sábado, 13 de outubro de 2007

Relativismo impõe dificuldades ao processo ecumênico

Saudações queridos leitores!

Notícia de ZENIT.

Fala Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân

VERONA, quinta-feira, 11 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- As conseqüências do relativismo estão tendo repercussão também de forma negativa no processo ecumênico, em cujo seio se percebem diferenças em conceitos cruciais como o direito à vida, adverte o diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân (www.vanthuanobservatory.org), foco de promoção da doutrina social da Igreja.

Stefano Fontana assinou na terça-feira passada uma nota com o título: «Os cristãos entram em consenso mais facilmente sobre as mudanças climáticas que sobre o direito à vida? Ecumenismo e ampliação da razão».

O comentário de Fontana parte da III Assembléia Ecumênica de Sibiu (Romênia), que reuniu recentemente mais de 2.500 delegados católicos, ortodoxos e evangélicos da Europa.

Aconteceu nesse contexto algo que «pode ser significativo» – recorda: «Os representantes das diversas confissões cristãs parecem não se colocar de acordo sobre uma frase da Mensagem final em que falava de ‘direito à vida desde a concepção até a morte natural’».

«É conhecido, de fato, que as comunidades protestantes têm posturas muito diferentes sobre o aborto e a eutanásia com relação à Igreja Católica. Trata-se de um motivo de fé ou de razão? De razão – afirma –, ou seja, de uma desconfiança na capacidade da razão de conhecer a verdade sobre o homem.»

«O movimento ecumênico empreendeu há algum tempo o caminho do encontro entre confissões diferentes sobre temas de justiça, paz e proteção da criação. Mas para prosseguir neste itinerário não pode decair uma razão ‘ampliada’ e capaz de conhecer o bem no campo da ética», adverte o diretor Observatório Internacional Cardeal Van Thuân.

«O relativismo produz sempre uma onda negativa de retorno sobre o processo ecumênico», denuncia.

Sobre esse problema, «como se sabe, a ciência não tem uma palavra clara e definitiva», «mas apesar disso, parece tratar-se de uma certeza maior com relação ao direito do embrião humano a ser respeitado», lamenta.

Fonte: http://www.zenit.org/article-16406?l=portuguese

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Padre argentino pega prisão perpétua por crimes da ditadura

Saudações queridos leitores!

Essa semana o Padre Christian Von Wernich, capelão da polícia argentina durante a ditadura foi condenado à prisão perpétua. Leiam a reportagem do Estadão, já volto.

HILARY BURKE - REUTERS

LA PLATA - Um ex-capelão da polícia foi condenado na terça-feira à pena de prisão perpétua por seu envolvimento com torturas, sequestros e assassinatos durante a "guerra suja" argentina. É a primeira vez que um religioso é julgado por abusos aos direitos humanos durante o regime militar (1976-83).

O padre católico Christian Von Wernich atendia à famigerada polícia da província de Buenos Aires, e segundo advogados de direitos humanos ele pressionava vítimas de torturas a falarem, durante as visitas que fazia a prisões clandestinas.

Von Wernich, 69 anos, ouviu o veredicto com a cabeça pendida, a boca voltada para baixo e os braços cruzados sobre um colete à prova de balas. Ele usava o colarinho característico dos padres.

O veredicto foi transmitido pela TV. Em frente ao tribunal de La Plata, capital da província de Buenos Aires, uma multidão aplaudiu e soltou rojões.

No plenário estavam mães de ativistas assassinados, usando na cabeça os lenços brancos que se tornaram um símbolo mundial para os militantes de direitos humanos.

Milhares de dissidentes esquerdistas morreram, desapareceram ou foram torturados durante a ditadura argentina.

Antes de Von Wernich, o último membro da ditadura a ser julgado havia sido um ex-policial, condenado também à prisão perpétua em setembro de 2006.

(Reportagem adicional de Miguel Lo Bianco e Helen Popper)

Pois bem. Todo pecado acarreta em culpa e pena. O sacerdote em questão se omitiu e inclusive colaborou com a ditadura e por isso deve pagar a justa pena. Não há muito o que comentar sobre o padre Christian, apenas lamentar por sua conduta e rezar por seu arrependimento. Quero falar é sobre as diversas reações dos familiares das vítimas. É compreensível que eles queiram que os culpados por tirar-lhes os familiares paguem por isso. É a justiça. O que não é admissível é que eles e muitos outros exijam vingança com o nome de justiça.

Que todos os culpados, de todos os lados, paguem o devido preço pelos seus atos, doa a quem doer.

Fique com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Evangelho de Domingo

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor com um breve comentário meu.

Evangelho (Lucas 17, 11-19)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas

11Na Sua marcha para Jerusalém, ia passando entre a Samaria e a Galileia. 12Ao entrar em certa povoação, vieram-Lhe ao encontro dez leprosos, que, mantendo-se a distância, 13ergueram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem piedade de nós. 14Este, ao vê-los, disse-lhes: Ide mostrar-vos aos sacerdotes. Enquanto iam a caminho, ficaram limpos. 15Um deles, vendo que se tinha curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz, 16e caiu a Seus pés com a face em terra, agradecendo-Lhe. E esse era samaritano. 17Jesus tomou a palavra e disse: Não ficaram limpos os dez? Então, onde estão os outros nove? 18Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro? 19E disse-lhe a ele: Levanta-te e segue o teu caminho. Salvou-te a tua fé.

Palavra da salvação.

11-19. O lugar onde se desenrola a cena explica que tivesse andado um samaritano junto com uns judeus. Havia uma antipatia mútua entre ambos os povos (cfr Ioh 4,9), mas a dor unia aqueles leprosos por cima dos ressentimentos de raça.

