sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Os nascituros, esses criminosos

Saudações queridos leitores!

Leiam o artigo abaixo enviado por um tal Francisco Paes Barreto ao G1 (em vermelho), entrecortado por comentários meus. Recomendo um saco de vômito e/ou Dramin.

O direito ao aborto como direito à vida

Quando começa a vida humana?

Não há uma resposta científica para a questão. Fica-se, necessariamente, no plano das convenções. Uma proposta, originária de alguns cientistas, é esta: a vida humana começa no momento da fecundação, quando o espermatozóide penetra no óvulo, formando o ovo.

A Igreja adotou esta convenção biomecanicista, mesmo não sendo tão amiga da ciência: estão aí Galileu, Darwin e muitos outros exemplos. Como o Papa é infalível, o que era uma proposta tornou-se um dogma; imune, portanto, a todo e qualquer argumento. Não seria necessário criticar a Igreja, bem como as outras religiões, se ela cuidasse apenas do seu rebanho. Acontece, porém, que ela tem o hábito de querer impor os seus dogmas a todos. Pode-se destacar, entre tantos outros exemplos, a enorme dificuldade e a grande luta que foi necessária para legalizar o divórcio no Brasil. Agora, é a vez do aborto.

Às vezes a falta de conhecimento faz a gente passar uma vergonha... Nesse caso, além da falta de conhecimento, há a falta de lógica. O sujeito começa o texto com o argumento biológico sobre o inicio da vida. Até aí tudo bem. Mas então ele dispara as duas pérolas: dizendo que a Igreja não é “muito amiga” da ciência (ele nunca leu a Fides et Ratio) e logo em seguida diz que a Igreja apela para a ciência para justificar seu posicionamento. Ele fala como se a Igreja usasse a lógica do “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Bizarro. O que esse sujeito não vê é que o Brasil, apesar de ser um país laico, contém o maior rebanho de Católicos do mundo (mesmo que grande parte desse rebanho não seja tão católico assim). Ademais, a missão da Igreja e de todo Católico é levar Cristo a todas as pessoas. A Boa Nova não deve ficar apenas entre nós, deve ser levada a todos. A defesa que a Igreja faz, mesmo quando a medida não vai atingir os Católicos e até mesmo quando não os atinge é apenas a coerência com seu posicionamento.

A fecundação como início da vida humana encontra seu poder no estatuto dogmático a que foi alçada. A não ser por isso, é uma convenção pouco defensável. No entanto, a partir dela, muitos armam uma equação "aborto = assassinato", autorizando-se a tratar como assassinos aqueles que praticam o aborto e os seus defensores. Ora, existem formas razoáveis de tratar o tema.

Ele fala que o argumento utilizado pela Igreja é pouco defensável. Mas não diz porque. Também diz que há formas razoáveis de se tratar o tema, mas também não as diz. Que engraçado, ele diz matar a cobra mas não mostra o pau. Ele claramente não acha que um feto seja humano. Se tem toda a carga genética humana, se torna-se, com o passar dos meses, um humano, o que seria? Será que humanos nascem de fetos de burros ou de antas? Bem, estou certo de que algumas antas nascem de ventres humanos. Até tem uma na presidência...

Pelo menos dois argumentos contrários devem ser apresentados. Primeiro: a fecundação como início da vida humana é uma formulação imprópria porque reduz uma questão altamente complexa a um aspecto biomecânico. A vida humana é muito mais do que isso. Ao tomar a parte pelo todo, mutila a idéia de vida humana, e o que é pior, deixando de fora aspectos mais importantes do que o biológico.

Que aspectos? Vejam que ele se faz legislador, juiz e júri das crianças, já sentenciando que elas não preenchem os quesitos para serem humanas! Ele é que define os critérios a seu gosto para dizer quem pode ser ou não considerado digno de ser humano. Vejamos os argumentos:

Alguns exemplos podem evidenciar o que está sendo dito. O critério biomecanicista não faz nenhuma distinção se a gravidez é resultado de um estupro ou de uma noite de amor. Nenhuma diferença se a gravidez é algo ardentemente desejado ou um acidente de trabalho de uma jovem que se prostitui para sobreviver. Nenhuma separação entre o que foi pacientemente planejado e o que foi fruto de uma camisinha furada, ou de uma bebedeira exagerada, ou de um tesão incontido; possibilidades comuns para quem não fez votos de castidade.

Veja que para o “intelequitual”, o critério para ser digno de ser humano é ser desejado pela mãe. Se a mãe não deseja estar grávida de um humano, ela não está! Usando essa lógica, se a mãe quiser estar grávida de um rabanete, ela poderá, pois o que ela carrega no ventre independe da carga genética e está submetido apenas ao desejo da mãe! Em todos os meus anos de vida nunca li besteira maior!

Basear-se em fundamento precário para obrigar uma gravidez a ser levada a termo é algo que se traduz em grandes responsabilidades e sérias conseqüências. Uma nova vida surge e pelo menos outra vida (a da mãe) fica modificada de forma acentuada e definitiva.

Ele apóia o assassinato. Reconhece que uma vida está dentro da mãe, ao contrário do que fez durante todo o artigo e mesmo assim apóia que essa seja extirpada em detrimento de outra vida. Nesse parágrafo, está fazendo claramente acepção de pessoas, do pior modo possível, decidindo quem vive e quem morre.

O "desejo" ou "não desejo" não afeta em nada a dignidade e o valor intrínseco de uma pessoa. A criança não é uma "coisa" cujo valor pode ser decidido por outro de acordo com seu estado de ânimo. Por outro lado, que uma mulher não esteja contente com sua gravidez durante os primeiro meses não indica que esta mesma mulher não vá amar a seu bebê uma vez nascido. Pode ser comprovado que nos países onde o aborto é legalizado, aumenta-se a violência dos pais sobre as crianças, especialmente a da mãe sobre seus filhos ainda quando são planejados e esperados. A resposta a isto é que quando a mulher violenta sua natureza e aborta, aumenta sua potencialidade de violência e contagia esta à sociedade, a qual vai se tornando insensível ao amor, à dor e à ternura.

Segundo argumento: ainda que se limite ao ponto de vista estritamente biológico, a fecundação não deve ser considerada como o início da vida humana. A vida não deve ser confundida com a sua potencialidade genética. Mesmo se fosse, a potencialidade genética não se encontra apenas na célula-ovo. Sabe-se que a vida humana poderá evoluir também, do ponto de vista biológico, a partir de uma clonagem. Por sinal, um outro problema ético a ser enfrentado, com grande probabilidade, num futuro próximo.

De novo ele volta nesse argumento. É cíclico. Além de não entender de biologia, dado sua formação, não sabe organizar as idéias. Repito o que disse antes: se um feto não é humano, a que espécie pertence? Sobre a clonagem, deixemos isso para o tempo apropriado.

Deixando de lado a fecundação, pode-se encontrar uma proposta com melhor fundamento e maior sustentação, e cada vez mais aceita no meio científico. Existe, neste meio, certo consenso sobre como convencionar a questão da morte biológica: a vida humana termina com a morte cerebral. O início seria definido, então, em simetria com o fim: a vida biológica começa com a plena formação do cérebro.

Totalmente sem sentido. Após a morte cerebral, o corpo não se desenvolve. Antes da formação completa do cérebro do feto, o que está ocorrendo é justamente o desenvolvimento! O feto não vai deixar de desenvolver as outras funções apenas enquanto aguarda o cérebro ficar totalmente pronto. É um processo conjunto. A morte cerebral marca o fim de um ciclo, que começa antes da formação do cérebro.

Alguém poderia trazer a seguinte objeção: troca-se o momento da fecundação pelo momento da formação do cérebro; troca-se uma ficção biológica por outra ficção biológica; que progresso!

