselho, para juntos decidirem o que fazer.

Todos os capitães vêm a bordo e se reúnem em torno do Papa. Eles iniciam uma conferência, mas nesse meio tempo o vento e as ondas rompem numa grande tempestade, e eles têm de retornar às suas próprias embarcações para salvá-las. Vem, então, uma pequena calmaria; e, pela segunda vez, o Papa reúne os seus capitães em torno de si, enquanto o navio-mãe prossegue em seu curso.

Mas a terrível tempestade retorna. O Papa comanda a embarcação e envia todas as suas energias para direccionar o seu navio às colunas, de cujos topos pendem muitas âncoras e fortes ganchos ligados a correntes.

Todas as embarcações inimigas mobilizam-se para atacá-lo. Elas tentam detê-lo e afundá-lo, de todas as maneiras ao seu alcance: algumas, com livros e escritos inflamáveis, de que dispõem em abundância; outras, com armas de fogo, com rifles e outras armas.

A batalha recrudesce gradualmente. O inimigo ataca de proa violentamente, mas os seus esforços provam não serem eficazes. Eles arremetem em vão, e perdem todo o seu esforço e a sua munição.

O grande navio segue inabalável e suavemente o seu rumo. Às vezes, acontece ele ser atingido por formidáveis tiros, e apresentar grandes brechas laterais. Mas assim que o dano acontece, uma brisa gentil sopra das duas colunas, fechando as fissuras e restaurando os estragos imediatamente.

Entrementes, as armas de fogo dos assaltantes são disparadas, mas os rifles e outras armas, bem como as proas, destroem-se; muitos navios são atingidos e afundam no oceano. Então, os inimigos enfurecidos passam a lutar corpo-a-corpo, com os punhos, tiros à queima-roupa, blasfémias e maldições.

De súbito, o Papa cai gravemente ferido. Imediatamente, os que estão com ele ajudam-no e levantam-no. Uma segunda vez, o Papa é atingido; ele cai de novo e morre. Um grito de júbilo e vitória irrompe dentre os inimigos; dos seus navios eleva-se uma indizível zombaria.

Mas, assim que o Pontífice cai, um outro assume o seu lugar. Os pilotos, tendo-se reunido, elegeram outro tão prontamente que, com a notícia da morte do anterior, já se apresentam as boas novas da eleição do sucessor. Os adversários começam a perder a coragem.

O novo Papa, pondo o inimigo em fuga e superando todos os obstáculos, guia o navio directamente às duas colunas, e consegue descansar entre elas. Ele ancora o seu navio à coluna encimada pela Hóstia, prendendo uma corrente leve, que sai da proa, a uma âncora presa à coluna. Uma outra corrente leve, presa à popa, é atracada a uma âncora que pende da coluna sobre a qual está a Virgem Maria.

Neste ponto, inicia-se uma grande convulsão. Todos os navios que estiveram até então em luta, contra o navio do Papa, são dispersados. Eles afastam-se em confusão, colidem e quebram-se em pedaços, uns contra os outros. Alguns afundam e tentam afundar os outros.

Muitas das pequenas embarcações, que lutaram galantemente pelo Papa, correm a prender-se às colunas. Outras, que se haviam mantido à distância, por medo da batalha, observam cautelosamente de longe. E, quando os escombros dos navios afundados são dispersados pelos redemoinhos do mar, elas se aventuram a rumar para as duas colunas, e, alcançando-as, fazem-se prender aos ganchos que delas pendem, para se porem a salvo, à sombra do navio principal, onde está o Papa.

Finalmente [no sonho-visão], reina sobre o mar uma grande calma.

(Adaptação do livro «Quarenta Sonhos de S. João Bosco», compilado e editado pelo Pe. J. Bachiarello, S.D.B.)

Sonho 2

O triunfo da Virgem Maria (ou: Do triunfo do Imaculado Coração de Maria)

Era uma noite escura. Os homens não podiam mais discernir qual fosse o caminho para retornar a suas aldeias, quando apareceu no céu uma luz esplendorosíssima que esclarecia os passos dos viajantes como se fosse meio-dia.

Naquele momento, foi vista uma multidão de homens, de mulheres, de velhos, de crianças, de monges, freiras e Sacerdotes, tendo à frente o Pontífice, sair do Vaticano enfileirando-se em forma de procissão. Mas eis um furioso temporal escurecendo um tanto aquela luz. Parecia engajar-se uma batalha entre a luz e as trevas.

Chegou-se a uma pequena praça coberta de mortos e de feridos, dos quais vários pediam conforto em altas vozes. As fileiras da procissão se tornaram bastante ralas. Depois de ter caminhado por um espaço de duzentos levantar do sol, cada um percebeu que não estava mais em Roma. O espanto invadiu os ânimos de todos, e cada um se recolheu em torno do Pontífice para guardar a sua pessoa e assisti-lo em suas necessidades. Naquele momento, foram vistos dois anjos que portavam um estandarte e o foram apresentar ao Pontífice dizendo: 'Recebe o vexilo d'Aquela que combate e dispersa os mais fortes exércitos da terra. Os teus inimigos desapareceram, os teus filhos, com lágrimas e com suspiros, invocam o teu retorno.'

Levantando, depois, o olhar para o estandarte, se via escrito nele, de um lado: 'Regina sine labe originale concepta'; e do outro lado: 'Auxillium Christianorum'. O Pontífice tomou o estandarte com alegria, mas tornando a olhar o pequeno número daqueles que haviam permanecido em torno de si, ficou aflitíssimo.

Os dois anjos acrescentaram: 'Vai depressa consolar os teus filhos. Escreve a teus irmãos dispersos nas várias partes do mundo que é preciso uma reforma nos costumes e nos homens. Isto só se poderá obter repartindo aos povos o pão da Divina Palavra. Catequizai as crianças, pregai o desapego das coisas da terra.' 'Chegou o tempo', concluíram os dois anjos, 'que os pobres serão os evangelizadores dos povos. Os Levitas serão buscados entre a enxada, a pá e o martelo, a fim de que se cumpram as palavras de Daví: Deus levantou o pobre da terra para colocá-lo sobre o trono dos príncipes do teu povo.'

Ouvindo isto, o Pontífice se moveu e as filas da procissão começaram a engrossar-se. Quando, afinal, ele colocou o pé na cidade santa, ele começou a chorar por causa da desolação em que estavam os cidadãos, dos quais muitos não existiam mais. Reentrado, enfim, em São Pedro, ele entoou o Te Deum, que foi respondido por um coro de anjos, cantando: 'Gloria in excelsis Deo, et pax in terris hominibus bonae voluntatis'.

Terminado o canto, cessou de fato toda escuridão e se manifestou um sol fulgidíssimo. As cidades, as aldeias, os campos tinham a população muito diminuída, a terra estava pisada como por um furacão, por um temporal e pelo granizo, e as pessoas iam umas para as outras dizendo com ânimo comovido: 'Há um Deus em Israel'.

Do começo do exílio até o canto do Te Deum, o sol se levantou duzentas vezes. Todo o tempo que transcorreu para se cumprirem estas coisas corresponde a quatrocentos levantar de sol."

Tentativa de explicação destes sonhos de Dom Bosco

Os dois sonhos apresentam uma mesma estrutura: os dois mostram que a Igreja - ou o Papa - se afastam de um lugar seguro - e santo - para colocar-se numa situação de perigo, longe da Hóstia e de Nossa Senhora, longe de Roma. O que significa um misterioso afastamento da Fé, da devoção eucarística, portanto, da Missa, e da devoção a Nossa Senhora.

