segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Kaczynski perde eleição. O que será da Polônia?

Saudações queridos leitores!

Depois de um dia escrevendo quase nada, tive um surto produtivo e já atualizei as coisas. Fiquem com notícia do UOL, volto depois.

Polônia encerra era conservadora dos Kaczynski e abre as portas aos liberais

VARSÓVIA, 22 Out 2007 (AFP) - Os poloneses puseram fim aos dois anos de governo dos gêmeos conservadores Kaczynsky, período marcado por divisões internas e desacordos com a União Européia, ao votarem massivamente neste domingo em favor da oposição liberal.


Com a apuração de 90,8% dos votos, o partido liberal Plataforma Cívica (PO) obtinha 41,64% das preferências, anunciou na segunda-feira a comissão eleitoral polonesa.

Esta votação garantiria 208 dos 460 assentos da Dieta (Câmara Baixa), conquista pouco menor do que a prognosticada pelas pesquisas de boca-de-urna.

O partido conservador que deixa o governo, Direito e Justiça (PiS), de Jaroslaw Kaczynski, ficou na segunda posição, com 32,04% dos votos e 164 cadeiras na Dieta.

Este resultado dos dois partidos majoritários pode ainda mudar ligeiramente a favor do PO com o término da contagem dos votos nas grandes cidades, onde os liberais contavam com uma grande vantagem a seu favor.

Apenas outros dois partidos, a aliança de centro-esquerda LiD e o partido camponês PSL, superaram a barreira de 5% dos votos requeridos para ter representação na Dieta. Estes partidos obtiveram respectivamente 13,17% e 8,8% dos votos, ou seja, 52 e 35 cadeiras.

Apesar de tamanha derrota, um dos gêmeos Kaczynski continuará no poder: Lech Kaczynski é presidente da República e seu mandato segue em vigor até finais de 2010. No entanto, perderá muita influência sem seu irmão, já que na Polônia é o governo quem conduz o Poder Executivo.

Donald Tusk, de 50 anos, é o candidato natural ao cargo de primeiro-ministro, destacaram seus colaboradores.

Para manter uma maioria parlamentar Tusk deverá, entretanto, se aliar com o PSL, aliança já estabelecida regionalmente.

Tusk já mencionou abertamente esta eventualidade e o líder do partido camponês, Waldemar Pawlak, se declarou igualmente "aberto à cooperação".

Enquanto se publicaram as primeiras projeções de resultados, Tusk pediu a reconciliação dos poloneses, depois das divisões que o país conheceu com a chegada ao poder dos irmãos Kaczynski há dois anos, com provocações policiais dos serviços anticorrupção e a caça de ex-agentes comunistas.

Os liberais também obtiveram neste domingo cerca de dois terços dos 100 assentos do Senado.

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, saudou nesta mesma segunda-feira "o espírito europeu do povo polonês" depois da vitória do partido pró-europeu de Tusk, afirmou um porta-voz em Bruxelas.

A presidência portuguesa também saudou "a democracia" polonesa e manifestou sua esperança de manter "uma boa cooperação" com o novo governo.

Estas reações oficiais apenas escondem o alívio que sentiram os inúmeros dirigentes europeus, depois dos repetidos conflitos com os irmãos Kaczynski, seja para negociar uma nova constituição européia, para instaurar um dia europeu contra a pena de morte ou ainda para negociação da pesca do bacalhau.

Para confirmar esta nova sintonia com a Europa, um dos vice-presidentes do PO, Jacek Saryusz-Wolski, anunciou à AFP que o próximo governo liberal adotará a Carta dos Direitos Fundamentais, incluída implicitamente no novo tratado europeu e rechaçada pelos Kaczynski.

Voltei.

Os irmãos
Kaczynski governaram a Polônia por dois anos. O pleito foi antecipado depois da dissolução do Parlamento devido a escândalos de corrupção. Eles lutaram fervorosamente contra o comunismo e contra a cultura da morte que a União Européia tenta empurrar goela abaixo de todos. Por sua luta foram duramente criticados e violentamente atacados na mídia.

Agora, com os liberais no poder, eles vão querer tirar o atraso. Logo veremos brotar com mais força as iniciativas sobre o aborto e união civil de homossexuais, como de praxe na União Européia.

O alívio que o Presidente de Portugal demonstra por saber que os seus (comunistas e socialistas) não serão mais intensamente perseguidos.
Kaczynski tentou expurgar o comunismo da Polônia. Agora, o comunismo tentará expurgar os Kaczynski e colocar sua agenda em andamento novamente.

Como seria bom se o Brasil tivesse também seus
Kaczynski.

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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