Como resposta, cabe ponderar que a formação do cérebro como início da vida é uma convenção biológica muito mais atraente. O verdadeiro motivo da escolha, porém, é outro: se uma lei define que o aborto pode ser praticado até que o cérebro seja plenamente formado, abre-se a possibilidade de consideração de outros aspectos, além do biológico; a mãe terá um tempo para definir se quer ou não a continuação da gravidez.

Nem sempre a verdade é atraente. Ao deixar-se seduzir pelo argumento que se acha mais atraente, abre-se mão do compromisso para com a Verdade. Essa linha de pensamento tende a relativizar qualquer debate, já que não fixa premissas e pode ser usada para justificar qualquer tipo de atrocidade. É de gelar os ossos a frieza com que ele trata o destino da criança, dizendo que a prorrogação da tomada da decisão (o aborto) serve para meditar sobre o destino da criança, se deve viver ou morrer. Veja que em nenhum momento ele trata a criança no ventre, que ele se negou a reconhecer como uma vida e posteriormente a reconheceu, como digno de viver. Cala-se a voz da criança em detrimento da voz da mãe, sendo que uma é tão humana quanto a outra. Lembro a ele que só está a defender essas barbaridades hoje porque não usaram seus próprios argumentos contra ele quando estava no ventre da mãe.

Um paradoxo ético e filosófico cerca a questão da vida: ninguém decide o próprio nascimento, isso se faz à revelia de cada um, sendo conseqüência de atos de outros, mais especificamente, da mãe. A rigor, não existe o direito de nascer, só existe o direito de dar à luz. Não se escolhe nascer. Ninguém pode reivindicar: "eu não aceito vir a este mundo". A vida é um dom ou uma imposição? Nesse contexto, o direito à vida está representado exclusivamente pelo direito de dar à luz, cujo pleno exercício pressupõe o direito de interrupção da gravidez. Em caso contrário, o que há é coerção. O direito ao aborto é imprescindível para que uma mulher possa exercer o direito de dar à luz, o direito à vida.

Gente, esse cara se supera a cada parágrafo. Agora, somos todos criminosos! Se nascer não é um direito, ao infringirmos a sua norma, estamos cometendo um crime, visto que um crime é uma desobediência a uma lei. Ele é um gênio. Ao abortarmos as crianças, estamos evitando que os bebezinhos venham ao mundo na condição de criminosos! Ele está julgando, culpando e executando as sentenças, tornando os pequenos bebês mortos, cidadãos que cumpriram sua pena. Ele nem lamenta que os bebês possam desfrutar da vida com a ficha limpa.

O que foi trazido até agora é apenas uma introdução, é apenas um prefácio para o que se segue: o que legitima uma gravidez é o desejo da mãe. Se uma mulher quer manter uma gravidez, ela tem todo o direito, ainda que seja uma mulher paupérrima, ainda que seja o resultado de um estupro, ainda que seja um caso de anencefalia. Agora, se uma mulher não quer uma gravidez, por motivos que só a ela compete, ela tem o direito de abortar.

O texto já está acabando e essa é a introdução? Uau! As mães que levam a gravidez adiante deveriam ser presas por serem cúmplices do crime de deixar essas crianças cometerem o crime de nascer! Seu raciocínio solapa duplamente com as bases do Estado de Direito, tirando o direito à vida e tirando a igualdade de todos perante a lei, pois já que ele considera o nascimento um crime, quem compactua com isso (os pais) e quem consegue cometer esse crime (os bebês que nascem) deveriam ser punidos, mas para ele, deve-se punir apenas aqueles que são convenientes.

Embora não se possa medi-lo, embora não se possa quantificá-lo, o desejo da mãe é fundamental, é decisivo na situação que se discute. É mais importante do que o fato biológico e é, inclusive, anterior a ele: o desejo precede a gravidez. O problema do aborto só se resolve quando o desejo da mãe é levado em conta. E é uma questão essencialmente ética. Aborto não é crime. Nessa perspectiva, obrigar uma mulher a manter uma gravidez sem considerar o seu desejo é que é antiético.

Mais uma vez apela para subjetivismos. Critérios sem base não podem ser usados para uma decisão desse tipo. Quem garante que o desejo não vai aparecer posteriormente ou que a mulher esteja transtornada e não tenha plena consciência do que quer? Francisco Paes, como psicanalista deveria considerar esse argumento, mas não o faz, pois não é cômodo para ele. Essa é a ética dele: manipular a consciência da mãe para justificar o assassinato do filho. Um profissional desses deve ter o registro cassado.

Um último comentário. Já que ninguém pediu para vir a este mundo, seria um conforto mínimo saber que os nascimentos não estariam sendo assombrados pelo signo da rejeição. Ou então saber que, quando uma criança estivesse chegando a este "vale de lágrimas", ela estaria, pelo menos, sendo desejada.

Claro que as crianças não viriam ao mundo sendo rejeitadas. Morreriam antes disso.

Francisco Paes Barreto é psiquiatra e psicanalista

Ainda é peicanalista. Pobres filhos das mães que passarem com ele. Ainda bem que não é clínico, senão a pilha de cadáveres em sua conta seria ainda maior.

Que Nossa Senhora nos livre da maldição do aborto.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

E a Espanha está fechando o cerco...

Saudações queridos leitores!

Continuando a série sobre a Espanha, mais um alerta publicado por ACI. Volto depois.

Cardeal espanhol: “Está em marcha todo um projeto para jogar a Deus da vida publica”

. - O recentemente nomeado Cardeal Arcebispo de Valência, Agustín García-Gasco, assegurou que "está em marcha todo um projeto para tirar Deus da vida pública", e reiterou que "uma corrente poderosa de laicismo radical pretende arrasar as crenças religiosas e de modo particular com a fé cristã".

Ao presidir ontem na Catedral de Valência a Missa pela festa do Santo Cálice, o Cardeal assinalou que ante o "momento histórico difícil" que vive a Espanha se deve olhar aos "mártires pela fé no século XX", cujo testemunho "é uma herança que não se deve perder", mas sim "tem-se que transmitir como um perene dever de gratidão que suscita um renovado propósito de imitação".

Recordando os nomes de alguns dos mártires, apontou que assim como foram em seu momento objeto de ignomínia, "assim acontece também em nossos dias", pois "aos que foram vítimas inocentes, lhes acusa outra vez de culpados".

Antes de entregar 23 réplicas do Santo Cálice a paróquias da diocese, a um convento de religiosas dominicanas, à diocese de Mallorca e à Junta da Semana Santa de Medina del Campo (Valladolid), o Cardeal García-Gasco indicou aos destinatários que "não podemos permanecer indiferentes", mas sim "é mais necessário que nunca o testemunho valente e humilde do Evangelho em todos os ambientes".

Depois da homilia, o Cardeal abençoou e entregou as réplicas que dá de presente cada ano "a aquelas paróquias que destacaram bem por ter restaurado seus templos ou por ter celebrado algum aniversário especial", indicaram fontes do Arcebispado à agência AVAN.

Voltei. Alô espanhóis, acordem antes que seja tarde!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Sobre os Templários

Saudações queridos leitores!

Sobre os Templários, reproduzo aqui um excelente artigo postado no Blog Idade Média. Recomendo o blog para quem quiser conhecer mais sobre a Idade da Luz.

Santa Sé anuncia absolvição dos Templários, ordem que está nas origens do Brasil

A Santa Sé anunciou a publicação de um documento pontifício que absolve a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou Templários, dos cargos que lhe foram imputados. Esta ordem militar de cavalaria foi fundada em Jerusalém em 1118, nos tempos das Cruzadas, por Hugo de Payens e Geoffroy de Saint-Omer e companheiros. Ela protegia os peregrinos que iam a Terra Santa.

O templários tornaram-se lendários pela sua fé e coragem no campo de batalha. Criaram hospitais gratuitos de uma organização e esplendor famosos para romeiros e pobres. Sua Regra foi ditada pelo grande São Bernardo. Sua divisa foi: “não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai a glória”. O nome de Templários vem do fato de eles terem erigido suas primeiras instalações no local onde esteve o Templo de Salomão.

