quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A Máquina de Mentiras Comunistas

Saudações queridos leitores!

Realmente, a propaganda é a alma do negócio. A velha teoria de Joseph Goebbels nunca se mostrou tão na moda. "Repita uma mentira muitas vezes até que esta se torne uma verdade". Parece que a corja comunista que infesta as universidades brasileiras resolveu levar conceito a sério.

Chega a mim um texto de um esquerdóide da UNE postado em um blog sobre o programa de legalização do aborto que a UNE tenta fazer pensar ser a opinião dos universitários brasileiros. É mentira que isso seja a opinião dos universitários. Além de fazer apologia ao aborto (já estão tão descarados que nem usam mais o termo "interrupção de gravidez"), utilizam sua máquina de propaganda Goebbeliana para tentar sujar a reputação de quem ouse ser contra seus propósitos. A bola da vez, pra variar, é a Igreja.

Vamos analisar alguns trechos do texto.

O aborto ao longo da história

Um dos pais da Filosofia, Platão, em seu livro República defendeu a interrupção da gravidez em todas as mulheres que engravidassem após os 40 anos. Por trás dessa afirmação estava a concepção de que os casais deveriam gerar filhos para o Estado durante um determinado período. Portanto quando a mulher chegasse a uma idade avançada essa função cessava e a indicação era clara: o aborto.

A antigüidade da prática ou de seu apoio não quer dizer nada. Não é porque Platão apoiava o aborto que este era correto. O consenso não era unânime e mesmo na Grécia antiga o aborto tinha seus combatentes. Em uma das primeiras referências encontradas sobre o assunto na Grécia, Hipócrates negava o direito ao aborto e exigia aos médicos jurar não dar às mulheres bebidas fatais para a criança no ventre. Também haviam as leis de Licurgo e de Sólon e a legislação de Tebas e Mileto que tipificavam o aborto como crime.

As idéias de Platão perduraram por muitos séculos e chegaram a nortear a ciência da Roma Antiga, onde a interrupção da gravidez era ética e moralmente aceitável.

Apesar de tal afirmação ser verdadeira, está omitido o fato de que mesmo os antigos romanos reconheciam direitos do feto, tanto é que se uma grávida fosse condenada à morte, a execução da pena era suspensa até o nascimento. Já no Século II essa situação muda, com o aborto sendo considerado crime e as mães acusadas de tal delito eram condenadas ao exílio.

Aristoteles definia o início da vida com o primeiro movimento que o feto fazia. Para ele isso acontecia no 40° dia para os meninos e no 90° dia para as meninas (pois é ele achava que as mulheres se desenvolviam mais lentamente). Como não havia como determinar o sexo do feto ele optou pela segurança e defendia que o feto só poderia ser abortado até o 40° dia de gestação.

Aqui já vemos que mesmo Aristóteles tinha uma opinião contrária ao assassinato de um humano. Como na concepção grega o feto "tornava-se humano" apenas a partir de 40 dias para os meninos e 90 dias para as meninas, ele optou pela segurança dos 40 dias. Após esse período o feto era considerado humano e já não podia mais ser morto, pois tratava-se de um assassinato. Bem diferente de hoje em dia, que sabemos que a vida começa bem antes de 40 dias mas mesmo assim defendem a extinção de uma vida humana, demonstrando o egoísmo e o desprezo pela vida por parte dos defensores de tal prática.

A tese aristotélica influênciou o pensamento da igreja católica até 1588 quando o Papa Sixto V condenou a interrupção da gravidez. Seu sucessor Gregório IX voltou atrás e determinou que o embrião não formado não pode ser considerado ser humano. Esse conceito perdurou até 1869 quando Pio IX propôs que cientístas e teológos definissem o começo da vida. Como não chegaram a um consenso o Papa, precavido, resolveu não arriscar e definiu a hipotese mais precosse, o encontro do espermatozoide com o óvulo. Portanto o conceito de vida da igreja católica hoje é baseado na precaução de Pio IX.

Atenção! Analisem friamente o trecho acima e terão uma dimensão mais concreta do tamanho do estrago que o submarxismo está fazendo nas universidades brasileiras.

