sábado, 6 de outubro de 2007

Por que esculhambo as esquerdas

Saudações queridos leitores!

Uma das coisas que mais tenho feito em meu blog é dedicar meu tempo a atacar as ideologias de esquerda que atualmente assolam nossa sociedade. Por quê faço isso? Faço isso primeiramente por ser meu dever de Católico Apostólico Romano, visto que a Igreja condenou infalivelmente o comunismo, socialismo e todas as ideologias totalitárias.

A Igreja condenou o socialismo. Quem apóia o socialismo não faz parte da Igreja. Portanto, a possibilidade de ser católico se "socialista-comunista-petista-esquerdista" é a mesma de se existir uma "bola quadrada". É um paradoxo.

Vejamos o que a Igreja diz sobre o comunismo:

"O comunismo é intrinsecamente mau, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a Civilização Cristã." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937)

"E se o socialismo estiver tão moderado no tocante à luta de classes e à propriedade particular, que já não mereça nisto a mínima censura? Terá renunciado por isso à sua natureza essencialmente anticristã? (...) O socialismo, quer se considere como doutrina, quer como fato histórico ou como "ação", se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça (...) não pode conciliar-se com a doutrina católica, pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. (...) Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista." (Sua Santidade, o Papa Pio XI. Encíclica Quadragesimo Anno, de 1º de maio de 1931)

"A Igreja tem rejeitado as ideologias totalitárias e atéias associadas, nos tempos modernos, ao "comunismo" ou ao "socialismo". Além disso, na prática do "capitalismo", ela recusou o individualismo e o primado absoluto da lei do mercado sobre o trabalho humano." (Catecismo da Igreja Católica, 2425)

"Não ajudar o socialismo - Tomai ademais sumo cuidado para que os filhos da Igreja Católica não dêem seu nome nem façam favor nenhum a essa detestável seita" (Sua Santidade, o Papa Leão XIII. Encíclica Quod Apostolici Muneris, de 1878, 34).

Um dos maiores males que a esquerda trouxe ao mundo, foi a ideologia conhecida como Teologia da Libertação. Primeiramente gostaria de esclarecer que para a TL, o sistema dominante oprime e tudo que se opõe a ela é taxado de pertencente à classe dominante e deve ser eternamente combatido no ideal marxista da luta de classes. Mentira, pois isso exclui as outras visões, inclusive a diversidade na unidade.

Segundo. Reduzem Cristo a um mero revolucionári social, um "Che Guevara de túnica". "A libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça. Ela exige, por uma conseqüência lógica, a libertação de muitas outras escravidões, de ordem cultural, econômica, social e política, que, em última análise, derivam todas do pecado e constituem outros tantos obstáculos que impedem os homens de viver segundo a própria dignidade." (Libertatis Nuntius)

A libertação social é causa dessa libertação do pecado, pois a exploração do menos favorecido é pecado!

Origem das “Teologias da Libertação”

A TL teve sua origem na América Latina, dados os graves problemas sociais desta região. Descontentes com a situação de miséria enfrentada por milhões de latinos americanos alguns teólogos, aqui e ali, começaram a inserir esta temática em suas reflexões teológicas e começaram a produzir um substrato deste pensamento, fundamentados em dois conceitos básicos: “Pobres” e “Libertação”. Em 1969, o teólogo peruano Gustavo Gutiérrez proferiu uma conferência sobre o tema: “Notas para uma Teologia da Libertação”; foi o nascimento da expressão “Teologia da Libertação”, que instantaneamente assumiu grande eloquência. Esta expressão foi, paulatinamente, englobando posições afins entre si, mas não idênticas. E quais seriam as características principais destas diferentes posições?

A TL como praxe histórica

É a corrente que tem como principal expositor Gustavo Gutierrez. De características radicais, utiliza-se do método de análise marxista para identificar os elementos sobre os quais a teologia deverá debruçar-se. Identifica o “pobre” como uma classe (sempre segundo o marxismo) e, portanto, vislumbra a ação libertadora como luta de classes. A evangélica opção preferencial pelos pobres transforma-se em opção por uma classe em detrimento da outra. A figura de Jesus tem relevância apenas como modelo de luta.