Os cristãos deram donativos com largueza para as obras da Ordem. A aureola de prestígio e de coragem que rodeava a Ordem, mais sua importância material, suscitou a inveja de reis e potentados picados pela mosca da Revolução contra a Igreja e a Civilização Cristã.

Em 13 de outubro 1307, o rei Felipe o Belo, da França, que haveria de morrer excomungado, fechou todas as sedes da Ordem, expropriou seus bens e promoveu processos contra ela. Acusava-a de adorar o demônio, praticar a homossexualidade, blasfêmia e heresia. O exemplo de Felipe o Belo foi seguido por outros reis, exceção feita, do de Portugal.

Os cavaleiros que fugiram da prisão, cárcere e torturas, refugiaram-se em terras portuguesas. O último Grão-Mestre foi queimado em Paris.

Felipe o Belo (foto) aduzia uma carta do Papa Clemente V. Mas, agora, o Vaticano afirma ter achado documento do mesmo Papa Clemente V exonerando a Ordem de toda culpa. A publicação ocorrerá sob os auspícios dos Arquivos Secretos do Vaticano e da fundação italiana Scrinium.

Segundo o historiador medievista Franco Cardini, um dos responsáveis pela edição, “a prerrogativa do Papa (Clemente V) era a de dissolver a ordem, mas ele nunca a condenou”. Cardini acrescenta que o documento achado “testemunha que o Pontífice não a considerava herege”.

A verdade é que se os Templários tivessem continuado existindo teriam sido grave obstáculo à Revolução gnóstica e igualitária que depois jogou o mundo no caos.

Muitos grupelhos ou associações obscuras tentaram durante séculos se apropriar da aureola de prestígio dos Templários, e abusaram do seu nome. De fato, nenhuma associação hoje existente sob o rótulo de Templários ou Templo é autêntica continuadora da genuína Ordem do Templo extinta no século XIV.

Os últimos remanescentes da Ordem do Templo foram a base da Ordem de Cristo criada por Dom Dinis, rei de Portugal. Foram esses cavaleiros que descobriram o território brasileiro e tiraram o Brasil do nada.

Se houve uma “vingança dos templários” ela consistiu em trazer à luz a nação hoje com a maior população católica da Terra, o Brasil, dotado de uma vocação providencial.

Os herdeiros espirituais de Felipe o Belo, entretanto, tentam enlamear e degradar o Brasil para que ele não cumpra essa missão histórica.

Veja o clip da BBC.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Novo livro sobre os Templários. Não li mas já gostei

Saiu um novo livro sobre os Templários, mas esse contém os dados do Arquivo Secreto Vaticano. Vale a pena tentar um desses. Notícia de ACI, volto depois.

Apresenta, no Vaticano, obra com o processo dos Templários

.- Esta quinta-feira se apresentou no Salão Antigo do Sínodo no Vaticano, a anunciada edição do "Processus contra Templários", que compila os documentos até agora desconhecidos do processo seguido no século XVI contra a então influente Ordem do Templo.

A obra é o terceiro volume da série Exemplaria Praetiosa, -as coleções mais significativas do Arquivo Secreto Vaticano- realizada em colaboração com a editorial Scrinium.

O livro recolhe fac-símiles dos pergaminhos originais, as atas do processo dos Templários (28 de junho 1308-1311) custodiadas no Arquivo Secreto Vaticano; enquanto em outro volume se apresenta por primeira vez em edição crítica a transcrição dessas atas.

A edição, limitada a 799 exemplares, já foi solicitada por colecionadores, especialistas e bibliotecas de todo o mundo.

Na apresentação de "Processus contra Templários" participaram, o Arcebispo Raffaele Farina, Arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana, o Bispo Sergio Pagano, Prefeito do Arquivo Secreto Vaticano e em qualidade de relatores os oficiais desse Arquivo Barbara Frale e Marco Maiorino, o catedrático de Historia Medieval Franco Cardini, o arqueólogo e escritor Valerio Massimo Manfredi e o presidente do Scrinium, Ferdinando Santoro.

Voltei. Vale a pena lembrar que está para sair um veredicto da Santa Sé inocentando os Templários das acusações que lhes foram impostas pelos monarcas que queriam usurpar suas riquezas e conter sua vasta influência, pois foram achados novos documentos que mostram que Sua Santidade, Clemente V exonerando a Ordem das culpas que lhes eram imputadas. Vale aguardar.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Ex-ministro assegura que Governo do PSOE é o que melhor tráfico à Igreja no mundo. E eu sou Elvis Presley

Saudações queridos leitores!

Esquerda é esquerda em qualquer lugar do mundo. A lógica petista é, na verdade, o princípio que norteia a moral (que moral?) das esquerdas no mundo todo. Vejam a matéria de ACI. Volto depois.

.- O Ex-ministro da Defesa, José Bono, declarou a TVE que "não há nenhum Governo no mundo que trate à Igreja Católica melhor que o Governo da Espanha".

Na entrevista, Bono, ex-presidente de Castilla la Mancha e futuro postulante a deputado socialista nas próximas eleições, não explicou por que saiu do Governo de Zapatero.

Entretanto, ao ser consultado sobre a possibilidade de ser católico e socialista por sua vez, Bono assinalou que "Félix Pons dizia que se fosse incompatível ser socialista e cristão, terei que fechar a metade das paróquias e a metade dos agrupamentos locais do partido. E também temos uma direita extrema que pensa que Deus tem carteira do Partido Popular. Mas não o tem".

Bono, que se declara abertamente católico praticante, também assinalou que não é "partidário de que se modifique a relação jurídica administrativa com a Igreja Católica. Creio que não há nenhum Governo no mundo que trate à Igreja Católica melhor que o Governo da Espanha. E há eclesiásticos que tratam muito mal o Governo da Espanha mas sim por razões políticas, porque gostariam que ganhasse o PP. É tão evidente que quase ruboriza pôr de manifesto a evidência".

Para Bono, "os governos têm suficientes problemas como para que se busquem outros".

Voltei. Esse sujeito poderia ser um novo Borat. Só falta o bigodinho, pois senso de humor ele já tem. O que mais me espanta é que ele realmente acredita nisso, pois sua lógica é distorcida. O conceito de liberdade dele é similar ao de Fidel Castro, Che Ghevara e da comunidade GLS.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Desmontando Nietzsche

Esse personagem da história moderna tornou-se insano, isto é, perdeu gradativamente a administração de suas faculdades mentais. Ao morrer estava sob tutela. E, antes disso, oscilava em períodos de euforia e depressão, próprios da loucura. Refugiou-se dos amigos; tentou suicídio. Daí a não aceitação de suas obras, àquela época, não se deu por ausência de quem as compreendesse. Mas porque a Europa daquele tempo contava com ilustres mestres Filósofos de conteúdo mais lúcido que Nietzsche. Este está sendo “redescoberto”? Acredito que não. O vejo para a filosofia como Dercy Gonçalves para o mundo artístico (com todo o respeito à pessoa de Dercy), como Godoy para o universo dos comentaristas esportivos, como o saudoso Juiz Margarida (que Deus o tenha) era para a classe dos árbitros. Marcaram não pelo conteúdo de suas ações, mas pelo modo como se postaram com irreverência. Ou seja, Nietzsche é mais ‘diverte’ que ‘filosofa’.

Isso é um fato compreensível da sua biografia. Nietzsche já se lançara antes escritor. Mas suas obras iniciais não seduziam ninguém, não interessavam, nem se conhecia. “Desconcertado, Nietsche se refugiou no trabalho” (Scarlett Marton, professora do departamento de filosofia da USP). Nesse momento que surgiu todo declive intelectual de Nietzsche. Voltou-se contra tudo, como uma ação última de desespero de quem quer ser reconhecido, deixar um nome dentre tantos nomes que a Europa da época já produzira. Foi, pois, uma transição brusca.

