sábado, 6 de outubro de 2007

Evangelho de Domingo

Saudações queridos leitores!

Segue abaixo o Santo Evangelho desse domingo, dia do Senhor com um breve comentário meu.

Evangelho (Lucas 17, 5-10)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas

5Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta-nos a fé! 6Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá. 7Qual de vós, tendo um servo ocupado em lavrar ou em guardar o gado, quando voltar do campo lhe dirá: Vem depressa sentar-te à mesa? 8E não lhe dirá ao contrário: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto como e bebo, e depois disto comerás e beberás tu? 9E se o servo tiver feito tudo o que lhe ordenara, porventura fica-lhe o senhor devendo alguma obrigação? 10Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: Somos servos como quaisquer outros; fizemos o que devíamos fazer.


Palavra da salvação.

"Aumenta a nossa fé". Cada um de nós deveria repetir esta súplica dos apóstolos como uma jaculatória. Tudo é possível para quem crê. - São palavras de Cristo.

Jesus não aprova o tratamento abusivo e arbitrário do amo, mas serve-Se de uma realidade muito quotidiana para as gentes que O escutavam, e ilustra assim qual deve ser a disposição da criatura diante do seu Criador: desde a nossa própria existência até à bem-aventurança eterna que nos é prometida, tudo procede de Deus como um imenso presente. Daí que o homem sempre esteja em dívida com o Senhor, e por mais que faça no Seu serviço as suas ações não passam de ser uma pobre correspondência aos dons divinos. O orgulho diante de Deus não tem sentido numa criatura. O que aqui nos inculca Jesus vemo-lo feito realidade na Virgem Maria, que respondeu diante do anúncio divino: "Eis a escrava do Senhor" (Lc 1,38).

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Por que esculhambo as esquerdas

Saudações queridos leitores!

Uma das coisas que mais tenho feito em meu blog é dedicar meu tempo a atacar as ideologias de esquerda que atualmente assolam nossa sociedade. Por quê faço isso? Faço isso primeiramente por ser meu dever de Católico Apostólico Romano, visto que a Igreja condenou infalivelmente o comunismo, socialismo e todas as ideologias totalitárias.

A Igreja condenou o socialismo. Quem apóia o socialismo não faz parte da Igreja. Portanto, a possibilidade de ser católico se "socialista-comunista-petista-esquerdista" é a mesma de se existir uma "bola quadrada". É um paradoxo.

Vejamos o que a Igreja diz sobre o comunismo:

"O comunismo é intrinsecamente mau, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a Civilização Cristã." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937)

"E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? (...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico ou como "ação", se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça (...) não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. (...) Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

"A Igreja tem rejeitado as ideologias totalitárias e atéias associadas, nos tempos modernos, ao "comunismo" ou ao "socialismo". Além disso, na prática do "capitalismo", ela recusou o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano." (Catecismo da Igreja Católica, 2425)

"Não ajudar o socialismo - Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878, 34).

Um dos maiores males que a esquerda trouxe ao mundo, foi a ideologia conhecida como Teologia da Libertação. Primeiramente gostaria de esclarecer que para a TL, o sistema dominante oprime e tudo que se opõe a ela é taxado de pertencente à classe dominante e deve ser eternamente combatido no ideal marxista da luta de classes. Mentira, pois isso exclui as outras visões, inclusive a diversidade na unidade.

Segundo. Reduzem Cristo a um mero revolucionári social, um "Che Guevara de túnica". "A libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça. Ela exige, por uma conseqüência lógica, a libertação de muitas outras escravidões, de ordem cultural, econômica, social e política, que, em última análise, derivam todas do pecado e constituem outros tantos obstáculos que impedem os homens de viver segundo a própria dignidade." (Libertatis Nuntius)

A libertação social é causa dessa libertação do pecado, pois a exploração do menos favorecido é pecado!

Origem das “Teologias da Libertação”

A TL teve sua origem na América Latina, dados os graves problemas sociais desta região. Descontentes com a situação de miséria enfrentada por milhões de latinos americanos alguns teólogos, aqui e ali, começaram a inserir esta temática em suas reflexões teológicas e começaram a produzir um substrato deste pensamento, fundamentados em dois conceitos básicos: “Pobres” e “Libertação”. Em 1969, o teólogo peruano Gustavo Gutiérrez proferiu uma conferência sobre o tema: “Notas para uma Teologia da Libertação”; foi o nascimento da expressão “Teologia da Libertação”, que instantaneamente assumiu grande eloquência. Esta expressão foi, paulatinamente, englobando posições afins entre si, mas não idênticas. E quais seriam as características principais destas diferentes posições?

A TL como praxe histórica

É a corrente que tem como principal expositor Gustavo Gutierrez. De características radicais, utiliza-se do método de análise marxista para identificar os elementos sobre os quais a teologia deverá debruçar-se. Identifica o “pobre” como uma classe (sempre segundo o marxismo) e, portanto, vislumbra a ação libertadora como luta de classes. A evangélica opção preferencial pelos pobres transforma-se em opção por uma classe em detrimento da outra. A figura de Jesus tem relevância apenas como modelo de luta.

A TL como praxe revolucionária

Expoente mais radical das TL’s, representa-se principalmente no brasileiro Hugo Assmann. Segue à análise marxista como se fosse uma verdade científica e incontestável. Desta maneira, elabora sua práxis libertária aos moldes dos grupos revolucionários. Tende, ainda mais que as outras posições, distanciar-se da Hierarquia da Igreja e das verdades da Fé, sempre vistas negativamente. Desnecessário dizer que prima assim pelo relativismo orientado pela “força transformadora” das ações.

A TL como praxe dos povos latino-americanos

Corrente de Lúcio Jera, entre outros, diferencia-se bastante das linhas anteriores. Esta diferença recai especialmente sobre o conceito de “Povo”, que não seria uma classe, mas sim o sujeito comunitário de uma história e de uma cultura. Esta realidade histórico-cultural de um povo inclui sua religiosidade e as expressões de fé e de piedade desse povo. Assim valoriza-se a concretude histórica dos povos, em lugar de ceder à luta de classes. Hoje, quase que só impropriamente se pode chamá-la de TL. Há já uma tendência de identificá-la como Teologia Indígena.

A TL a partir da pastoral da Igreja

Esta linha adota o linguajar das correntes anteriores mas não entra diretamente em reflexões sobre aspectos sócio-políticos; não recorre à mediação socioanalítica do marxismo, embora não recuse levar em conta os dados estatísticos e outras contribuições das ciências sociais. Seus adeptos costumam ser fiéis ao Magistério da Igreja, que é guarda da Tradição e vínculo de unidade. Se pode perguntar se, de fato, poderia-se afirmar que esta corrente faz parte da TL , pois, ainda que os termos estejam presentes, servem geralmente para designar realidades que a Igreja reconhece como válidas.

A teologia da Libertação, de caráter marxista

É fácil verificar então que uma das características principais da TL, de fundo marxista, é a sua tentativa de correlacionar Teologia com o condenado marxismo. Cabe então dizer de que modos a teoria marxista influencia à TL. Comumente se reconhecem 4 pontos:

1- A necessidade da luta de classes;

A práxis libertadora é identificada com tal luta e, portanto...

2- Só se admite a “revolução” como práxis libertadora;

Não “meras” reformas econômicas e/ou sociais. Quem não se alinha à revolução com os oprimidos é opressor.

3- A instauração do socialismo marxista;

É, conseqüentemente, a intenção da revolução, com a derrubada do capitalismo. E, por fim...

4- A secularização do Reino de Deus;

Para coincidir com tal socialismo, despoja-se o Reino de seus valores e manifestações religiosas. E assim se faz uma releitura de toda a Doutrina da Igreja e Exegese bíblica.

Jesus nos afirmou que viera para que todos tenham vida, não somente os pobres. Aliás, gostaria muito de ver a reação dos seguidores de tal “teologia”, caso lá estivessem, ao ver Jesus comendo em casa de publicanos (personificação do sistema econômico-administrativo exploratório da época).

A Igreja nos fala de opção preferencial pelos pobres, não radical e muito menos exclusiva.

O marxismo, além de materialismo histórico interpreta a vida social conforme a dinâmica da luta de classes e prevê a transformação das sociedades de acordo com as leis do desenvolvimento histórico de seu sistema produtivo. Isso não é cristão. Não deve existir essa luta de classes, opressor e oprimido, mas sim todos juntos contra os inimigos comuns (pecado, fome, doenças...). Estimular a revolução, expropriação de terras, até mesmo a luta armada não tem absolutamente nada a ver com cristianismo, justamente o contrário. Esse tipo de coisa não é solução alguma para o pobre, é apenas mais um gerador de exclusão social, fazendo com que os pobres se tornem preconceituosos para com os ricos, associando a riqueza à maldade. A riqueza ão é intrinsecamente má, mas pode ser usada para tal. Ou se rotula que uma pessoa é má por ser rica ou rica por ser má?

A situação de injustica pode assim ser assimilada e combatida com os conceitos cristãos. Não só pode como deve, mas agora, abandonar a Doutrina Social da Igreja em detrimento de uma nova "teologia" é reinventar a roda, e reinventar mal ainda por cima.