A TL como praxe revolucionária

Expoente mais radical das TL’s, representa-se principalmente no brasileiro Hugo Assmann. Segue à análise marxista como se fosse uma verdade científica e incontestável. Desta maneira, elabora sua práxis libertária aos moldes dos grupos revolucionários. Tende, ainda mais que as outras posições, distanciar-se da Hierarquia da Igreja e das verdades da Fé, sempre vistas negativamente. Desnecessário dizer que prima assim pelo relativismo orientado pela “força transformadora” das ações.

A TL como praxe dos povos latino-americanos

Corrente de Lúcio Jera, entre outros, diferencia-se bastante das linhas anteriores. Esta diferença recai especialmente sobre o conceito de “Povo”, que não seria uma classe, mas sim o sujeito comunitário de uma história e de uma cultura. Esta realidade histórico-cultural de um povo inclui sua religiosidade e as expressões de fé e de piedade desse povo. Assim valoriza-se a concretude histórica dos povos, em lugar de ceder à luta de classes. Hoje, quase que só impropriamente se pode chamá-la de TL. Há já uma tendência de identificá-la como Teologia Indígena.

A TL a partir da pastoral da Igreja

Esta linha adota o linguajar das correntes anteriores mas não entra diretamente em reflexões sobre aspectos sócio-políticos; não recorre à mediação socioanalítica do marxismo, embora não recuse levar em conta os dados estatísticos e outras contribuições das ciências sociais. Seus adeptos costumam ser fiéis ao Magistério da Igreja, que é guarda da Tradição e vínculo de unidade. Se pode perguntar se, de fato, poderia-se afirmar que esta corrente faz parte da TL , pois, ainda que os termos estejam presentes, servem geralmente para designar realidades que a Igreja reconhece como válidas.

A teologia da Libertação, de caráter marxista

É fácil verificar então que uma das características principais da TL, de fundo marxista, é a sua tentativa de correlacionar Teologia com o condenado marxismo. Cabe então dizer de que modos a teoria marxista influencia à TL. Comumente se reconhecem 4 pontos:

1- A necessidade da luta de classes;

A práxis libertadora é identificada com tal luta e, portanto...

2- Só se admite a “revolução” como práxis libertadora;

Não “meras” reformas econômicas e/ou sociais. Quem não se alinha à revolução com os oprimidos é opressor.

3- A instauração do socialismo marxista;

É, conseqüentemente, a intenção da revolução, com a derrubada do capitalismo. E, por fim...

4- A secularização do Reino de Deus;

Para coincidir com tal socialismo, despoja-se o Reino de seus valores e manifestações religiosas. E assim se faz uma releitura de toda a Doutrina da Igreja e Exegese bíblica.

Jesus nos afirmou que viera para que todos tenham vida, não somente os pobres. Aliás, gostaria muito de ver a reação dos seguidores de tal “teologia”, caso lá estivessem, ao ver Jesus comendo em casa de publicanos (personificação do sistema econômico-administrativo exploratório da época).

A Igreja nos fala de opção preferencial pelos pobres, não radical e muito menos exclusiva.

O marxismo, além de materialismo histórico interpreta a vida social conforme a dinâmica da luta de classes e prevê a transformação das sociedades de acordo com as leis do desenvolvimento histórico de seu sistema produtivo. Isso não é cristão. Não deve existir essa luta de classes, opressor e oprimido, mas sim todos juntos contra os inimigos comuns (pecado, fome, doenças...). Estimular a revolução, expropriação de terras, até mesmo a luta armada não tem absolutamente nada a ver com cristianismo, justamente o contrário. Esse tipo de coisa não é solução alguma para o pobre, é apenas mais um gerador de exclusão social, fazendo com que os pobres se tornem preconceituosos para com os ricos, associando a riqueza à maldade. A riqueza ão é intrinsecamente má, mas pode ser usada para tal. Ou se rotula que uma pessoa é má por ser rica ou rica por ser má?