Ora, o milagre do sol em Fátima, em 1917, tem o mesmo esquema: o sol que cai e retorna a seu lugar de sempre. Depois de peripécias, o navio da Igreja e a procissão do Papa retornam ao ponto seguro, de onde não deveriam ter se afastado. O sol volta a seu lugar normal, e volta a brilhar com um tal fulgor que não podia ser fixado. Parece evidente que afastar-se o navio da Igreja das colunas, onde estava preso e seguro, foi um erro. Quem se afasta da Hóstia e de Nossa Senhora só pode encontrar perigos e tentações. Do mesmo modo, a procissão que sai do Vaticano e caminha duzentos dias, até que o Papa, e cada um, se dão conta de que não estão em Roma, indica o mesmo erro. O sol caiu em direção à terra, ao humano. E que significa aí sair de Roma? Será sair fisicamente de Roma ou sair espiritualmente? Que significa que o sol caiu?

Evidentemente, este sair não foi físico - como a queda do sol foi apenas simbólica - porque, se fosse um sair fisicamente de Roma, como o Papa e os que o seguiam só perceberam que estavam fora da cidade santa depois de 200 dias de caminhada? Sair de Roma significa afastar-se do que ensina a Fé, assim como fazer o navio da Igreja afastar-se da coluna da Eucaristia, isto é, da Missa, e de Nossa Senhora, significa abandonar os dois pontos fundamentais de nossa religião. Como o cair do sol simboliza uma queda sofrida pela Igreja em sua parte humana.

Esta visão da procissão que sai de Roma tem pormenores muito curiosos que a aproximam sobremaneira da visão do terceiro segredo, na qual os Cardeais Sodano e Ratzinger identificaram a "Via Crucis dos Papas no século XX". Ora, a Via Crucis é uma espécie de procissão... Só que, pelo sonho de Dom Bosco, essa Via Crucis marchou para um exílio de Roma. Alguém orientou mal a Via Crucis, como alguém fez mal em soltar a nau da Igreja das colunas da Eucaristia e da devoção a Nossa Senhora. Quem cometeu essa culpa atraiu para a Igreja e para o mundo um grande castigo de que fala a visão do terceiro segredo. E tal castigo ainda não aconteceu.

No auge da crise, haverá uma intervenção sobrenatural que fará um Papa tomar o caminho de volta para Roma - para as duas colunas de salvação: a Missa e a devoção a Nossa Senhora. O Papa que iniciará esse retorno parece fazê-lo de modo vacilante. Ele cambaleia, hesita, chora, vendo os estragos causados por aqueles que deram uma orientação errada ao caminho da procissão e da nau. Não fica claro se o Papa que começa a retornar é o mesmo que, afinal, prende a nau da Igreja solidamente às duas colunas, se ele é o mesmo Papa que entoa o Te Deum de triunfo. Provavelmente são vários os Papas que são indicados nas visões de Dom Bosco, e mesmo na visão do terceiro segredo de Fátima. Que essa causa ocorreu no século XX, parece óbvio, pelo que dizem as mensagens de Fátima.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Socialistas-comunistas venezuelanos, amantes da liberdade, tratam os opositores a bala

Saudações queridos leitores!

As tropas amantes da liberdade do ditador-presidente Hugo Chávez exerceram mais uma vez o que acham ser direito democrático: reprimiram os manifestantes a bala. Fontes do governo negam, mas já existe a confirmação de um morto e oito feridos. Fiquem com reportagem do Terra.

Manifestação deixa nove feridos na Venezuela

Pelo menos nove pessoas ficaram feridas, algumas a balas, na quarta-feira numa universidade venezuelana depois de uma grande passeata estudantil contra a reforma constitucional com que o presidente Hugo Chávez pretende obter o direito de se reeleger indefinidamente. Várias pessoas foram hospitalizadas por causa de incidentes no campus depois da passeata que reuniu milhares de estudantes. Embora as exatas circunstâncias permaneçam obscuras, é a primeira vez na atual campanha para o referendo de dezembro que há feridos graves. Há poucos dias, Chávez disse que a oposição pretendia provocar violência para desestabilizar o país.

O diretor da Defesa Civil, Antonio Rivero, disse à rede Globovisión no local dos incidentes que pelo menos duas pessoas foram baleadas. A AFP chegou a noticiar uma morte durante os confrontos, mas a informação foi negada por um decano da universidade. A TV mostrou homens encapuzados atirando objetos contra salas da universidade, e outras pessoas, aparentemente alunos, fugindo.

Testemunhas disseram à Globovisión que os agressores dispararam pistolas e jogaram cilindros de gás lacrimogêneo. Uma testemunha da Reuters no local disse que os transeuntes não sabiam dizer como a violência começou.

Após os incidentes iniciais, supostos seguidores de Chávez percorreram a área de moto fazendo disparos para o alto, segundo a testemunha. Rivero disse que a prioridade da Defesa Civil era garantir que as pessoas não envolvidas no incidente pudessem sair da área com segurança.

A Globovisión, que costuma representar a voz da fraca oposição a Chávez, disse que o governo não deveria usar o incidente como pretexto para uma ocupação militar de campus universitários, o que seria uma violação à lei que lhes garante autonomia.

Com agências internacionais

Voltei. Quero saber dos socialistas-comunistas que freqüentam o blog se essa é a liberdade que eles anseiam tanto em nos trazer.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

"Resolução da Eutanásia" é derrubada pelo MPF

Saudações queridos leitores!

O Ministério Público revoga a resolução do CFM que instituía veladamente a eutanásia no Brasil. Fiquem com notícia do Globo, retirada do Pastoralis.

Atendendo a pedido do Ministério Público Federal no Distrito Federal, o juiz Federal Roberto Luis Luchi Demo, da 14ª Vara da Justiça Federal no DF, suspendeu os efeitos de resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que regulamenta e autoriza a prática da ortotanásia no Brasil.

(O GLOBO) BRASÍLIA - Aprovada em novembro do ano passado, a resolução permitia aos médicos limitar ou suspender tratamentos e procedimentos empregados para prolongar a vida de pacientes terminais acometidos de doenças graves e incuráveis.

O juiz acolheu os argumentos do MP de que, apesar de o CFM ter apresentado justificativa nos autos de que a ortotanásia não antecipa o momento da morte, mas permite tão-somente a morte em seu tempo natural, esta situação não afasta a circunstância em que tal conduta "parece caracterizar crime de homicídio". O juiz reitera que, conforme o Código Penal, o artigo 121 sempre abrangeu e parece abranger tanto a eutanásia como a ortotanásia.

A decisão enfatiza que a interpretação da ortotanásia não pode ser feita mediante resolução aprovada pelo Conselho Federal de Medicina, mesmo que essa resolução venha ao encontro dos anseios da classe médica e de outros setores da sociedade. A decisão acerca do assunto deve ser feita mediante lei aprovada pelo Parlamento. O juiz ressalta, inclusive, que há em tramitação no Congresso Nacional o anteprojeto de reforma da parte especial do Código Penal, que coloca a eutanásia como privilégio ao homicídio e descriminaliza a ortotanásia.

O juiz confirma que somente na sentença do processo poderá dizer se existe ou não conflito entre a resolução e o Código Penal, porém confirma que a mera aparência desse conflito já é bastante para impor suspensão da resolução, principalmente porque a vigência possibilita a prática da ortotanásia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Temos que lutar contra o aborto

Saudações queridos leitores!

Reproduzo alerta divulgado no Pastoralis. Vamos todos agir!

A preciosa visita do Santo Padre Bento XVI ao Brasil (9 a 13 de maio de 2007) fez despertar a consciência pró-vida em nossa pátria e deixou constrangido o presidente Lula e o Ministro da Saúde José Gomes Temporão por seus posicionamentos favoráveis ao aborto. Para protestar contra sua legalização, já no dia anterior ao da chegada do Papa (8 de maio) uma multidão de cerca de 3000 pessoas reuniu-se em Brasília, na Praça dos Três Poderes portando faixas e cartazes.