A TL fala no mandamento do Amor ao próximo, que deve-se levar em conta que este amor perpassa também no zelo para que todos tenham dignidade. Que não haja exclusões e nem opressores. A TL erra em pregar que esse amor, essa luta seja apenas social, pouco se importando com a Salvação da pessoa. Eles dizem que esse amor perpassa também pelo zelo para que tenhamos dignidade. A Igreja já prega isso há tempos! E faz isso desde muito antes dde Marx e Engels inventarem o comunismo. A TL deturpa demais osignificado do Amor ao próximo. Esse amor não é apenas lutar por moradia melhor, menos miséria e coisas do gênero. O amor ao próximo não é apenas isso, mas também é isso. Mas o primordial do amor ao próximo é desvencilhá-lo do pecado, todo o resto é conseqüência. Libertanto o rico do pecado, a avareza, a mesquinharia e a desonestidade vão cair por si só, já que é esse pecado o culpado maior de toda a situação de exclusão vivida hoje.

O comunismo instalado na URSS por Lênin e Stalin já militava e proibia a religião, vide os inúmeros religiosos assassinados nessa época. Veja Cuba e a China, dois exemplos de nossa época.

As CEBs são o modo que a TL encontrou para manipular as massas, implantar o seu conceito de ver absolutamente tudo através da ótica da luta de classes inclusive a Biblia e Jesus, associando a imagem de Cristo a revolucionários como o porco fedorento do Che Guevara.

A TL não se preocupa com a libertação do pecado, ato primordial para que o homem seja plemanente livre. O máximo que a TL faz é pregar uma demagogia de que o homem só será livre quando se livrar das mazelas da sociedade. Está errado! Isso é uma visão materialista limitada da verdadeira libertação que provém de Deus, que é a libertação do pecado.

Para concluir, deixo a palavra categórica da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a Teologia da Libertação, na Libertatis Nuntius (disponível aqui), aprovada pelo Papa João Paulo II e assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, em 06/8/84 nos alerta:

”A teologia da libertação, assumindo elementos do marxismo, chega a conclusões incompatíveis com a visão cristã do homem.”

E, como não poderia deixar de ser, cito uma vez mais o Papa Bento XVI:

“O cristão não pode ser, de forma alguma, insensível à miséria dos povos do Terceiro Mundo. Todavia, para acudir cristãmente a tal situação, não lhe é necessário adotar um sistema de pensamento que é anticristão como a Teologia da Libertação; existe a doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos Papas desde Leão XIII até João Paulo II de maneira cada vez mais incisiva e penetrante. Se fosse posta em prática, eliminaria graves males de que sofrem os homens, sem disseminar o ódio e a luta de classes.”

Recusar o devido assentimento a estas indicações é afastar-se decididamente da Verdade cristã sobre o Homem, sobre a Igreja e sobre Deus.

Deixo as palvras de Nosso Senhor Jesus Cristo para uma reflexão.

"Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo." (Jo XVIII, 36).

Ao invés de ajudar o "opressor" a entender que o que ele faz é errado vai tentar ajudar o oprimido a virar opressor e massacrar o rico. Essa é a ideologia do rico ao contrário.

Texto elaborado com grande parte da expressão do conhecimento do Marcelo Gaucho.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Bento XVI apresenta lei natural como fundamento da democracia

Saudações queridos leitores!

Para auxiliar nossa reflexão sobre ideologias, trago reportagem de ZENIT.

Defesa necessária ante as ideologias e o relativismo

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 5 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI fez um chamado a todas as consciências para redescobrir na lei natural o fundamento da convivência democrática e evitar assim que a opinião da maioria ou dos mais fortes se converta no critério do bem ou do mal.

Em uma audiência aos membros da Comissão Teológica Internacional, que congrega alguns dos melhores teólogos de todos os continentes, o Papa quis tratar nesta sexta-feira do que considera como o antídoto para o «relativismo ético».

A lei natural é, segundo explicou o Papa, essa «norma escrita pelo Criador no coração do homem» que lhe permite distinguir o bem do mal.

Porém, reconheceu, «em muitos pensadores parece dominar hoje uma concepção positivista do direito. Segundo eles, a humanidade, ou a sociedade, ou de fato a maioria dos cidadãos se converte na fonte última da lei civil».

«O problema que se propõe não é, portanto, a busca do bem, mas a do poder, ou melhor, a do equilíbrio de poderes», reconheceu ante os teólogos da Comissão que estão escrevendo um documento sobre a lei natural.

«Na raiz desta tendência se encontra o relativismo ético, no qual alguns vêem inclusive uma das principais condições da democracia, pois o relativismo garantiria a tolerância e o respeito recíproco das pessoas», afirmou.

Mas se fosse assim, continuou advertindo, «uma maioria composta em um momento se converteria na última fonte do direito».

«A história demonstra com grande clareza que as maiorias podem errar – alertou. A verdadeira racionalidade não está garantida pelo consenso de uma maioria, mas somente pela transparência da razão humana ante a Razão criadora e pela escuta desta Fonte de nossa racionalidade.»

Quando entram em jogo «as exigências fundamentais da dignidade da pessoa humana, de sua vida, da instituição familiar, da justiça da ordem social, ou seja, os direitos fundamentais do homem, nenhuma lei feita pelos homens pode tocar a norma escrita pelo Criador no coração do homem, sem que a sociedade seja afetada dramaticamente no que constitui seu fundamento irrenunciável», declarou.

«A lei natural se converte deste modo em garantia oferecida a cada um para viver livremente e ser respeitado em sua dignidade, ficando livre de toda manipulação ideológica e de todo arbítrio ou abuso do mais forte.»

«Ninguém pode se eximir desta exigência – continuou advertindo o Papa. Se por um trágico obscurecimento da consciência coletiva, o ceticismo e o relativismo ético chegassem a cancelar os princípios fundamentais da lei moral natural, a própria ordem democrática ficaria radicalmente ferida em seus fundamentos».

«Contra este obscurecimento, que é a crise da civilização humana, antes inclusive que da cristã, é necessário mobilizar a todas as consciências dos homens de boa vontade, leigos ou pertencentes a religiões diferentes do cristianismo, para que juntos e de maneira concreta se comprometam a criar, na cultura e na sociedade civil e política, as condições necessárias para uma plena consciência do valor inegável da lei moral natural.»

«Do respeito desta depende de fato o avanço dos indivíduos e da sociedade no caminho do autêntico progresso, em conformidade com a reta razão, que é participação na Razão eterna de Deus», concluiu o Papa.

Fonte: http://www.zenit.org/article-16342?l=portuguese

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Ressonância Magnética e abdução

Saudações queridos leitores!

O Blog esteve em marcha lenta hoje porque precisei sair mais cedo para fazer uma ressonância magnética no meu ombro esquerdo, já que vou operar nos próximos dias. O exame é muito diferente do que imaginei.

Em primeiro lugar, o equipamento é menor do que eu imaginava e o exame demorou mais ou menos 45 minutos. Os sons são tão estranhos que às vezes eu me sentia como esses caras na TV que falam que foram abduzidos. Estou começando a ser mais compreensivo com esse povo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Dilma Roussef e o apoio ao aborto

Saudações queridos leitores!

Ontem ocorreu em São Paulo a Sabatina da Folha, entrevistando dessa vez a Ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef. Entre reeleição, estatização da Vale e outros assuntos, ela falou sobre a descriminalização do aborto.

Segue abaixo reportagem do Estadão. Comento abaixo.

Dilma diz apoiar descriminalização do aborto no País

'Esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada', afirma

ELIZABETH LOPES - Agencia Estado

SÃO PAULO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez nesta quinta-feira, 4, uma defesa da descriminalização do aborto no País. "É um absurdo que não há a descriminalização do aborto no Brasil, pois esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada", frisou ela, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo.

Um dos momentos de maior descontração da entrevista, foi quando Dilma revelou sua personalidade: "Sou uma mulher dura, rodeada de homens meigos". E continuou, arrancando risos dos presentes: "Eu nunca ouvi dizer que um homem fosse duro".

Como era de se esperar, ela defende a descriminalização com o argumento chulo do problema de saúde pública. Essa opinião parece ser algo irresponsável, mas ao emiti-la, ela está é sendo muito esperta. Criou-se um mito no Brasil de que uma dicotomia direita-esquerda é necessária, que os "de direita" são maus e o povo "de esquerda" é bonzinho. Só não dizem se o comportamento do porco fedorento do Che Guevara, do cadáver ambulante Fidel e o lambe-botas do Chávez são exemplos de "bondade". Com isso, enquanto a esquerda demoniza quem não está com eles, colando-lhes o rótulo de direitistas, esses mesmos tentam esquivar-se ao máximo da máquina de propaganda comunista. Com isso, evitam ao máximo assumir seus posicionamentos com medo que sejam taxados de direitistas, nisso está incluso o combate à descriminalização do aborto. Ao colocar esse medo nos adversários, ficam livres para defender qualquer posicionamento que queiram, por mais criminoso, homicida e diabólico que seja com a garantia de que não serão confrontados. Também contam com toda a sua estrutura de ONG's, órgãos estudantis e sindicatos, prontos a mobilizar suas tropas em favor do que quer que a esquerda diga, caso algo dê errado.

A Ministra trata o problema do aborto como questão de saúde pública. Não é, nem de longe, verdade. Gravidez não é doença para precisar de tratamento e eliminação. Uma gravidez não pode ser encarada como um câncer, pois esse sim, sendo algo que põe em risco a vida da pessoa, deve ser tratado e eliminado o quanto antes. Já a gravidez, é um processo natural decorrente da relação sexual. Ora essa, se a gravidez não era desejada (como não desejar a vida?) ou não era "pretendida", por quê então teve a relação? Porque o mundo prega o egoísmo, prega que a satisfação individual esteja acima de tudo.

