sábado, 13 de outubro de 2007

Relativismo impõe dificuldades ao processo ecumênico

Saudações queridos leitores!

Notícia de ZENIT.

Fala Stefano Fontana, diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân

VERONA, quinta-feira, 11 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- As conseqüências do relativismo estão tendo repercussão também de forma negativa no processo ecumênico, em cujo seio se percebem diferenças em conceitos cruciais como o direito à vida, adverte o diretor do Observatório Internacional Cardeal Van Thuân (www.vanthuanobservatory.org), foco de promoção da doutrina social da Igreja.

Stefano Fontana assinou na terça-feira passada uma nota com o título: «Os cristãos entram em consenso mais facilmente sobre as mudanças climáticas que sobre o direito à vida? Ecumenismo e ampliação da razão».

O comentário de Fontana parte da III Assembléia Ecumênica de Sibiu (Romênia), que reuniu recentemente mais de 2.500 delegados católicos, ortodoxos e evangélicos da Europa.

Aconteceu nesse contexto algo que «pode ser significativo» – recorda: «Os representantes das diversas confissões cristãs parecem não se colocar de acordo sobre uma frase da Mensagem final em que falava de ‘direito à vida desde a concepção até a morte natural’».

«É conhecido, de fato, que as comunidades protestantes têm posturas muito diferentes sobre o aborto e a eutanásia com relação à Igreja Católica. Trata-se de um motivo de fé ou de razão? De razão – afirma –, ou seja, de uma desconfiança na capacidade da razão de conhecer a verdade sobre o homem.»

«O movimento ecumênico empreendeu há algum tempo o caminho do encontro entre confissões diferentes sobre temas de justiça, paz e proteção da criação. Mas para prosseguir neste itinerário não pode decair uma razão ‘ampliada’ e capaz de conhecer o bem no campo da ética», adverte o diretor Observatório Internacional Cardeal Van Thuân.

«O relativismo produz sempre uma onda negativa de retorno sobre o processo ecumênico», denuncia.

Sobre esse problema, «como se sabe, a ciência não tem uma palavra clara e definitiva», «mas apesar disso, parece tratar-se de uma certeza maior com relação ao direito do embrião humano a ser respeitado», lamenta.

Fonte: http://www.zenit.org/article-16406?l=portuguese

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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