terça-feira, 30 de outubro de 2007

Reações contra a EpC na Espanha

Saudações queridos leitores!

A Igreja Espanhola mostra mais uma vez seu descontentamento e preocupação com o projeto socialista da chamada "Educação para a Cidadania", que visa expulsar Deus da Espanha. Fiquem com notícia da ACI. Volto depois.

EpC é "imprópria de um governo democrático", assegura Bispo espanhol

Orihuela-Alicante, Dom Rafael Palmero, assegurou que a polêmica disciplina de Educação para a Cidadania (EpC) na Comunidade Valenciana é "claramente inaceitável" e é "imprópria de um governo democrático".

Assim o assinalou ontem o Prelado durante a inauguração da primeira das jornadas sobre educação que realiza o Bispado e que contou com a participação de mais de meio milhar de pais e professores.

"Não vamos contra ninguém, mas nos preocupa um tema tão polêmico e delicado, de fundo alcance educativo", assinalou o Bispo ao referir-se à imposição do EpC na Espanha.

Coincidindo com o expresso pelos expositores convidados à jornada como o Presidente do Foro da Família (FEF), Benigno Blanco, e o dos Profissionais pela Ética (PPE), Jaime Urcelay, Dom Palmero reclamou um "clima de liberdade no ensino" e afirmou que a nova disciplina é "inaceitável na forma e no fundo".

Na forma, explicou o Prelado, porque "impõe legalmente uma antropologia que só alguns compartilham", e no fundo por "seus conteúdos prejudiciais para o desenvolvimento integral da pessoa, já que impõe normas de comportamento e avalia uma determinada formação da consciência".

Dom Palmero acrescentou que a consciência "forma parte do âmbito interior do ser humano" e, por isso mesmo, "deve ser iluminada por uma lei mais elevada" e nunca contra o critério dos pais "em seu direito à educação que recebem seus filhos".

Voltei. Dom Rafael Palmero tocou em um ponto importantíssimo dessa doutrina. Ela visa tirar dos pais a responsabilidade pela educação dos filhos e passar tal tarefa para o Estado, que educaria as crianças segundo a ideologia que bem entendesse. É uma clara invasão em questões de foro íntimo e uma usurpação do poder dos pais, garantido pela estrutura familiar.

Esse tipo de intervenção só está sendo possível porque a instituição familiar já vem sendo duramente atacada na Espanha a um bom tempo. Já não é de hoje que o governo socialista tem se metido em questões relativas à estrutura familiar com o intuito de enfraquecer a estrutura tradicional. Dois dos exemplos são a alteração nas certidões de nascimento, que ao invés de trazer os termos "Pai" e "Mãe", terá escrito "Progenitor A" e "Progenitor B" (informações aqui) e o reconhecimento da união de pessoas do mesmo sexo.

Só Deus sabe o que ainda está por vir.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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