E aí está o problema: saber compreender, de pronto, o “Gênero literário” de cada obra de uma e outra época. Como pessoas sãs, e para alcançarmos “o segredo das coisas”, não podemos tratar uma novela como uma narração histórica, um poema como profecia, etc. Cada coisa deve estar no seu devido lugar. Não compreende Nietzsche não é quem o subestima, mas quem o superestima, e pensa estar lendo um gênero, no lugar de outro. Ele não fez filosofia, mas irreverência fictícia.

3) Outro aspecto que o descredita: ele deixa a evidência que, mas do que uma crítica sã à metafísica, a moral “não-nobre” (só a dele era nobre), ao cristianismo, e aos valores da época, Nietzsche faz é um desabafo ensandecido. Se eu fosse reinventar um título para O Anticristo, o que melhor caberia seria “Tratado do Ódio”. Daí o uso corriqueiro de superlativos negativos. Poucos fizeram, como tanta insistência, o uso desse tipo de linguagem. E a cada novo capítulo ele redescobria o que odiava mais: cristãos, cristianismo, teólogos, costumes de sua época, os judeus, judaísmo, metafísica, Kant e seu imperativo categórico. A cada novo capítulo, repita-se, Nietzsche encontrava algo que conseguia odiar com mais vigor.

Para não pensarem que repetirei a façanha, antes de explicar esse recurso, vou transcrever alguns trechos que solidificam a idéia lançada no parágrafo anterior:

“Canalha indecente” (ganha um doce quem disser de quem Nietzsche se refere...) (pg.82);

Que se deduz de tudo isto? Que, para ler o Novo Testamento, é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária.. Tanto evitaríamos os ‘primeiros cristãos’ como os judeus poloneses; não é que haja de censurar-lhes a menor das coisas...Ambos cheiram mal” (pg. 83 – grifo meu);

Sobre os cristãos:

os cristãos, essa ultima ratio da mentira, é o judeu, ainda judeu, triplicemente judeu...” (pg. 80);

...raquíticos judeus em grau superlativo, maduros para toda espécie de manicômios” (pg. 81);

o animal doméstico, do rebanho, a enferma besta humana – o cristão” (pg. 40).

é o cristianismo, não o duvidemos, são as apreciações cristãs que transformam toda revolução em sangue e em crime” (pg. 79);

Kant tornou-se um imbecil” (pg. 45);

os senhores metafísicos, os albinos do pensamento” (pg. 51);

era esse miserável Deus do monoteísmo cristão” (pg. 52)

Parece que foi prevendo Nietzsche que Rousseau disse que “as injúrias sãs as razões dos que não tem razão” (o senhor está certo, Rousseau...).

4) Um outro recurso dele (Nietzsche): a transfiguração (ou degeneração) dos conceitos e fatos históricos para servir-lhes de pretexto a seu tratado (do ódio). No meu ver, esse é o método mais desonesto de se fazer prevalecer uma tese sua sobre a alheia.

Vou dar alguns exemplos:

4.1) o critério histórico para conceituar um cristão não é quem desvalorizasse os valores, como Nietzsche quis afirmar que Cristo o fez. Deixa-me explicar melhor. Para Nietzsche, a verdadeira mensagem morrera na cruz. Jesus, como Thiago vive dizendo sem sequer ter lido a obra, teria revelado não uma mensagem messiânica, mas uma mensagem de rompimento com os costumes e valores de sua época; rompimento com o “culto institucionalizado”, com os jejuns e orações. [abrindo parênteses: Nietzsche, sobre essa ótima, não seria o anticristo, mas o próprio Cristo]. Pois bem, para Nietzsche verdadeiro cristão morreu na cruz, e os demais que o dizem seguir seriam falsários. Mas qual o engodo conceitual ai? Ninguém notou? Eu digo: o termo “cristão” foi inicialmente usado na comunidade de Antioquia (Atos 11,26). Daí em diante, designou-se cristão todo aquele que proferisse fé em Jesus como Cristo e Salvador, em oposição ao termo “judeu” e “pagão” ou “gentil”. Nietzsche desvirtua um conceito histórico, e passa a afirmar expressamente, como se fosse ele mesmo o critério de verdade, que cristão só é cristo, e implicitamente que ele também o seria;

4.2) afirmar que o imperativo categórico de Kant seria uma “ameaça a própria vida”, e não mencionando, intencional ou inocentemente (quem pode saber?), que o imperativo categórico, como pensado, é justamente a condição de manutenção da vida. A fórmula concebida, por um são para a perpetuação digna da espécie humana, e dos valores morais que o sustenta. Não é em vão que Kant e´, antes de tudo, considerado o percussor das bases da Ciência Jurídica;

4.3) colocar Paulo como o “idealizador do cristianismo”, olvidando-se: (a) que ele não era soldado romano (era cidadão de Roma, e não oficial), mas fariseu a serviço dos sacerdotes para perseguir cristãos; (b) que antes de Paulo havia, sim, um forte movimento em torno do nome de Cristo, e os próprios apóstolos, os primeiros apóstolos, já tinham firme a idéia messiânica de “fé como condição”, “salvação”, “ressurreição”, “Deus vivo”, “redenção”, “pecado”, etc. Nietzsche – só Deus sabe munido de que intenções – altera a ordens das coisas, a história e os fatos, colocando Paulo como percussor de tudo, como construtor do próprio cristianismo no lugar de Cristo;

4.4.) que o conceito de natureza, para ótica cristã, estaria em oposição a Deus; (pg. 49).

Eu poderia tratar por semanas. Seria divertido, se antes de criticar Nietzsche eu fosse sustentado. Mas não o sou. Então, sendo objetivo, vou destacar o golpe mortal, o absurdo de sua teoria conspiratória:

4.5) o Evangelho seria uma mentira. Chocante? Não. Ou melhor, até aí nem tanto. Mas eu diria genial (ou demasiadamente ingênuo) quando se analisa os fins de se propagar essa tese. Deixa antes eu explicar como consistiria isso. Ipsis litteris os evangelhos teriam sido adulterados. Nesse momento, deixa-me dar a dica, uma luz: Nietzsche sustenta a adulteração do Evangelho de Cristo, e não do Antigo Testamento. O AT (aquele que os judeus de Alexandria traduziram, e depois os judeus de Jâmnia catalogaram reduzindo 7 livros e fragmentos de outros dois) seria, para Nietzsche, todo ele uma criação sacerdotal, mas não objeto de fraude. Apenas o NT seria uma adulteração daquilo que Cristo tentou anunciar em vida. Por isso fala que o Evangelho morreu na Cruz.

Mas o curioso não é ele afirmar que o Evangelho seria modificado, mas se pôr na condição privilegiada de só ele (e os espíritos livres, os de moral nobre, os bem-cheirosos, os aptos a compreender seus livros, os mentalmente sadios, etc.) saber o que, de fato, Cristo pregou. Ora, se as únicas fontes da Palavra transmitida de Cristo, segundo o próprio Prussiano, seriam os Evangelhos, como poderia se sobrepor como Messias da razão e saber o que Cristo teria anunciado? Eu quero mesmo que todos entendam isso: para Nietzsche, o Evangelho nem acabou morrendo na cruz, mas sendo efetivamente transmitido em seu livro. Isso é uma retórica circular: a palavra foi fraudada, o evangelho distorce a realidade, mas só eu sei (falando como Nietzsche), pelos próprios evangelhos, o que seria “a verdade”. E é mais que circular, é contraditório. E com isso, se torna alheio às de críticas. Fecha-se a elas. Torna-se blindado do enfrentamento do que seria a “verdadeira filosofia”. Como a própria vida social de Nietzsche, sua filosofia é isolada em si mesmo.