Em todo lugar para onde se olha, nota-se uma supervalorização do sexo, independente da idade, condição, independente do amor. Para muitas pessoas, é proibido combater tal disseminação, pois iria "interferir drasticamente na liberdade" dos jovens. Que raio de liberdade é essa que deixa que os jovens se lasquem? Com base nesse princípio falacioso pode-se defender que uma pessoa possa recusar qualquer tipo de tratamento, claramente colocando sua vida em risco. Já imaginaram se as campanhas de vacinação infantis só vacinassem as criancinhas que consentissem que lhes espetassem aquela agulha dolorosa? Ia ser um Deus-nos-acuda.

Problema de saúde pública é deixar tantos jovens com os valores distorcidos, agindo de acordo com um impulso injetado em suas cabeças pelo próprio governo, que deveria pensar melhor em que orientações dar aos cidadãos e que não reconhece os direitos dos nascituros. Todo ser humano, independente da idade, tem seus direitos reconhecidos. O Código Civil estabelece: Art. 2º. “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. Oras bolas, querer aprovar o aborto é passsar por cima do Código civil, portanto, é assassinato!

Quanto ao aborto de fetos anencéfalos, também não há jstificativa para tal prática, visto que a má formação ou qualquer defeito de nascimento não deve ser impeditivo para o reconhecimento da cidadania. A legitimação de tal posição abre espaço para a interrupção da gravidez de quem tenha qualquer tipo de problema, caracterizando aborto eugênico, uma prática totalmente criminosa, muito bem vista pelos nazistas.

Abortar crianças frutos de estupro não traz qualquer tipo de reparação ao crime, visto que a criança gerada no ventre não tem culpa alguma das circunstâncias que a conceberam. Por mais que seja duro para a mãe carregar dentro de si um fruto de uma violação, o verdadeiro culpado é o estuprador. Punir a criança com a morte não vai trazer nenhuma justiça ao caso.

Termino essa reflexão com um texto de Sueli Caramelo Uliano, Mestra em Letras pela USP (Universidade de São Paulo) e professora da Universidade São Judas Tadeu.

"Amar os filhos, ser mãe, é, como vimos, o que há de mais profundo no ser feminino. Por isso, a simples noção de ‘gravidez indesejada’ corrompe a mulher no mais íntimo do seu ser. E nem falemos no caso do aborto. Eliminar um filho concebido é uma atitude tão hedionda que só se pode explicar por descalabros sentimentais, por uma insegurança doentia, por infidelidade crônica ou por um egoísmo visceral.

O argumento que tantas vezes se esgrime - o de que a mulher deve ser ‘dona do seu próprio corpo’ - evidentemente não se aplica ao caso, porque qualquer mulher, por mais iletrada que seja, sente e sabe que a criança que traz no seu seio não é um simples apêndice, mas constitui um novo ser, com o seu próprio corpo, com a sua própria vida. Por isso, tem todo o direito a essa vida, às vezes apesar dos pais que a conceberam. Se tiver sido gerada por um ato de violência, então, mais do que nunca, será preciso ampará-la como vítima e amá-la como companheira de infortúnio. O amparo legal concedido ao aborto na gravidez ocorrida em atos de estupro faz-me lembrar a fábula do lobo e o cordeiro: ‘Se não foi você, foi seu pai’ - essa ó a justificativa que o lobo dá para devorar o cordeiro" (ULIANO, Sueli Caramello. Por um novo feminismo. São Paulo: Quadrante, 1995. p. 40).

O texto acima requer apenas um reparo: o aborto na gravidez ocorrida em atos de estupro não tem "amparo legal". Trata-se de uma prática ilegal, inconstitucional e criminosa, embora oficializada pelo Ministério da Saúde.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Estudos sobre a Santa Inquisição

Saudações queridos leitores!

Tem gente que gosta de difamar a Igreja sem conhecer. Lamentável. Vamos ver um pouco sobre a Santa Inquisição além das baboseiras que são espalhadas por aí, principalmente pelos panfletos comunistas.

Reproduzo abaixo um artigo que escrevi sobre a Santa Inquisição e o Direito Feudal:

O direito penal da época era extremamente severo, as punições eram desproporcionais aos crimes. Por exemplo:

- Um ladrão era punido da primeira vez com a amputação de um dedo, da segunda vez outro dedo, da terceira vez a mão e da quarta a cabeça.

- Uma pessoa acusada de mentir contra um nobre era punida tendo que mergulhar seu braço em uma tina de chumbo derretido.

- Quem cometia um crime de lesa-majestade (contra o rei), fosse qual for era simplesmente morto, sem julgamento.

Por esses aspectos podemos desenhar um pouco do panorama de como era a vida na época da Inquisição.

A Inquisição foi uma medida extrema da Igreja, tomada para conter as heresias que pululavam por todo o lugar. Entre as principais correntes combatidas pela Igreja estavam os valdenses, os cátaros, os arianos, os franciscanos espirituais, etre outros que não me lembro de cabeça. A Inquisição foi pioneira com seu método de acusação e defesa. Foi durante a Inquisição que surgiu o primeiro conceito de tribunal como o temos hoje em dia. Entre as regras estabelecidas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição estavam:

- Nenhum preso poderia ser torturado mais de uma vez;

- Uma confissão só tinha validade se essa fosse concedida por vontade própria, nunca durante a sessão e tortura. Se o acusado confessasse algo durante a tortura, teria que reafirmar sem ser torturado para que tal confissão fosse válida;

- Entre as penas impostas pela Igreja, 98% delas estavam relacionada a no máximo confisco de bens e retratação pública.
Apenas os hereges reincidentes e ofensivos foram condenados à excomunhão;

- A Inquisição garantia ao prisioneiro cárcere decente, diferente das pútridas prisões existentes na época.

A Inquisição ocorreu durante a Idade Média e a Idade Moderna e o sistema penal da época tem que ser levado em consideração para ser feito um correto julgamento de tal fato. Como um fenômeno da época, a Inquisição ocorreu levando em conta os costumes da época. E esses costumes parecem repulsivos a todos nós hoje em dia, mas na época era como toda a população encarava a justiça. Se não fosse executada de tal maneira não seria justa. Vamos ver um pouco sobre o direito feudal.

No regime feudal a jurisdição pertencia ao senhor da terra, e a sua lei se aplicava a todos os que viviam nela. As regras processuais adotadas eram normalmente a do sistema acusatório, o que reduzia o julgamento a um simples confronto, entre nobres ou homens livres. Não havia interesse público em punir os culpados, portanto o direito de acusação era apenas da pessoa lesada. O julgamento era público, oral e formalista. No dia marcado, as partes compareciam a uma assembléia de seus pares. A procedimento era normalmente ocnduzido pelo senhor feudal. O autor apresentava a queixa a viva voz, seguindo fórmulas rigorosíssimas, tendo que tomar cuidado, palavra por palavra para não dar nenhuma brecha para que o outro lado declarasse a demanda inválida. Após isso, cabia ao acusado responder oral e imediatamente, com o silência equivalendo a uma confissão. A refutação deveria ser feita palavra por palavra, caso contrário anularia o ato de defesa.

Caso houvessem testemunhas, essas deveriam também seguir fórmulas rigorosas para seu depoimento, tendo jurado dizer a verdade. O número de testemunhas concordantes é que determinava se um fato era real ou não. Caso os testemunhos não fossem aceitos, havia outras maneiras de decidir o fato, oriundas do direito germânico: o duelo ou os "Juízos de Deus". Ambas se baseavam na intervenção divina em prol do inocente. No duelo, batiam-se acusador e acusado, estando a razão com quem vencesse. Não deixava de haver aí uma certa perspicácia, já que supunham que o mentiroso, que era conhecido por Deus lutaria com menos ardor. Se por qualquer motivo os duelos não fossem convenientes, recorriam-se aos Juízos de Deus. Se o acusado insistisse em sua inocência, ele e suas testemunhas eram submetidos a alguma prova que ensejasse a Deus a revelação da verdade. Os métodos variavam bastante, desde a prova de fogo até a prova de água.

Por exemplo, o réu tinha que transportar por certa distância uma barra de ferro incandescente co as mãos nuas. Após o trajeto enfaixavam-lhe as mão e deixavam decorrer um certo número de dias. Passado o prazo, se as queimaduras houvessem desaparecido o acusado era considerado inocente, mas se essas estivessem infeccionadas a sua culpa estava atestada. Outra maneira de saber da inocência era o teste da água. O acusado era obrigadoa colocar seu braço em uma tina de água fervente. Normalmente esperavam que o acusado reconhecesse a própria culpa para dispensar o doloroso teste. Se o acusado insistisse em fazer o teste e fosse um nobre de alto nível, como um príncipe, este poderia indicar um servo para tal. Graças à oposição da Igreja os Juízos de Deus, ou ordálios, como eram conhecidos foram declinando, até desaparecerem no século XIV.

O Direito Eclesiástico

Paralelamente a isso foise formando a Justiça da Igreja com espítiro totalmente diverso. De começo aplicava-se apenas ao clero. O religioso que cometesse alguma falta devia purgá-la. Oobjetivo disso era reocnduzir a alma ao rebanho e tranquilizar a comunidade. Tratava-se mais de uam justiça Disciplinar o que Judiciária, e de acordo com seus objetivos era natural que adotasse medidasd condizentes. A apuração dos crimes era discreta, isto é, secreta, para o bem do acusado e para evitar escândalos à sociedade. a confissão tinha papel determinante, por demonstrar arrependimento e nutrir a esperança de regeneração.