A situação de injustica pode assim ser assimilada e combatida com os conceitos cristãos. Não só pode como deve, mas agora, abandonar a Doutrina Social da Igreja em detrimento de uma nova "teologia" é reinventar a roda, e reinventar mal ainda por cima.

A TL fala no mandamento do Amor ao próximo, que deve-se levar em conta que este amor perpassa também no zelo para que todos tenham dignidade. Que não haja exclusões e nem opressores. A TL erra em pregar que esse amor, essa luta seja apenas social, pouco se importando com a Salvação da pessoa. Eles dizem que esse amor perpassa também pelo zelo para que tenhamos dignidade. A Igreja já prega isso há tempos! E faz isso desde muito antes dde Marx e Engels inventarem o comunismo. A TL deturpa demais osignificado do Amor ao próximo. Esse amor não é apenas lutar por moradia melhor, menos miséria e coisas do gênero. O amor ao próximo não é apenas isso, mas também é isso. Mas o primordial do amor ao próximo é desvencilhá-lo do pecado, todo o resto é conseqüência. Libertanto o rico do pecado, a avareza, a mesquinharia e a desonestidade vão cair por si só, já que é esse pecado o culpado maior de toda a situação de exclusão vivida hoje.

O comunismo instalado na URSS por Lênin e Stalin já militava e proibia a religião, vide os inúmeros religiosos assassinados nessa época. Veja Cuba e a China, dois exemplos de nossa época.

As CEBs são o modo que a TL encontrou para manipular as massas, implantar o seu conceito de ver absolutamente tudo através da ótica da luta de classes inclusive a Biblia e Jesus, associando a imagem de Cristo a revolucionários como o porco fedorento do Che Guevara.

A TL não se preocupa com a libertação do pecado, ato primordial para que o homem seja plemanente livre. O máximo que a TL faz é pregar uma demagogia de que o homem só será livre quando se livrar das mazelas da sociedade. Está errado! Isso é uma visão materialista limitada da verdadeira libertação que provém de Deus, que é a libertação do pecado.

Para concluir, deixo a palavra categórica da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a Teologia da Libertação, na Libertatis Nuntius (disponível aqui), aprovada pelo Papa João Paulo II e assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, em 06/8/84 nos alerta:

”A teologia da libertação, assumindo elementos do marxismo, chega a conclusões incompatíveis com a visão cristã do homem.”

E, como não poderia deixar de ser, cito uma vez mais o Papa Bento XVI:

“O cristão não pode ser, de forma alguma, insensível à miséria dos povos do Terceiro Mundo. Todavia, para acudir cristãmente a tal situação, não lhe é necessário adotar um sistema de pensamento que é anticristão como a Teologia da Libertação; existe a doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos Papas desde Leão XIII até João Paulo II de maneira cada vez mais incisiva e penetrante. Se fosse posta em prática, eliminaria graves males de que sofrem os homens, sem disseminar o ódio e a luta de classes.”

Recusar o devido assentimento a estas indicações é afastar-se decididamente da Verdade cristã sobre o Homem, sobre a Igreja e sobre Deus.

Deixo as palvras de Nosso Senhor Jesus Cristo para uma reflexão.

"Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo." (Jo XVIII, 36).

Ao invés de ajudar o "opressor" a entender que o que ele faz é errado vai tentar ajudar o oprimido a virar opressor e massacrar o rico. Essa é a ideologia do rico ao contrário.

Texto elaborado com grande parte da expressão do conhecimento do Marcelo Gaucho.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

4 comentários:

Giovani Rodrigues disse...

Muito bom este artigo, Fernando.

Será de grande valia para a defesa da Fé.

Parabéns, obrigado e fique com Deus.

Giovani
Pro Catholica Societate

Anônimo disse...

ou seja, a igreja catolica tenta calar a boca de quem tem opnião contraria, não é a toa que foi conivente com o nazismo e tantas outras formas de repressão durante séculos.