Mas algo que pesa a favor das Escrituras do NT é simplesmente omitido. Se elas fossem mero objeto de impressão pessoal dos apóstolos, natural seria que eles dessem ao texto o tom que lhe agradassem; que não permitissem, nas menores passagens, a idéia de contradição ou de negação. Nietzsche mesmo não se aprofunda nas “chamadas contradições” e nem elas procura investigar porque sabia que aí sim estaria a derrocada de sua teoria da conspiração.

Outro aspecto que está a favor das Escrituras. Como falei em outra ocasião, muitos e muitos autores já se engajaram em tentar, dentro de cada área de seu conhecimento, entender esse Cristo [a quem amamos incondicionalmente, e, por graça, nos tornamos irmãos Dele e filhos de Deus]. E uma das áreas do conhecimento que enriqueceram bastante essa compreensão foi a psicologia. Exemplo disto foi o árduo trabalho de Augusto Cury, que lhe rendeu mais de uma década de pesquisas. Deixe-me contar a história mais uma vez.

Augusto Cury era, antes de tudo, um cientista cético, aparentemente incorrigível. Elaborou um trabalho (tese) que até os dias de hoje é festejada como magnífica. Chama-se teoria da Inteligência Multifocal. Uma obra esplêndida (no aspecto científico), mas de pouco serventia comercial. A própria editora alertou-o que isso estava além da compreensão acadêmica, não tendo, pois, comercialidade. A sugestão dada foi que Cury aplicasse essa teoria em alguém, extraindo os resultados. E o fez. Alguém se lembra quem serviu para esse experimento? Resposta: Jesus, Nosso Redentor, e mera cobaia, naquele momento, para Cury. As conclusões são únicas, excepcionais. Primeiro diagnóstico: Jesus não poderia ser, jamais, objeto de construção humana; ninguém poderia fantasiar ou falsear um Cristo nos moldes como se revela no NT; a mente humana não pode, nos aspectos psicológicos, conceber alguém como ele, criá-lo. Segundo: Jesus não poderia ser homem, somente Deus, filho de Deus. Terceiro: e igualmente importante crer em Deus não seria mero ato de fé, mas também de inteligência.

Entre as conclusões de alguém que já estava em estágio avançado de perturbação mental, isolado até entre os filósofos da época, rejeitado por si mesmo, e conhecedor das expressões psicológicas mediante as consultas eventuais que fizesse (ou seja, entre Nietzsche) e Cury, profissional e especialista da área dos perfis psicológicos e emocionais, além de administrador de suas próprias faculdades mentais, eu ficaria com quem? Respondo: Cury. E eis como Deus tem as fórmulas mais admiráveis de se revelar aos homens, e resgatar a fé.

4.6) antes que esqueça, o trabalho de Cury desmente outro engodo do Prussiano: a ciência e a medicina não estão contra o cristianismo, mas a favor para ajudar na compreensão de muitos aspectos.

4.7) Jesus teria acabado com todas as práticas e rituais sacerdotais, com ‘as fórmulas da religião’ a até com a oração (pasmem!). Vou transcrever (pg. 68/69):

“A vida do Salvador não foi outra coisa senão essa prática – assim também foi sua morte... Não tinha mais necessidade de fórmulas nem de ritos para as relações com Deus, nem sequer da oração. Acabou com todos os ensinamentos judaicos de arrependimento e de perdão...”.

O engodo, alguém descobre? Primeiro, Jesus não renunciara às práticas judaicas, mas deu-lhas efetivo cumprimento. Freqüentava as sinagogas (Mt 9,18 e 21,12; Lc 4,38; Jo 6,59 e 9,22), jejuou e pregou o jejum (Mt 17,21) orava (Lc 1,11). Aliás, sempre deixou evidente que, antes de sua pregação, fazia orações e jejuns, mostrando-nos ser este o modo de se abdicar de práticas “mundanas”, de romper com o pecado. Ainda sobre o pecado, ao falar a um dos ladrões crucificados que este ainda naquele dia estaria no Reino dos Céus, deixou evidente a concepção de arrependimento e restauração.

Cristo não contraditou a Palavra do Antigo testamento (O primeiro Verbo), mas, como disse o apóstolo João, Ele é a própria encarnação do Verbo (Jo 1, 1-18).

Nietzsche é desleal também nesse ponto: forja um Cristo que seja a imagem e reflexo dele próprio, e não é ele que almeja para si torna-se semelhante a Cristo, e reputa aos discípulos, e com maior ênfase a Paulo, a percha de desleal e adulterador. Fala em nome da história e das Escrituras, como o próprio louco a dissertar sobre sua sanidade. Ou seja, tudo que está além desse meu mundinho, está além da realidade. Como me disseram ainda ontem (mais uma homenagem ao amigo), “Nietzsche luta tão enfaticamente contra a razão que acaba morrendo abandonado por ela”.

Para que não me passe por golpista intelectual, deixe-me transcrever, mais uma vez os comentários que Scarlett faz ao “filósofo”: “Houve, porém, aqueles que decidiram colocar o filósofo ‘no seu devido lugar’, e tentaram detectar quais os seus textos haviam sido escritos sob efeito das drogas”. Deus tenha misericórdia dessa criatura chamada Nietzsche.

O interessante seria lerem todos a “obra”; obviamente, atentos ao gênero literário (como falado), a seu fim/objetivo, e as intenções ocultadas pelo autor, e a verdade e cientes, outrossim, que é um manuscrito deprimente e um estímulo a todos sentimentos anti-semitas e às idéias nazistas. [teoria da moral nobre, da superioridade dos espíritos livres, da defensoria da verdade e do amor à realidade, etc]. Não é em vão que muitos de seus textos sua irmã mercenária vendeu-os ao Nazismo, e as conseqüências desastrosas todos conhecemos...

Pois bem. Quem procura acha, e cada um com sua recompensa que deseja. Nietzsche quis ser o espírito livre do século XIX e do período subseqüente. Tentou matar Deus (referência ao significado conclusivo da obra) com as ferramentas que julgava ter a disposição, e como uma sádica ironia, morreu abandonando sem elas; tentou elaborar uma moral nobre, e sua nobreza foi em parte responsável (fundamento ideológico) pelas mortes de incalculáveis judeus inocentes - o que há de nobre nisso?; tentou transmudar valores, e sepultado foi sem noção do que seria valor algum: louco, pois!; quis ser livre, espírito livre, e morreu sob tutela. Seria, isto sim, Nietzsche, uma comédia perfeita, se não fosse sua tragédia.

Moral da História: Louvado seja Deus, porque não permitiu que nós, cristãos fôssemos “espíritos livres”.

Uma última passagem merece ser homenageada com nossa transcrição:

“Por isso, reitero o que já comentei. Crer em Deus é mais do que ato de fé, é um ato inteligentíssimo. É crer na possibilidade de continuarmos pensando, sentindo, existindo. É crer na possibilidade de reencontrarmos e convivermos com as pessoas que amamos. É ter esperança de reunirmos nossos filhos e amigos numa existência real e infindável. Sem a existência de Deus, nossa casa definitiva seria um túmulo lúgubre, solitário, frio e úmido. Nada poderia ser pior.

Todos os ateus que passaram nessa terra amaram a liberdade de pensar e de expressar suas idéias, inclusive e idéia que Deus não existe. Se essas idéias estivessem corretas, eles perderiam o que mais amavam, a liberdade de pensar, pois o caos da morte destruiria a memória deles e não haveria Deus para resgatá-las.

Quando era um dos mais céticos ateus, não imaginava que amava tanto a minha liberdade de pensar e nem compreendia que ler a memória e construir idéias eram processos tão delicados. Quando estudei algumas áreas da construção dos pensamentos e alguns relevantes papéis da memória, pude perceber que Deus precisa existir. Se Ele não existir, maus livros poderão ficar, mas do que nada do que fiz terá significado para mim, somente para os que estiverem vivos. Não seria nada além de um amontoado de pó mórbido e desorganizado.” (CURY, Augusto. O Mestre do Amor. São Paulo: Academia de Inteligência, 2002, p. 187).