Segundo estava mandado na Lei de Moisés, os leprosos, precisamente para evitar o contágio, deviam viver longe do convívio com a gente e dar mostras visíveis da sua doença (cfr Lev 13,45-46). Isto explica que não se aproximem de Jesus e daqueles que O acompanhavam, mas de longe expusessem o pedido aos gritos. O Senhor, antes de os curar, manda-lhes que vão aos sacerdotes para que certifiquem a sua cura (cfr Lev 14,2 ss.) e cumpram os ritos estabelecidos. A obediência dos leprosos ao mandato de ir aos sacerdotes supõe uma prova de fé nas palavras de Jesus. Efectivamente, pouco depois de se porem a caminho ficam limpos.

Contudo, só um deles, o samaritano que volta para trás louvando e agradecendo o milagre, recebe um dom ainda maior que a cura da lepra. Jesus, com efeito, diz-lhe: "Salvou-te a tua fé" (v. 19), e louva as manifestações de agradecimento deste homem. O Evangelho conservou-nos a cena para ensinamento nosso.

"Habitua-te a elevar o coração a Deus em ação de graças, muitas vezes ao dia. - Porque te dá isto e aquilo. - Porque te desprezaram. - Porque não tens o que precisas, ou porque o tens. Porque fez tão formosa a Sua Mãe, que é também tua Mãe. - Porque criou o Sol e a Lua e este animal e aquela planta. - Porque fez aquele homem eloquente e a ti te fez difícil de palavra...
Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom " (Caminho, n° 268).

Fonte: Comentários dos padres de Navarra.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Dica de Leitura: São Josemaria Escrivá no Brasil

Saudações queridos leitores!

Hoje recomendo a todos o livro de Francisco Faus que conta um pouco sobre a passagem de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei ao Brasil.

Sinopse

Faz cinqüenta anos, por iniciativa de São Josemaria Escrivá – com a sua bênção, as suas orações e o seu incentivo –, teve início o trabalho do Opus Dei, a serviço da Igreja, no Brasil. Exatamente na solenidade de São José, dia 19 de março de 1957, pisaram terra brasileira os primeiros fiéis do Opus Dei que chegaram aqui para ficar.

Estas páginas querem ser uma expressão de agradecimento a Deus e a São Josemaria por me ter concedido o dom de poder colaborar, ao longo de quarenta e seis anos, na aventura empolgante de “abrir caminhos divinos da terra” – os do Opus Dei, “caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão” – nesta Terra da Santa Cruz, que há anos escolhi voluntariamente como minha pátria.

Quero, porém, esclarecer desde o início que este livro não foi concebido como um relato histórico – nem amplo, nem sintético – desses cinqüenta anos. Se fosse assim, cometeria uma tremenda injustiça com muitos homens e mulheres não mencionados nestas páginas, que deram o sangue por Deus, pela Igreja e pelas almas, entregando-se a fazer o Opus Dei em terras brasileiras: muitos deles foram e ainda são “atores principais” dessa maravilhosa história.

Também não é o livro, como o título poderia sugerir, uma “crônica” mais ou menos completa, das duas semanas em que São Josemaria permaneceu no Brasil, entre 22 de maio e 7 de junho de 1974.

Na realidade, a obra foi escrita com um intuito muito definido: pôr em destaque alguns traços característicos da santidade cristã, que são patentes na vida inteira de Mons. Escrivá, mas concentrando o foco quase exclusivamente nos dezessete dias em que o tivemos entre nós no Brasil. Só esporadicamente farei alguma exceção – por exemplo, no começo do primeiro capítulo –, recorrendo a reservatórios mais antigos da memória de outros períodos em que convivi com Mons. Escrivá: em Roma, de outubro de 1953 até junho de 1955, ano em que fui ordenado sacerdote; e, também em Roma, nuns poucos dias de dezembro de 1973. Mas mais de noventa por cento do livro tem o Brasil como cenário.

Quero advertir ainda o leitor de que as palavras de São Josemaria, freqüentemente citadas no livro, procedem, em sua maior parte, das minhas lembranças vivas e de muitas anotações pessoais, que conservei ao longo dos anos; por isso mesmo, não posso afirmar que sejam todas estritamente literais.

A estrutura do livro, como o leitor poderá verificar, corresponde ao esquema clássico do desenvolvimento da santidade cristã: sobre o alicerce básico da humildade (capítulo I), a santidade tem como essência o crescimento da caridade, vínculo da perfeição (Ef 5, 2 e Col 3, 14): em primeiro lugar, da caridade – do amor – para com Deus, ao qual estão estreitamente unidos o amor à Virgem Maria, aos Santos e aos Anjos (capítulos II e III); e, em segundo lugar e inseparavelmente (cfr. I Jo 4, 20), do amor ao próximo – decorrência necessária do amor a Deus (Capítulo IV) –, cuja expressão sobrenatural mais alta é o apostolado (capítulo V).

As luzes e bênçãos que Deus, por intermédio de São Josemaria, concedeu a seus filhos e filhas brasileiros – aos daquela época, aos de hoje e aos do futuro –nos dias em que o tivemos conosco, são motivo mais do que suficiente, neste jubileu de ouro, para essa tentativa de homenagem e de gratidão.

Editado pela Quadrante, tem 104 páginas e custa R$ 20,00.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Nossa Senhora Aparecida

Saudações querisod leitores!

Hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Confesso que precisava viver essa data como fiz hoje. As manifestações de fé reacenderam minha devoção mariana. Em comemoração, conto hoje a história de nossa querida padroeira.

O rio Paraíba, que nasce em São Paulo e deságua no litoral fluminense era limpo e piscoso em 1717, quando os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves resgataram a imagem de Nossa Senhora Aparecida de suas águas. Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, eles subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu, até que recolheram o corpo da imagem. Na segunda tentativa, trouxeram a cabeça e, a partir desse momento, os peixes pareciam brotar ao redor do barco.

Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros.Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.

A necessidade de um local maior para os romeiros era inevitável e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para a de São Pedro, no Vaticano. O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.