O texto diz que o Papa Sixto V, em 1588 condenou a interrupção da gravidez, o que é bem verdade. Mas não quer dizer que essa prática já não era condenada anteriormente! A condenação de Sixto V é uma reiteração de uma condenação já existente! Isso é comum na Igreja, tanto é que a Maçonaria já foi condenada quase duas centenas de vezes, e olha que ela é bem mais recente que o aborto. Mas voltemos ao assunto.

O texto diz que Gregório IX voltou atrás com a decisão de Sixto V, mas viveu no século XII!! Como, meu Deus!, pode um papa nascido no Século XII revogar uma decisão de um Papa do Século XV? Como? E esse texto ainda é postado por um universitário! Desse jeito, qualquer chimpanzé se passa perfeitamente por Schopenhauer! O aborto é condenado pela Igreja desde os tempos dos apóstolos, visto que na Bíblia já está expresso o mandamento de não matar. A única coisa que podia influenciar era o conhecimento de quando o feto tornava-se humano, mas eram unânimes em condenar a morte do inocente. Será esse o nível das universidades brasileiras? Se for, faço minhas as palavras de Bruno Tolentino, "só entro numa universidade brasileira se for disfarçado de cachorro".

Vamos continuar nossa análise, agora pelos aspectos "científicos".

* Visão Genética: A vida começa quando o espermatozóide e o óvulo fundem-se criando um conjunto genético único. Essa é a opinião da Igreja Católica hoje.

Correto. Pois a partir do momento em que a matéria genética se arranja na forma do DNA que conhecemos hoje, o feto já possui tudo o que é necessário para ser considerado humano, já tendo a alma infundida por Deus.

* Visão Embriológica: O começo da vida da-se na 3ª semana de gravidez, quando é estabelecida a individualidade humana. Isso porque até 12 dias após a fecundação o embrião é capaz de gerar dois ou mais indivíduos. Essa é a posição defendida por quem defende a pílula do dia seguinte.

Ora essa, se até a terceira semana o feto não é considerado humano, a que espécie pertence? Se até lá ele não é humano é possível que ele se transforme em uma tartaruga ou em um burro (essa eu acho até plausível)? O que determina a humanidade é a carga genética, que se arranja já na concepção.

* Visão Neurológica: Defende o mesmo princípio para a determinação da morte, ou seja, a atividade cerebral. Essa data não é consensual. Uns defendem que é na 8ª semana onde o feto tem um circuito básico de neurônios que será a base do sistema nervoso, outros na 20ª semana que é quando a mãe sente os movimentos do feto.

Esse argumento é facilmente rechaçado com o caso da pequenina Marcela. Ela já está hoje, no dia 3 de Outubro, com nada menos que 317 dias de vida. Alguém se atreve a dizer que ela não é humana?

* Visão Ecológica: É a capacidade de sobreviver fora da útero materno. Isso é determinado pelo pleno funcionamento dos pulmões, o que acontece entre a 20° e 24° semana de gravidez. Esse é o limite que a Suprema Corte americana baseou-se para a autorização do aborto nos Estados Unidos.

Um bebê prematuro que tenha que ir para a encubadora, mesmo após as 24 semanas e passe para o respirador torna-se menos digno de viver? E as crianças que nascem com problemas respiratórios. Eu nasci de nove meses mas tive bronquite e fiquei uma semana no respirador. Em meu caso seria melhor ter cometido um infanticídio?

* Visão Metabólica: Defende que não existe um começo. O óvulo e os espermatozóides são tão vivos quanto uma pessoa (o que significaria que masturbação é genocídio). Defendem, também, que o desenvolvimento de uma criança é um processo contínuo e sem um marco inaugural.

Óvulos e espermatozóides são realmente vivos, mas não possuem carga genética humana completa, portanto, sozinhos, jamais gerarão um ser humano completo, a menos que sejam fecundados. Drauzio Varella já tentou utilizar esse argumento para desqualificar a posição da Igreja, mesmo sabendo que essa não é a visão dela.

Agora, vamos ver a Máquina de Propaganda Comunista deliberadamente em ação contra a Igreja:

A religião mais radical contra o aborto é a católica. Para o Papa Bento XVI "negar o dom da vida, de suprimir ou manipular a vida que nasce é contrário ao amor humano", ou seja, o catolicismo condena, também, o uso de células tronco embrionárias (mesmo que as pesquisas possam salvar vidas no futuro) e não permite o uso de métodos anti concepcionais (a não ser o celibato). Praticar aborto é considerado crime passível de excomunhão.