Anderley Marques é advogado e mora na Paraíba.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ditadura gay lança campanha escandalosa

Saudações queridos leitores!

Até onde vai a falta de ética, profanação de valores e a manipulação promovidos pelos segmentos homossexuais da sociedade. Na Itália (justo lá!) uma campanha institucional contra a discriminação sexual mostra a imagem de um recém-nascido com uma pulseira de identificação onde, em lugar do nome, se lê "homossexual". A campanha patrocinada pelo Ministério de Igualdade de Oportunidades que recebeu o apoio de associações de homossexuais e parte da esquerda, enquanto outros setores a classificaram como "horrorosa".

É uma tática vergonhosa. Ao usar a foto de um recém-nascido quer induzir as pessoas a pensarem que a sexualidade é algo inerente à pessoa, que já nasce com ela. Essa afirmação não tem nenhuma base científica, psicológica ou sociológica. A foto da criança está sendo usada claramente com viés ideológico. Ao fazerem isso, atacam diretamente os valores educacionais que norteiam o mundo moderno. O presidente da associação homossexual italiana Arcigay, Aurelio Mancuso, disse que a campanha está "totalmente na vanguarda" na defesa dos direitos dos gays e afirmou que a Itália deveria "se adequar" à visão da Toscana sobre o assunto.

Isso não consiste em defesa nenhuma de direitos dos homossexuais, mas sim em uma afronta direta à maioria Italiana que repudia o comportamento homossexual. Como bem nos alerta Olavo de Carvalho, o atual movimento gay é a materialização possante e assustadora de um projeto de revolução civilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em entregá-los às feras quando isso convém à sua grande estratégia.

Se a causa gay prosperar como eles querem, a humanidade estará exytinta.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Pesquisa Revela que Brasileiro ainda Valoriza Família, Fidelidade Conjugal e Abomina o Aborto

Saudações queridos leitores!

Trago uma boa notícia do Pastoralis:

Pesquisa Revela que Brasileiro ainda Valoriza Família, Fidelidade Conjugal e Abomina o Aborto

Sondagem nacional do Datafolha mostra que maioria da população considera a Família a Instituição mais importante em suas vidas e rechaça a prática do aborto ainda que os próprios filhos adolescentes estivessem envolvidos.

(PASTORALIS)
Thiago Amorim Carvalho

Uma importante pesquisa realizada nacionalmente pelo Datafolha, mostra a opinião dos brasileiros sobre questões pertinentes à família.

Em mais de duzentos municípios, cerca de duas mil pessoas opinaram, em agosto passado, sobre temas como aborto, casamento, fidelidade conjugal, homossexualidade, entre outros.

No que diz respeito ao aborto, o resultado foi que para 87% das pessoas ele é moralmente condenável.

Mais ainda, os pais declararam que dariam seu apoio a um filho ou filha no caso de uma gravidez na adolescência, rejeitando o aborto mesmo nesse caso. Só 1% dos entrevistados aconselhariam o aborto em qualquer situação. Não chegam a 1% os que aconselhariam o ato caso o pai da criança não quisesse assumir o filho, nem os que dariam esse conselho por acharem que a filha seria muito nova para ser mãe.

De modo semelhante, em tempos nos quais se discute a legalização de alguns entorpecentes, 85% dos brasileiros também acham o consumo de maconha moralmente errado.

Apesar de todo apelo sensual nos dias atuais, os que desaprovam o sexo entre não casados (38%), surpreendentemente, superam ligeiramente os que acham esse comportamento moralmente aceitável (35%).

Para a maior parte das pessoas, ser fiel é a principal qualidade esperada de um cônjuge. 38% apontam essa virtude como o fator primordial à felicidade do casamento, à frente até mesmo do "amor" (35%).

Por sua vez, a infidelidade, tem 53% da preferência quando o tema são as razões da infelicidade no matrimônio, uma maioria esmagadora que supera, mais uma vez, a falta de amor (15%).

A traição do cônjuge é o principal motivo alegado para separação pelas mulheres, enquanto o ciúme o é pelos homens.

Outra surpresa: O brasileiro quer se casar e vontade é maior em jovens, especialmente homens.

"A maioria (63%) dos brasileiros que não estão casados, nem vivendo com alguém no momento, pretendem mudar essa situação. Percebe-se que a vontade de casar é mais frequente entre os homens do que entre as mulheres. E que, quanto mais jovem o entrevistado, maior esse desejo

Entre os homens que não vivem com alguém no momento, 71% pretendem passar a dividir um lar com outra pessoa. Entre as mulheres nessa condição essa taxa é de 55%, ou 16 pontos percentuais menor. Entre as mulheres que têm 41 anos ou mais a taxa das que não querem casar chega a 59%.

Entre os que têm entre 16 e 25 anos, e não estão casados no momento, a taxa dos que pretendem casar ou viver com outra pessoa chega a 82%. Ela é de 71% entre os que têm de 26 a 40 anos. Já entre os que têm 41 anos ou mais, 50% não pretendem se casar, ante 29% que têm essa intenção" (Datafolha)

A pesquisa também mostra que a rejeição moral ao comportamento homossexual diminuiu nos últimos tempos e que a Religião ocupa o quarto lugar na relação de importância, atrás da família, estudo e trabalho.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Espanha tenta dar mais um passo na expulsão de Deus

Saudações queridos leitores!

Os socialistas da Espanha, em sua campanha de laicismo radical tentam dar mais um passo para a expulsão de Deus do território espanhol. Fiquem com a notícia da ACI, volto em seguida:

O PSOE estuda romper Concordata e reformar a Lei de Liberdade Religiosa na Espanha

MADRI, 22 Out. 07 / 12:00 am (ACI). - Um dos grupos de trabalho que elaboram propostas para a discussão do programa do PSOE de cara às próximas eleições gerais na Espanha avalia a inclusão da revisão do acordo Igreja-Estado, de 1979, e a reforma da Lei de Liberdade Religiosa de 1980, advertiu a imprensa espanhola.

Segundo a edição desta segunda-feira do jornal El Mundo, a equipe sobre Direitos e Liberdades liderados pelo ex-ministro socialista, Juan Fernando López Aguilar, atrapalha a possibilidade de incluir no Programa Eleitoral do PSOE o oferecimento de revisar o primeiro e, também, reformar a segunda para "dar maiores garantias às novas religiões que começam a implantar-se na Espanha".

"A estes trabalhos se está incorporando o grupo de cristãos do PSOE, que estão tendo uma participação muito ativa nas propostas", informa o jornal.

Por sua parte, o jornal 'La Razón' assinala que para o grupo socialista o ritual litúrgico nos funerais de Estado para as vítimas do terrorismo é "inconcebível no século XXI" e "propõe por outro lado eliminar a assistência religiosa nas Forças Armadas, aos capelães com patente de general ou as missas de campanha".

"O grupo que elabora o programa eleitoral expõe que a Igreja não participe de atos protocolares do Estado", assegura o jornal.

Voltei. O ódio cega. Os socialistas espanhóis têm tanto ódio da Igreja que nem sequer enxergam mais que devem muito do que são hoje aos valores cristãos, propagados e defendidos pela Santa Igreja que agora querem expulsar gradativamente do país.

Vocês podem acompanhar em meu blog, várias notícias acerca das constantes iniciativas socialistas contra não apenas a Igreja, mas contra toda e qualquer manifestação religiosa. O caso dos ritos fúnebres mencionado na reportagem do La Razón é especialmente preocupante, pois trata um funeral como algo inconcebível. Os socialistas querem monopolizar as opiniões e agora querem monopolizar até mesmo os funerais. O Partido Socialista pode ser anti-religioso, mas muitos dos espanhóis assassinados e seus familiares não o são! O Estado não tem o direito de se meter em como as famílias velam seus mortos!

