quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Colégio Cardinalício em números após consistório

Saudações queridos leitores!

Os números do nosso atual Colégio Cardinalício por ZENIT.

Colégio Cardinalício em números após consistório 201 cardeais, 120 eleitores

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 27 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Com os novos cardeais criados em 24 de novembro por Bento XVI, o Colégio cardinalício fica composto por 201 purpurados, dos quais 120 são eleitores (em um eventual conclave para a eleição de um Papa) e 81 não-eleitores (completaram 80 anos).

Se as estatísticas forem analisadas geograficamente, mais da metade dos cardeais são europeus, no total 104, dos quais 60 são eleitores e 44 não-eleitores.

A América Latina conta com 34 cardeais (21 eleitores e 13 não-eleitores), enquanto os originários da América do Norte (Estados Unidos e Canadá) são 20 (16 eleitores e 4 não-eleitores).

Do continente africano procedem 18 cardeais (9 eleitores e 9 não-eleitores), da Ásia 21 (12 eleitores e 9 não-eleitores) e da Oceania 4 (2 eleitores e 2 não-eleitores).

No Colégio Cardinalício estão representados 70 países, 52 dos quais têm cardeais eleitores.

A Itália é historicamente o país com maior número de cardeais: neste momento tem 42 (21 eleitores e 21 não-eleitores), seguida dos Estados Unidos, que tem 17 (13 eleitores e 4 não-eleitores), Espanha com 10 (6 eleitores e 4 não-eleitores), França com 9 (6 eleitores e 3 não-eleitores), Brasil com 9 (4 eleitores e 5 não-eleitores).

Quem continua esta lista é a Polônia, com 8 cardeais (4 eleitores e 4 não-eleitores) e a Alemanha com 7 (6 eleitores e 1 não-eleitor); depois vem o México com 6 (4 eleitores e 2 não-eleitores), a Índia com 6 (3 eleitores e 3 não-eleitores), a Argentina com 4 (2 eleitores e 2 não-eleitores).

Os países que têm 3 cardeais são: Austrália (1 eleitor e 2 não-eleitores), Filipinas (2 eleitores e 1 não-eleitor), Irlanda (1 eleitor e 2 não-eleitores), Suíça (1 eleitor e 2 não-eleitores), Colômbia (3 eleitores) e Canadá (3 eleitores).

Os países que têm 2 cardeais são: Grã-Bretanha, Portugal, Hungria, Ucrânia, Áustria, República Checa, Eslováquia, Chile, Nigéria, Gana, Vietnã e Coréia.

Agora há 39 cardeais religiosos: 10 são jesuítas (2 eleitores e 8 não-eleitores), 8 da Ordem Franciscana dos Frades Menores (3 eleitores e 5 não-eleitores), 6 da Sociedade Salesiana de São João Bosco (4 eleitores e 2 não-eleitores), 2 da Congregação do Santíssimo Redentor (1 eleitor e 1 não-eleitor), 2 da Ordem dos Frades Pregadores (1 eleitor e 1 não-eleitor), 2 sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus – Dehonianos – (1 eleitor e 1 não-eleitor), 2 da Congregação da Missão – Lazaristas (1 eleitor e 1 não-eleitor).

As famílias religiosas que só têm um cardeal são a Ordem Franciscana dos Frades Menores Capuchinhos (eleitor), a Companhia dos Sacerdotes de São Sulpício (eleitor), Beneditinos confederados (não-eleitor), Missionários Oblatos de Maria Imaculada (eleitor), Missionários de Filhos do Coração Imaculado de Maria – Claretianos – (eleitor), Instituto dos Padres de Schoenstatt (eleitor), Monges Estuditas (eleitor).

Dos atuais cardeais, 7 foram criados por Paulo VI (não-eleitores), 156 por João Paulo II (90 eleitores e 66 não-eleitores) e 38 por Bento XVI (30 eleitores e 8 não-eleitores).

Fonte aqui.

Voltei. Onde está Dom Raimundo Damasceno? Um dos que mais merecem tal honra! Mas já volto nesse assunto. Deixe-me comentar os diversos pontos na ordem.

- Cardeais por continentes: A Europa ainda mantém sua maioria no Colégio Cardinalício. O que não é novidade alguma, visto que a Igreja já está lá a muito mais tempo do que aqui. Há bons nomes entre os recém-eleitos e nomes não tão bons assim. A América Latina está com uma representatividade pequena em comparação com sua população católica, mas até que é bom que seja assim, pois ultimamente não há tantos exemplos de ortodoxia, principalmente no Brasil. Fico surpreso com a África, que tem uma população católica crescente (só cresce menos que a população islâmica) e com a América do Norte, que não tem tantos cristãos assim, mas os que estão lá são grandes exemplos de perseverança e de amor à Igreja.

- Países com mais Cardeais: A Itália tradicionalmente encabeça a lista, por ser onde está a Santa Sé. Um dado que me surpreendeu foi ver que os Estados Unidos, país majoritariamente protestante, é o segundo país com maior número de cardeais, à frente da Espanha, país com uma milenar tradição Católica. Esses números vão de acordo com o que sempre falei (talvez nunca tenha mencionado isso no blog, mas sempre falo isso pessoalmente e comento ocasionalmente na internet): o nível dos Católicos de países majoritariamente não-Católicos é melhor do que em nações Católicas. Também gostei de ver as Ordens e Congregações que estão representadas no Colégio Cardinalício.

Agora volto a Dom Raimundo Damasceno. Em sua atual posição, como Arcebispo de Aparecida, conseguiu barrar o agravamento dos problemas que ocorriam no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, restaurando parte da Ortodoxia perdida enquanto Dom Aloísio Lorscheider esteve à frente da Arquidiocese. Grande parte dos problemas enfrentados foi decorrente da queda no nível de ensino nos seminários. Esse é um problema muito grande e muito difícil de se resolver, mas pelo menos atualmente vemos grupos que lutam legitimamente pela restauração da Ortodoxia em nosso país. As iniciativas são raras, mas pelo menos já existem.

Dom Raimundo também conseguiu colocar os Redentoristas que cuidam do Santuário para trabalhar e graças a isso, hoje existe um projeto de longo prazo para a finalização da construção da Basílica de Aparecida que nos permite imaginar que finalmente o maior santuário mariano do mundo estará pronto um dia.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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