Aqui misturam alhos com bugalhos ao enfiar a discussão de CTEs no meio da história. A oposição da Igreja já vem desde a fertilização in vitro, pois separa as finalidades do ato sexual, que são a unitiva e a procriativa. Sexo com métodos anticoncepcionais é ato com finalidade unitiva sem finalidade procriativa e fertilização in vitro é finalidade procriativa sem o ato e sem finalidade unitiva.

A Igreja é realmente contra pesquisas com CTEs mas apóia as pesquisas com células tronco adultas, que comprovadamente têm mais resultados pelo mundo inteiro.

Entretanto a Igreja Católica não tem se demonstrado tão pró-vida em outras situações:

Pimba! chegamos ao ponto! Nenhum texto submarxista está completo sem as críticas-clichê contra a Igreja. Vamos lá.

* A Igreja defende a legitimidade da "guerra justa" em casos de tirania irremovível de outra forma (princípio do mal menor).

Então tá. Vem algum ditadorzinho querer se apossar de seu país, marchando com uma tropa e um monte de tanques e, na opinião desses pacifistas de meia tigela, devemos: entregar o país de mão beijada ou então tentar argumentar com eles, quem sabe levando chá e biscoitos?

Por que não falam nada dos métodos assassinos do porco fedorento do Che Guevara, do Grande Salto para a Frente da China, que foi o grande salto para a morte para milhões de pessoas e de Cuba que está nas mãos de um cadáver vivo e que ainda assim continua matando gente! Retórica fajuta fede!

* Em alguns países, aceita a pena de morte.

Em quais países cara pálida? Mate a cobra e mostre o pau! Quem é a instituição que mais se opões às execuções na China comunista (país que mais executa prisioneiros no mundo) e nos Estados Unidos?

Vejamos o que diz a Igreja sobre isso. O ensino da Igreja sobre a pena de morte, conforme o Compêndio da Doutrina Social da Igreja (n.405), diz que:

"A Igreja vê como sinal de esperança a «aversão cada vez mais difundida na opinião pública à pena de morte, inclusive como instrumento de “legítima defesa” social, ao considerar as possibilidades com as quais conta uma sociedade moderna para reprimir eficazmente o crime de modo que, neutralizando quem o cometeu, não se lhe prive definitivamente da possibilidade de redimir-se» (João Paulo II, «Evangelium vitae», 27). Ainda que o ensinamento tradicional da Igreja garanta a comprovação da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, «se esta fosse o único caminho possível para defender eficazmente do agressor injusto as vidas humanas» (Catecismo da Igreja Católica, 2267), os meios não-cruéis de repressão e castigo são preferíveis, pois «correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais conformes com a dignidade da pessoa humana» (Catecismo da Igreja Católica, 2267). O crescente número de países que adotam medidas para abolir a pena de morte ou para suspender sua aplicação é também uma prova de que os casos nos quais é necessário acabar com a vida do culpado «são já muito raros, por não dizer praticamente inexistentes» (João Paulo II, «Evangelium vitae», 56; Mensagem para a Jornada Mundial da Paz, 2001, 19, onde se define o recurso à pena de morte como «absolutamente desnecessário»). A crescente aversão da opinião pública e as diferentes medidas orientadas a sua abolição, ou à suspensão de sua aplicação, constituem visíveis manifestações de uma maior sensibilidade moral". Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n.405.

* A Igreja patrocinou a Inquisição, com a eliminação física de pessoas tidas como hereges da fé.

Mais um sofisma usado para tentar denegrir a Igreja. O direito penal da época era extremamente severo, as punições eram desproporcionais aos crimes. Por exemplo:

- Um ladrão era punido da primeira vez com a amputação de um dedo, da segunda vez outro dedo, da terceira vez a mão e da quarta a cabeça.

- Uma pessoa acusada de mentir contra um nobre era punida tendo que mergulhar seu braço em uma tina de chumbo derretido.

- Quem cometia um crime de lesa-majestade (contra o rei), fosse qual for era simplesmente morto, sem julgamento.

Por esses aspectos podemos desenhar um pouco do panorama de como era a vida na época da Inquisição.

A Inquisição foi uma medida extrema da Igreja, tomada para conter as heresias que pululavam por todo o lugar. Entre as principais correntes combatidas pela Igreja estavam os valdenses, os cátaros, os arianos, os franciscanos espirituais, etre outros que não me lembro de cabeça.