No entanto, há um atentado à vida e a família bem mais iminente do que a legalização do aborto, e que tem suscitado tímidas reações entre os cristãos. Trata-se do projeto de incriminar a “homofobia”, ou seja, de punir como criminosos todos aqueles que criticam o homossexualismo.

A história do projeto

No dia 07/08/2001, a deputada Iara Bernardi (PT/SP) apresentou na Câmara um projeto que “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual[1] das pessoas”. Em 23/11/2006, ele foi aprovado pela Câmara e encaminhado ao Senado. Ao chegar ao Senado, o projeto recebeu o número PLC 122/2006[2] e, no dia07/02/2007, foi encaminhado ao gabinete da Senadora Fátima Cleide (PT/RO), designada como relatora na Comissão de Direitos Humanos (CDH). No dia 07/03/2007, a relatora apresentou voto favorável à aprovação do projeto. A proposição já estava pronta para a pauta quando a relatora, em 15/03/2007, pediu a sua retirada para “reexame da matéria”. Foi uma retirada estratégica, pois o Senado estava recebendo várias mensagens de protesto. No entanto, o projeto pode ser votado — e aprovado — a qualquer momento. O presidente Lula tem especial interesse em sancioná-lo, uma vez que, quando candidato, dedicou 14 páginas a um caderno em que se comprometia promover o homossexualismo, caso fosse reeleito.[3] O perigo é iminente, mas parecemos estar “deitados eternamente em berço esplêndido”.

O que já está acontecendo

Muito diferentes dos homossexuais que, angustiados, procuram o sacerdote para obter o perdão de seus pecados e o auxílio para abandonar seu vício, os homossexuais militantes orgulham-se de sua prática antinatural e têm sido autores de graves perseguições religiosas. Em 10 de abril deste ano, a BBC noticiou que o arcebispo de Gênova (Itália), presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) foi colocado sob escolta policial depois de ter recebido ameaças de morte de ativistas homossexuais.[4] Na Inglaterra, o bispo anglicano de Hereford, Anthony Priddis, está sendo processado por ter-se recusado a empregar um homossexual declarado (lá foi aprovada a “Lei de Orientação Sexual”, semelhante àquela que nosso presidente pretende sancionar).[5] Na Suécia, em julho de 2004, o pastor Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão contra o homossexualismo.[6] No Brasil, em 2004, o arcebispo emérito do Rio de Janeiro Dom Eugênio Sales foi ameaçado com uma enxurrada de processos vindos de homossexuais, incomodados por artigos de jornal que criticavam suas condutas.

Logo no primeiro dia da visita do Santo Padre ao Brasil (09/05/2007), “cerca de 350 integrantes de movimentos de gays e simpatizantes da Bahia, liderados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) [...] ocuparam as escadarias da Catedral da Sé, no Centro da Capital Baiana, e queimaram uma foto ampliada do pontífice. Além disso, promoveram um apitaço, estendendo faixas com mensagens de protesto contra a presença do pontífice. Na maior das faixas, lia-se: ‘Papa Bento XVI, chega de inquisição! O amor não tem sexo!’.”[7]

O governo Lula tem empregado maciçamente o nosso dinheiro para a promoção do homossexualismo. A frase a seguir é de um líder homossexual e refere-se ao montante investido no programa “Brasil sem homofobia”:

“Da proposta inicial do governo de R$ 400 mil, nós conseguimos aumentar este valor para R$ 8 milhões. Atualmente, esse é o orçamento inteiro do programa, mas que ainda é insuficiente para atender a demanda que temos no país”.[8]

O que está para acontecer

A lei que pretende conceder privilégios ao homossexualismo, criando a figura penal da “homofobia”, está muito longe de ser inofensiva. Já agora os homossexuais militantes, organizados em associações, com o apoio do governo e o aplauso dos meios de comunicação social, vêm obtendo, junto ao Judiciário, indenizações por “danos morais”, pensão alimentícia após a morte do “companheiro” e inclusive o direito de adotar crianças! Há juízes e tribunais decidindo contra a lei, à semelhança daqueles que “autorizam” a prática de um aborto de bebê anencéfalo.

O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso do presidente, acarretará uma perseguição religiosa sem precedentes em nosso país. Vejamos:

* A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais (art. 7°).

* Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).

* A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo 8°, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).

* A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. 5°)

O cerne da questão

No entanto, as conseqüências acima (que já são realidade em países que aprovaram leis semelhantes) não são o principal motivo pelo qual o PLC 122/2006 deve ser rejeitado. O cerne da questão não está nas perseguições que hão de vir caso a proposta seja convertida em lei.

O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é que ele pretende dar direitos ao vício. O homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante tem algum direito, conserva-o apesar de ser homossexual, e não por ser homossexual. O mesmo se pode dizer de qualquer outro vício. O bêbado, o adúltero, a prostituta... só têm direitos como pessoas, mas não por causa da embriaguez, do adultério ou da prostituição.

O homossexual, por ter escolhido livremente praticar esse vício, deve arcar com o ônus de sua opção. Não pode exigir que um seminário o acolha para que ele se torne sacerdote. Nem pode querer impedir que, em uma homilia, um pregador reprove sua conduta. Não pode queixar-se de seu empregador querer demiti-lo temendo a corrupção moral de sua empresa. Não pode exigir que um juiz da infância lhe dê uma criança para adotar. Não pode obrigar uma mãe de família a confiar nele para cuidar de seus bebês. Não pode forçar a população a tolerar seus atos de obscenidade praticados em público.

A simples promulgação dessa lei (Deus não o permita!), independentemente de qualquer efeito persecutório, será uma horrenda mudança qualitativa em nossa legislação. Se aprovada essa lei, por ação ou omissão dos brasileiros, este país ter-se-á rebelado contra Deus, transformando em direito aquele pecado “muito grande” (Gn 18,20) que clamava aos Céus por castigo. É de se temer que nossa pátria tenha um destino semelhante ao que teve a cidade de Sodoma (Gn 19).

MANIFESTE-SE USANDO O "ALÔ SENADO"

O procedimento é simples e gratuito. Primeiro, tenha em mãos o número de seu CEP. Depois disque gratuitamente 0800 612211 A telefonista do "Alô Senado" atenderá perguntando o seu nome. Perguntará se é a primeira vez que você liga para o "Alô Senado". Depois, ela perguntará o número do seu CEP, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações. Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total do PLC 122/2006, que cria privilégios para o homossexualismo e instaura a perseguição religiosa no país.

Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem.

Você pode responder: a todos os senadores do meu Estado.

E ainda poderá acrescentar: Quero que os senadores de meu Estado usem a tribuna para protestar contra o PLC 122/2006

É fácil e é grátis. Ligue e ensine outros a ligar. Coragem!

[1] Na verdade, a deputada não percebeu que só existe uma “orientação” sexual: a de um homem por uma mulher. Entre dois homens ou entre duas mulheres, não há “orientação”, mas desorientação sexual.
[2] Ao contrário do que alguns pensam, PLC não significa “projeto de lei complementar”. Significa projeto de lei (ordinária) de iniciativa da Câmara, agora em apreciação pelo Senado.
[3] Trata-se do Programa Setorial Lula presidente: construindo um Brasil sem homofobia: Programa Setorial Cidadania GLBT 2007 / 2010. Na época eleitoral, estava disponível em.
[4]MARK, Duff. Genoa bishop under police guard. BBC News. 10 Apr. 2007. Disponível em:
[5] WHITE, Hillary. UK’s First Gays vs. Church Test Case Against Anglican Bishop.LifeSiteNews.com. 5 Apr. 2007.
[6] SWEDISH Pastor Sentenced to Month in Prison for Preaching Against Homosexuality.LifeSiteNews.com. 5 Jul. 2004.
[7] EUZÉBIO, Gilson. Gays protestam contra visita do Papa. Brasília, Correio Braziliense, 10 maio 2007, p. 12.
[8] MELO, Cecília. Contas Abertas. Governo prevê cerca de R$ 8 milhões para combater preconceito contra homossexuais. 30 abr. 2007. Disponível em:. Acesso em: 18 maio 2007.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

China proíbe a Bíblia nas Olimpíadas. E viva o socialismo!

