sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Dilma Roussef e o apoio ao aborto

Saudações queridos leitores!

Ontem ocorreu em São Paulo a Sabatina da Folha, entrevistando dessa vez a Ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef. Entre reeleição, estatização da Vale e outros assuntos, ela falou sobre a descriminalização do aborto.

Segue abaixo reportagem do Estadão. Comento abaixo.

Dilma diz apoiar descriminalização do aborto no País

'Esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada', afirma

ELIZABETH LOPES - Agencia Estado

SÃO PAULO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez nesta quinta-feira, 4, uma defesa da descriminalização do aborto no País. "É um absurdo que não há a descriminalização do aborto no Brasil, pois esta não é uma questão de foro íntimo, mas sim de saúde pública, e precisa ser regulamentada", frisou ela, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo.

Um dos momentos de maior descontração da entrevista, foi quando Dilma revelou sua personalidade: "Sou uma mulher dura, rodeada de homens meigos". E continuou, arrancando risos dos presentes: "Eu nunca ouvi dizer que um homem fosse duro".

Como era de se esperar, ela defende a descriminalização com o argumento chulo do problema de saúde pública. Essa opinião parece ser algo irresponsável, mas ao emiti-la, ela está é sendo muito esperta. Criou-se um mito no Brasil de que uma dicotomia direita-esquerda é necessária, que os "de direita" são maus e o povo "de esquerda" é bonzinho. Só não dizem se o comportamento do porco fedorento do Che Guevara, do cadáver ambulante Fidel e o lambe-botas do Chávez são exemplos de "bondade". Com isso, enquanto a esquerda demoniza quem não está com eles, colando-lhes o rótulo de direitistas, esses mesmos tentam esquivar-se ao máximo da máquina de propaganda comunista. Com isso, evitam ao máximo assumir seus posicionamentos com medo que sejam taxados de direitistas, nisso está incluso o combate à descriminalização do aborto. Ao colocar esse medo nos adversários, ficam livres para defender qualquer posicionamento que queiram, por mais criminoso, homicida e diabólico que seja com a garantia de que não serão confrontados. Também contam com toda a sua estrutura de ONG's, órgãos estudantis e sindicatos, prontos a mobilizar suas tropas em favor do que quer que a esquerda diga, caso algo dê errado.

A Ministra trata o problema do aborto como questão de saúde pública. Não é, nem de longe, verdade. Gravidez não é doença para precisar de tratamento e eliminação. Uma gravidez não pode ser encarada como um câncer, pois esse sim, sendo algo que põe em risco a vida da pessoa, deve ser tratado e eliminado o quanto antes. Já a gravidez, é um processo natural decorrente da relação sexual. Ora essa, se a gravidez não era desejada (como não desejar a vida?) ou não era "pretendida", por quê então teve a relação? Porque o mundo prega o egoísmo, prega que a satisfação individual esteja acima de tudo.

Em todo lugar para onde se olha, nota-se uma supervalorização do sexo, independente da idade, condição, independente do amor. Para muitas pessoas, é proibido combater tal disseminação, pois iria "interferir drasticamente na liberdade" dos jovens. Que raio de liberdade é essa que deixa que os jovens se lasquem? Com base nesse princípio falacioso pode-se defender que uma pessoa possa recusar qualquer tipo de tratamento, claramente colocando sua vida em risco. Já imaginaram se as campanhas de vacinação infantis só vacinassem as criancinhas que consentissem que lhes espetassem aquela agulha dolorosa? Ia ser um Deus-nos-acuda.

Problema de saúde pública é deixar tantos jovens com os valores distorcidos, agindo de acordo com um impulso injetado em suas cabeças pelo próprio governo, que deveria pensar melhor em que orientações dar aos cidadãos e que não reconhece os direitos dos nascituros. Todo ser humano, independente da idade, tem seus direitos reconhecidos. O Código Civil estabelece: Art. 2º. “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. Oras bolas, querer aprovar o aborto é passsar por cima do Código civil, portanto, é assassinato!

Quanto ao aborto de fetos anencéfalos, também não há jstificativa para tal prática, visto que a má formação ou qualquer defeito de nascimento não deve ser impeditivo para o reconhecimento da cidadania. A legitimação de tal posição abre espaço para a interrupção da gravidez de quem tenha qualquer tipo de problema, caracterizando aborto eugênico, uma prática totalmente criminosa, muito bem vista pelos nazistas.

Abortar crianças frutos de estupro não traz qualquer tipo de reparação ao crime, visto que a criança gerada no ventre não tem culpa alguma das circunstâncias que a conceberam. Por mais que seja duro para a mãe carregar dentro de si um fruto de uma violação, o verdadeiro culpado é o estuprador. Punir a criança com a morte não vai trazer nenhuma justiça ao caso.

Termino essa reflexão com um texto de Sueli Caramelo Uliano, Mestra em Letras pela USP (Universidade de São Paulo) e professora da Universidade São Judas Tadeu.

"Amar os filhos, ser mãe, é, como vimos, o que há de mais profundo no ser feminino. Por isso, a simples noção de ‘gravidez indesejada’ corrompe a mulher no mais íntimo do seu ser. E nem falemos no caso do aborto. Eliminar um filho concebido é uma atitude tão hedionda que só se pode explicar por descalabros sentimentais, por uma insegurança doentia, por infidelidade crônica ou por um egoísmo visceral.

O argumento que tantas vezes se esgrime - o de que a mulher deve ser ‘dona do seu próprio corpo’ - evidentemente não se aplica ao caso, porque qualquer mulher, por mais iletrada que seja, sente e sabe que a criança que traz no seu seio não é um simples apêndice, mas constitui um novo ser, com o seu próprio corpo, com a sua própria vida. Por isso, tem todo o direito a essa vida, às vezes apesar dos pais que a conceberam. Se tiver sido gerada por um ato de violência, então, mais do que nunca, será preciso ampará-la como vítima e amá-la como companheira de infortúnio. O amparo legal concedido ao aborto na gravidez ocorrida em atos de estupro faz-me lembrar a fábula do lobo e o cordeiro: ‘Se não foi você, foi seu pai’ - essa ó a justificativa que o lobo dá para devorar o cordeiro" (ULIANO, Sueli Caramello. Por um novo feminismo. São Paulo: Quadrante, 1995. p. 40).

O texto acima requer apenas um reparo: o aborto na gravidez ocorrida em atos de estupro não tem "amparo legal". Trata-se de uma prática ilegal, inconstitucional e criminosa, embora oficializada pelo Ministério da Saúde.

Que Deus nos livre da maldição do aborto!

Fiquem com Deus e divirtam-se,
Fernando.

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