segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Os Jovens e as Estratégias Abortistas no Brasil

Saudações queridos leitores!

Abaixo vai uma entrevista com Dom Orlando Brandes que mostra como as esquerdas infiltradas nas univesidades promovem a carnificina de inocentes no Brasil

Entrevista a Dom Orlando Brandes sobre Campanha Pró-Aborto da União Nacional dos Estudantes


SÃO PAULO, domingo, 30 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Essa quinta-feira, a UNE (União Nacional dos Estudantes) lançou no Brasil uma Campanha Pró-Aborto. Para comentar o assunto, Zenit entrevistou Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina (Paraná, sul do Brasil) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

--Ao lançar essa semana uma campanha a favor do aborto, a UNE ergue-se como instituição que fala em nome da juventude brasileira. Mas isso não é verdade, pois não só os jovens, como também o restante da sociedade brasileira, em sua grande maioria, é contra o aborto…

--Dom Orlando Brandes: Vivemos em uma sociedade pluralista. Nesse pluralismo, os valores cristãos e, às vezes, os valores éticos e até os valores da lei natural já não são mais respeitados. Temos uma cultura hoje muito pluralista e, por outro lado, muito individualista. Nesse contexto, há entidades internacionais que vão incutindo na cultura e nas pessoas o seu jeito de interpretar a realidade. Neste caso de uma campanha a favor do aborto, isso não condiz nem com a natureza humana, porque até os animais cuidam de seus filhotes, nem condiz com as religiões cristãs; o não matarás é praticamente uma norma de todas as religiões. Nós queremos sempre uma cultura da vida. E dentro dessa cultura da vida hoje nós cuidamos da natureza, dos animais, e temos também de respeitar a vida desde a fecundação, onde existe o início completo de uma vida humana, que depois vai se desenvolver, nascer, frutificar e um dia morrer naturalmente.

--Por mais que uma entidade se manifeste pró-aborto, não se pode afirmar que a juventude brasileira é a favor de uma cultura da morte. Ela é muito mais pela cultura da vida, não?

--Dom Orlando Brandes: Como eu disse, há uma visão muito pluralista hoje. Lembro-me, por exemplo, de quando o Papa se encontrou com os jovens no Pacaembu, em São Paulo, em maio passado, e falou da castidade, da fidelidade do matrimônio e de posições anti-abortistas. Ali ele foi longamente aplaudido. Porque ali estavam jovens cristãos. Então, de fato, não se pode dizer «toda a juventude», pois, se se usou a palavra «pluralista», significa que há muitas posições diferentes. Normalmente, os jovens cristãos, católicos e jovens também de outras religiões pentecostais, eles não concordam com o aborto. Isso é uma verdade.

--Que precauções o senhor pensa que os jovens devem tomar para não correr o risco de, diante de estratégias duvidosas, serem massa de manobra de interesses cujos vínculos estão para além do que se apresenta na mídia e que extrapolam as informações oficiais?

--Dom Orlando Brandes: Em primeiro lugar, deve-se consultar a autêntica e verdadeira ciência, porque uma ciência sem ideologia e sem interesses mostra realmente que a vida tem início na fecundação e que todo corpo de uma pessoa grávida se prepara naturalmente para o desenvolvimento daquele embrião. Depois, considerar a dignidade humana ao embrião.

Por outro lado, deve-se buscar uma educação para o amor, porque o que está em jogo hoje é esse pluralismo ético, num contexto em que se tem de ver as razões sérias do porquê não abortar.

Uma outra questão a averiguar, além da educação para o amor e para a ética, é as pessoas se informarem melhor junto da ciência, dos próprios pais, das religiões, para que esses valores, como o do respeito ao embrião, do respeito à vida, não se percam. Mesmo para os que não têm religião, os argumentos humanos são suficientes para não se tomar uma atitude abortista. Nós já temos no mundo muitos sinais de que um desenvolvimento que não é integral e que não leva em conta a ética e a religião, ele se torna um desenvolvimento que acaba indo contra a própria humanidade.

A vida é um bem primário, é o fundamento de todas as instituições humanas, inclusive das instituições políticas. Por isso, por ser este bem primário, a razão de ser de todas as outras instituições, ela deve ser respeitada. Há argumentos éticos, científicos, religiosos e sociais quando se afirma a necessidade da defesa da vida. Não é uma atitude de fechamento, obscurantismo ou qualquer coisa do tipo. É uma argumentação séria a favor da vida.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

4 comentários:

Marcos disse...

Pois é Fernando, cara de saco =) gostei do blog, ótima a entrevista de Dom Orlando, melhor ainda se conseguirmos levar essa verdade a toda a juventude =)

Fica com Deus e parabéns pelo Blog

amasotti disse...

Você é mais manipulador do que aqueles que você acusa.
Fala sério...
ridículo

luciano mendes disse...

Uma entrevista esclarecedora. E aqui cabe levantar alguns questinamentos aos rebeldes sem causa da UNE.
Questão - Eu sou universirio, já que a UNE é a que "defende" os interesses dos estudantes no país, porque os estudantes não foram consultados sobre a questão pró aborto? Por que eu não fui.
Mas essa questão é de fácil resolução. Não há espaço para diálogo na pseudo esquerda formada por almofadinhas que é UNE.
Eles falam tanto em diversidade mas pra eles qualquer diversidade vale, desde que não seja cristã, afinal de contas os cristãos são retrógrados, não é?
Me entristece profundamente ter uma entidade de classe tão pobre em ideais e preocupada apenas com o próprio umbigo.
Essa é a praga relativista da qual o Santo Padre tem falado tanto, o que vale a vida pra quem não entende seu significado mais profundo?
Alguém vira pra mim e diz " Ah... e o direito de escolha da mãe? eu respondo questionando... E o dieito de escolha do nascituro?
Sabe o que me deixa mais triste? É que essas pessoas defendem arvores, macaquinhos e outros seres vivos, o que é válido. Mas é de uma dicotomia profunda não defender a vida humana.
Somos nós, é nossa existência, é sangue do nosso sangue é vida...
E retorno ao eixo da minha questão.
Quem são eles para falar em nome dos estudantes do Brasil?
E em resposta ao nosso querido Amasotti, o que ele entende por manipulação? Talves mainipulação não será falar em nome de um grupo de pessoas sem consulta-las? Utilizando do nome de uma instituição de classe?
A igreja não manipula. A Igreja simplesmente não te medo da sua identidade.
O que é ssa gente sabe de identidade? No que eles creem a não ser em si mesmos?
Vamos pensar um pouco...?

tht disse...

Hum...

Alguém acusando outrem de manipulação. Mas... e os argumentos? Cadê?

Pax,
Pro Catholica Societate