Saudações queridos leitores!

Conheçam um pouquinho do que é o socialismo. Garanto que a Espanha adoraria fazer o mesmo. Notícia de ACI.

A Bíblia figura entre os objetos proibidos das Olimpíadas de Pequim 2008

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 publicaram a lista de "objetos proibidos" nas vilas olímpicas onde se alojarão os atletas. Para surpresa de muitos, a Bíblia está incluída na polêmica relação.

ROMA, (ACI) - Conforme informou o jornal esportivo italiano La Gazzetta dello Sport, os organizadores alegaram "razões de segurança" e proibiram aos atletas de levar consigo qualquer outro símbolo religioso nos recintos olímpicos.

A lista proíbe a entrada de um amplo número de objetos, entre eles, alguns comuns como câmaras de vídeo ou taças, além da Bíblia.

O jornal espanhol La Razón recordou que este fato "soma-se a outras amostras de censura e intolerância exercidas no gigante asiático quanto a objetos de culto religioso e à população cristã. Hoje na China permanecem encarcerados cinco bispos e quinze sacerdotes por opor-se à Igreja oficial imposta pelo governo de Pequim, que atua de costas à Santa Sé, e obriga aos fiéis a Roma a viverem na clandestinidade com medidas restritivas, como a que se aplicará nos Jogos Olímpicos de 2008".

Comento: é essa a liberdade que os comunistas/socialistas pregam? Se a liberdade deles é assim, não consigo imaginar a repressão.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Reunião do Mobral Teológico em janeiro!

Saudações queridos leitores!

O Mobral Teológico da Contramão de Cristo se reunirá em janeiro próximo para discutir o celibato. Fiquem com notícia do iG, volto depois.

Padres casados organizam encontro para discutir celibato

No mundo há mais de 100 mil padres e bispos católicos romanos que, em virtude de leis canônicas que obrigam o celibato, deixaram o exercício de seus ministérios e se casaram, com ou sem autorização da Santa Sé.

No Brasil há cerca de 8 mil deles. Apesar de afastados do ministério oficial, continuam trabalhando na evangelização e tentando dobrar a intransigência da Cúria Romana que insiste em manter a lei que obriga o celibato, mesmo perante as dificuldades e os diversos atestados de seu fracasso na vida prática.

Quem quiser conhecer as diversas análises desse fato que causas sérias consequências para os cristãos comprometidos com suas Igrejas, pode acessar o site http://sites.fabricatools.ig.com.br/fabrica_tools/materias/www.oraetlabora.com.br.

De 10 a 13 de janeiro de 2008,haverá o XVII ENCONTRO NACIONAL DAS FAMÍLIAS DOS PADRES CASADOS, na cidade de Recife, em Pernambuco, no Centro de Treinamento Cristo Rei. O tema do evento é "A missão do Padre Casado e sua família no mundo". Síntese dos preparativos e das expectativas estão no site http://www.oraelabora.com.br/ onde os interessados podem encontrar todos os demais dados sobre o evento e também opinar. O site em referência é dirigido pelo Prof. Mário Palumbo, também padre casado e diretor de grande obra de Adoção de Menores, na cidade de Ribeirão Preto - São Paulo

Voltei. O texto é mera propaganda de quinta. Além de rotular a Cúria Romana de "intransigente", ainda tenta passar a idéia de que eles são os verdadeiros comprometidos com o ideal de Cristo, jogando todos os outros Católicos em um nível inferior.

Esses luminares alegam que o celibato é comprovadamente fracassado na vida prática. Gostaria de ver onde, mas pedis esse tipo de prova a eles já é demais, pois não interessa a eles provar seu posicionamento, mas apenas impor seu ponto de vista.

Quem ama verdadeiramente o sacerdócio, segue a vocação, independente do que tenha que fazer. Ao atacar o celibato dessa maneira, eles mostram apenas que não amam o sacerdócio suficientemente para abraçá-lo com tudo o que precisa, mas querem modelá-lo para que a norma da Igreja se encaixe a seus desejos.

A opção por Cristo tem que ser completa e irrestrita, sempre.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Pela primeira vez, um rei da Arábia Saudita visita um Papa

Saudações queridos leitores!

Pela primeira vez na história um rei da Arábia Saudita visita o Papa. A Arábia é conhecida por negar o direito à liberdade de religião, impondo o islã. Esperemos que desse encontro saiam frutos de justiça e que se inicie um diálogo proveitoso para ambos os lados. Fiquem com notícia da ACI.

O Papa e o rei da Arábia Saudita procuram solução justa aos conflitos no Oriente Médio

Destacam presença positiva de cristãos no país regido pela versão radicalizada de islamismo wuahabita

.- O Papa Bento XVI e o rei da Arábia Saudita, Sua Majestade Abdullah Bin Abdulaziz Al Saud, sustentaram hoje no Vaticano um encontro no qual intercambiaram idéias sobre o diálogo intercultural e inter-religioso, a colaboração entre cristãos, muçulmanos e judeus, a presença positiva dos cristãos no país islâmico e a necessidade de encontrar uma "solução justa" aos conflitos no Oriente Médio, informou a Santa Sé.

Durante as conversas, detalha um comunicado do Escritório de Imprensa vaticano, "trataram-se argumentos de sumo interesse para os interlocutores". Ambas as personalidades reafirmaram "o compromisso em favor do diálogo intercultural e inter-religioso, cuja finalidade é a convivência frutuosa e pacífica entre pessoas e povos, e o valor da colaboração entre cristãos, muçulmanos e judeus para a promoção da paz, da justiça e dos valores espirituais e morais, especialmente para reforçar às famílias".

"As autoridades vaticanas –continua o comunicado– desejaram prosperidade a todos os habitantes do país, mencionando ao mesmo tempo a presença positiva e laboriosa dos cristãos".

Do mesmo modo, a Santa Sé informa que durante a reunião de 30 minutos de duração "se intercambiaram idéias sobre o Oriente Médio e sobre a necessidade de encontrar uma solução justa aos conflitos que atravessam essa região, em particular o conflito entre israelenses e palestinos".

Depois da histórica visita ao Santo Padre –é a primeira vez que um soberano saudita se reúne com um sucessor de Pedro– o monarca se reuniu sucessivamente com o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado Vaticano e com o Arcebispo Dominique Mamberti, Secretário para as Relações com os Estados.

Em 1999 Abdullah Bin Abdulaziz foi recebido por João Paulo II no Vaticano. Naquela ocasião, o hoje monarca de 84 anos, atuava como príncipe herdeiro de seu meio irmão, o rei Fahd, quem nunca se reuniu com um pontífice.

O presente encontro entre o Papa e o rei foi precedido pelo do Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, quem em 6 de setembro passado se reuniu com Bento XVI em Castel Gandolfo.

A Santa Sé e a Arábia Saudita, país cuja religião oficial é o Islã e que é amplamente conhecido por sua sistemática violação do direito à liberdade religiosa, especialmente dos cristãos, não mantêm relações diplomáticas.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Evangelizando o Mundo Digital

Saudações queridos leitores!

Artigo genial publicado em ZENIT. Vale a pena ler.

Evangelizando o Mundo Digital

Como a Igreja irá se comunicar com o jovem hoje

Pelo Pe. John Flynn, LC

ROMA, domingo, 04 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Transmitir a fé às novas gerações é mais difícil que nunca em um mundo que está mais e mais secularizado. Um recente livro traz recomendações sobre como levar a mensagem adiante para uma nova mentalidade fortemente influenciada por mudanças tecnológicas.