Também querem impedir a Capelania Militar. Esses vermes desejam tão ardentemente acabar com a Igreja que querem proibir até mesmo os soldados de receber assistência religiosa, lembrando que tal assistência não é imposta a ninguém, cada soldado a tem apenas se quiser. O Estado acha que os militares não têm direito de exercer sua religião enquanto fardados, mas têm o dever de não ter religião. Por mais que o Estado seja laico, as pessoas nem sempre o são.

O que os socialistas espanhóis estão fazendo é misturar as pessoas e o Estado, violentando a individualidade, desconsiderando o indivíduo, tratando todas as pessoas como células pertencentes a um organismo gigante, o Estado, que, sentindo-se o cérebro de todos, quer impor sua vontade.

Mentira! Grossa e porca mentira! Isso é coisa de regimes totalitários, como Cuba e China, ditaduras sanguinárias que são aduladas pelos governantes, inclusive os nossos! Se o bravo povo espanhol não se levantar a tempo, chegará um momento em que o domínio diabólico do socialismo estará tão entranhado que a única coisa a se fazer será lamentar o fim dos dias de liberdade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Padre Júlio Lancelotti, a extorsão e a retórica esquerdista

Saudações queridos leitores!

Finalmente vou escrever sobre um assunto que não me agrada nem um pouco. O caso de extorsão no qual o Padre Júlio Lancelotti se envolveu. Não conheço o Padre pessoalmente mas lhe respeito como um Sacerdote da Santa Igreja. Não gosto de suas ações sociais, pois não acho que ajudam, apenas contribuem para manter as pessoas na pobreza, sem oferecer-lhes uma porta de saída.

A assistência ao necessitado tem que ser um meio transitório entre a miséria e condições mais dignas de vida. Padre Júlio não faz isso, pelo contrário, em certos casos, até mesmo luta para que os mais necessitados continuem necessitados. Vide o caso das rampas sob os viadutos da cidade de São Paulo, que foram contruídas para evitar que marginais permanecessem lá para efetuar assaltos. Padre Júlio disse que as "rampas antimendigo" estavam lá para evitar que os pobres morassem debaixo da ponte, como se lá fosse o lugar deles. Ao invés do Padre Júlio lutar para tirar os pobres da miséria, quer que a prefeitura deixe os viadutos mais "habitáveis", como se lá fosse lugar pra alguém morar. É a famigerada teologia da libertação, que não liberta nem mesmo um homem de um saco de papel molhado.

O Padre Júlio denunciou alguns dias atrás que está sendo vítima de extorsão por um de seus ex-internos. Segundo ele, o ex-interno começou pedindo ajuda para sobreviver após deixar um abrigo mantido pela ONG do sacerdote. Mas com o passar do tempo, a ajuda foi sendo exigida e os valores foram aumentando enquanto o ex-interno ameaçava revelar um suposto caso de pedofilia cometido pelo Padre. O sacerdote chegou inclusive a pagar várias parcelas de uma Mitsubishi Pajero para os criminosos, até que enfim denunciou a extorsão e após 15 dias fo preso um homem de 25 anos, ex-interno da Febem que ameaçava o Padre.

Padre Júlio disse que o processo de extorsão durou três anos e que demorou tanto tempo para denunciar o crime às autoridades porque acreditava que conseguiria tocar o coração do bandido. Para mim essa justificativa simplesmente não cola. Muito me admira, Padre Júlio, tão sábio e acostumado a lidar com as pessoas de todos os tipos, deixar-se pegar em uma chantagem primária. Em uma das reportagens publicadas, Dom Pedro Stringhini, bispo-auxiliar de São Paulo, tenta explicar: “Nós, padres, somos ingênuos, andamos a pé, de metrô e, de repente, estamos ajudando alguém a comprar um carro. Estas coisas sem saber”. Ajudando? Foi ajuda ou foi extorsão? E, se foi extorsão, qual era o trunfo de quem a praticava? Em reportagem da Folha On Line, aparece uma explicação de Padre Júlio: “Esperava um resultado positivo. Esperava que parasse. Esperava que eu conseguisse tocar no coração deles."

Na Folha, do dia 18 último, Padre Júlio deu uma declaração que eu considero extremamente grave, passível de um silêncio obsequioso: “Se Jesus tivesse tomado muito cuidado, não teria morrido na cruz, né? Teria morrido idoso numa cama”. Trata-se de um juízo temerário, insultando a Onisciência de Nosso Senhor Jesus Cristo e dizendo que o plano salvífico que nos redimiu pela Cruz só aconteceu porque Jesus Cristo foi "descuidado".

Padre Júlio deve ter matado as aulas de Teologia Dogmática no seminário para estudar argumentação retórica esquerdista com os nossos intelectualóides.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Qual seu signo?

Saudações queridos leitores!

Assintindo TV (sim, às vezes faço isso, mesmo sabendo dos riscos) vi uma propaganda do seriado "The Big Bang Theory" em que ocorre o seguinte diálogo:

A mocinha diz: Sou de Sagitário e isso diz muito sobre mim...

Logo em seguida, o rapaz replica: Sim, isso diz que você faz parte desse grupo de delírio em massa que acredita que a posição dos planetas no horário do nascimento tem algum tipo de influência sobre sua personalidade.

Senhores, essa é pra anotar, decorar e soltar pra quem perguntar "Qual seu signo?"

Vídeo disponível aqui (em inglês sem legendas, hahaha!)

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Kaczynski perde eleição. O que será da Polônia?

Saudações queridos leitores!

Depois de um dia escrevendo quase nada, tive um surto produtivo e já atualizei as coisas. Fiquem com notícia do UOL, volto depois.

Polônia encerra era conservadora dos Kaczynski e abre as portas aos liberais

VARSÓVIA, 22 Out 2007 (AFP) - Os poloneses puseram fim aos dois anos de governo dos gêmeos conservadores Kaczynsky, período marcado por divisões internas e desacordos com a União Européia, ao votarem massivamente neste domingo em favor da oposição liberal.


Com a apuração de 90,8% dos votos, o partido liberal Plataforma Cívica (PO) obtinha 41,64% das preferências, anunciou na segunda-feira a comissão eleitoral polonesa.

Esta votação garantiria 208 dos 460 assentos da Dieta (Câmara Baixa), conquista pouco menor do que a prognosticada pelas pesquisas de boca-de-urna.

O partido conservador que deixa o governo, Direito e Justiça (PiS), de Jaroslaw Kaczynski, ficou na segunda posição, com 32,04% dos votos e 164 cadeiras na Dieta.

Este resultado dos dois partidos majoritários pode ainda mudar ligeiramente a favor do PO com o término da contagem dos votos nas grandes cidades, onde os liberais contavam com uma grande vantagem a seu favor.

Apenas outros dois partidos, a aliança de centro-esquerda LiD e o partido camponês PSL, superaram a barreira de 5% dos votos requeridos para ter representação na Dieta. Estes partidos obtiveram respectivamente 13,17% e 8,8% dos votos, ou seja, 52 e 35 cadeiras.

Apesar de tamanha derrota, um dos gêmeos Kaczynski continuará no poder: Lech Kaczynski é presidente da República e seu mandato segue em vigor até finais de 2010. No entanto, perderá muita influência sem seu irmão, já que na Polônia é o governo quem conduz o Poder Executivo.

Donald Tusk, de 50 anos, é o candidato natural ao cargo de primeiro-ministro, destacaram seus colaboradores.

Para manter uma maioria parlamentar Tusk deverá, entretanto, se aliar com o PSL, aliança já estabelecida regionalmente.

Tusk já mencionou abertamente esta eventualidade e o líder do partido camponês, Waldemar Pawlak, se declarou igualmente "aberto à cooperação".

Enquanto se publicaram as primeiras projeções de resultados, Tusk pediu a reconciliação dos poloneses, depois das divisões que o país conheceu com a chegada ao poder dos irmãos Kaczynski há dois anos, com provocações policiais dos serviços anticorrupção e a caça de ex-agentes comunistas.

Os liberais também obtiveram neste domingo cerca de dois terços dos 100 assentos do Senado.