Tudo se passava em outro plano, totalmente distinto das regras feudais. Para o processo ter início, adimitia-se a denúncia de qualquer fiel. Mas as autoridades preferiam o sistema de Ofício, onde as próprias autoridades eclesiásticas iniciavam as investigações a qualquer sinal de irregularidade. Com o Papa Inocêncio III, no século XIII, durante o quarto Concílio de Latrão foi oficializado o sistema de inquisitio, no procedimento permitia-se ao acusador abrir o processo, mesmo sem a presença do acusado e colher as provas para o devido julgamento. Nascia o sistema processual inquisitório.

Voltando o Direito Comum, acrescentemos que o empirismo da Justiça Feudal, com seu sistema acusatório foi tornando-se, com o passar do tempo, inaceitável. Várias forças lutaram para extinguí-lo. As táticas utilizadas pelos Inquisidores são-nos hoje conhecidas, pois ainda se conservaram Manuais de instruções práticas entregues ao uso dos referidos oficiais.

Quem lê tais textos, verifica que as autoridades visavam a fazer dos juíses inquisitoriais autênticos representantes da justiça e da causa do bem. Bernardo de Gui (século XIV), por exemplo, tido como um dos mais severos inquisidores, dava as seguintes normas aos seus colegas: "O Inquisidor deve ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirpação das heresias. Em meio às dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá cólera nem à indignação... Nos casos duvidosos, seja circunspecto, não dê fácil crédito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade,- também não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável freqüentemente acaba por ser comprovado como verdade... O amor da verdade e a piedade, que devem residir no coração de um juiz, brilhem nos seus olhos, a fim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade" (Prática VI p... ed. Douis 232s). Já que mais de uma vez se encontram instruções tais nos arquivos da Inquisição, não se poderia crer que o apregoado ideal do Juiz Inquisidor, ao mesmo tempo eqüitativo e bom, se realizou com mais freqüência do que comumente se pensa? Não se deve esquecer, porém, (como adiante mais explicitamente se dirá) que as categorias pelas quais se afirmava a justiça na ldade Média, não eram exatamente as da época moderna...

Além disto, levar-se-á em conta que o papel do juiz, sempre difícil, era particularmente árduo nos casos da Inquisição: o povo e as autoridades civis estavam profundamente interessados no desfecho dos processos; pelo que, não raro exerciam pressão para obter a sentença mais favorável a caprichos ou a interesses temporais; às vezes, a população obcecada aguardava ansiosamente o dia em que o veredictum do juiz entregaria ao braço secular os hereges comprovados. Em tais circunstâncias não era fácil aos juízes manter a serenidade desejável. Dentre as táticas adotadas pelos Inquisidores, merecem particular atenção a tortura e a entrega ao poder secular (pena de morte). A tortura estava em uso entre os gregos e romanos pré-cristãos que quisessem obrigar um escravo a confessar seu delito. Certos povos germânicos também a praticavam. Em 866, porém, dirigindo-se aos búlgaros, o Papa Nicolau I a condenou formalmente. Não obstante, a tortura foi de novo adotada pelos tribunais civis da Idade Média nos inícios do séc. XII, dado o renascimento do Direito Romano. Nos processos inquisitoriais, o Papa Inocêncio IV acabou por introduzi-la em 1252, com a cláusula: "Não haja mutilação de membros nem perigo de morte" para o réu. O Pontífice, permitindo tal praxe, dizia conformar-se aos costumes vigentes em seu tempo (Bullarum amplissima collectio II 326). Os Papas subseqüentes, assim como os Manuais dos lnquisidores, procuraram restringir a aplicação da tortura; só seria lícita depois de esgotados os outros recursos para investigar a culpa e apenas nos casos em que já houvesse meia-prova do delito ou, como dizia a linguagem técnica, dois "índices veementes" deste, a saber: o depoimento de testemunhas fidedignas, de um lado, e, de outro lado, a má fama, os maus costumes ou tentativas de fuga do réu. O Concílio de Viena (França) em 1311 mandou outrossim que os Inquisidores só recorressem a tortura depois que uma comissão julgadora e o bispo diocesano a houvessem aprovado para cada caso em particular.

Em 1230 o dominicano Guala, tendo subido à cátedra episcopal de Bréscia (Itália), fez aplicação da lei imperial na sua diocese. Por fim, o Papa Gregório IX, que tinha intercâmbio freqüente com Guala, adotou o modo de ver deste bispo: transcreveu em 1230 ou 1231 a constituição imperial de 1224 para o Registro das Cartas Pontifícias e em breve editou uma lei pela qual mandava que os hereges reconhecidos pela Inquisição fossem abandonados ao poder civil, para receber o devido castigo, castigo que, segundo a legislação de Frederico II, seria a morte pelo fogo. Os teólogos e canonistas da época se empenharam por justificar a nova praxe; eis como fazia S. Tomás de Aquino: "É muito mais grave corromper a fé, que é a vida da alma, do que falsificar a moeda que é um meio de prover à vida temporal Se, pois, os falsificadores de moedas e outros malfeitores são, a bom direito, condenados à morte pelos príncipes seculares, com muito mais razão os hereges, desde que sejam comprovados tais, podem não somente ser excomungados, mas também em toda justiça ser condenados à morte" (Suma Teológica II/II 11,3c).

A argumentação do S. Doutor procede do princípio (sem dúvida, autêntico em si) de que a vida da alma mais vale do que a do corpo; se, pois, alguém pela heresia ameaça a vida espiritual do próximo, comete maior mal do que quem assalta a vida corporal; o bem comum então exige a remoção do grave perigo (veja-se também S. Teol. II/II 11,4c). Contudo as execuções capitais não foram tão numerosas quanto se poderia crer.

Infelizmente faltam-nos estatísticas completas sobre o assunto; consta, porém, que o tribunal de Pamiers, de 1303 a 1324, pronunciou 75 sentenças condenatórias, das quais apenas cinco mandavam entregar o réu ao poder civil (o que equivalia à morte); o lnquisidor Bernardo de Gui em Tolosa, de 1308 a 1323, proferiu 930 sentenças, das quais 42 eram capitais; no primeiro caso, a proporção é de 1/15; no segundo caso, de 1/22. Não se poderia negar, porém, que houve injustiças e abusos da autoridade por parte dos juízes inquisitoriais. Tais males se devem a conduta de pessoas que, em virtude da fraqueza humana, não foram sempre fiéis cumpridoras da sua missão. Os Inquisidores trabalhavam a distâncias mais ou menos consideráveis de Roma, numa época em que, dada a precariedade de correios e comunicações, não podiam ser assiduamente controlados pela suprema autoridade da lgreja.

Esta, porém, não deixava de os censurar devidamente, quando recebia notícia de algum desmando verificado em tal ou tal região. Famoso, por exemplo, é o caso de Roberto o Bugro, lnquisidor-Mor de França no século XIII O Papa Gregório IX a princípio muito o felicitava por seu zelo. Roberto, porém, tendo aderido outrora à heresia, mostrava-se excessivamente violento na repressão da mesma. Informado dos desmandos praticados pelo lnquisidor, o Papa o destituiu de suas funções e mandou encarcerar. - lnocêncio IV, o mesmo Pontífice que permitiu a tortura nos processos da inquisição, e Alexandre IV, respectivamente em 1246 e 1256, mandaram aos Padres Provinciais e Gerais dos Dominicanos e Franciscanos, depusessem os lnquisidores de sua Ordem que se lhes tornassem notórios por sua crueldade.

O Papa Bonifácio VIII (1294-1303), famoso pela tenacidade e intransigência de suas atitudes, foi um dos que mais reprimiram os excessos dos lnquisidores, mandando examinar, ou simplesmente anulando, sentenças proferidas por estes. O Concílio regional de Narbona (França) em 1243 promulgou 29 artigos que visavam a impedir abusos do poder.

Entre outras normas, prescrevia aos lnquisidores só proferissem sentença condenatória nos casos em que, com segurança, tivessem apurado alguma falta, "pois mais vale deixar um culpado impune do que condenar um inocente" (cânon 23). Dirigindo-se ao Imperador Frederico II, pioneiro dos métodos inquisitoriais, o Papa Gregório IX aos 15 de julho de 1233 lhe lembrava que "a arma manejada pelo imperador Não devia servir para satisfazer aos seus rancores pessoais, com grande escândalo das populações, com detrimento da verdade e da dignidade imperial" (ep. saec. XIII 538-550).

Bibliografia

As partes sobre a síntese da Justiça Feudal e a Justiça Eclesiástica foram retiradas de mais de 15 obras, entre essas, destaco "A Inquisição em Seu Mundo", da Editora Saraiva, escrito por João Bernardino Gonzaga, professor de história da USP. História da Igreja, de Daniel-Rops, de 1960. Maellus Maleficarum, de James Sprenger, de 1991. Ordenações Francesas e Ordenações Filipinas, documentos de época.

A parte do exame crítico sobre a Santa Inquisição foi retirada, entre outros, do site Veritatis Splendor e de artigos de Dom Estêvão Bittencourt, OSB.

Me desculpem pelo grande tamanho dos posts, mas o assunto é extremamente extenso, e sinto não ter sido trabalho desperdiçado.

O Crucificado fala com ele. Sua devoção

Saudações queridos leitores! Continuando nossa meditação sobre São Francisco, trago uma breve passagem do livro de Tomás de Celano, Segunda Vida de São Francisco de Assis.

10. Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado.

Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele.

Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara minha casa que, como vês, está em ruinas". A tremer, Francisco espantou-se não pouco e ficou fora de si com o que ouviu. Tratou de obedecer e se entregou todo à obra. Mas, como nem ele mesmo conseguiu exprimir a sensação inefável que teve, também nós vamos nos calar.

Desde essa época, domina-o enorme compaixão pelo Crucificado, e podemos julgar piedosamente que os estigmas da paixão ficaram gravados nele desde esse dia: no corpo ainda não, mas sim no coração.