A Inquisição foi pioneira com seu método de acusação e defesa. Foi durante a Inquisição que surgiu o primeiro conceito de tribunal como o temos hoje em dia. Entre as regras estabelecidas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição estavam:

- Nenhum preso poderia ser torturado mais de uma vez;

- Uma confissão só tinha validade se essa fosse concedida por vontade própria, nunca durante a sessão e tortura. Se o acusado confessasse algo durante a tortura, teria que reafirmar sem ser torturado para que tal confissão fosse válida;

- Entre as penas impostas pela Igreja, 98% delas estavam relacionada a no máximo confisco de bens e retratação pública.
Apenas os hereges reincidentes e ofensivos foram condenados à excomunhão;

- A Inquisição garantia ao prisioneiro cárcere decente, diferente das pútridas prisões existentes na época.

Como um fenômeno da época, a Inquisição ocorreu levando em conta os costumes da época. E esses costumes parecem repulsivos a todos nós hoje em dia, mas na época era como toda a população encarava a justiça. Se não fosse executada de tal maneira não seria justa.

* Na colonização, a Igreja tolerou e participou do genocídio em relação aos índios, abençoou a escravidão dos negros que foram maltratados as vezes até a morte.

Mais um besteirol propagado ad nauseam nos palanques comunistas, quer dizer, universidades brasileiras. Que me mostres sequer um documento atestando que a Igreja permitiu tais práticas e que ela abençoou a escravidão.

Lembro que pedir provas do apoio da Igreja é diferente de negar a existência de tais práticas. Afinal, não dá pra negar que tais abusos realmente existiram, mas os mesmos sempre foram combatidos pela Igreja. A doutrina cristã, de modo geral, era contrária à escravidão e ao comércio de escravos. Já nos primórdios do Cristianismo, São Paulo Apóstolo (Século I d.C.) ensinava a igualdade de natureza entre os homens, judeus e gentios (não-judeus), visto que a Nova Aliança possuía um caráter universalista. Entretanto, não tendo grande influência na sociedade romana imperial, a Igreja recomendava aos escravos serem obedientes e não se revoltarem contra os seus senhores, mas também admoestava os senhores ao bom trato com seus escravos.

Importante recordar que a Igreja no Brasil estava submetida ao padroado e ao beneplácito da Coroa Portuguesa, o que reduzia em parte sua autonomia na região, pois a mesma ficava sujeita ao poder régio lusitano. Não tendo poder suficiente para aplicar as determinações papais que sugeriam o fim do tráfico e da escravidão, limitam-se a exortar os senhores no bom trato aos escravos e estabelecer sanções canônicas contra os abusos.

Se esse é o nível de ensino nas universidades brasileiras atualmente, a situação torna-se muito mais preocupante do que quando comecei a escrever esse artigo.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

2 comentários:

amasotti disse...

Que feio, você copiar partes do meu artigo e não colocar o link para ele.

Deveria saber que isso é uma afronta aos direitos autorais.

Eu faço questão que você link para que as pessoas leiam as outras partes que você não copiou, principalmente os conceitos dos quais você não tinha como responder.

O processo da ideologização é mostrar apenas uma parte da verdade.

Vai aqui o link para o blog. Convido a todos que leia no original. http://masotti.blogspot.com

amasotti disse...

Leitores desse Blog. O Fernando ficou magoado que eu pedi que ele citasse a fonte de onde ele tirou as partes do texto que ele comentou.

Ao invés de dizer tudo bem vou corrigir ele preferiu agir com arrogância.

Bom meu amigo, as partes retiradas da wikipédia estão citadas pelos links. As pessoas podem ir lá e ler tranquilamente, sem problemas pq não tenho nada a esconder de ninguém.

Quanto aos Papas na verdade há realmente uma pequena incorreção. O Papa era sim Gregório mas não IX e sim XIV, e essa parte corrigirei na informação inicial com toda a humildade de quem é humano.

Há só mais um detalhe para que não diga que não era esse. Entre Sixto X e Gregório XIV houve Urbano VII, mas seu papado durou apenas 12 dias.

Mais um detalhe interessante, descobri que Gregório XIV e eu nascemos no mesmo dia.

Fica o convite para voltarem ao meu blog.