quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Senadora espanhola anuncia sua conversão ao cristianismo

Saudações queridos leitores!

Notícia de ZENIT. Volto depois.

Senadora espanhola anuncia sua conversão ao cristianismo

Ex-comunista decide deixar o cargo

BARCELONA, quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Mercedes Aroz, a senadora mais votada na história da Câmara alta espanhola (Senado), em representação dos socialistas catalães por Barcelona, anunciou sua conversão ao cristianismo e o abandono de sua cadeira, por incompatibilidade com a atual política de seu partido, ainda que seguirá como militante de base, segundo informou o jornal «La Vanguardia» em 30 de novembro passado, difundindo uma nota da agência Europa Press.

Na Espanha, as eleições a deputados e outras eleições autônomas e municipais são feitas com listas fechadas dos partidos. O único momento em que se podem verdadeiramente unir as preferências ideológicas com as pessoais é nas eleições ao Senado, onde se elege por nomes próprios.

Mercedes Aroz, com mais de um milhão e meio de votos, ostenta o recorde absoluto de uma pessoa, homem ou mulher, eleita para representar os cidadãos na câmara alta.

Aroz foi marxista ortodoxa durante décadas, afiliou-se ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) em 1976, e provinha de uma formação de ultra-esquerda, a Liga Comunista Revolucionária.

No Partido Socialista da Catalunha (PSC), fez parte da direção política durante 18 anos e do Comitê Federal do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Agora anunciou que deixa a cadeira e que a razão é sua conversão ao cristianismo, um processo que levou vários anos.

Aroz comunica com alegria sua «plena integração como membro da Igreja Católica». E, acrescenta, não é um cristianismo do «vale tudo, nada muda». Ao contrário: tudo muda. E por isso deixa a cadeira e os cargos no partido, ainda que seguirá sendo militante de base do PSC.

«Meu atual compromisso cristão me levou a discrepar com determinadas leis do Governo que chocam frontalmente com a ética cristã, como a regulação dada à união homossexual ou a pesquisa com embriões, e que em consciência não pude apoiar. Em conseqüência, impunha-se a decisão que tomei», afirma em seu comunicado.

Já em junho de 2005, Mercedes Aroz anunciou sua oposição à lei socialista do matrimônio homossexual, como publicou em seu momento «Fórum Libertas», quando se debateu no Senado.

Os senadores socialistas Mercedes Aroz e Francisco Vázquez – ex-prefeito de La Coruña, hoje embaixador ante a Santa Sé e católico praticante – se ausentaram durante a votação no Senado e ambos falaram contra a lei.

Mercedes Aroz insistiu esses dias em que ela se alienava com as teses do líder socialista francês Lionel Jospin – e de quase todo o socialismo europeu – de que reconhecer direitos ligados à convivência não justificava mudar a definição e o sentido do matrimônio, que era um bem a proteger.

Segundo informa «Fórum Libertas», os senadores do Partido Popular (126), quatro de Convergência e União e um regionalista aragonês, votaram contra a citada lei; só 119 parlamentares apoiaram o texto. Portanto, o Senado vetou o matrimônio homossexual.

Mas o peculiar sistema bicameral espanhol, indica «FórumLibertas» permitiu que o Congresso dos Deputados, com maioria socialista, ignorasse o veto dos senadores, e assim se aprovou uma lei criticada pelo Conselho de Estado (ditame 2628/2004), a Real Academia de Legislação e Jurisprudência, o Conselho Geral do Poder Judicial, 700.000 assinaturas avaliadas pela Junta Eleitoral Central e uma manifestação 700.000 pessoas em Madri (números da imprensa italiana).

Mercedes Aroz disse, em declarações ao Europa Press: «Eu quis torar pública minha conversão para sublinhar a convicção da Igreja Católica de que o cristianismo tem muito a dizer aos homens e mulheres de nosso tempo, porque há algo mais que a razão e a ciência. Através da fé cristã, chega-se a compreender plenamente a própria identidade como ser humano e o sentido da vida».

«A liberdade religiosa – acrescentou Aroz – exige o respeito e um reconhecimento positivo do fato religioso, frente a uma tentativa de impor o laicismo». E pediu ao Estado que facilite «a educação religiosa na escola».

Segundo informam os citados meios, já faz uns anos que Mercedes Aroz estava se aproximando à fé cristã, segundo testemunhas muito próximas em sua própria família.

Com a chegada do atual presidente ao poder, José Luis Rodriguez Zapatero, a senadora Aroz fez esforços por estender pontes entre a Igreja e a linha inicial de governo «zapaterista», marcada por leis como a citada.

Ela escreveu cartas ao primeiro-ministro, com sugestões e propostas de cooperação com a Igreja. Quase esgotada a legislatura, ante a aprovação de leis incompatíveis com sua nova visão cristã, Mercedes Aroz decidiu anunciar o que é o resultado de um longo itinerário de maturidade da fé.

Voltei. É sempre maravilhoso ver um testemunho de conversão como esse. Ainda mais quando vindo de alguém em um país socialista. Já faz algum tempo que venho denunciando todas as restrições pelas quais a Igreja Católica vem passando na Espanha. Confesso que já estive perto de dar a situação por lá como ratificada contra a Igreja, mas as atitudes do bravo povo espanhol e conversões como a da Senadora Mercedes Aroz me fazem crer mais uma vez na providência divina e ter a certeza de que tantos mártires não derramaram seu sangue na terra espanhola em vão.

Que São Josemaría Escrivá zele pelas almas que lá vivem e anseiam pela Salvação.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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