Tolo é aquele que não tem mãe!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Santuário de Fátima vive dia especial com dedicação da igreja da Santíssima Trindade

Saudações queridos leitores! A inauguração da igreja da Santíssima Trindade é motivo de alegria para os Católicos de Portugal e do mundo todo. Que Nossa Senhora de Fátima, tão conhecida no Brasil, rogue por nós.

FÁTIMA, quinta-feira, 11 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- O Santuário de Fátima vive esta sexta-feira um dia especial com a dedicação da igreja da Santíssima Trindade.

Segundo informa Agência Ecclesia, do episcopado de Portugal, a dedicação é uma celebração que segue uma prática muito antiga nos ritos litúrgicos, tanto do Oriente como do Ocidente.

Este é um modo de declarar publicamente que o edifício é dedicado ao louvor a Deus e à celebração da salvação divina através das ações litúrgicas, às orações da comunidade e orações pessoais.

Sonhada há já 30 anos, a nova igreja da Santíssima Trindade será inaugurada após quase quatro anos de obras, tornando-se o maior recinto público fechado de Portugal.

Tem forma circular, com 125 metros de diâmetro, e é sustentada por um grande pilar que suporta toda a cobertura e evita colunas no interior do templo.

O projeto, desenhado pelo arquiteto greco-ortodoxo Alexandros N. Tombazis, combina a luz e a tecnologia, procurando respeitar a atmosfera de Fátima.

Com um volume de quase 130 000 metros cúbicos e uma altura média de 15 metros, a nova igreja de Fátima tem uma nave central de nove mil lugares sentados, configurada para duas capacidades diferentes: um primeiro espaço para 3175 pessoas, separado por um biombo, poder ser completamente aberto em caso de necessidade.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Escolas católicas australianas cancelam apoio a Anistia Internacional

Destaco a atitude corajosa tomada pela Arquidiocese de Melbourne. Vejo cada vez mais exemplos de atos coerentes tomados pelo mundo afora. Deus queira que tais exemplos de fidelidade ao Evangelho sejam cada vez mais seguidos!

.- A Arquidiocese de Melbourne na Austrália pediu às escolas católicas de sua jurisdição cancelar seu apoio à organização Anistia Internacional (AI), em resposta à decisão do grupo de promover o aborto como direito humano.

O diretor do Escritório de Educação Católica de Melbourne, Stephen Elder, dirigiu uma carta às 328 escolas católicas do Melbourne lhes aconselhando cortar seus antigos laços com a organização.

A carta pede às escolas manifestar seu desacordo com a organização, logo que esta decidisse abandonar sua posição neutra sobre o aborto para apoiar sua legalização.

Elder assegurou que o escritório tem feito repetidas tentativas por contatar a Anistia sobre este tema sem resultados positivos.

"O aborto é uma negação fundamental da dignidade da pessoa humana e uma brecha nos direitos humanos da crianças", indicou Elder em um comunicado.

Em Melbourne, um significativo número de escolas apoiou os programas da AI nos últimos anos.

Segundo Maria Kirkwood, diretora assistente de educação religiosa e cuidado pastoral na arquidiocese de Melbourne, assinalou que a Igreja alentou a suas escolas a apoiar o trabalho da AI e por isso sua decisão abortista é tão decepcionante.

"É impossível para a Igreja Católica seguir apoiando a AI com uma política desta natureza", indicou.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

O Vaticano alenta as investigações com células estaminais adultas

Saudações queridos leitores!

Notícia da ACI sobre pesquisas genéticas apoiadas pela Igreja.

.- A Igreja católica apóia firmemente a investigação com células estaminais, sempre que estas não impliquem a destruição de um ser humano, assinalou esta manhã o Papa Bento XVI ao receber as cartas créditos do novo embaixador da Coréia do Sul ante a Santa Sé, Francis Kim Ji-young.

Depois de elogiar os progressos obtidos pela Coréia na investigação científica, o Papa advertiu que "a destruição de embriões humanos, tanto para conseguir células estaminais ou para qualquer outro objetivo, contradiz a intenção proclamada pelos investigadores, legisladores e responsáveis pela saúde pública de promover o bem-estar humano".

"A Igreja não duvida em aprovar e alentar a investigação de células estaminais somáticas, não só pelos resultados favoráveis obtidos com estes métodos alternativos, mas também sobre tudo porque respaldam o propósito de respeitar a vida humana em cada etapa de sua existência", assinalou o Santo Padre.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Projeto de lei cria Estatuto do Nascituro no Brasil

Saudações queridos leitores!

E olha os petistas me surpreendendo! Na verdade, essa entrevista mostra o quão heterogêneo é o partido. Entrevista de Zenit.

Entrevista com deputado Miguel Martini

BRASÍLIA, quarta-feira, 10 de outubro de 2007 (ZENIT.org). - Nesta segunda-feira, foi comemorado no Brasil o Dia do Nascituro, instituído pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em 2005. Zenit entrevistou o deputado federal Miguel Martini (PHS-MG), que propôs, junto com o deputado Luiz Bassuma (PT-BA), um projeto de lei que cria o Estatuto do Nascituto.

–Qual a necessidade de um Estatuto do Nascituro se o direito à vida é garantido na Constituição brasileira?

–Miguel Martini: Nós precisamos dar ao nascituro os mesmos direitos e garantias que um cidadão brasileiro tem. Para nós a cláusula pétrea do artigo 5º da Constituição que fala do direito à vida não permitiria que houvesse discussão em relação ao aborto, mas está tramitando um projeto abortista na Câmara. O Estatuto não fala somente contra o aborto, mas fala além do que o artigo 5º prevê: que a pessoa que está no ventre materno é um cidadão, uma cidadã. Ele reforça, especifica e detalha ainda mais o direito à vida garantido na Constituição.

Projetos semelhantes e de teor igual já foram apresentados em outras ocasiões, por deputados de diferentes partidos. Por que um projeto que favorece a vida demora tanto a ser aprovado e transformado em lei?