«Googling God: The Religious Landscape of People in Their 20s and 30s» , publicado pela Paulist Press, foi escrito por Mike Hayes, co-diretor de Paulist Young Adult Ministries. Na introdução, Hayes explica que enquanto alguns têm duvidado sobre a religiosidade dos jovens, há um despertar religioso entre, ao menos, alguns jovens.

Hayes faz um interessante exame da juventude americana, com muitos pontos sobres os quais reflete. Seu livro é também muito útil pelas dicas que oferece em como usar a Internet e outras mídias para comunicar.

Uma limitação que precisa ser notada, entretanto, é sua superficial rejeição do que caracteriza como grupos Católicos demasiadamente ortodoxos. Sua superficial rejeição desses grupos em algumas passagens do livro oferece uma visão incompleta dos muitos benefícios reais, e considerável sucesso que eles têm entre os jovens.

Os jovens católicos nos Estados Unidos, explica Hayes, vivem em uma tempo de mudanças tecnológicas revolucionárias, incertezas sobre o futuro e um desejo de gratificação instantânea. No que se refere às comunicações, Hayes comenta que muitos jovens adultos estão sujeitos a uma informação excessiva. Em meio à competição clamam por atenção, e isso torna difícil para a Igreja fazer sua mensagem ser ouvida, ou saber como adaptá-la às mudanças na mentalidade.

Ele faz uma diferença entre Geração X, nascida entre 1964 e 1979, e os «Millennials», nascidos de 1980 em diante. Os primeiros, argumenta, tendem a ver o mundo de uma maneira mais pluralista e explorativa. Os últimos estão procurando por algo sólido para embasar suas vidas. Entretanto, Hayes avisa sobre ler demasiadamente sobre generalizações, pois existem muitas diferenças entre cada geração.

Busca pelo sagrado

Uma coisa que as duas gerações têm em comum é o desejo por contemplação e uma liturgia que provê um senso de mistério e sagrado. Por exemplo, Hayes percebe um novo interesse pela adoração Eucarística e algumas formas de oração contemplativa.

«Em um mundo onde a vida parece muito fugaz, jovens adultos buscam coisas que eles podem depender, coisas que superem o teste do tempo, coisas que pareçam reais, e coisas que são maiores que eles», explica Hayes.

A criação de um espírito de comunidade através da liturgia é também um ponto de atração particularmente para a «Geração X», que em muitos casos tem experimentado a falta de laços familiares, em conseqüência do divórcio ou de estar em lares onde ambos os pais trabalham.

Há também, entretanto, muitos jovens que não estão ativos em sua fé. Um grande número receberam pequena formação em sua fé, outros são pegos pela necessidade de trabalhar e a vida familiar, e alguns preferem uma forma particular de espiritualidade, fora da participação em atividades eclesiais.

Muitos deles não participam regularmente nas atividades da Igreja, entretanto, entram em contato em momentos críticos como casamento, a morte de membros da família ou amigos, e tempos de crise pessoal. Hayes recomenda usar estas oportunidades para atrair os jovens.

Após analisar métodos como adoração Eucarística, rosário e a Missa, Hayes também dedica uma seção do livro a explicar como usar a mídia moderna. Nós precisamos fazer melhor uso de Web Sites, e-mails newsletters, blogs e outras formas de chegar aos jovens, recomenda.

Esforços virtuais

A Igreja está realmente ativa no uso das últimas tecnologias de mídia para evangelizar. Antes da recente visita de Bento XVI à Áustria, a Arquidiocese de Vienna criou um serviço gratuito via celular oferecendo trechos dos sermões e escritos do Papa, como foi noticiado pela Associated Press em 30 de julho.

Em 21 de setembro, o jornal londrino Times noticiou que uma rede de propaganda da Igreja criou uma ilha no Second Life.

A ilha virtual foi construída como uma réplica da vida no primeiro-século na Palestina. A meta é que venha a se tornar um centro para religião no Second Life.

Enquanto isso, em 25 de setembro, o Washington Post noticiou que no ano passado, a Igreja nos Estados Unidos gastou 8,1 bilhões de dólares em equipamentos de audio e projeção. Aproximadamente 80% das Igrejas aparentemente têm produzido sistemas de audio e vídeo, junto com uma variedade de materiais na Internet.

O artigo citado por uma reportagem da TFCinfo, firma de pesquisa em mercado audio-visual do Texas, diz que 60% das igrejas possuem um Web site, e mais da metade envia e-mails a seus membros. Outros meios cada vez mais usados são os podcasts e mensagens de texto.

Alguns dos serviços já estão disponíveis para a Bíblia, e em 2 de outubro, a BBC noticiou que um dos últimos serviços, chamado Ecumen, oferece orações diárias, ringtones e fotos para telefones celulares.

Os mais recentes fenômenos de sites de redes sociais não estão isentos de religião, como o New York Times noticiou em 30 de junho. Agora existe um grande número de sites sociais cristãos, onde os crentes podem ter contato social sem ter que entrar em sites onde todo tipo de conteúdo moralmente indesejável está presente.

Video podcasts religiosos também já existem, como o jornal semanal National Catholic Register noticiou em 27 de maio. No começo desse ano o arcebispo da Filadélfia, cardeal Justin Rigali estreou no site popular YouTube, com uma série de vídeos contendo reflexões sobre o Evangelho.

A arquidiocese da Filadélfia e Boston também utilizam «streaming» de vídeo para alguns eventos, de maneira a torná-los acessíveis a um grande número de pessoas, segundo o artigo.

Batizar a Internet

Em 2002, o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais publicou um documento intitulado «Igreja e Internet».

«Uma vez que o anúncio da Boa Nova às pessoas formadas por uma cultura dos mass media exige uma cuidadosa atenção às características singulares dos próprios meios de comunicação, atualmente a Igreja precisa de compreender a Internet», explica o Conselho (n. 5).

A Internet oferece muitas vantagens, como um acesso direto a recursos espirituais unidos com a capacidade de ignorar distâncias. Isso oferece à Igreja novas possibilidades para comunicação.

As novas tecnologias de mídia também oferecem muitas possibilidades de comunicação recíproca e interatividade social. Enquanto esses meios são novos o aspecto social da Igreja como comunidade é um princípio muito antigo, comenta o documento.

A Igreja é, de fato, «uma comunhão de pessoas e de comunidades eucarísticas que derivam da comunhão com a Trindade e nela se refletem» (n. 3). Contudo, a comunicação é parte da essência da Igreja. Esta comunicação, especifica o Conselho, deveria estar caracterizada pela veracidade, responsabilidade, e sensibilidade aos direitos humanos.

O conselho também alerta que o mundo virtual tem suas limitações e que um planejamento pastoral é necessário para permitir às pessoas fazerem a transição do cyberespaço para uma comunidade pessoal, onde eles podem estar em contato com a presença de Cristo na Eucaristia e participar na celebração dos sacramentos.

A Igreja deveria fazer uso total do potencial oferecido pelas novas tecnologias e comunicação para levar adiante sua missão, recomenda o documento. Ao mesmo tempo nós necessitamos ter firme na mente, o que o conselho exorta, que para todos os tipos de mídia, Cristo deveria ser nosso modelo e a fonte de conteúdo que nós comunicamos. Um modelo tão válido no século 21 como foi para os primeiros cristãos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Vitória da Igreja em batalha contra o plando da expulsão de Deus

Notícia da ACI. Volto depois.

Lei de "Memória Histórica" permitirá à Igreja manter símbolos artísticos e religiosos

.- A controvertida Lei de Memória Histórica que aprovou o Congresso espanhol esta semana, obrigará a retirada de todos os monumentos, símbolos ou nomes de lugares públicos estabelecidos depois da Guerra Civil espanhola, com exceção dos símbolos artísticos e religiosos da Igreja.

