sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Documento Vaticano: Colocando os pingos nos "i's"

Saudações queridos leitores!

Diante da tamanha confusão que alguns fazem hoje com relação a evangelização, proselitismo e relativismo, a Santa Sé lança um documento. Fiquem com notícia de ZENIT, volto depois.

Documento Vaticano: Evangelização não é proselitismo nem relativismo

Nota doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Diante da «crescente confusão» sobre o termo evangelização, a Santa Sé publicou esta sexta-feira um documento no qual declara que ela não significa nem «proselitismo» nem «relativismo». «Toda pessoa tem direito de escutar a Boa Nova de Deus que se revela e se entrega em Cristo para que viva em plenitude sua própria vocação. A este direito, corresponde-lhe o dever de evangelizar», explica.

Trata-se da «Nota Doutrinal acerca de alguns aspectos da Evangelização», redigida pela Congregação para a Doutrina da Fé, resultado de um trabalho de anos, que o anterior prefeito desse organismo vaticano, o cardeal Joseph Ratzinger, havia começado.

Alguns, explica o texto, consideram que não se deve promover a conversão a Cristo, pois é possível salvar-se sem um conhecimento explícito de Jesus e sem uma incorporação formal à Igreja.

Estas convicções tomam mais força em um ambiente de relativismo, que nega a capacidade humana de conhecer a verdade.

O documento propõe o ensinamento e o diálogo, em respeito à plena liberdade de toda pessoa, para anunciar o amor de Cristo.

Ao mesmo tempo, declara, não é evangelização cristã a postura de diálogo que comporta a coerção ou a instigação, que não respeita a dignidade e a liberdade religiosa.

«A incorporação de novos membros à Igreja não é a expansão de um grupo de poder, mas a entrada na rede de amizade com Cristo, que une o céu e a terra, continentes e épocas diferentes», declara.

A Igreja, segundo a fé católica, é «instrumento da presença de Deus e, por este motivo, instrumento de uma autêntica humanização do homem e do mundo».

O documento cita a constituição do Concílio Vaticano II Gaudium et Spes para afirmar que o respeito à liberdade religiosa e sua promoção «não devem fazer-nos indiferentes por nenhum motivo perante a verdade e o bem. E mais, o próprio amor leva os discípulos de Cristo a anunciar a todos os homens a verdade que salva».

E «para que a luz da verdade seja irradiada a todos os homens, precisa-se antes de tudo do testemunho da santidade. Se a palavra é desmentida pela conduta, dificilmente é acolhida».

Mas ao mesmo tempo, acrescenta recordando o pensamento de Paulo VI, «inclusive o testemunho mais lindo será no longo prazo impotente se não for iluminado, justificado e explicitado por um anúncio claro e inequívoco do Senhor Jesus».

Evangelização e ecumenismo não estão em oposição, acrescenta o documento. Mas sim, sucede o contrário. As divisões dos cristãos podem comprometer seriamente a credibilidade da missão evangelizadora da Igreja. Se o ecumenismo consegue realizar uma maior unidade entre os cristãos, a evangelização também resultará mais eficaz.

O documento conclui com uma mensagem do pontificado de Bento XVI: «O anúncio e o testemunho do Evangelho são o primeiro serviço que os cristãos podem oferecer a toda pessoa e a todo o gênero humano».

Voltei. O mandamento de Nosso Senhor é claro: "Ide a todas as nações, ensinai-as e batizai-as". Não devemos ter medo de anunciar a Cristo, muito menos vergonha. Devemos promover a Fé e permitir a todos que tenham uma adesão livre à Verdade. A omissão diante de um mundo laico e cada vez mais fechado para Cristo coloca almas em risco e em nosso juízo certamente seremos cobrados por essas almas desgarradas que deixamos de trazer para o rebanho do Senhor.

Penso que todo Católico tem o dever de pregar a Boa Nova, sempre de acordo com seu intelecto e sua condição financeira. Devemos, além de anunciar a Cristo, comporta-nos como Evangelhos vivos, vivendo em cada momento do dia conforme Ele nos ordenou. Nossos exemplos são o maior testemunho que podemos dar.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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