–Miguel Martini: A tramitação de qualquer projeto de lei é lenta e demorada. Temos uma anomalia no Congresso Nacional chamada Medida Provisória. Hoje, 70% do que se vota na Câmara são Medidas Provisórias. A tramitação dos outros 30% é muito lenta. Com boa vontade pode ser mais rápida, com vá vontade demora ainda mais. Não é só esse projeto, mas qualquer projeto demora muito. Essa situação é uma frustração da função de legislar do parlamentar.

Por ser um estatuto, o projeto tem a tramitação mais acelerada. Mas a disputa política é muito intensa. Por mim, ele seria votado imediatamente.

Alguns dos artigos do projeto que cria o Estatuto vão contra a atual legislação que permite o aborto em alguns casos. Por que essa posição? As leis não têm igual valor? O que acontecerá se o Estatuto for aprovado?

–Miguel Martini: O Estatuto vem dar garantias que ainda não estão contempladas em outras leis. Naquilo que colidir com o que está dito no Código Penal sobre a liberação do aborto em alguns casos vai ser um debate no Supremo Tribunal Federal.

Entendemos que esse artigo do Código Penal não está vigorando de acordo com a Constituição. Se digo na Constituição que o direito à vida é inalienável, por conseguinte, qualquer legislação que atente contra a vida cai na ilegalidade.

Como eventos como o Seminário sobre a vida do nascituro realizado na semana passada na Câmara dos Deputados ajudam no debate sobre a criação do Estatuto?

–Miguel Martini: Nós que defendemos a vida percebemos que há um movimento no sentido contrário. Por isso todo debate, posicionamento e mobilização gera maior consciência em defesa da vida e ajuda a convencer pessoas que ainda estão indecisas.

É o cúmulo que precisemos fazer um abaixo-assinado de cinco milhões de pessoas para lutar pela vida. O congresso deve legislar para melhorar a qualidade de vida e proteger a vida.
Temos marcado para o dia 20 de fevereiro de 2008 um Encontro Nacional em Defesa da Vida que será dirigido para políticos de todas as esferas, governadores, senadores, deputados, vereadores, prefeitos. Vamos envolver Câmara, Senado, todas as forças políticas para fazer essa discussão.

–Como está a disputa parlamentar em defesa da vida?

–Miguel Martini: Conseguimos mobilizar diferentes forças: a frente parlamentar católica, a evangélica e a espírita. Os grupos que estavam separados, agora estão unidos por uma causa comum. A frente tem em torno de 210 deputados. Isso dá para nós uma certa segurança. Porém, temos que vigiar, trabalhar, mobilizar porque qualquer distração é perigosa.

Tanto espíritas quanto católicos e evangélicos temos convicções que se assemelham na questão da vida. Se fosse uma questão religiosa, os três não se coadunariam. O argumento usado pelos grupos abortistas que estamos levantando um discurso religioso se desfaz aí. Ele mesmo é prova que não é por uma questão religiosa que estamos unidos. A vida é um valor que independe de religião, é algo que transcende a religião.

Fonte: http://www.zenit.org/article-16388?l=portuguese

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Cardeal denuncia dotrinamento ideológico na Espanha

Saudações queridos leitores!

Mais uma do socialista Zapatero. Por ACI.

EpC é intromissão do Estado na educação moral dos filhos, assegura Card. Rouco
.- O Arcebispo de Madri, Cardeal Antonio Maria Rouco Varela assegurou que a ideologizada Educação para a Cidadania (EpC) é uma intromissão do Estado na educação moral dos alunos, com o qual põe em uma delicadíssima situação os pais, professores e diretores dos colégios e por isso é "lógica" a possibilidade de que exerçam a objeção de consciência.

Em uma conferência sobre o EpC na abertura do ano acadêmico do instituto teológico Lumen Gentium da Arquidiocese de Granada, o Cardeal animou aos pais e diretores de colégios a exercer seu direito à objeção de consciência frente à questionada disciplina ao considerá-la como uma intromissão do Estado no "direito fundamental dos pais à formação religiosa dos filhos".

Além disso o Cardeal Rouco considerou que "o Estado quebra se a Constituição não garantir o direito fundamental dos pais à formação moral e religiosa de seus filhos".

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

O Cinismo das Esquerdas

Saudações queridos leitores!

No texto em que explico o minha motivação para esculhambar as esquerdas, um devoto dessa ideologia aparece comentando:

ou seja, a igreja catolica tenta calar a boca de quem tem opnião contraria, não é a toa que foi conivente com o nazismo e tantas outras formas de repressão durante séculos.

Não é possível, essa gente deve ser retardada ou masoquista, pois adora falar uma besteira sem prova alguma e depois apanha. Já que quer assim, lá vou eu dar o que eles gostam.

Vejamos o que escreve o jornalista norte americano Joseph Sobran em seu artigo intitulado A Difamação de Pio XII.

Nada, ao que parece, consegue dissipar a crença de que Pio XII manteve um "vergonhoso silêncio" em torno da perseguição dos judeus durante a II Guerra Mundial. Mas Ralph McInerny, no seu livro The Defamation of Pius XII (A Difamação de Pio XII) cita o que judeus, famosos ou não, disseram naquele tempo.

"Só a Igreja Católica protestou contra o assalto hitlerista à liberdade", disse Albert Einstein.

Em 1942, o jornal Jewish Chronicle, de Londres, observou: "Uma palavra de sincera e profunda apreciação é devida pelos judeus ao Vaticano por sua intervenção em Berlim e Vichy em favor de seus correligionários torturados na França... Foi uma iniciativa incentivada, honrosamente, por um bom número de católicos, mas para a qual o próprio Santo Padre, com sua intensa humanidade e sua clara compreensão das verdadeiras e mortais implicações dos assaltos contra o povo judeu, não precisou ser incentivado por ninguém."