O projeto original, da lei, que não conseguiu a maioria de votos, contemplava a penalização das instituições privadas, incluindo a Igreja, que não retirar símbolos considerados "franquistas", incluindo cruzes e memoriais eretos em honra dos mártires depois da conclusão da Guerra Civil.

Entretanto, graças a uma modificação acordada a última hora para obter os votos do partido catalão "Convergência e União", a lei permitirá à Igreja invocar razões "artístico-religiosas" para não ter que retirar de seus edifícios símbolos comemorativos da Guerra Civil.

A lei assinala explicitamente que a retirada de memoriais posteriores ao conflito "não será de aplicação quando as menções sejam de estrita lembrança privada, sem exaltação dos enfrentados, ou quando concorrerem razões artísticas, arquitetônicas, ou artístico-religiosas protegidas pela lei".

Voltei.

É uma pequena vitória da Igreja contra a agenda socialista que visa expulsar definitivamente Deus da Espanha. A retirada dos símbolos manifesta a característica dos esquerdistas de monopolizar as vítimas. Para eles, se um esquerdista morre em batalha, torna-se um mártir, quase um santo. Se a baixa é do outro lado, independente de quem seja, não passa de um inimigo que foi vítima dos reflexos da guerra. A beatificação de todos os mártires do franquismo foi uma afronta direta às esquerdas, pois eles se julgam a única autoridade qualificada para definir quem é e quem não é mártir nessa história.

Rezemos para que a Igreja continue passando por cima dos planos malignos de seus inimigos.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evo Morales tenta furar a fila no Vaticano e sente o peso da igualdade

Rá! Evo Morales queria se encontrar com o Santo Padre sem marcar audiência. Tentou furar a fila e sentiu na pele o que é igualdade! Notícia da ACI.

Que o Papa não se reúna com Evo Morales não é afronta, afirma Vice-Ministro boliviano

.- O Vice-Ministro de Exteriores da Bolívia, Hugo Fernández, afirmou que o Papa Bento XVI não recebeu o Presidente desse país, Evo Morales, em seu recente visita a Itália, porque "não se pediu uma audiência" e por isso não tem que considerar este fato como uma afronta.

Segundo Fernández, do Vaticano se informou antecipadamente que o Santo Padre "tinha sua agenda cheia" o que é compreensível pois "recebe a todos os cristãos e não só a chefes de Estado" por isso a Embaixada boliviana ante a Santa Sé decidiu "não solicitar audiência".

O fato não é uma ofensa ou desplante contra o mandatário pois não se solicitou o encontro, "se se tivesse solicitado, poderia ter sido, mas não", asseverou.

Por sua parte o ex-embaixador boliviano ante a Santa Sé, Armando Loayza, assegurou que nunca um Presidente de seu país que tivesse visitado Roma tinha deixado de reunir-se com o Papa, ao que o Vice-Ministro Fernández respondeu que "não é a primeira vez".

Ao referir-se ao tema o ex-ministro de Exteriores, Javier Murillo, indicou que se Morales solicitou a audiência e não foi concedida se intui que há um distanciamento entre seu Governo e a Igreja, mas se não o fez "quer dizer que não há interesse de estreitar relações com a Santa Sé".

Entretanto Fernández voltou a sair ao encontro dessas afirmações e assinalou que as atuais relações com o Vaticano estão por bom caminho e inclusive está em marcha a eleição de um novo embaixador boliviano ante a Santa Sé.

"Nossas relações estão em um muito bom nível e vemos a sensibilidade que tem a Igreja respeito à mudança que se está produzindo no país com a atenção aos mais necessitados", demarcou.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Ultra-som de bebê de 10 semanas no Senado dos EUA procura frear política abortista

Representante de comissão dos EUA alerta para campanha internacional que visa promover o aborto e apresenta a política da Cidade do México. Fiquem com a notícia da ACI. Volto brevemente depois.

.- Um representante da Comissão de Relações Exteriores dos EUA mostrou no plenário do Senado um vídeo do ultra-som de um bebê de 10 semanas, onde o aprecia dando chutinhos no ventre materno, para recordar que "reconhecer e proteger a vida é o núcleo do debate sobre a política de Cidade do México", que proíbe financiar com dinheiro dos contribuintes dos Estados Unidos o aborto como método de "planejamento familiar".

Enquanto se dirigia a outros representantes, o republicano por New Jersey, Chris Smith, pedia a todos que olhassem "à criança não nascida de 10 semanas que aparece no vídeo, movendo-se, volteando-se, estirando-se. Agora sabemos que no segundo trimestre os bebês têm a capacidade de sentir dor".

Smith também recordou que "a vida humana começa no momento da concepção. Cada segundo depois dela é uma etapa do desenvolvimento. Ao 22º dia o coração começa a pulsar e se detectam ondas cerebrais no 44º dia. Na quinta semana as pequenas mãos e pés começam a desenvolver-se e na sétima semana o bebê já está chutando e nadando no ventre materno".

"O aborto é violência contra as crianças. É um abuso infantil extremo. As gerações futuras se perguntarão por que não o entendemos: os bebês não nascidos inclusive quando são ‘não desejados’ têm dignidade, e são imensamente valiosos. E por isso mesmo são muito vulneráveis, por isso o governo deve proteger seus direitos humanos", prosseguiu.

"Hoje - denunciou Smith - muitos países em todo mundo estão sob o ataque de uma campanha bem coordenada e financiada para reverter as políticas de nações soberanas que protegem às mulheres e crianças da violência do aborto. Estas pressões que põem às mães e seus filhos em risco - e agora querem que nós como contribuintes também o façamos - procuram facilitar, permitir e legitimar suas atividades mortais".

"O desafio que nos apresenta é cuidar e assistir tangivelmente à mãe e ao nascituro", precisou.

Finalmente, Smith destacou que "ninguém é descartável. A vida de ninguém é barata. A via humana que temos por diante tem que ver com propor e implementar políticas que respeitem, protejam, atiram e defendam tanto às mães como a seus filhos de todo tipo de ameaças, especialmente o aborto".

Voltei. Cuidado contribuinte, seus impostos podem estar financiando o assassinato de inocentes!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Grupo de anglicanos solicita ingressar "em massa" à Igreja Católica

Saudações queridos leitores!

Notícia da ACI. É meio antiga, mas vi apenas hoje.

DUBLIN, 28 Out. 07 / 12:00 am (ACI).- Três paróquias completas da chamada "igreja da Irlanda", ramo irlandesa da igreja anglicana, solicitaram ser recebidas no seio da Igreja Católica, junto com outros anglicanos do mundo, informou esta semana o semanário católico "The Irish Catholic".

As paróquias anglicanas, se localizada nos condados irlandeses de Down, Tyrone e Laois pertencem ao chamado "rito tradicional" dentro da "igreja da Irlanda". Mas segundo a nota "anglicanos de outros 12 países assinaram uma carta dirigida ao Vaticano solicitando 'união plena, corporativa e sacramental'" com a Igreja católica sob a autoridade do Papa.

Também segundo o jornal, embora a decisão afete a "algumas centenas de anglicanos na Irlanda, se o pedido é aceito pelo Vaticano, 400.000 anglicanos no mundo poderiam ser admitidos na Igreja católica".

O rito tradicional da igreja da Irlanda surgiu em 1991, logo que o concílio de bispos desta denominação decidisse a ordenação de mulheres; uma decisão que os do rito tradicional consideraram como "um desafio aos ensinos das Escrituras e a Tradição".

Um porta-voz deste ramo confirmou ao Irish Catholic" que esperam ser recebidos "em plena comunhão com a Sede de Roma" depois da decisão tomada durante a reunião plenária da Comunhão Anglicana Tradicional, conhecida por suas siglas em inglês TAC.

Segundo um comunicado da TAC "os bispos e vigários gerais unanimemente estão de acordo com o texto da carta enviada à Sé de Roma para pedir a plena unidade".

