terça-feira, 2 de outubro de 2007

"Eu fui abortada", o testemunho de uma sobrevivente

por Gianna Jensen

Este é o testemunho de Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto. Se você é a favor desta prática, leia essa história e pergunte a si mesmo se teria coragem de manter a convicção abortista diante desta mulher.

"Se o aborto é um direito das mulheres, quais são os meus direitos? Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos estarem sendo violados no dia em que a minha mãe me abortou."

Gianna Jessen, sobrevivente de um aborto.

A minha mãe biológica há 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afetaria a ela. Porém a cada dia da minha vida eu carrego as conseqüências da sua escolha.

A minha mãe biológica estava grávida de sete meses e meio quando decidiu abortar-me. Não sei porque é que ela tomou essa decisão. Estávamos em 1977. Ela e o meu pai biológico tinham 17 anos na altura e não estavam casados. Ela decidiu me abortar numa clinica de Los Angeles e realizou um aborto salino. Uma solução com sal é injetada no ventre materno de modo que o bebê possa ingerir o líquido salino, queimado-o por dentro e por fora. Nesse tipo de aborto o bebê é expelido morto em 24 horas, mas eu sobrevivi.

O aborcionista não estava de serviço quando eu vim ao mundo porque se isso tivesse acontecido, ele teria me estrangulado, algo que era considerado perfeitamente legal até 2002.

A única pessoa preocupada comigo foi a enfermeira. Ela chamou uma ambulância e fui transportada para o hospital. Fui colocada numa incubadora. Não se esperava que eu sobrevivesse.

Porém sobrevivi.

Devido a ausência de oxigênio por 18 horas e o fato de ter sido queimada viva no ventre da minha mãe, fiquei com sérios problemas. Não conseguia me mover e os médicos afirmavam que eu iria viver num estado vegetativo para o resto da vida.

A minha mãe adotiva - Penny - decidiu que não obstante aquilo que os médicos afirmavam, ela tentaria recuperar-me.

Com 3 anos e meio comecei a conseguir a andar. Foi quando a filha de Penny me adotou.

Tenho 28 anos e trabalho com musica em Nashville, Tennesse. Ainda coxeio e por vezes caio, mas mesmo assim já participei de uma maratona e irei participar novamente em outra em Londres, para jovens deficientes.

A minha mãe adotiva falou-me do meu passado.

Sempre senti que havia algo que faltava contar. Perguntava-lhe muitas vezes porque tinha problemas e ela respondia-me que eu havia nascido prematura.

Aos 12 anos perguntei-lhe de novo e ela disse-me o que havia acontecido. Eu respondi que tinha este problema devido a um fato interessante. A minha mãe adotiva disse-me que eu em vez de ficar amargurada deveria alegrar-me por ter sobrevivido.

Quando eu tinha 17 anos a minha mãe adotiva encontrou-se com a minha mãe biológica e disse-lhe que eu a perdoava. Sou cristã. Acredito que a revolta nos pode consumir a vida.

A minha mãe adotiva amou-me tanto que eu não sinto necessidade de me encontrar com a minha mãe biológica.

Não sei muito do que se passou no encontro entre elas. Só sei que a minha mãe biológica não pediu perdão e fez outro aborto depois do meu.


Comecei a falar contra o aborto quando tinha 14 anos e na terça feira falarei na câmara dos comuns.


Eu penso que é importante mostrar o que aconteceu comigo não só para mostrar a verdade do aborto mas também para mostrar as potencialidades que cada um de nós tem dentro de si.

Não creio que o assassinato seja um direito. Sou completamente contra o aborto, em qualquer circunstância, mesmo em casos de violação.

Embora a violação seja um crime horroroso não deve ser a criança a pagar por esse crime. De fato encontrei-me com pessoas produto de violações e elas estão gratas por estar vivas.

Se o aborto é um direito das mulheres quais são os meus direitos?

Não existiam protestos feministas contra o fato dos meus direitos serem violados no dia em que fui queimada viva.

Todos os dias agradeço a Deus.

Não me considero um monte de células nem nenhum dos nomes que se costumam dar ao que a mulher carrega no seu ventre.

Hoje um bebê é um bebê quando isso convém.

Mas quando não convém, quando não chega no momento certo, é chamado de um monte de células.


Um
bebê é chamado de bebê quando um aborto não provocado ocorre aos 2 ,3 ou 4 meses.

Um
bebê é chamado de monte de células quando um aborto ocorre aos 2, 3 , ou 4 meses.

Eu não vejo diferença entre os 2.

Acredito que sou prova viva de que o aborto é o assassinato de um ser humano.


A minha mãe biológica há 28 anos atrás estava convencida de que tinha direito a escolher, de que tinha direito a uma escolha que só a afetaria a ela. Porém em cada dia da minha vida eu carrego as conseqüências da sua escolha.


Embora eu nada tenha contra ela, acho importante as pessoas refletirem antes de tomarem determinadas decisões.

JESSEN, Gianna. Apostolado Veritatis Splendor: "Eu fui abortada", o testemunho de uma sobrevivente. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4566. Desde 28/9/2007.

Um comentário:

Anônimo disse...

É verdadeiro o que diz o texto: um bebê no ventre não é um amontoado de células e sim uma pessoa humana!Pois Ela recebe a luz divina atravez de sua mãe e pode perceber isso nitidamente quando tem apenas 2 meses.
A psicologia confirma isso, quando é feito regressão consciente em seus clientes e todos relatam(quando a exposição é sincera) a visão dessa iluminação, quando submetidos ao procedimento.
Por saber que algumas pessoas ouvem com ceticismo ao depoimento de outras que acreditam em milagres, porque sempre pensamos que a superstição é d'o outro', vou relatar um fato que ouvi de uma moça:
Contou que sua mãe quando lhe "esperava" decidiu pelo aborto, fazendo o uso de ervas fortes, e que quando tomou o chá abortivo feito dessas ervas ouviu uma voz grave que disse "se esta criança morrer você também morrerá!"
Muito assustada e embora não tivesse muita fé, sua mãe orava com toda "força". Expelindo todo o líquido em seguida... E assim a jovem viveu, ou melhor, sobreviveu!

grande abraço, Tavolaro!