O Dr. Alexandre Safran, Rabino-chefe da Romênia, escreveu em 1944: "Nestes tempos duros, nossos pensamentos, mais que nunca, voltam-se com respeitosa gratidão ao Soberano Pontífice, que fez tanto pelos judeus em geral... No nosso pior momento de provação, a generosa ajuda e o nobre apoio da Santa Sé foram decisivos. Não é fácil encontrar as palavras adequadas para expressar o alívio e o consolo que o magnânimo gesto do Supremo Pontífice nos deu, oferecendo vastos subsídios para aliviar os sofrimentos dos judeus deportados. Os judeus romenos jamais esquecerão esses fatos de importância histórica."

Quando os Aliados libertaram Roma, uma Brigada Judaica afirmou em seu Boletim: "Para a glória perene do povo de Roma e da Igreja Católica Romana, podemos afirmar que o destino dos judeus foi aliviado pelas suas ofertas verdadeiramente cristãs de assistência e abrigo. Mesmo agora, muitos ainda permanecem em lares religiosos que abriram suas portas para protegê-los da deportação e da morte certa."

Um sobrevivente, citado num diário hebraico de Israel, disse: "Se fomos resgatados, se os judeus ainda estão vivos em Roma, venham conosco e agradeçamos ao Papa no Vaticano."

Um Comitê da Junta Judaica Americana de Bem-estar Social escreveu ao próprio Pio XII: "Recebemos relatórios de nossos capelães militares na Itália sobre a ajuda e a proteção dos judeus italianos pelo Vaticano, pelos padres e pelas instituições da Igreja durante a ocupação nazista do país. Estamos profundamente comovidos diante dessa extraordinária manifestação de amor cristão – tanto mais porque sabemos dos riscos corridos por aqueles que se prontificaram a abrigar os judeus. Do fundo de nossos corações enviamos a V. Santidade a expressão de nossa imorredoura gratidão."

Os veteranos de um campo liberado foram a Roma e apresentaram a Pio XII a seguinte carta: "Agora que os Aliados vitoriosos quebraram nossas cadeias e nos libertaram do cativeiro e do perigo, que nos seja permitido expressar nossa profunda e devota gratidão pelo conforto e ajuda que Vossa Santidade se dignou de nos garantir com paternal preocupação e infinita ternura ao longo dos anos de nosso internamento e perseguição... Ao fazê-lo, Vossa Santidade, como a primeira e a mais alta autoridade na Terra, ergueu sua voz universalmente respeitada, em face de nossos perigosos inimigos, para defender abertamente nossos direitos e a dignidade humana... Quando estávamos ameaçados de deportação para a Polônia, em 1942, Vossa Santidade estendeu sua mão paternal para nos proteger, e deteve a transferência dos judeus internados na Itália, com isto salvando-nos da morte quase certa. Com profunda confiança e esperança de que a obra de Vossa Santidade será coroada com sucesso continuado, expressamos nossos agradecimentos de coração e rogamos ao Todo-Poderoso: Que Vossa Santidade possa reinar por muitos anos na Santa Sé e exercer sua benéfica influência sobre o destino das nações."

Poucos meses depois, o Congresso Judaico Mundial enviou um telegrama à Santa Sé, agradecendo pela proteção dada "sob condições difíceis, aos judeus perseguidos na Hungria sob domínio alemão".

O Rabino-chefe de Jerusalém, Isaac Herzog, disse: "Agradeço ao Papa e à Igreja, do fundo do meu coração, por toda a ajuda que nos deram."

Moshe Sharett, um eminente sionista, resumiu assim sua entrevista pessoal com o Papa: "Eu disse a ele que meu primeiro dever era agradecer-lhe, e através dele a toda a Igreja Católica, em nome do público judeu, por tudo o que fizeram em todos os países para resgatar judeus – para salvar as crianças e os judeus em geral. Estamos profundamente agradecidos à Igreja Católica pelo que ela fez naqueles países para salvar nossos irmãos."

O Dr. Leon Kubowitzky, do Conselho Mundial Judaico, ofereceu uma vasta doação em dinheiro ao Vaticano, "em reconhecimento pela obra de Santa Sé ao resgatar judeus das perseguições fascista e nazista".

Raffaele Cantoni, do Comitê Judaico de Bem-Estar Social da Itália, afirmou: "A Igreja Católica e o papado deram prova de que salvaram tantos judeus quanto puderam".

Essas nobres e comoventes palavras requerem poucos comentários. Registro-as aqui em honra de Pio XII, da Igreja Católica e dos homens bons que as pronunciaram.

Queria ter falado um pouco sobre a relação dos judeus com Pio XII, mas depois de ouvir os próprios judeus, penso não ter mais o que falar.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Abortistas profanam Catedral

Saudações queridos leitores!

Chega ao meu conhecimento um fato lamentável ocorrido na Nicarágua. Após decisão do governo de punir com prisão quem realizar o chamado "aborto terapêutico", abortistas se descontrolam e profanam a principal Igreja do país, a Catedral de Manágua.

Três anos de cadeia para quem fizer “aborto terapêutico”, na Nicarágua.

A decisão da Assembléia Nacional deixou os abortistas descontrolados e, por conta disso, feministas pró-aborto profanaram o mais importante templo católico do país, a catedral de Managua. Elas exigiram, durante a missa dominical, que o padre lhes desse a eucaristia.

Exigiram, do verbo “tumultuaram”, “espernearam”, “blasfemaram” até serem empurradas, pela polícia, para fora da catedral. As abortistas vestiam camisas com os termos “Sim ao aborto”.

O jornal La Prensa, em seu editorial do dia 02 de outubro, qualificou o ato de “reprovável e inaceitável, desde qualquer ponto de vista legal e moral”.

A propósito: nenhum aborto é terapêutico. Aborto é assassinato e assassinato é crime.