"A carta foi solenemente assinada por todo o colégio de bispos e confiada ao primaz e a dois bispos escolhidos pelo colégio para ser apresentada à Santa Sé", adiciona o comunicado.

O próprio porta-voz da TAC assinalou que "a carta foi cordialmente recebida pela Congregação para a Doutrina da Fé". "O Primaz da TAC entraram em acordo para que nenhum membro do colégio de bispos conceda entrevistas até que a Santa Sé considere a carta e a responda", adicionou.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Discurso religioso, aborto e Estado laico

Saudações queridos leitores!

Um bom texto de João Heliofar de Jesus Vilar na Folha de hoje. Mais sobre estado laico do que sobre aborto. Recomendo a leitura.

Discurso religioso, aborto e Estado laico

JOÃO HELIOFAR DE JESUS VILLAR

O MINISTRO da Saúde, José Gomes Temporão, ao declarar tempos atrás que o aborto não é uma questão religiosa, e sim de saúde pública, reavivou o debate sobre a questão. A declaração é importante porque, a rigor, estabelece um limite para a invocação de razões religiosas no debate público, tema recorrente nesta Folha. Talvez seja, de fato, mais conveniente discutir sobre o aborto sem os padres na sala. Mas seria essa uma opção pluralista?

Há dois pontos de vista básicos sobre a origem da vida. Ou ela é fruto do acaso e consiste numa força cega, sem significado e propósito, que saiu do nada e vai para lugar nenhum, resultado de infinitas mutações que se desenvolvem a partir de uma forma absolutamente primária etc. etc., ou resulta de um ato de criação de um ser inteligente e, por causa disso, tem significado, propósito etc. etc.

Os dois pontos de vista são indemonstráveis. A vantagem do primeiro -a visão secular- consiste no fato de que sua argumentação, ainda que indemonstrada, é puramente naturalista e se ajusta ao método científico. Uso a expressão naturalista, que me parece melhor do que materialista, para nomear a visão de que a natureza é tudo o que existe, em contraposição àquela que concebe a existência de uma realidade sobrenatural.

Armand M. Nicholi Jr., professor de psiquiatria na Universidade Harvard (EUA), destaca em sua última obra que Freud dividia a humanidade em duas classes: os que crêem em Deus e os que não crêem. As visões de mundo de uns e de outros são radicalmente diferentes.

Entender, por um lado, que a vida é sagrada, por ser dom de Deus, ou, por outro, que é um acidente natural a que o homem empresta valor conforme suas condições culturais, evidentemente, estabelecerá radical distinção nos valores de quem crê numa ou noutra hipótese. E como o Estado laico se posiciona em relação a isso?

Não se posiciona. Deixa ambos com seus pontos de vista e não toma partido. Estado laico não significa uma opção oficial pelo ponto de vista exclusivamente naturalista do mundo, mas uma opção por não se meter na discussão, concedendo liberdade a quem crê e a quem não crê.

Vale lembrar o texto da primeira emenda da Constituição norte-americana, a primeira a regular a questão: "O Congresso não aprovará nenhuma lei relativa ao estabelecimento de religião ou que proíba seu livre exercício". Estado laico é aquele que está proibido de tomar partido em matéria de religião. Isso, obviamente, não impede ninguém de expor sua posição na arena pública fundado em suas convicções (ainda que religiosas). Nenhuma regra impede o religioso de invocar suas razões numa discussão oficial, especialmente se o objeto da controvérsia girar em torno de valores, campo em que a ciência é muda e o naturalismo nada tem a dizer.

Dizer que as razões que se apóiam numa convicção religiosa se contrapõem ao Estado laico é torcer a regra e, a rigor, subordinar a visão de mundo do religioso à secular, arbitrariamente. Se a argumentação de um religioso objetiva proteger um valor tutelado pelo direito, não importa que invoque uma razão espiritual para se definir nessa posição.

Não importa por quê? Porque o tema é levado ao debate e pode ser contestado por quem pensa de modo diferente. Não há obscurantismo quando se tem a honestidade de defender um valor protegido pelo direito com base numa visão de mundo não secular e se está aberto ao dissenso. O que gera o obscurantismo não é a fé, mas a proibição do dissenso, falha na qual incorrem muitos ao invocar o Estado laico para, em discussões oficiais, fechar a boca de quem crê em Deus. A imposição de silêncio ao religioso significa que o Estado o estaria obrigando a se posicionar sempre -e exclusivamente- a partir de postulados materialistas -tão metafísicos quanto os não materialistas- que violam sua convicção. O materialismo filosófico não é a única linguagem autorizada pelo Estado.

No fundo, o problema é outro: há no pensamento secular, ainda que não assumida, a convicção de que a fé é um perigo obscurantista que devemos banir do nosso meio o quanto antes, sob pena de restaurarmos a idade das trevas. Bobagem.

A história mostra que, para ser fanático, não é preciso ser religioso e que o obscurantismo não é fruto do fato de o sujeito crer em Deus e na existência de uma realidade sobrenatural. Hitler, Mao, Stálin etc. não criam em nada disso. Obscurantismo é a proibição do dissenso.

JOÃO HELIOFAR DE JESUS VILLAR , 44, é procurador da República da 4ª Região.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Viagem a São Paulo

Saudações queridos leitores!

Vocês perceberam que o Blog ficou jogado às traças nesse final de semana. É que estive em São Paulo, em uma viagem programada com pouco tempo de antecedência e acabei não avisando. Tenho muitas novidades trazidas de lá que destilarei aos poucos no Blog. Daqui a pouco começo a atualizar decentemente isso aqui.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 4 de novembro de 2007

Evangelho de Domingo - Solenidade de Todos so Santos

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor, com comentários dos Padres de Navarra.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus.

Evangelho (Mt 5, 1-12a (Solenidade de todos os antos))

1Vendo Ele as multidões, subiu ao monte e sentou-Se. Acercaram-se os discípulos 2e Ele, tomando a palavra, pôs-se a ensiná-los, dizendo:

3Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

4Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

5Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra.

6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.

7Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

8Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

9Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus.

10Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

11Bem-aventurados sois, quando, por minha causa, vos injuriarem e perseguirem e disserem, falsamente, contra vós toda a espécie de mal.

12Alegrai-vos e exultai, porque será grande nos Céus a vossa recompensa.

Palavra da Salvação.

1-2. O Sermão da Montanha ocupa integralmente os caps. 5, 6 e 7 de São Mateus. Trata-se do primeiro dos cinco grandes discursos de Jesus que aparecem neste Evangelho. Compreende uma considerável parte dos ensinamentos do Senhor.

Não é fácil de reduzir o discurso a um só tema, mas os diversos ensinamentos podem comodamente agrupar-se à volta destes cinco pontos: 1) o espírito que se deve ter para entrar no Reino dos Céus (as Bem-aventuranças, sal da terra e luz do mundo, Jesus e a Sua doutrina, plenitude da Lei); 2) rectidão de intenção nas práticas de piedade (aqui se inclui a oração do Senhor ou Pai-Nosso); 3) confiança na Providência paternal de Deus; 4) as relações fraternas dos filhos de Deus (não julgar o próximo, respeito pelas coisas santas, eficácia da oração e a regra de oiro da caridade); e 5) condições e fundamento para a entrada no reino (a porta estreita, os falsos profetas e edificar sobre rocha).

2. "Pôs-se a ensiná-los": Refere-se tanto aos discípulos que rodeavam Jesus como às multidões ali presentes, segundo aparece no fim do Sermão da Montanha (Mt 7,28).

As Bem-aventuranças (5,3-12) constituem como que o pórtico do Sermão da Montanha. Para uma recta compreensão das Bem-aventuranças é conveniente ter em conta que nelas não se promete a salvação a umas determinadas classes de pessoas que aqui se enumerariam, mas a todos aqueles que alcancem as disposições religiosas e o comportamento moral que Jesus Cristo exige. Quer dizer, os pobres de espírito, os mansos, os que choram, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos e os que sofrem perseguição por buscar a santidade, não indicam pessoas distintas entre si, mas são como que diversas exigências de santidade dirigidas a quem quer ser discípulo de Cristo.