11. Coisa admirável e inaudita em nosso tempo! Quem não se há de admirar? Quem já viu coisa parecida? Quem não acreditará que Francisco estava crucificado quando foi para o céu, sabendo que mesmo quando não tinha desprezado plenamente o mundo exterior ouviu Cristo falar da cruz, em um milagre novo e inaudito? Desde essa hora, em que o amado se dirigiu a ele, sua alma ficou transformada. E o amor do coração manifestou-se posteriormente pelas feridas do corpo.

Mas desde essa época foi incapaz de deixar de chorar a paixão de Cristo, mesmo em voz alta, como se a tivesse diante dos olhos. Enchia os caminhos de gemidos, e não admitia consolação alguma lembrando-se das chagas de Cristo. Um dia encontrou um amigo íntimo e também o levou a chorar amargamente quando contou a causa de sua dor.

Mas não se esqueceu de cuidar daquela imagem nem deixou de obedecer a sua ordem. Na mesma hora deu dinheiro a um padre para comprar uma lâmpada e óleo, para que a imagem não ficasse um só momento sem a devida honra. E, sem preguiça, tratou de fazer o resto, trabalhando sem cessar na reparação daquela igreja. Porque, embora lhe tivesse sido falado da Igreja que Cristo conquistou com seu próprio sangue, não quis ir de repente ao alto, porque devia passar aos poucos da carne para o espírito.

Tomás de Celano, Segunda Vida de S. Francisco de Assis, Cap. 6

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

São Francisco de Assis

Saudações queridos leitores!

Hoje é dia de São Francisco de Assis, um dos maiores santos que o mundo já conheceu. Com sua humildade transformou o mundo e nos mostrou com uma doçura inédita como chegar à santidade.

Abaixo vai a biografia de São Francisco de Assis retirada deste site, que recomendo a todos.

São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais.

Que nesse dia que lembramos São Francisco de Assis, que ele nos ajude, com seu exemplo e intercessão, para que nos tornemos cada vez mais humildes perante a Deus e ao próximo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Papa concede título de 'monsenhor' a padre Jonas

"Monsenhor Jonas Abib". Esta é a assinatura que o fundador da Comunidade Canção Nova, padre Jonas Abib, vai assumir a partir do dia 17 de outubro. O Papa Bento XVI concedeu ao sacerdote o título que é dado a padres que se destacam por relevantes serviços prestados à Igreja e ao povo de Deus em suas dioceses. O bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni dos Santos, foi quem fez o pedido em abril deste ano.

"Padre Jonas, com a Canção Nova, está levando a nossa diocese para todo o mundo e chamando o povo de Deus a ser missionários e discípulos de Jesus Cristo", testemunha o coordenador de Liturgia na diocese, padre Rivelino Nogueira.

O título de "monsenhor" indica reconhecimento e respeito.

Não são os trabalhos do padre Jonas que vão mudar, mas a forma de tratamento dada a ele e as suas vestimentas. Os ornamentos da batina preta (frisos, faixa e botões), que antes eram de cor preta, passam a ser roxos. Sobre a cabeça, o sacerdote vai poder utilizar um gorro com três prismas, simbolizando a Santíssima Trindade.

A entrega do título está marcada para quarta-feira, dia 17, às 20h, numa Missa na sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). A celebração é aberta aos fiéis que, nesta mesma data, também vão festejar os 10 anos do Projeto Dai-me Almas.

Atualmente, a diocese de Lorena conta com dois monsenhores: Monsenhor Francisco Cândido da Silva, que recebeu o título pelos 50 anos de sacerdócio, e Monsenhor João Bosco de Carvalho, vigário geral da diocese.

O título de Monsenhor
Pelo Sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados no segundo grau desse sacramento e são presbíteros do povo de Deus.

Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato.

Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/informativos.php?id=732

Deixo aqui os meus parabéns ao Monsenhor Jonas Abib, juntamente de minhas humildes orações e os melhores desejos para ele e para a sua obra tão grandiosa que tantos frutos nos dá, a Canção Nova.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Cinqüenta anos do Opus Dei no Brasil

Saudações queridos leitores!

Ontem fez cinqüenta anos que o Opus Dei se instalou no Brasil! Vale a pena lembrarmos as primeiras palavras de São Josemaría ao desembarcar por aqui.

O Brasil! A primeira coisa que eu vi é uma mãe grande, bela, fecunda, terna, que abre os braços a todos, sem distinção de línguas, de raças, de nações, e a todos chama filhos. Grande coisa é o Brasil!

Para ver a matéria completa, clique aqui.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

A Máquina de Mentiras Comunistas

Saudações queridos leitores!

Realmente, a propaganda é a alma do negócio. A velha teoria de Joseph Goebbels nunca se mostrou tão na moda. "Repita uma mentira muitas vezes até que esta se torne uma verdade". Parece que a corja comunista que infesta as universidades brasileiras resolveu levar conceito a sério.

Chega a mim um texto de um esquerdóide da UNE postado em um blog sobre o programa de legalização do aborto que a UNE tenta fazer pensar ser a opinião dos universitários brasileiros. É mentira que isso seja a opinião dos universitários. Além de fazer apologia ao aborto (já estão tão descarados que nem usam mais o termo "interrupção de gravidez"), utilizam sua máquina de propaganda Goebbeliana para tentar sujar a reputação de quem ouse ser contra seus propósitos. A bola da vez, pra variar, é a Igreja.

Vamos analisar alguns trechos do texto.

O aborto ao longo da história

Um dos pais da Filosofia, Platão, em seu livro República defendeu a interrupção da gravidez em todas as mulheres que engravidassem após os 40 anos. Por trás dessa afirmação estava a concepção de que os casais deveriam gerar filhos para o Estado durante um determinado período. Portanto quando a mulher chegasse a uma idade avançada essa função cessava e a indicação era clara: o aborto.

A antigüidade da prática ou de seu apoio não quer dizer nada. Não é porque Platão apoiava o aborto que este era correto. O consenso não era unânime e mesmo na Grécia antiga o aborto tinha seus combatentes. Em uma das primeiras referências encontradas sobre o assunto na Grécia, Hipócrates negava o direito ao aborto e exigia aos médicos jurar não dar às mulheres bebidas fatais para a criança no ventre. Também haviam as leis de Licurgo e de Sólon e a legislação de Tebas e Mileto que tipificavam o aborto como crime.

As idéias de Platão perduraram por muitos séculos e chegaram a nortear a ciência da Roma Antiga, onde a interrupção da gravidez era ética e moralmente aceitável.

Apesar de tal afirmação ser verdadeira, está omitido o fato de que mesmo os antigos romanos reconheciam direitos do feto, tanto é que se uma grávida fosse condenada à morte, a execução da pena era suspensa até o nascimento. Já no Século II essa situação muda, com o aborto sendo considerado crime e as mães acusadas de tal delito eram condenadas ao exílio.

Aristoteles definia o início da vida com o primeiro movimento que o feto fazia. Para ele isso acontecia no 40° dia para os meninos e no 90° dia para as meninas (pois é ele achava que as mulheres se desenvolviam mais lentamente). Como não havia como determinar o sexo do feto ele optou pela segurança e defendia que o feto só poderia ser abortado até o 40° dia de gestação.

Aqui já vemos que mesmo Aristóteles tinha uma opinião contrária ao assassinato de um humano. Como na concepção grega o feto "tornava-se humano" apenas a partir de 40 dias para os meninos e 90 dias para as meninas, ele optou pela segurança dos 40 dias. Após esse período o feto era considerado humano e já não podia mais ser morto, pois tratava-se de um assassinato. Bem diferente de hoje em dia, que sabemos que a vida começa bem antes de 40 dias mas mesmo assim defendem a extinção de uma vida humana, demonstrando o egoísmo e o desprezo pela vida por parte dos defensores de tal prática.

A tese aristotélica influênciou o pensamento da igreja católica até 1588 quando o Papa Sixto V condenou a interrupção da gravidez. Seu sucessor Gregório IX voltou atrás e determinou que o embrião não formado não pode ser considerado ser humano. Esse conceito perdurou até 1869 quando Pio IX propôs que cientístas e teológos definissem o começo da vida. Como não chegaram a um consenso o Papa, precavido, resolveu não arriscar e definiu a hipotese mais precosse, o encontro do espermatozoide com o óvulo. Portanto o conceito de vida da igreja católica hoje é baseado na precaução de Pio IX.

Atenção! Analisem friamente o trecho acima e terão uma dimensão mais concreta do tamanho do estrago que o submarxismo está fazendo nas universidades brasileiras.

O texto diz que o Papa Sixto V, em 1588 condenou a interrupção da gravidez, o que é bem verdade. Mas não quer dizer que essa prática já não era condenada anteriormente! A condenação de Sixto V é uma reiteração de uma condenação já existente! Isso é comum na Igreja, tanto é que a Maçonaria já foi condenada quase duas centenas de vezes, e olha que ela é bem mais recente que o aborto. Mas voltemos ao assunto.

O texto diz que Gregório IX voltou atrás com a decisão de Sixto V, mas viveu no século XII!! Como, meu Deus!, pode um papa nascido no Século XII revogar uma decisão de um Papa do Século XV? Como? E esse texto ainda é postado por um universitário! Desse jeito, qualquer chimpanzé se passa perfeitamente por Schopenhauer! O aborto é condenado pela Igreja desde os tempos dos apóstolos, visto que na Bíblia já está expresso o mandamento de não matar. A única coisa que podia influenciar era o conhecimento de quando o feto tornava-se humano, mas eram unânimes em condenar a morte do inocente. Será esse o nível das universidades brasileiras? Se for, faço minhas as palavras de Bruno Tolentino, "só entro numa universidade brasileira se for disfarçado de cachorro".