Notícias:

La Prensa - Feministas irrespetan misa
ACI Digital - Abortistas irrompem Eucaristia em Catedral de Manágua e tentam comungar.
ACI Digital - Sacrilégio em Catedral de Manágua é parte de campanha abortista.

Fonte: Blog "O Possível e o Extraodrdinário".

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Em defesa de Dom José Cardoso Sobrinho

Saudações queridos leitores!

Trago um texto de dois amigos, Jorge Ferraz e Claudemir Junior sobre as muitas informações falsas que vêm saindo sobre o Bispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho.

A recente decisão da Congregação para a Doutrina da Fé de punir o Cônego Edwaldo Gomes, pároco de Casa Forte, por ter o mesmo permitido que um bispo anglicano concelebrasse na sua missa de comemoração de cinqüenta anos de sacerdócio, realizada em dezembro passado, teve uma enorme repercussão na imprensa local.


Na totalidade dos casos, tem-se enfatizado apenas um dos lados da questão: o lado de pessoas que, com boas intenções ou não, têm assumido a defesa do Cônego Edwaldo de uma maneira apaixonada e irracional, e que terminam, por isso, lançando suspeitas ou até mesmos ataques diretos à pessoa do Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho.


Este artigo vem oferecer um contraponto à situação atual e pretende mostrar que, sob o ponto de vista católico, a atitude do Arcebispo é digna de louvor e que, ao contrário, são passíveis de censura e repreensão as manifestações irresponsáveis de apoio ao padre Edwaldo que vêm sendo veiculadas na imprensa e em outros meios de comunicação.


A atual campanha de mobilização em favor do pároco de Casa Forte tem provocado confusão entre os fiéis católicos da Arquidiocese. Possuindo um conteúdo difamatório que vai desde insinuações levianas até acusações diretas, tal campanha tenciona dividir o povo católico e coloca-lo contra o Arcebispo. Considerando a posição eminente que ocupa a figura do Bispo Católico dentro da Igreja Católica e a necessidade – universalmente afirmada pelo catolicismo – de se manter em união com ele para que se esteja em comunhão perfeita com a própria Igreja, é urgente que sejam escritas algumas linhas, imbuídas de verdadeiro espírito católico, sobre a atual situação que atravessa a nossa Arquidiocese.


Em primeiro lugar, é necessário ter bem claro que, na Igreja, existem normas que devem ser seguidas, de maneira especial pelos bispos. Há uma Instrução “Sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia”, chamada “Redemptionis Sacramentum”, e que é normativa para a Igreja. Nesta instrução, lê-se:

“Os graviora delicta (atos graves) contra a santidade do sacratíssimo Sacramento e Sacrifício da Eucaristia e os sacramentos, são tratados de acordo com as «Normas sobre os graviora delicta, reservados à Congregação para a Doutrina da Fé», isto é:

[...]

c) concelebração proibida do Sacrifício eucarístico juntamente com ministros de Comunidades eclesiais que não tenham sucessão apostólica, nem reconhecida dignidade sacramental da ordenação sacerdotal;” (RS 172)

“Os delitos contra a fé e também os graviora delicta (atos graves) cometidos na celebração da Eucaristia e nos outros sacramentos, sejam comunicados sem demora à Congregação para a Doutrina da Fé, a qual «examinará e, em caso necessário, procederá a declarar ou impor sanções canônicas do direito, tanto comum como próprio».” (RS 179)


Que o Cônego Edwaldo Gomes concelebrou a sua missa de comemoração pelo jubileu de ouro sacerdotal com um bispo anglicano é fato público, tendo sido inclusive admitido pelo próprio padre. Portanto, houve um ato grave, caracterizado como tal por uma Instrução que é – repetimos – normativa para a Igreja. Ainda segundo esta mesma instrução, tais atos devem ser “comunicados sem demora à Congregação para a Doutrina da Fé” pelos bispos. E foi exatamente isso que, à risca, fez o senhor Arcebispo.


Por acaso pode um bispo ser criticado por fazer, exatamente, aquilo que ele é instruído a fazer pela Igreja à qual pertence e à qual prometeu servir? Como dissemos anteriormente, as manifestações com as quais os nossos meios de comunicação estão sendo bombardeados possuem um caráter exageradamente passional, que as impede de serem racionais.


Isto é o cerne de toda a questão. Houve perseguição, intolerância, implicância, atitude anticristã ou algum outro substantivo semelhante por parte de Dom José Cardoso Sobrinho? Como vimos, a resposta é: absolutamente não. Dom José fez somente o que tinha obrigação de fazer, no desempenho das suas atribuições enquanto Arcebispo Arquidiocesano.


Isso posto, analisemos as demais acusações. Diz-se que o assunto poderia ter sido resolvido internamente, sem a necessidade de se acionar os órgãos do Vaticano, não fosse a falta de diplomacia do Arcebispo. Já vimos que tal assertiva não é válida, posto que a Redemptionis Sacramentum pede para que os atos graves ocorridos nas dioceses sejam reportados ao Vaticano; e não há falta de diplomacia em obedecer a uma norma da Igreja.


Diz-se ainda que, à referida missa na qual houve a concelebração, estavam presentes outros padres, bispos e vigários-gerais, de modo o fato de Dom José ter denunciado apenas o padre Edwaldo caracterizava perseguição. Contra a isso, é preciso objetar duas coisas. Primeiro: ninguém conhece o teor do comunicado que foi feito ao Vaticano e, por isso, ninguém pode dizer que estavam faltando ou sobrando acusados. Segundo: é evidente que a responsabilidade de um padre que organiza uma celebração é maior do que a responsabilidade de um padre (ou bispo ou vigário-geral) que é apenas convidado – este último, aliás, não teria como saber, a princípio, que haveria uma transgressão às normas da Igreja na missa para a qual ele foi convidado, e talvez não tivesse como saber nem mesmo no dia da celebração, posto ser bastante provável que nem todos os sacerdotes concelebrantes se conhecessem mutuamente e um ministro anglicano veste-se como um sacerdote católico, sendo, portanto, bastante difícil identifica-lo apenas exteriormente. Em suma: até mesmo o bom senso nos diz que não pode haver igualdade de punições para responsabilidades distintas e, destarte, as queixas dos detratores do Arcebispo são, mais uma vez, destituídas de fundamento.