Eduardo Araújo disse...

A Igreja Católica tenta calar a boca? Grande mentira, típica do arsenal esquerdista empapado da crítica de Marx à religião. Crítica preconceituosa e anacrônica já em seu tempo, diga-se.

Mas o pior dessa verborréia esquerdista anticlerical é a evolução da síndrome de Pio XII "nazista".


Inicialmente, a difamação cuidava de acusar aquele Papa de omissão, porquanto ele - supostamente - tinha ciência do que se passava nos campos de concentração. Mentira e das mais cabeludas! Sequer a cúpula militar nazista foi inteirada da Solução Final. Pouquíssimos generais, e só os com algum vínculo às SS, sabiam do tratamento dispensado aos judeus nos campos e, ainda assim, muito superficialmente. Como, então, S.S. Pio XII, um inimigo declarado do nazismo desde quando Cardeal Pacelli, teria uma informação privilegiada negada aos próprios generais?!

E, independente dessa falta de plausibilidade, salienta-se a falta absoluta, total, de mínimas provas que sequer permitam especular quanto ao alegado conhecimento do Pontífice dos massacres nazistas nos campos. Mas foi justamente sob essa alegativa que armou-se a sórdida CALÚNIA contra Pio XII, alcunhando-o levianamente de "O Papa de Hitler".

Justamente o cardeal que redigiu boa parte da Encíclica Mit Brenneder Sorge, de seus antecessor Pio XI, a ÚNICA manifestação de uma instituição contra o nazismo antes da irrupção da guerra.

Porém a sordidez grotesta dos levianos esquerdistas não se contentaria em difamar Pio XII pela algeada omissão. Agora, os IDIOTAS acusam não somente o Pontífice como a Igreja de conivência e até de colaboração com o nazismo! A mesma Igreja que teve vários de seus templos apedrejados pela Juventude Hitlerista. Que teve suas prensas proibidas de funcionar pelo regime, na tentativa de se calar a única voz contra o nazismo. Que teve inúmeros de seus sacerdotes mortos pelo regime, cuja filosofia - definida por Hitler, Goebells e Alfred Rosemberg - era declaradamente anticatólica, inclusive projetando-se o seu extermínio após liquidarem os judeus.

Contudo, isso de nada adianta para fazer os estúpidos anticlericais, esquerdistas, rever a enorme farsa que pretende associar Catolicismo e Nazismo. Sequer têm capacidade de isenção para enxergar, por exemplo, o fato de S. S. Pio XII ter sido agraciado com uma comenda a ele dedicada por Golda Meir, Primeira Ministra de Israel, adivinhem por quê? Pela substancial e vital ajuda à causa semita no período de regime nazista na Alemanha. Tente mostrar isso para os imbecis e veja a reação ...

Eduardo Araújo disse...

E tem mais:

Calar a boca de quem tem opinião contrária é o que mais faz a ordem esquerdista dominante via seus segmentos - abortistas, feministas, gayzistas, ecologistas.

"O quê?! A Igreja Católica está se manifestando contra a pesquisa com células tronco de embriões? Que atrevimento! Está contra a ciência. Medieval. Inquisição."
Corolário - a ICAR é proibida de opinar sobre o assunto.

"O quê?! A Igreja Católica está alertando seus fiéis contra os velados propósitos abortistas de uma candidata ao Senado? Vamos invadir a Sede do Arcebispo e arrancar os papéis com essas orientações."
Corolário - a ICAR é proibida de tomar posição sobre o assunto.

"O quê?! A Igreja Católica está reclamando de uma mostra "artística" ridicularizando os seus símbolos e os seus representantes? De jeito algum! O Estado é laico! Liberdade de Expressão! É uma exposição de arte (sic)!"
Corolário - a ICAR é proibida de indignar-se com o assunto.


Pois é! Veja-se bem quem tem pretensões a calar a boca de quem discorda de suas imposições.