terça-feira, 23 de outubro de 2007

Padre Júlio Lancelotti, a extorsão e a retórica esquerdista

Saudações queridos leitores!

Finalmente vou escrever sobre um assunto que não me agrada nem um pouco. O caso de extorsão no qual o Padre Júlio Lancelotti se envolveu. Não conheço o Padre pessoalmente mas lhe respeito como um Sacerdote da Santa Igreja. Não gosto de suas ações sociais, pois não acho que ajudam, apenas contribuem para manter as pessoas na pobreza, sem oferecer-lhes uma porta de saída.

A assistência ao necessitado tem que ser um meio transitório entre a miséria e condições mais dignas de vida. Padre Júlio não faz isso, pelo contrário, em certos casos, até mesmo luta para que os mais necessitados continuem necessitados. Vide o caso das rampas sob os viadutos da cidade de São Paulo, que foram contruídas para evitar que marginais permanecessem lá para efetuar assaltos. Padre Júlio disse que as "rampas antimendigo" estavam lá para evitar que os pobres morassem debaixo da ponte, como se lá fosse o lugar deles. Ao invés do Padre Júlio lutar para tirar os pobres da miséria, quer que a prefeitura deixe os viadutos mais "habitáveis", como se lá fosse lugar pra alguém morar. É a famigerada teologia da libertação, que não liberta nem mesmo um homem de um saco de papel molhado.

O Padre Júlio denunciou alguns dias atrás que está sendo vítima de extorsão por um de seus ex-internos. Segundo ele, o ex-interno começou pedindo ajuda para sobreviver após deixar um abrigo mantido pela ONG do sacerdote. Mas com o passar do tempo, a ajuda foi sendo exigida e os valores foram aumentando enquanto o ex-interno ameaçava revelar um suposto caso de pedofilia cometido pelo Padre. O sacerdote chegou inclusive a pagar várias parcelas de uma Mitsubishi Pajero para os criminosos, até que enfim denunciou a extorsão e após 15 dias fo preso um homem de 25 anos, ex-interno da Febem que ameaçava o Padre.

Padre Júlio disse que o processo de extorsão durou três anos e que demorou tanto tempo para denunciar o crime às autoridades porque acreditava que conseguiria tocar o coração do bandido. Para mim essa justificativa simplesmente não cola. Muito me admira, Padre Júlio, tão sábio e acostumado a lidar com as pessoas de todos os tipos, deixar-se pegar em uma chantagem primária. Em uma das reportagens publicadas, Dom Pedro Stringhini, bispo-auxiliar de São Paulo, tenta explicar: “Nós, padres, somos ingênuos, andamos a pé, de metrô e, de repente, estamos ajudando alguém a comprar um carro. Estas coisas sem saber”. Ajudando? Foi ajuda ou foi extorsão? E, se foi extorsão, qual era o trunfo de quem a praticava? Em reportagem da Folha On Line, aparece uma explicação de Padre Júlio: “Esperava um resultado positivo. Esperava que parasse. Esperava que eu conseguisse tocar no coração deles."

Na Folha, do dia 18 último, Padre Júlio deu uma declaração que eu considero extremamente grave, passível de um silêncio obsequioso: “Se Jesus tivesse tomado muito cuidado, não teria morrido na cruz, né? Teria morrido idoso numa cama”. Trata-se de um juízo temerário, insultando a Onisciência de Nosso Senhor Jesus Cristo e dizendo que o plano salvífico que nos redimiu pela Cruz só aconteceu porque Jesus Cristo foi "descuidado".

Padre Júlio deve ter matado as aulas de Teologia Dogmática no seminário para estudar argumentação retórica esquerdista com os nossos intelectualóides.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

Um comentário:

Elton Quadros disse...

Vi o seu texto na comunidade Católicos. Como não teria essa sua "delicadeza" com o Padre Júlio, prefiri, comentar aqui no blog.

Gostei do texto e, segundo o blog do Reinaldo Azevedo, existem novidades sobre o caso.

É uma pena, um sacerdote envolvido com tanta coisa esquisita e tantas "idéias" equivocadas, para dizer o mínimo.

Obrigado por postar o texto na comunidade e evitar um comentário pouco caridoso de minha parte lá.

Saudações deste malungo.