Invoca-se, várias vezes, a “unidade ecumênica” como justificativa para a atitude do padre Edwaldo. Ora, é preciso notar que há diretrizes claras da Igreja sobre este assunto e, nelas, não consta a “concelebração” como um meio válido para se fazer ecumenismo – ao contrário, como vimos, a mesma é expressamente proibida. Citemos, como exemplo, os funerais do Papa João Paulo II, que foram amplamente televisionados - havia diversos representantes de diversas religiões, mas com nenhum deles nenhum cardeal "concelebrou" missa alguma. Isto é o verdadeiro ecumenismo. Se, no caso em questão, o cônego Edwaldo tivesse convidado amigos seus, não-católicos, para assistirem à sua missa, não haveria problema algum. O problema foi ter havido uma concelebração, o que é - como vimos - proibido pela Igreja.

Registre-se, outrossim, uma coisa a mais: é curioso que as mesmas pessoas a defenderem a “unidade” estejam promovendo uma tal desunião dentro da própria Igreja à qual pertencem! Quando os atos contradizem as palavras, que valor pode-se atribuir a elas? Se há um verdadeiro apreço pela unidade (e não uma atitude passional em defesa de algo que se considera injusto sem nem mesmo o ter analisado de maneira objetiva), por que ele não impede as manifestações desagregadoras de serem publicadas às pencas nos meios de comunicação sociais da nossa Arquidiocese?


Analisando assim os atuais acontecimentos, à luz da doutrina católica e da boa razão, chegamos inevitavelmente à conclusão de que a atitude do senhor Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, foi uma atitude exemplar de zelo e amor à Igreja Católica, pela qual os verdadeiros fiéis devem lhe ser gratos. Os bispos são sucessores dos Apóstolos e, em suas dioceses, detêm autoridade que deve ser reconhecida pelos católicos que estão sob a sua jurisdição. Atitudes irresponsáveis como as que nós vimos nos últimos dias causam um grande mal à Igreja e, portanto, devem ser vigorosamente rechaçadas por todos os católicos que quiserem continuar sendo dignos deste nome.


Subscrevemos este artigo, em nome de muitos outros fiéis da Arquidiocese que, conosco, compartilham os mesmos sentimentos de indignação contra a campanha difamatória, bem como de apoio às atitudes de Dom José, injustamente perseguido por algumas pessoas que, conscientemente ou não, militam contra a Igreja Católica e procuram despoja-la dos sentimentos de respeito e veneração que todos nós, fiéis católicos devemos ter para com o nosso Bispo, sucessor dos Apóstolos, e a quem devemos estar unidos, “a fim de estarmos submetidos a Deus” (Santo Inácio de Antioquia, século II da Era Cristã).

Jorge Ferraz, católico, paroquiano da Torre – jorgeferraz@gmail.com

Claudemir Júnior, católico, paroquiano da Imbiribeira – jcpacheco.junior@gmail.com

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Edir Macedo e sua fábrica de prosperidade própria. O caso IURD.

Saudações queridos leitores!

A IURD está de volta aos holofotes! No final do mês de setembro o autoproclamado bispo Edir Macedo lançou mais um canal de televisão, a Record News. Esse evento por si só já é discutível, visto que uma mesma pessoa não pode deter duas concessões de TV aberta em uma mesma cidade. Edir Macedo foi apresentado como dono da Rede Record e dono da Record News. Se ele for realmente dono de ambas as emissoras, vemos uma situação ilegal. Se ele não for dono de alguma delas, tivemos um crime de falsidade ideológica transmitido em rede nacional.

Mas o foco de minha postagem de hoje não é atacar a Record News. Eles que se entendam. Venho aqui para comentar um pouco sobre a biografia do autoproclamado bispo que está para ser lançada nesses dias. Como tudo nessa seita é nabalesco, foi feita uma primeira tiragem de 700 mil exemplares (o dobro do que é normalmente para livros de sucesso) e foi montado um esquema de eventos de lançamento em todas as capitais do país. Tudo bem que desses 700 mil exemplares, metade vai ser distribuída nos templos, mas mesmo assim é um número significativo.

"O Bispo – A História Revelada de Edir Macedo", título da biografia, foi escrito Douglas Tavolaro (meu parente, argh!) e pela jornalista Christina Lemos. O livro era esperado, pois quebra um silêncio de 12 anos desde a prisão de Edir Macedo em 1995, acusado de curandeirismo e charlatanismo. O livro critica muito a Rede Globo, a principal inimiga de Edir Macedo e a Santa Igreja Católica.

Para variar, Edir Macedo destila seu ódio contra a Igreja de várias formas, seja atacando o Papa, seja atacando a Doutrina Católica. Mas tudo isso tem sua razão de ser, afinal, ele faz sua fama sendo um antagonista à Igreja de Cristo. Nós sabemos muito bem a quem pertence esse papel, não é mesmo.

Abaixo tem o famoso vídeo no qual ele ensina os pastores a arrancar mais dinheiro dos pobres fiéis. É possível ver como tratam a história de Moisés com deprezo! Inclusive zombando do cajado de Moisés.

Transcrevo abaixo um trecho dos diálogos contidos na fita:

Edir Macedo - Você tem que chegar e se impor. “Ó, pessoal, você vai ter que ajudar agora na obra de Deus. Se você quiser ajudar, amém. Se você não quiser ajudar, Deus vai achar outra pessoa pra ajudar. Amém!” Entendeu como é que é? Se quiser bem. Se não quiser, que se dane! Ou dá ou desse, entendeu como é que é? É isso aí. Porque aí o povo vê coragem em você. O povo tem de ter confiança em você. Se você mostrar aquela maneira chocha, o povo não vai confiar em você...

