quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

«Ecumenismo é uma obrigação sagrada», constata cardeal Kasper

Saudações queridos leitores!

Cardeak Kasper ataca novamente. Primeiro, leiam ZENIT, depois a mim.

«Ecumenismo é uma obrigação sagrada», constata cardeal Kasper

Expôs o tema perante o Colégio de Cardeais reunidos com o Papa

Por Miriam Díez i Bosch

CIDADE DO VATICANO, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- O ecumenismo «não é uma eleição opcional mas uma obrigação sagrada». Foi o que recordou o cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, na reunião de cardeais com Bento XVI que aconteceu em 23 de novembro passado no Vaticano.

«O resultado mais significativo do ecumenismo nas últimas décadas, e também o mais gratificante, não são os diferentes documentos, mas a fraternidade recuperada, o fato de que nos descobrimos de novo irmãos e irmãs em Cristo, aprendemos a nos valorizar e a caminhar juntos na via para a unidade plena», explicou o cardeal alemão.

«Neste caminho, a cátedra de Pedro converteu-se nos últimos quarenta anos um ponto de referência cada vez mais importante para todas as Igrejas e todas as comunidades eclesiais», expôs.

«Se ao entusiasmo inicial seguiu uma atitude de maior sobriedade, isto significa que o ecumenismo tornou-se mais maduro, mais adulto», afirmou.

«O ecumenismo é agora uma realidade cotidiana, percebida como uma normalidade na vida da Igreja», reconheceu o purpurado.

O cardeal mencionou «as relações com as antigas Igrejas orientais e com as Igrejas ortodoxas do primeiro milênio, que nós conhecemos como Igrejas já que no âmbito eclesiológico mantiveram como nós a fé e a sucessão apostólica».

Em segundo lugar, recordou as relações com as comunidades eclesiais nascidas diretamente ou indiretamente – como as Igrejas livres – pela Reforma do século XVI. «Estas desenvolveram uma eclesiologia própria tomando como fundamento a Sagrada Escritura», explicou.

Finalmente, «a história recente do cristianismo viveu a chamada terceira onda, a do movimento carismático e a do movimento pentecostal, surgidos no início do século XX e difundidos no mundo com um crescimento exponencial», ilustrou.

«O ecumenismo encontra-se perante uma realidade variada e diferenciada, caracterizada por fenômenos muito distintos segundo os contextos culturais e as Igrejas locais», disse o cardeal.

Neste sentido, informou que com as Igrejas que se separaram de Roma no primeiro milênio, o diálogo se concentrou na eclesiologia ou conceito de «comunhão eclesial» e anunciou que em Damasco, de 27 de janeiro a 2 de fevereiro do ano 2008, discutir-se-á um projeto de um documento sobre «Natureza, constituição e missão da Igreja».

A boa notícia, recordou o cardeal, é que depois de quase 1500 anos de ausência de diálogo se retomou o contato com estas Igrejas.

Referindo-se depois ao diálogo com Igrejas Ortodoxas, separadas de Roma em 1054, ressaltou entre outras realidades a relação com o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla e «a concessão para uso litúrgico de edifícios de culto por parte da Igreja Católica a cristãos ortodoxos que vivem na diáspora como sinal de hospitalidade e comunhão».

Finalmente o cardeal afirmou as «redes que emergem assim, ao lado de diálogos oficiais às vezes difíceis, novas formas de diálogo promissoras».

Fonte aqui.

Voltei. Eu tenho medo da atuação do Cardeal Kasper. Não vi em nenhum momento uma menção ao real significado do Ecumenismo, que é o resgate de todos os cristãos que se afastaram da Igreja. O Cardeal faz parecer que é possível uma realidade onde todas as Igrejas e comunidades eclesiais e até mesmo as seitas construam uma harmonia mais importante que a Salvação que devemos levar até eles.

Fora da Igreja não há Salvação. É nosso dever anunciar a Cristo e resgatar a todos e isso jamais será feito se ficarmos negando que todas as almas que estão conscientemente fora da Igreja correm perigo. É nosso dever levar a Palavra a todo o mundo, salvar as almas e não vejo em quê o reconhecimento de alguma legitimidade nas outras comunidades cristãs ajuda. O Ecumenismo torna-se inútil se seu propósito não for o retorno das almas à Igreja.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um comentário:

Camila disse...

Esta preocupação sua também é a minha. Lendo o texto, a impressão que se tem é de convivência e não de resgate para a única e verdadeira Igreja.