Pela mesma razão, também não prometem a salvação a determinados grupos da sociedade, mas a toda a pessoa que, seja qual for a sua situação no mundo, se esforce por viver o espírito e as exigências das Bem-aventuranças.

A todas elas é também comum o sentido escatológico, isto é, é-nos prometida a salvação definitiva não neste mundo, mas na vida eterna. Mas o espírito das Bem-aventuranças produz, já na vida presente, a paz no meio das tribulações. Na história da humanidade, as Bem-aventuranças constituem uma mudança completa dos critérios humanos habituais: desqualificam o horizonte da piedade farisaica, que via na felicidade terrena a bênção e prémio de Deus e, na infelicidade e desgraça, o castigo. Em todos os tempos as Bem-aventuranças põem muito por cima os bens do espírito sobre os bens materiais. Sãos e doentes, poderosos e débeis, ricos e pobres... são chamados, por cima das suas circunstâncias, à felicidade profunda daqueles que alcançam as Bem-aventuranças de Jesus.

É evidente que as Bem-aventuranças não contêm toda a doutrina evangélica. Não obstante contém, como que em germe, todo o programa de perfeição cristã.

3. Neste versículo exprime-se de modo amplo a relação da pobreza com o espírito. Este conceito religioso de pobre tinha já uma longa tradição no AT (cfr, p. ex., Soph 2,3 s). Mais que a condição social de pobre, expressa a atitude religiosa de indigência e de humildade diante de Deus: é pobre o que acorre a Deus sem considerar méritos próprios e confia só na misericórdia divina para ser salvo. Esta atitude religiosa da pobreza está muito aparentada com a chamada infância espiritual. O cristão considera-se diante de Deus como um filho pequeno que não tem nada em propriedade; tudo é de Deus seu Pai e a Ele o deve. De qualquer modo a pobreza em espírito, quer dizer, a pobreza cristã, exige o desprendimento dos bens materiais e austeridade no uso deles. A alguns, os religiosos, Deus pede-lhes o desprendimento inclusive jurídico das suas propriedades, como testemunho perante o mundo da condição passageira das coisas terrenas.

4. "Os que choram": Chama aqui bem-aventurados Nosso Senhor todos os que estão aflitos por alguma causa e, de modo particular, aqueles que estão verdadeiramente arrependidos dos seus pecados, ou aflitos pelas ofensas que outros fazem a Deus, e que levam o seu sofrimento com amor e desejos de reparação.

"Choras? - Não te envergonhes. Chora; sim, os homens também choram, como tu, na solidão e diante de Deus. - Durante a noite, diz o rei David, regarei de lágrimas o meu leito.
Com essas lágrimas, ardentes e viris, podes purificar o teu passado e sobrenaturalizar a tua vida actual" (Caminho, n° 216).

O Espírito de Deus consolará com paz e alegria, mesmo neste mundo, os que choram os pecados, e depois participarão da plenitude da felicidade e da glória do céu: esses são bem-aventurados.

5. "Mansos": quer dizer, os que sofrem com paciência as perseguições injustas; os que nas adversidades mantêm o ânimo sereno, humilde e firme, e não se deixam levar pela ira ou pelo abatimento. É a virtude da mansidão muito necessária para a vida cristã. Normalmente as frequentes manifestações externas de irritabilidade procedem da falta de humildade e de paz interior.

"A terra": Comummente entende-se em sentido transcendente, quer dizer, a pátria celestial

6. O conceito de justiça na Sagrada Escritura é essencialmente religioso. Chama-se justo a quem se esforça sinceramente por cumprir a Vontade de Deus, que se manifesta nos mandamentos, nos deveres de estado e na união da alma com Deus. Por isso a justiça, na linguagem da Bíblia, coincide com o que actualmente costuma chamar-se santidade (1 Ioh 2,29; 3,7-10; Apc 22,11; Gen 15,6; Dt 9,4).

Como comenta São Jerônimo (Comm. in Matth. 5.6), esta quarta bem-aventurança de Nosso Senhor exige não um simples desejo vago de justiça, mas ter fome e sede dela, isto é, amar e buscar com todas as forças aquilo que torna justo o homem diante de Deus. O que de verdade quer a santidade cristã tem de amar os meios que a Igreja, instrumento universal de salvação, oferece e ensina a viver a todos os homens: frequência de sacramentos, convivência íntima com Deus na oração, fortaleza em cumprir os deveres familiares, profissionais, sociais.

7. A misericórdia não consiste apenas em dar esmola aos pobres, mas também em compreender os defeitos que possam ter os outros, desculpá-los, ajudá-los a superá-los e amá-los mesmo com os defeitos que tenham. Também faz parte da misericórdia alegrar-se e sofrer com as alegrias e dores alheias.

8. A doutrina de Cristo ensina que a raiz da qualidade dos actos humanos está no coração, quer dizer, no interior do homem, no fundo do seu espírito:
"Quando falamos de um coração humano, não nos referimos só aos sentimentos: aludimos à pessoa toda que quer, que ama, que convive com os outros. Ora, na maneira de os homens se exprimirem, que a Sagrada Escritura utiliza para nos ajudar a compreender as coisas divinas, o coração é tido por resumo e fonte, expressão e fundo íntimo dos pensamentos, das palavras, das acções. Um homem vale o que vale o seu coração - diríamos com palavras bem humanas" (Cristo que passa, n° 164).

A pureza de coração é um dom de Deus, que se manifesta na capacidade de amar, no olhar recto e puro para tudo o que é nobre. Como diz o Apóstolo, "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, é o que deveis ter em mente" (Phil 4,8). O cristão, ajudado pela graça de Deus, deve lutar continuamente para purificar o seu coração e adquirir essa pureza, em virtude da qual se promete a visão de Deus.

9. A palavra "pacíficos" é a usual nas traduções e, além disso, etimologicamente é fiel ao texto. No livro sagrado tem claramente um sentido activo: "os que promovem a paz" em si mesmos, nos outros e, sobretudo, como fundamento do anterior, procuram reconciliar-se e reconciliar os outros com Deus. A paz com Deus é a causa e o cume de toda a paz. Será vã e enganadora qualquer paz no mundo que não se baseie nessa paz divina.

"Serão chamados filhos de Deus": É um hebraísmo muito frequente na Sagrada Escritura; é o mesmo que dizer " serão filhos de Deus". A primeira Epístola de São João (1 Ioh 3, 1) dá-nos a exegese autêntica desta bem-aventurança: "Vede que amor nos mostrou o Pai: que sejamos chamados filhos de Deus e que realmente o sejamos".

10. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por ser santos ou pelo seu empenho em ser santos, porque deles é o Reino dos Céus.

Portanto, é bem-aventurado o que sofre perseguição por ser fiel a Jesus Cristo, e a suporta não só com paciência mas com alegria. Na vida do cristão apresentam-se circunstâncias heróicas, nas quais não têm lugar meios termos; ou se é fiel a Jesus Cristo jogando-se a honra, a vida e os bens, ou O renegamos. São Bernardo (Sermão da Festa de Todos os Santos) diz que esta oitava bem-aventurança era como que a prerrogativa dos santos mártires. O cristão que é fiel à doutrina de Jesus Cristo é de facto também um "mártir" (testemunha) que reflecte ou cumpre esta bem-aventurança, mesmo sem chegar à morte corporal,

11-12. As Bem-aventuranças são as condições que Cristo pôs para entrar no Reino dos Céus. O versículo, à maneira de recapitulação, é um convite global a viver estes ensinamentos. A vida cristã não é, pois, tarefa fácil, mas vale a pena pela plenitude de vida que o Filho de Deus promete.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.