Vamos continuar nossa análise, agora pelos aspectos "científicos".

* Visão Genética: A vida começa quando o espermatozóide e o óvulo fundem-se criando um conjunto genético único. Essa é a opinião da Igreja Católica hoje.

Correto. Pois a partir do momento em que a matéria genética se arranja na forma do DNA que conhecemos hoje, o feto já possui tudo o que é necessário para ser considerado humano, já tendo a alma infundida por Deus.

* Visão Embriológica: O começo da vida da-se na 3ª semana de gravidez, quando é estabelecida a individualidade humana. Isso porque até 12 dias após a fecundação o embrião é capaz de gerar dois ou mais indivíduos. Essa é a posição defendida por quem defende a pílula do dia seguinte.

Ora essa, se até a terceira semana o feto não é considerado humano, a que espécie pertence? Se até lá ele não é humano é possível que ele se transforme em uma tartaruga ou em um burro (essa eu acho até plausível)? O que determina a humanidade é a carga genética, que se arranja já na concepção.

* Visão Neurológica: Defende o mesmo princípio para a determinação da morte, ou seja, a atividade cerebral. Essa data não é consensual. Uns defendem que é na 8ª semana onde o feto tem um circuito básico de neurônios que será a base do sistema nervoso, outros na 20ª semana que é quando a mãe sente os movimentos do feto.

Esse argumento é facilmente rechaçado com o caso da pequenina Marcela. Ela já está hoje, no dia 3 de Outubro, com nada menos que 317 dias de vida. Alguém se atreve a dizer que ela não é humana?

* Visão Ecológica: É a capacidade de sobreviver fora da útero materno. Isso é determinado pelo pleno funcionamento dos pulmões, o que acontece entre a 20° e 24° semana de gravidez. Esse é o limite que a Suprema Corte americana baseou-se para a autorização do aborto nos Estados Unidos.

Um bebê prematuro que tenha que ir para a encubadora, mesmo após as 24 semanas e passe para o respirador torna-se menos digno de viver? E as crianças que nascem com problemas respiratórios. Eu nasci de nove meses mas tive bronquite e fiquei uma semana no respirador. Em meu caso seria melhor ter cometido um infanticídio?

* Visão Metabólica: Defende que não existe um começo. O óvulo e os espermatozóides são tão vivos quanto uma pessoa (o que significaria que masturbação é genocídio). Defendem, também, que o desenvolvimento de uma criança é um processo contínuo e sem um marco inaugural.

Óvulos e espermatozóides são realmente vivos, mas não possuem carga genética humana completa, portanto, sozinhos, jamais gerarão um ser humano completo, a menos que sejam fecundados. Drauzio Varella já tentou utilizar esse argumento para desqualificar a posição da Igreja, mesmo sabendo que essa não é a visão dela.

Agora, vamos ver a Máquina de Propaganda Comunista deliberadamente em ação contra a Igreja:

A religião mais radical contra o aborto é a católica. Para o Papa Bento XVI "negar o dom da vida, de suprimir ou manipular a vida que nasce é contrário ao amor humano", ou seja, o catolicismo condena, também, o uso de células tronco embrionárias (mesmo que as pesquisas possam salvar vidas no futuro) e não permite o uso de métodos anti concepcionais (a não ser o celibato). Praticar aborto é considerado crime passível de excomunhão.

Aqui misturam alhos com bugalhos ao enfiar a discussão de CTEs no meio da história. A oposição da Igreja já vem desde a fertilização in vitro, pois separa as finalidades do ato sexual, que são a unitiva e a procriativa. Sexo com métodos anticoncepcionais é ato com finalidade unitiva sem finalidade procriativa e fertilização in vitro é finalidade procriativa sem o ato e sem finalidade unitiva.

A Igreja é realmente contra pesquisas com CTEs mas apóia as pesquisas com células tronco adultas, que comprovadamente têm mais resultados pelo mundo inteiro.

Entretanto a Igreja Católica não tem se demonstrado tão pró-vida em outras situações:

Pimba! chegamos ao ponto! Nenhum texto submarxista está completo sem as críticas-clichê contra a Igreja. Vamos lá.

* A Igreja defende a legitimidade da "guerra justa" em casos de tirania irremovível de outra forma (princípio do mal menor).

Então tá. Vem algum ditadorzinho querer se apossar de seu país, marchando com uma tropa e um monte de tanques e, na opinião desses pacifistas de meia tigela, devemos: entregar o país de mão beijada ou então tentar argumentar com eles, quem sabe levando chá e biscoitos?

Por que não falam nada dos métodos assassinos do porco fedorento do Che Guevara, do Grande Salto para a Frente da China, que foi o grande salto para a morte para milhões de pessoas e de Cuba que está nas mãos de um cadáver vivo e que ainda assim continua matando gente! Retórica fajuta fede!

* Em alguns países, aceita a pena de morte.

Em quais países cara pálida? Mate a cobra e mostre o pau! Quem é a instituição que mais se opões às execuções na China comunista (país que mais executa prisioneiros no mundo) e nos Estados Unidos?

Vejamos o que diz a Igreja sobre isso. O ensino da Igreja sobre a pena de morte, conforme o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (n.405), diz que:

"A Igreja vê como sinal de esperança a «aversão cada vez mais difundida na opinião pública à pena de morte, inclusive como instrumento de “legítima defesa” social, ao considerar as possibilidades com as quais conta uma sociedade moderna para reprimir eficazmente o crime de modo que, neutralizando quem o cometeu, não se lhe prive definitivamente da possibilidade de redimir-se» (João Paulo II, «Evangelium vitae», 27). Ainda que o ensinamento tradicional da Igreja garanta a comprovação da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, «se esta fosse o único caminho possível para defender eficazmente do agressor injusto as vidas humanas» (Catecismo da Igreja Católica, 2267), os meios não-cruéis de repressão e castigo são preferíveis, pois «correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais conformes com a dignidade da pessoa humana» (Catecismo da Igreja Católica, 2267). O crescente número de países que adotam medidas para abolir a pena de morte ou para suspender sua aplicação é também uma prova de que os casos nos quais é necessário acabar com a vida do culpado «são já muito raros, por não dizer praticamente inexistentes» (João Paulo II, «Evangelium vitae», 56; Mensagem para a Jornada Mundial da Paz, 2001, 19, onde se define o recurso à pena de morte como «absolutamente desnecessário»). A crescente aversão da opinião pública e as diferentes medidas orientadas a sua abolição, ou à suspensão de sua aplicação, constituem visíveis manifestações de uma maior sensibilidade moral". Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n.405.

* A Igreja patrocinou a Inquisição, com a eliminação física de pessoas tidas como hereges da fé.

Mais um sofisma usado para tentar denegrir a Igreja. O direito penal da época era extremamente severo, as punições eram desproporcionais aos crimes. Por exemplo:

- Um ladrão era punido da primeira vez com a amputação de um dedo, da segunda vez outro dedo, da terceira vez a mão e da quarta a cabeça.

- Uma pessoa acusada de mentir contra um nobre era punida tendo que mergulhar seu braço em uma tina de chumbo derretido.

- Quem cometia um crime de lesa-majestade (contra o rei), fosse qual for era simplesmente morto, sem julgamento.

Por esses aspectos podemos desenhar um pouco do panorama de como era a vida na época da Inquisição.

A Inquisição foi uma medida extrema da Igreja, tomada para conter as heresias que pululavam por todo o lugar. Entre as principais correntes combatidas pela Igreja estavam os valdenses, os cátaros, os arianos, os franciscanos espirituais, etre outros que não me lembro de cabeça.

A Inquisição foi pioneira com seu método de acusação e defesa. Foi durante a Inquisição que surgiu o primeiro conceito de tribunal como o temos hoje em dia. Entre as regras estabelecidas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição estavam:

- Nenhum preso poderia ser torturado mais de uma vez;

- Uma confissão só tinha validade se essa fosse concedida por vontade própria, nunca durante a sessão e tortura. Se o acusado confessasse algo durante a tortura, teria que reafirmar sem ser torturado para que tal confissão fosse válida;

- Entre as penas impostas pela Igreja, 98% delas estavam relacionada a no máximo confisco de bens e retratação pública.
Apenas os hereges reincidentes e ofensivos foram condenados à excomunhão;

- A Inquisição garantia ao prisioneiro cárcere decente, diferente das pútridas prisões existentes na época.

Como um fenômeno da época, a Inquisição ocorreu levando em conta os costumes da época. E esses costumes parecem repulsivos a todos nós hoje em dia, mas na época era como toda a população encarava a justiça. Se não fosse executada de tal maneira não seria justa.

* Na colonização, a Igreja tolerou e participou do genocídio em relação aos índios, abençoou a escravidão dos negros que foram maltratados as vezes até a morte.

Mais um besteirol propagado ad nauseam nos palanques comunistas, quer dizer, universidades brasileiras. Que me mostres sequer um documento atestando que a Igreja permitiu tais práticas e que ela abençoou a escravidão.

Lembro que pedir provas do apoio da Igreja é diferente de negar a existência de tais práticas. Afinal, não dá pra negar que tais abusos realmente existiram, mas os mesmos sempre foram combatidos pela Igreja. A doutrina cristã, de modo geral, era contrária à escravidão e ao comércio de escravos. Já nos primórdios do Cristianismo, São Paulo Apóstolo (Século I d.C.) ensinava a igualdade de natureza entre os homens, judeus e gentios (não-judeus), visto que a Nova Aliança possuía um caráter universalista. Entretanto, não tendo grande influência na sociedade romana imperial, a Igreja recomendava aos escravos serem obedientes e não se revoltarem contra os seus senhores, mas também admoestava os senhores ao bom trato com seus escravos.