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, saudou nesta mesma segunda-feira "o espírito europeu do povo polonês" depois da vitória do partido pró-europeu de Tusk, afirmou um porta-voz em Bruxelas.

A presidência portuguesa também saudou "a democracia" polonesa e manifestou sua esperança de manter "uma boa cooperação" com o novo governo.

Estas reações oficiais apenas escondem o alívio que sentiram os inúmeros dirigentes europeus, depois dos repetidos conflitos com os irmãos Kaczynski, seja para negociar uma nova constituição européia, para instaurar um dia europeu contra a pena de morte ou ainda para negociação da pesca do bacalhau.

Para confirmar esta nova sintonia com a Europa, um dos vice-presidentes do PO, Jacek Saryusz-Wolski, anunciou à AFP que o próximo governo liberal adotará a Carta dos Direitos Fundamentais, incluída implicitamente no novo tratado europeu e rechaçada pelos Kaczynski.

Voltei.

Os irmãos
Kaczynski governaram a Polônia por dois anos. O pleito foi antecipado depois da dissolução do Parlamento devido a escândalos de corrupção. Eles lutaram fervorosamente contra o comunismo e contra a cultura da morte que a União Européia tenta empurrar goela abaixo de todos. Por sua luta foram duramente criticados e violentamente atacados na mídia.

Agora, com os liberais no poder, eles vão querer tirar o atraso. Logo veremos brotar com mais força as iniciativas sobre o aborto e união civil de homossexuais, como de praxe na União Européia.

O alívio que o Presidente de Portugal demonstra por saber que os seus (comunistas e socialistas) não serão mais intensamente perseguidos.
Kaczynski tentou expurgar o comunismo da Polônia. Agora, o comunismo tentará expurgar os Kaczynski e colocar sua agenda em andamento novamente.

Como seria bom se o Brasil tivesse também seus
Kaczynski.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Fantástico difama a Igreja e induz ao erro

Saudações queridos leitores!

Reproduzo aqui um alerta recebido por e-mail.

Ontem no Fantástico, no quadro sobre a História do Brasil, foi abordado tema do comércio de escravos. Em determinado momento, o apresentador Pedro Bial disse (não sei se o texto é dele ou do tal professor de História que inspirou o quadro) que "a Santa Igreja (essa parte em tom obviamente irônico) dizia que os negros não tinham alma e por isso podiam ser escravizados."

Como a afirmação é difamatória e não meramente a expressão de uma opinião, acho que merece alguma reação de nossa parte. Pelo menos carta à direção do programa exigindo retratação em público.

Para entrar em contato com o programa, basta clicar aqui.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Ainda sobre a doutrinação ideológica na Espanha

Saudações queridos leitores!

Ainda sobre a tentativa de doutrinação ideológica, algumas pessoas de bem sairão às ruas para protestar. Fiquem com reportagem da ACI.

Jovens escolares e universitários farão passeata contra a EpC em Andaluzia

. - Como resposta às pressões da Junta da Andaluzia para impor a controvertida matéria socialista de "Educação para a Cidadania" acima do direito à objeção de consciência, a plataforma de estudantes Novillada.Org e a Associação Universitários Pela Andaluzia (AUPA) convocaram a um maciço protesto estudantil em Sevilha no próximo sábado, 17 de Novembro.

Novillada.Org e AUPA assinalaram que convocarão "dezenas de agrupamentos estudantis para que se somem ao protesto em Sevilha, com um lema com o que reivindicaremos o direito à objeção de consciência: �Mais Liberdade e menos Pensamento Único: EpC Não!�"

Pablo Paredes, porta-voz nacional de Novillada.Org, afirma que este protesto "deixará uma vez mais patente que a verdadeira cidadania está contra que se imponha a ideologia de uma minoria radical de forma obrigatória e avaliável", "Educação para a Cidadania é um projeto de reengenharia social de tipo totalitário que não é próprio de uma estado democrático de direito como o nosso", adicionou.

Por sua parte, Jesús García Hernández, Presidente de Universitários pelo Andaluzia, assinala que "Em uma democracia não se podem impor valores morais, nem estereótipos de conduta".

"A objeção de consciência é um direito de todo cidadão que só se denega em sistemas de pensamento único; nossa liberdade está sendo ameaçada pela Assessoria de Educação Andaluza e pelo Governo da Espanha", adicionou.

Para mais informação: info@novillada.org

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Alegria no Vaticano pela libertação dos dois sacerdotes iraquianos

Saudações queridos leitores!

Ótimas notícias vindas de ZENIT.

Alegria no Vaticano pela libertação dos dois sacerdotes iraquianos que estavam seqüestrados desde o 13 de outubro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 21 de outubro de 2007 (ZENIT.org). - A Santa Sé acolheu com grande alegria este domingo a notícia da libertação dos dois sacerdotes seqüestrados no Iraque.

O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, confirmou sua libertação e sublinhou que a Santa Sé acompanhou com grande preocupação o caso.

O porta-voz vaticano expressou a esperança de que não voltem a se repetir seqüestros como este.

Os dois sacerdotes de rito siríaco (oriental), o padre Mazin Ishoa, de 35 anos, e o padre Pius Afas, de 60, dirigiam-se do centro de Mosul (de onde ambos são originários) à paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no bairro de al-Faisaliya – onde se lhes esperava para a celebração de um funeral -, quando foram seqüestrados por homens armados no bairro al-Thawara.

Segundo fontes católicas de Mosul, foram libertados na manhã do domingo em uma rua dessa cidade iraquiana.

Não se sabe se foi pago resgate por suas vidas. Os seqüestradores haviam pedido em 13 de outubro uma cifra em dólares por sua libertação impossível de pagar por essa comunidade católica. No dia seguinte, Bento XVI fez um apelo por sua liberdade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Dica de Leitura: A Inquisição em seu Mundo

Saudações queridos leitores!

Nesse fim de semana tive muito trabalho extra e não consegui dar conta do blog. Mas já estou de volta e prometo tirar o atraso ainda hoje.

Hoje a minha dica é de um livro que provavelmente já está esgotado em muitas livrarias, pois é antigo. Mas se alguém quiser adquiri-lo, basta me enviar uma mensagem ou comentar que eu faço o possível para ajudar.

Sinopse

Os estudos sobre a Inquisição não levam em conta um complexo de fatores (condições políticas, sociais, econômicas, religiosas e científicas) que forjou um certo modo de vida na Idade Média, bem diferente do nosso.

Por não considerar tais variantes, a Inquisição é tratada como um acontecimento isolado que, pelos padrões contemporâneos, se torna inaceitável, incompreensível e repulsivo.Este livro propõe analisar a Inquisição européia enquanto instituição humana no contexto histórico em que se desenvolveu.

Editado originalmente pela Saraiva, teve sua primeira edição publicada em 1994, sem informações de preço.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 21 de outubro de 2007

Kimi Raikkönen campeão!!

Saudações queridos leitores!


Eu já sabia!! Fui o único em meu serviço a apostar na vitória de Kimi! Lamento, mas os torcedores de Hamilton devem esperar pela próxima.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Albertina Berkenbrock é beatificada!

Saudações queridos leitores!

É com muita alegria que trago essa notícia do Terra:

A cerimônia de beatificação da menina Albertina Berkenbrock foi realizada na tarde deste sábado, na cidade de Tubarão, no sul de Santa Catarina. A celebração foi presidida por um cardeal do Vaticano e reuniu cerca de 15 mil fiéis, segundo estimativa da Polícia Militar.

Albertina era filha de imigrantes alemães e nasceu em 1919 numa pequena comunidade do sul de Santa Catarina: São Luiz, pertencente ao município de Imaruí. Ela se transformou numa mártir da região quando resistiu a uma tentativa de estupro e foi morta aos 12 anos de idade, em 1931. O autor do crime, que a degolou com uma faca, era um empregado do pai da jovem.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.