Outro pastor – Você tem de ser o super-herói do povo.

Edir Macedo – Exatamente. Você tem de ser um super-herói. “Ó, pessoal, não vamos fazer isso aqui, é um grande desafio”...

Outro pastor – O valente, o machão...

Edir Macedo – Eu fiz isso... Eu peguei a Bíblia e disse: “Ou Deus honra essa palavra, ou então joga fora isso aqui [Faz um gesto de quem joga a Bíblia Sagrada no chão!]

Outros pastores – Lá mesmo? Nos EUA?

Edir Macedo – Lá mesmo, joguei a Bíblia no chão, na televisão também.

(...)

Edir Macedo – Então chama a atenção: “Esse aí, pô, esse aí...briga com Deus mesmo. Aí tem aqueles, que são tradicionais [e dizem]: “Ih, esse aí é um falso profeta. Esse vai ser amaldiçoado. Agora tem uns outros: “Poxa, há quanto tempo que eu queria isso! Eu tou cansado de ver a Bíblia, de ler tantas palavras, e não acontecer nada na minha vida.” Então esse vai ficar do nosso lado. “É isso mesmo: é tudo ou nada”. E ele põe tudo lá. Então, ele vai ser abençoado.

Outro pastor – Quem embarcar nessa é abençoado...

Edir Macedo – É abençoado... Quem não embarcar...

Outro pastor – Quem não embarcar fica...

Edir Macedo – Entendeu como é que é? Então você nunca pode ter vergonha, ter timidez... Peça. Peça. E quem quiser dá, dá; quem não quiser não dá. E, se tiver alguém que não dê, tem um montão que vai dar.

Outro pastor – Tem de ser no peito e na raça.

Edir Macedo – Tem de ser no peito e na raça. Porque o povo, o povo quer ver o seu pastor com coragem. O povo quer ver o pastor brigando com o demônio, o povo quer ver...

Outro pastor – O povo já tá cansado da falsa humildade do padre, né?

Edir Macedo – Exatamente.

Outro pastor – O padre é humilde, mas não dá nada, não oferece nada...

Edir Macedo – É, o padre, daquela maneira assim e tal... Nós vamos lá. É isso mesmo: botar pra quebrar, vira cambalhota... Então o povo fica louco. É isso aí, é isso aí, entendeu como é que é?

Atenção, neste trecho Macedo escarnece de Moisés!!!

Edir Macedo – Então Moisés foi lá, com um cajado, com aquele mesmo cajado com que ele tinha aberto as águas do Mar Vermelho, ele chegou e perguntou: “Por acaso pode essa rocha sair água?” Ele tocou na rocha assim. Quando ele tocou na rocha, saiu água [Risos]

Outros pastores – [Risos de escárnio]

Outro pastor – Por acaso, né [Risos]?

Edir Macedo – Por acaso...

(...)

Edir Macedo – Aí eu pergunto: “Quem é que gostaria de ter o cajado de Moisés?” E o povo “Eeeuuu”. Eu digo: “Você tem. Agora é só você usar o seu cajado”

Outro pastor – 10 mil, traz aqui [Risos dos demais pastores]



Alguém que demonstra tanto escárnio contra Moisés não poupa o Papa. Tratando o Santo Padre como "exclusivamente um político", Edir Macedo contesta posicionamentos da Igreja e descaradamente nega aspectos bíblicos. Nada mais previsível para alguém que fez uma fortuna bilionária explorando a fé alheia.

Do ponto de vista religioso, Edir Macedo e sua empresa, a qual ele chama de "igreja" não devem ser levados a sério. Seu trunfo está na publicidade. Ele transformou a fé em um negócio do qual, sem nenhum pudor, ergueu um império bilionário. Qualquer pessoa com mais de meio neurônio não consegue levar aquela lorota banhada a PNL e livros de auto ajuda a sério.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

domingo, 7 de outubro de 2007

Dica de leitura: Sobre o Islã — A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo

Saudações queridos leitores!

Semanalmente trago dicas de livros já lançados ou sucessos que vale a pena ler. Hoje, trago Sobre o Islã — A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo, do jornalista Ali Kamel.

Sinopse

Estudioso de longa data do tema, Kamel faz um interessante cruzamento dos ensinamentos das três principais religiões monoteístas do planeta — o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo — para demonstrar que a percepção geral da fé muçulmana como fonte de violência e terror é, para dizer o mínimo, errônea. Brasileiro, filho de um sírio muçulmano e uma baiana católica (filha, ela própria, de um muçulmano e de uma católica), e casado com uma judia, ele está inusitadamente bem situado para fazer uma avaliação sem os preconceitos nem as paixões que comumente turvam a visão de muitos que se debruçam sobre temas religiosos. Didática e jornalisticamente, Kamel leva o leitor a conhecer os princípios do islamismo, situando-o num contexto histórico-cultural preciso, e fazendo uma leitura comparativa não de suas diferenças com relação às outras fés monoteístas, mas de suas semelhanças: “Esse caldeirão cultural do qual sou fruto me ajudou a ver onde as religiões se tocam e onde se afastam”, diz.

Escrito de forma a prender a atenção, até mesmo do leitor não particularmente interessado em temas políticos ou religiosos, Sobre o Islã é uma lição de como fazer uma boa análise de um assunto que ocupa parte significativa do noticiário atual. Kamel certamente conseguirá atingir os objetivos expressos logo no início da obra junto àqueles que dedicarem algumas horas à leitura de seu livro: “Estarei satisfeito se conseguir (...) ressaltar que as três religiões monoteístas têm mais pontos em comum do que antes o leitor imaginava”, e “dar ao leitor ainda mais certeza de que nenhuma delas é base para o horror do terrorismo”.

Editado pela Nova Fronteira, tem 320 páginas e custa R$ 34,90.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.