Importante recordar que a Igreja no Brasil estava submetida ao padroado e ao beneplácito da Coroa Portuguesa, o que reduzia em parte sua autonomia na região, pois a mesma ficava sujeita ao poder régio lusitano. Não tendo poder suficiente para aplicar as determinações papais que sugeriam o fim do tráfico e da escravidão, limitam-se a exortar os senhores no bom trato aos escravos e estabelecer sanções canônicas contra os abusos.

Se esse é o nível de ensino nas universidades brasileiras atualmente, a situação torna-se muito mais preocupante do que quando comecei a escrever esse artigo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Transtornos pós-aborto na psique da mulher são silenciados

Saudações queridos leitores!

Trago mais um artigo de ZENIT sobre o aborto. Será que os paladinos da justiça da UNE já têm solução para esse problema?

Alertam dois especialistas

ROMA, terça-feira, 2 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Dada a extrema freqüência do aborto «legal» - 26 milhões ao ano no mundo -, é surpreendente que «ainda hoje não se levem adequadamente em consideração os efeitos que a ‘interrupção voluntária da gravidez’ [IVE] determina na psique da mulher».

É o alerta de dois especialistas, o professor Tonino Cantelmi – psiquiatra e psicoterapeuta – e Cristina Carace – psicóloga clínica –, em uma intervenção enviada à Zenit acerca da síndrome pós-aborto.

Autores de publicações sobre a matéria e responsáveis do Centro para o Tratamento da Síndrome Pós-Aborto – com sede em Roma –, os dois advertem de que cada vez se está evidenciando mais – certamente – a repercussão do aborto na aparição de transtornos psicológicos.

Os efeitos psicológicos do aborto «são extremamente variados e não parecem estar determinados pela educação recebida ou pelo credo religioso», apontam.

«A reação psicológica ao aborto espontâneo e ao aborto involuntário é diferente»; está relacionada – esclarecem – com as características de cada um desses dois sucessos: «o aborto espontâneo é um evento imprevisto e involuntário, enquanto o IVE [aborto provocado interrompendo o desenvolvimento do embrião ou do feto e extraindo-o do útero materno] contempla a responsabilidade consciente da mãe.»

Decisão irreversível em plena vulnerabilidade de mãe e filho
«A gravidez é um momento extremamente delicado na vida de uma mulher», caracterizado «por uma vivência na mulher de uma série de mudanças não só físicas, mas sobretudo psicológicas», recordam Cantelmi e Carace.

«Converter-se em mãe pressupõe uma adequação da própria identidade no passo do papel de filha ao de mãe», um processo que «começa com a concepção» e que tem muitos momentos de «gratificação e entusiasmo», mas «inevitavelmente, também de sentimentos de angústia».

Em conjunto, na futura mãe isso indica «maior necessidade de segurança e de afeto para poder trabalhar a ansiedade que acompanha este processo transformador que leva a mulher a abandonar uma condição conhecida para enfrentar outra completamente nova», apontam os especialistas.

Também do anterior se deduz o impacto e a crise que pode representar na vida de uma mulher descobrir que se espera um filho «quando isso acontece em condições pouco favoráveis», acrescentam psiquiatra e psicóloga.

«O vínculo mãe-feto começa imediatamente depois da concepção, também nas mulheres que projetam abortar – afirmam –, enquanto os processos psicológicos substantivos a esta relação precoce são inconscientes e vão além do controle consciente da mãe.»

Assim, «uma mulher, frente à escolha de levar a cabo ou não a gravidez, vive sentimentos ambivalentes e extremamente dolorosos, que a deixam muito vulnerável a qualquer influência, tanto interna como externa», sublinham.

«A fragilidade psicológica na qual se encontra, de fato, a leva a ter menos confiança naquilo que pensa e na capacidade de conseguir tomar a decisão adequada; por isso se verificam com muita freqüência – constatam –, situações nas quais pais, companheiros, amigos, pessoal da saúde ou outras figuras significativas podem ter uma grandiosa influência na decisão final.»

Assim, «pensando que abortar pode ajudá-la a sentir-se melhor» ou pode contribuir «para voltar a colocar as coisas em seu lugar», a mulher «pode se encontrar com uma decisão que não corresponde a uma escolha consciente e que sucessivamente pode provocar graves sentimentos de arrependimento», explicam.

O «dia depois» do aborto voluntário
Ambos especialistas concordam em que, imediatamente depois do aborto, a mulher pode experimentar uma redução dos níveis de ansiedade, pois decai o elemento ansiógeno constituído por uma gravidez indesejada; mas sucessivamente, «muitíssimas mulheres vivem uma ansiedade maior, apresentando transtorno de estresse pós-traumático, depressão e maior risco de suicídio e abuso de substâncias».

«Estes transtornos devem-se a um profundo sofrimento que envolve a mulher que abortou voluntariamente e podem manifestar-se também bastante tempo depois do aborto, para logo durar às vezes vários anos», confirmam.

A marca traumática do aborto voluntário procede do fato – apontam – de que «quando a mulher descobre que espera uma criança, não o considera só um ‘embrião’ ou um ‘monte de células’, mas o próprio filho, um ser humano pequeno e indefeso que está crescendo dentro de seu próprio corpo, de forma que abortar significa que se mata de maneira voluntária a própria criança».

Uma porcentagem considerável de mulheres que abortaram desenvolve o transtorno de estresse pós-traumático, cujos sintomas são «lembranças desagradáveis, recorrentes e intrusivas da IVE, que se manifestam em imagens, pensamentos ou percepções; sonhos desagradáveis e recorrentes do sucesso; sensação de reviver a experiência do aborto através de ilusões, alucinações e episódios dissociativos nos quais através do ‘flashback’, ressurge a lembrança; mal-estar psicológico intenso à exposição de fatores desencadeantes internos ou externos que simbolizam ou se assemelham a algum aspecto do evento traumático, como o contato com recém-nascidos, mulheres grávidas, voltar ao lugar onde se praticou a IVE ou submeter-se a um exame ginecológico; evita persistentemente todo estímulo que possa associar-se com o aborto», enumeram os especialistas.

Já começam a definir estes transtornos como «síndrome pós-aborto» – sublinha –, que muito freqüentemente também «evolui em uma vivência da dor e temor que determina mudanças no comportamento sexual, depressão, aumento ou início de consumo de álcool ou outras drogas, mudanças do comportamento na alimentação, transtornos somáticos, isolamento social, transtornos de ansiedade, perda de auto-estima, idealização suicida e tentativas de suicídio».

«Todos estes transtornos podem manifestar-se também vários meses depois da intervenção, no aniversário da IVE ou no do hipotético nascimento da criança», sem esquecer que as mulheres que abortaram anteriormente «podem seguir tendo sentimentos de culpa ou depressão ligados a tal aborto, inclusive durante as gravidezes sucessivas», advertem o professor Cantelmi e a psicóloga Carace.

Fonte: http://www.zenit.org/article-16303?l=portuguese

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

A UNE é a voz dos estudantes. Será?

Saudações queridos leitores!

Estou orgulhoso de já ter sido ofendido em menos de 20 horas de blog! Não é que a esquerda realmente patrulha a internet em busca de gente que ouse discordar da unanimidade?

A UNE é a entidade que "fala" pelos estudantes no Brasil. Mas já faz um bom tempo que vejo que ela fala cada vez menos pelos estudantes e cada vez mais pela corja comunista que se infiltrou em suas fileiras nos últimos anos. Os quadros da UNE atualmente não passam de fileiras de recrutamento do PT, PSTU, PC do B e dos outros partidos da "esquerda da esquerda" do Brasil. Graças à tamanha infiltração, principalmente nas faculdades públicas, especialmente nos cursos de humanas, vemos o uso do ambiente universitário como meros centros de propaganda esquerdista.

A última agora é a defesa do aborto. A UNE lançou no dia 27 de setembro uma campanha pela legalização do aborto. Todos sabemos os riscos e problemas dessa prática, no texto abaixo reproduzo o relato de uma sobrevivente. Nas últimas notícias também acompanhamos a dramática luta pela sobrevivência da recém-nascida que, após ser abortada pela progenitora (o termo mãe não cabe a esse monstro) foi lançada em um rio poluído em Contagem, tendo sido achada quase submersa.

A UNE deveria ser uma porta voz dos estudantes. Mas será que a UNE está falando pelos estudantes quando faz campanha pelo aborto? Pelo que demonstram as pesquisas, não é bem assim. Em pesquisa do Data Folha de 2006, 63% dos entrevistados discordaram da flexibilização da legislação sobre o aborto, enquanto apenas 11% defendem a liberação tal como a UNE propõe (fonte aqui).

Pelo que vemos, apesar da pesquisa não ter sido feita exclusivamente com estudantes (se alguém tiver números assim, me passe), já temos uma boa idéia de que a posição adotada pela UNE não representa os anseios dos estudantes. A quem essa posição interessa então? Essa posição é defendida justamente por essa corja esquerdopata que está nas universidades, que, ao invés de tentar trazer alguma colaboração ao ensino no Brasil, tranforma as universidades em palanques ideológicos utilizados para propagar suas teses.

E ai de quem discordar! Essa gangue, como fica evidente, gosta de unanimidade, igual a seu lider, o sapo barbudo que se adora lamber as botas dos ditadores mundo afora.

Engraçado como uma ideologia responsável por 100 milhões de mortes ainda não se saciou com tanto sangue. Tanto é que agora querem sangue mais novo. E ainda pintan Che Guevara, um frio e fedorento assassino como um "libertador". Esses caras não conseguem libertar uma pessoa de um saco de papel molhado e ainda são os heróis de uma geração.

Realmente, a propaganda é a alma do negócio.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

"Eu fui abortada", o testemunho de uma sobrevivente

por Gianna Jensen

Este é o testemunho de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto. Se você é a favor desta prática, leia essa história e pergunte a si mesmo se teria coragem de manter a convicção abortista diante desta mulher.

"Se o aborto é um direito das mulheres, quais são os meus direitos? Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos estarem sendo violados no dia em que a minha mãe me abortou."

Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto.

A minha mãe biológica há 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afetaria a ela. Porém a cada dia da minha vida eu carrego as conseqüências da sua escolha.

A minha mãe biológica estava grávida de sete meses e meio quando decidiu abortar-me. Não sei porque é que ela tomou essa decisão. Estávamos em 1977. Ela e o meu pai biológico tinham 17 anos na altura e não estavam casados. Ela decidiu me abortar numa clinica de Los Angeles e realizou um aborto salino. Uma solução com sal é injetada no ventre materno de modo que o bebê possa ingerir o líquido salino, queimado-o por dentro e por fora. Nesse tipo de aborto o bebê é expelido morto em 24 horas, mas eu sobrevivi.

O aborcionista não estava de serviço quando eu vim ao mundo porque se isso tivesse acontecido, ele teria me estrangulado, algo que era considerado perfeitamente legal até 2002.

A única pessoa preocupada comigo foi a enfermeira. Ela chamou uma ambulância e fui transportada para o hospital. Fui colocada numa incubadora. Não se esperava que eu sobrevivesse.

Porém sobrevivi.

Devido a ausência de oxigênio por 18 horas e o fato de ter sido queimada viva no ventre da minha mãe, fiquei com sérios problemas. Não conseguia me mover e os médicos afirmavam que eu iria viver num estado vegetativo para o resto da vida.

A minha mãe adotiva - Penny - decidiu que não obstante aquilo que os médicos afirmavam, ela tentaria recuperar-me.

Com 3 anos e meio comecei a conseguir a andar. Foi quando a filha de Penny me adotou.

Tenho 28 anos e trabalho com musica em Nashville, Tennesse. Ainda coxeio e por vezes caio, mas mesmo assim já participei de uma maratona e irei participar novamente em outra em Londres, para jovens deficientes.

A minha mãe adotiva falou-me do meu passado.

Sempre senti que havia algo que faltava contar. Perguntava-lhe muitas vezes porque tinha problemas e ela respondia-me que eu havia nascido prematura.

Aos 12 anos perguntei-lhe de novo e ela disse-me o que havia acontecido. Eu respondi que tinha este problema devido a um fato interessante. A minha mãe adotiva disse-me que eu em vez de ficar amargurada deveria alegrar-me por ter sobrevivido.

Quando eu tinha 17 anos a minha mãe adotiva encontrou-se com a minha mãe biológica e disse-lhe que eu a perdoava. Sou cristã. Acredito que a revolta nos pode consumir a vida.

A minha mãe adotiva amou-me tanto que eu não sinto necessidade de me encontrar com a minha mãe biológica.

Não sei muito do que se passou no encontro entre elas. Só sei que a minha mãe biológica não pediu perdão e fez outro aborto depois do meu.


Comecei a falar contra o aborto quando tinha 14 anos e na terça feira falarei na câmara dos comuns.


Eu penso que é importante mostrar o que aconteceu comigo não só para mostrar a verdade do aborto mas também para mostrar as potencialidades que cada um de nós tem dentro de si.

Não creio que o assassinato seja um direito. Sou completamente contra o aborto, em qualquer circunstância, mesmo em casos de violação.

Embora a violação seja um crime horroroso não deve ser a criança a pagar por esse crime. De fato encontrei-me com pessoas produto de violações e elas estão gratas por estar vivas.

Se o aborto é um direito das mulheres quais são os meus direitos?

Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos serem violados no dia em que fui queimada viva.

Todos os dias agradeço a Deus.

Não me considero um monte de células nem nenhum dos nomes que se costumam dar ao que a mulher carrega no seu ventre.

Hoje um bebê é um bebê quando isso convém.

Mas quando não convém, quando não chega no momento certo, é chamado de um monte de células.


Um
bebê é chamado de bebê quando um aborto não provocado ocorre aos 2 ,3 ou 4 meses.

Um
bebê é chamado de monte de células quando um aborto ocorre aos 2, 3 , ou 4 meses.

Eu não vejo diferença entre os 2.

Acredito que sou prova viva de que o aborto é o assassinato de um ser humano.


A minha mãe biológica há 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afetaria a ela. Porém em cada dia da minha vida eu carrego as conseqüências da sua escolha.


Embora eu nada tenha contra ela, acho importante as pessoas refletirem antes de tomarem determinadas decisões.

JESSEN, Gianna. Apostolado Veritatis Splendor: "Eu fui abortada", o testemunho de uma sobrevivente. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4566. Desde 28/9/2007.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Os Jovens e as Estratégias Abortistas no Brasil

Saudações queridos leitores!

Abaixo vai uma entrevista com Dom Orlando Brandes que mostra como as esquerdas infiltradas nas univesidades promovem a carnificina de inocentes no Brasil

Entrevista a Dom Orlando Brandes sobre Campanha Pró-Aborto da União Nacional dos Estudantes


SÃO PAULO, domingo, 30 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Essa quinta-feira, a UNE (União Nacional dos Estudantes) lançou no Brasil uma Campanha Pró-Aborto. Para comentar o assunto, Zenit entrevistou Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina (Paraná, sul do Brasil) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

--Ao lançar essa semana uma campanha a favor do aborto, a UNE ergue-se como instituição que fala em nome da juventude brasileira. Mas isso não é verdade, pois não só os jovens, como também o restante da sociedade brasileira, em sua grande maioria, é contra o aborto…

--Dom Orlando Brandes: Vivemos em uma sociedade pluralista. Nesse pluralismo, os valores cristãos e, às vezes, os valores éticos e até os valores da lei natural já não são mais respeitados. Temos uma cultura hoje muito pluralista e, por outro lado, muito individualista. Nesse contexto, há entidades internacionais que vão incutindo na cultura e nas pessoas o seu jeito de interpretar a realidade. Neste caso de uma campanha a favor do aborto, isso não condiz nem com a natureza humana, porque até os animais cuidam de seus filhotes, nem condiz com as religiões cristãs; o não matarás é praticamente uma norma de todas as religiões. Nós queremos sempre uma cultura da vida. E dentro dessa cultura da vida hoje nós cuidamos da natureza, dos animais, e temos também de respeitar a vida desde a fecundação, onde existe o início completo de uma vida humana, que depois vai se desenvolver, nascer, frutificar e um dia morrer naturalmente.

--Por mais que uma entidade se manifeste pró-aborto, não se pode afirmar que a juventude brasileira é a favor de uma cultura da morte. Ela é muito mais pela cultura da vida, não?

--Dom Orlando Brandes: Como eu disse, há uma visão muito pluralista hoje. Lembro-me, por exemplo, de quando o Papa se encontrou com os jovens no Pacaembu, em São Paulo, em maio passado, e falou da castidade, da fidelidade do matrimônio e de posições anti-abortistas. Ali ele foi longamente aplaudido. Porque ali estavam jovens cristãos. Então, de fato, não se pode dizer «toda a juventude», pois, se se usou a palavra «pluralista», significa que há muitas posições diferentes. Normalmente, os jovens cristãos, católicos e jovens também de outras religiões pentecostais, eles não concordam com o aborto. Isso é uma verdade.

--Que precauções o senhor pensa que os jovens devem tomar para não correr o risco de, diante de estratégias duvidosas, serem massa de manobra de interesses cujos vínculos estão para além do que se apresenta na mídia e que extrapolam as informações oficiais?

--Dom Orlando Brandes: Em primeiro lugar, deve-se consultar a autêntica e verdadeira ciência, porque uma ciência sem ideologia e sem interesses mostra realmente que a vida tem início na fecundação e que todo corpo de uma pessoa grávida se prepara naturalmente para o desenvolvimento daquele embrião. Depois, considerar a dignidade humana ao embrião.

Por outro lado, deve-se buscar uma educação para o amor, porque o que está em jogo hoje é esse pluralismo ético, num contexto em que se tem de ver as razões sérias do porquê não abortar.

Uma outra questão a averiguar, além da educação para o amor e para a ética, é as pessoas se informarem melhor junto da ciência, dos próprios pais, das religiões, para que esses valores, como o do respeito ao embrião, do respeito à vida, não se percam. Mesmo para os que não têm religião, os argumentos humanos são suficientes para não se tomar uma atitude abortista. Nós já temos no mundo muitos sinais de que um desenvolvimento que não é integral e que não leva em conta a ética e a religião, ele se torna um desenvolvimento que acaba indo contra a própria humanidade.

A vida é um bem primário, é o fundamento de todas as instituições humanas, inclusive das instituições políticas. Por isso, por ser este bem primário, a razão de ser de todas as outras instituições, ela deve ser respeitada. Há argumentos éticos, científicos, religiosos e sociais quando se afirma a necessidade da defesa da vida. Não é uma atitude de fechamento, obscurantismo ou qualquer coisa do tipo. É uma argumentação séria a favor da vida.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.